As 10 principais dúvidas sobre a HÉRNIA INGUINAL.

As 10 principais dúvidas sobre a HÉRNIA INGUINAL.


É uma afecção que ocorre na região da virilha em aproximadamente 15% da população e se apresenta como um ABAULAMENTO aos esforços. É mais comum em homens na idade adulta e ocorre pela insinuação dos órgãos abdominais, como o intestino, por um orifício até o saco escrotal, no caso dos homens, ou pelo canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina, no caso das mulheres.

1. O que é hérnia inguinal?

A hérnia é qualquer protrusão ou deslocamento do conteúdo abdominal por um orifício natural ou acidental. O termo “inguinal” indica que esse conteúdo passa pela parede abdominal na região da virilha. Ela pode ser bilateral, quando ocorre dos dois lados, ou unilateral, quando ocorre só de um lado. Ela também pode ser direta ou indireta. A direta ocorre quando há um afrouxamento da musculatura e, assim, o extravasamento do conteúdo abdominal se dá por um simples oportunismo e a indireta acontece quando o conteúdo abdominal passa para a bolsa escrotal por um ponto frágil, chamado anel herniário.

2. Quais os fatores de risco?

Pessoas que tiveram casos de hérnia inguinal na família estão mais propensas a ter o problema. A hérnia inguinal também costuma acometer mais homens do que mulheres. Embora possa ocorrer em qualquer idade, ela é mais frequente na fase adulta. Neste caso, a causa mais comum é o enfraquecimento da musculatura abdominal, que ocorre naturalmente conforme envelhecemos. No caso das mulheres, a hérnia se forma em um canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina. Já em crianças do sexo masculino, o problema está relacionado a uma persistência da musculatura no momento em que os testículos descem para a bolsa escrotal. Tal acontecimento deixa um canal aberto na região da virilha que permite a insinuação do conteúdo abdominal.

3. Como se prevenir?

A única maneira de prevenir a hérnia inguinal é evitando forçar a musculatura abdominal, portanto, não faça exercícios físicos muito pesados e consuma fibras para facilitar a evacuação. Mesmo assim, isso não impede a ocorrência do problema, afinal, uma simples tosse já estimula os músculos abdominais.

4. Quais os sintomas?

Dor na região abdominal e um abalamento (como se fosse um caroço) na região da virilha são os principais sinais da hérnia inguinal.

5. Quais as opções de tratamento?

Como é um problema mecânico, a única solução é um procedimento cirúrgico que pode ser feito por corte ou por laparoscopia.

6. Quais as possíveis complicações do problema?

A principal complicação da hérnia inguinal é o encarceramento e estrangulamento do conteúdo abdominal que entrou pelo orifício da parede abdominal.  Assim, uma alça do intestino, por exemplo, pode necrosar dentro dessa abertura, tornando a cirurgia muito mais complicada.

7. Como é a cirurgia?

Se não houver qualquer complicação, como necroses ou obstruções, a cirurgia é bastante simples, com taxa de reincidência de aproximadamente 4%. Durante o procedimento, é colocada uma espécie de tela na parede abdominal do paciente para fechar o orifício.

8. Após quanto tempo posso voltar às atividades normais?

O paciente costuma ser liberado no mesmo dia ou no dia seguinte após a cirurgia. Recomenda-se evitar esforços físicos pesados nos primeiros três meses de recuperação, mas, segundo o cirurgião, a cicatrização total ocorre apenas seis meses após o procedimento. O paciente também pode ter relações sexuais 15 dias após a cirurgia, mas com cautela. Entretanto, esse período depende do caso e do estado geral de saúde do paciente, por isso, atenha-se às especificações do seu médico.

9. Qual a anestesia para esta cirurgia e o tempo de internação?

Geralmente utiliza-se a anestesia Raquidiana e o período de internação hospitalar é de 24 horas.

10. Qual o especialista devo procurar?

O médico especialista neste tipo de afecção é o CIRURGIÃO DO APARELHO DIGESTIVO.

Pedra na Vesícula : Quando a Cirurgia é Necessária?

Pedra na Vesícula : Quando a Cirurgia é Necessária?

Pedra na Vesícula

Título: Desvendando as principais informações sobre a Colelitíase: Cálculos na Vesícula Biliar 🧐

Introdução
A Colelitíase, popularmente conhecida como “Pedra na Vesícula”, desperta diversas dúvidas e inquietações. Este post tem como objetivo esclarecer os principais questionamentos relacionados a essa condição que tem se tornado mais frequente nos últimos anos. 🌱

1. O que é a Colelitíase?
A Colelitíase refere-se à formação de cálculos, conhecidos como pedras, que ocorrem no interior da vesícula biliar em 90% dos casos. Em situações específicas, essas pedras podem surgir nos ductos biliares, sendo chamadas de coledocolitíase. A incidência e o diagnóstico da Colelitíase têm aumentado, em parte devido ao crescente uso da ultrassonografia abdominal em exames de rotina ou check-ups. É interessante notar que, em muitos casos, os cálculos são diagnosticados mesmo antes de o paciente apresentar sintomas perceptíveis. 📈

2. Tipos de Cálculos:
Os cálculos na vesícula biliar podem ser classificados em dois tipos principais: os de colesterol, que representam cerca de 90% dos casos, e os de bilirrubina, que compõem os 10% restantes. Os cálculos de colesterol são mais comuns e podem se formar devido a diversos fatores, enquanto os de bilirrubina estão frequentemente associados a condições específicas, como anemia ou deficiência no metabolismo da bilirrubina, um pigmento metabolizado pelo fígado. 🔄

3. Esta doença é frequente e quando ela ocorre?

    Os estudos têm demonstrado claramente um aumento da incidência de cálculos biliares com o passar da IDADE (principalmente acima de 40 anos). Embora rara na população pediátrica, as crianças com distúrbios hematológicos (alguns tipos de anemia), e com dificuldade de absorção de sais biliares estão predispostas à formação de cálculos biliares. A calculose biliar é mais comum em entre as MULHERES, e deve estar ligado a fatores hormonais, já que há um aumento do número de casos com a GRAVIDEZ. A OBESIDADE também é um fator de risco, já que nestes pacientes há um aumento da concentração de colesterol. A DIABETES também causa um aumento na incidência dos cálculos na vesícula biliar, devido a uma supersaturação do colesterol. Aproximadamente 10% da população acima de 20 anos de idade apresenta cálculo na vesícula biliar.

 4. Dr. quais são os sintomas mais comuns?

A presença de cálculos na vesícula biliar pode se manifestar de várias maneiras, sendo que muitos pacientes são assintomáticos (mais de 50%) por vários anos. Nos casos sintomáticos, a obstrução do ducto da vesícula biliar por um cálculo pode causar dor no abdome, principalmente do lado direito próximo às costelas, conhecida como CÓLICA BILIAR. A cólica é causada pela contração da vesícula biliar contra a resistência imposta pela obstrução do ducto, e classicamente surge de 30 a 60 minutos depois das refeições. Caso a obstrução persista, pode haver a evolução para uma inflamação aguda da vesícula biliar (COLECISTITE AGUDA). A calculose biliar também pode se apresentar como “má” digestão, desconforto abdominal vago, náuseas e vômitos, ou até mesmo excesso de flatulência. Este quadro tende a piorar com a ingestão de alimentos gordurosos, mas todos os alimentos podem desencadear sintomas.

5. Como posso saber se tenho PEDRA NA VESÍCULA?

A ultra-sonografia do abdome superior é o método de escolha para a avaliação de pacientes com suspeita de cálculos biliares, e apresenta um índice de acerto de 95 a 99%. Tem como vantagens, além da eficácia, ser um método não invasivo (sem anestesia ou contraste), sem irradiação, razoavelmente barato e desprovido de efeitos colaterais.  Os exames laboratoriais podem mostrar a alteração de enzimas do fígado e dos ductos biliares. O hemograma completo estará alterado no caso de infecção.

6. Quais são os riscos desta doença ?

Pedra na VesículaDe todos os pacientes portadores de cálculos biliares, de 15 a 20% apresentarão complicações mais graves devido aos cálculos biliares. Estas complicações podem ser referentes à obstrução da vesícula por cálculos maiores, como a colecistite aguda, ou devido à migração dos cálculos biliares pequenos da vesícula para os ductos biliares, como a coledocolitíase, a colangite aguda supurativa e a pancreatite aguda biliar. Um outro risco associado à presença de cálculos de vesícula biliar, em especial acima de 3 cm, é o desenvolvimento de câncer de vesícula á longo prazo.

Ameaças Associadas aos Cálculos na Vesícula Biliar e Suas Consequências 🚨

A inflamação ou colecistite aguda, que é a complicação mais comum do cálculo de vesícula, ocorre quando o cálculo biliar se aloja na saída da vesícula, causando obstrução persistente. Isso desencadeia inflamação e infecção, resultando em dor intensa, diferente da cólica biliar, e podendo persistir por vários dias. Os sintomas incluem náusea, vômito, perda de apetite e febre. A ultra-sonografia revela não apenas os cálculos na vesícula, mas também um espessamento da parede e distensão da vesícula devido à inflamação e obstrução, respectivamente. O tratamento envolve a remoção da vesícula biliar e a administração de antibióticos. 💊👩‍⚕️

A Coledocolitíase, por sua vez, refere-se à presença de cálculos no ducto biliar (colédoco), geralmente originados na vesícula biliar. Os sintomas incluem dor abdominal em cólica, associada a náuseas e vômitos. Dependendo da intensidade da obstrução do ducto, os pacientes podem apresentar icterícia e urina escura. O tratamento inicia-se com a remoção do cálculo por endoscopia digestiva ou cirurgia, seguida pela ressecção da vesícula biliar. 🩹🌡️

A colangite aguda supurativa surge quando um cálculo impacta o ducto colédoco, causando infecção. Os sintomas incluem febre, icterícia e dor abdominal, podendo levar a complicações graves. O tratamento envolve antibióticos, hidratação e a remoção do cálculo do ducto biliar, seguido pela ressecção da vesícula. A rapidez na intervenção é crucial devido ao risco de sepse. ⚠️💉

A pancreatite aguda biliar, resultante da obstrução do ducto pancreático por um cálculo vesicular, apresenta sintomas como dor abdominal intensa, febre e náuseas. Em casos graves, pode levar à necrose e hemorragia pancreáticas, com risco de morte. O tratamento inicia-se com a ressecção do cálculo, seguida pela remoção da vesícula após a melhora dos sintomas da pancreatite. 🏥🔥

Finalmente, o câncer de vesícula biliar é uma complicação potencial em pacientes com cálculos, especialmente os grandes. Entre 70% e 90% dos casos de câncer de vesícula estão associados a cálculos biliares. É essencial monitorar pacientes com cálculos únicos e grandes, pois 0,4% deles podem desenvolver câncer de vesícula biliar como complicação. 🎗️🔍 Ao reconhecer essas ameaças, podemos destacar a importância da prevenção e do acompanhamento regular, promovendo a saúde e o bem-estar. 🌟

 6. Qual o Tratamento da Pedra na Vesícula?

Abordagem Atualizada na Calculose da Vesícula Biliar e o Papel da Cirurgia Vídeo-Laparoscópica 🌐👨‍⚕️

Diante do quadro clínico relacionado à calculose da vesícula biliar e dos riscos potenciais de complicações sérias, minha rotina de cuidado com os pacientes tem evoluído para incluir a ressecção (retirada) da vesícula biliar, especialmente em casos de pacientes sintomáticos e/ou com múltiplos cálculos de pequeno porte, aumentando assim o risco de migração dessas pedras. Para pacientes assintomáticos com apenas um cálculo, a abordagem não cirúrgica pode ser considerada, porém a monitorização cuidadosa nesses casos permite avaliar a evolução do quadro e intervir cirurgicamente apenas quando necessário, garantindo uma abordagem mais personalizada e minimizando intervenções desnecessárias.

O tratamento da calculose biliar destaca-se pela ressecção da vesícula biliar, conjuntamente com as pedras, utilizando métodos modernos, como a cirurgia vídeo-laparoscópica. Nesse procedimento, o cirurgião realiza quatro pequenas incisões no abdome do paciente, por onde são introduzidas pinças e uma câmera de vídeo. Todo o procedimento é conduzido com o auxílio de um monitor posicionado ao lado do paciente.

As vantagens dessa abordagem são notáveis. A recuperação é rápida, visto que a dor é mínima devido às incisões reduzidas, o que permite que os pacientes retomem suas atividades profissionais em um curto espaço de tempo. O impacto estético também é positivo, uma vez que as incisões apresentam dimensões pequenas, variando de 0,5cm a 1cm. Além disso, em geral, os pacientes recebem alta hospitalar no dia seguinte à cirurgia, otimizando o processo de recuperação. Essa técnica moderna representa um avanço significativo na abordagem da calculose da vesícula biliar, proporcionando aos pacientes uma experiência mais confortável e eficiente. 💪🔍

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Intolerância á Lactose

Intolerância á Lactose

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Doutor o que é LACTOSE? 

Os  carboidratos  são  macronutrientes  essenciais  para  uma  alimentação equilibrada e saudável,  sua proporção  deve  variar  entre  40%  a  55%  do  total  ingerido. O tipo de carboidrato utilizado em uma alimentação varia conforme as escolhas  alimentares.  A  lactose  é  um  deles. É  um  dissacarídeo  muito comum em nossa alimentação, em especial a brasileira, advindo do leite integral de vaca e de seus derivados. Esse dissacarídeo é composto por 2 monossacarídeos: a glicose e a galactose. Porém, para a digestão e absorção  completa  da  lactose,  há  necessidade  de  plena  atividade  das enzimas digestivas. Para isso, o organismo lança mão de duas enzimas, a  amilase  salivar  e  a  lactase.  Os  produtos  desta  digestão  (glicose  e galactose)  são  totalmente  absorvidos  no  intestino  delgado  e  vão  para corrente sanguínea.

Qual a importância da Intolerância á Lactose?

a  intolerância  à  lactose,  causada  pela  deficiência da enzima lactase responsável pela hidrólise (quebra-digestão) da lactose. Estudos  realizados  no  Brasil,  demonstraram que aproximadamente 75% dos adultos apresentam algum grau de intolerância  à  lactose,  com  sintomas  clínicos  característicos  de  dores abdominais, flatulência, distensão abdominal e diarreia.

A intolerância á Lactose é uma doença comum?

A  deficiência  de  lactase  ocorre  em  cerca  de  75%  dos indivíduos adultos em todos os grupos étnicos estudados, exceto nos de origem do noroeste da Europa, onde a incidência nos adultos é menor que 20%. Isto ocorre gradualmente ao término da infância e atinge seu pico de incidência na 2ª década de vida.

Quais os sintomas mais comuns?

Os  sintomas  e  sinais  da  intolerância  à  lactose  são  semelhantes  a qualquer outra deficiência enzimática especifica. A  criança  que  não  metaboliza  a  lactose  terá  diarréia  e  poderá  não ganhar  peso.  O  adulto  apresentará  borborigmo (meteorismo),  distensão  abdominal (empachamento), flatulência, náuseas, diarréia e cólicas abdominais. Mesmo quando  somente  a  absorção  de  lactose  está  diretamente prejudicada  pela  deficiência  da  lactase,  a  diarréia  resultante  pode  ser intensa, o suficiente para eliminar os outros nutrientes antes que eles possam ser absorvidos, podendo provocar a desnutrição.

Quais exames preciso fazer para o Diagnóstico ?

Após avaliação especializada, serão solicitados exames específicos para o diagnóstico diferencial desta afecção. Geralmente pela realização de avaliações bioquímicas, e em alguns casos exames endoscópicos e radiológicos.

Existe tratamento ?

Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados por meio de orientação nutricional, reposição enzimática e medicamentos sintomáticos.

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Doença do Refluxo Gastroesofágico : Quando está indicado o TRATAMENTO CIRÚRGICO ?

Doença do Refluxo Gastroesofágico : Quando está indicado o TRATAMENTO CIRÚRGICO ?

O que é a Doença do Refluxo (DRGE)?

O Refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago, como o suco gástrico (ácido) e alimentos, para o esôfago. Quando este refluxo se apresenta de forma intensa e em vários episódios durante o dia, ele é chamado de refluxo gastroesofágico patológico. A doença do refluxo gastroesofágico ocorre devido ao funcionamento precário dos mecanismos anti-refluxo. O refluxo gastroesofágico apresenta uma grande incidência na população, e pode ou não apresentar sintomas, e estar ou não associado a outras doenças, como a hérnia de hiato. O refluxo gastroesofágico corresponde a 75% das doenças do esôfago. A hérnia de hiato é o deslizamento do estômago em direção ao esôfago, sendo que esta alteração anatômica ocorre devido à diferença entre a alta pressão dentro do abdome em relação à baixa pressão dentro do tórax. Acredita-se que a incidência de hérnia de hiato seja de 5 casos para cada 1000 habitantes. A presença da hérnia de hiato confirma a fraqueza da musculatura do diafragma, que é responsável pela manutenção do mecanismo anti-refluxo.


Quais são os sintomas e como é feito o Diagnóstico?

Os sintomas da doença do refluxo gastroesofágico podem ser mínimos, ou mesmo estarem ausentes. Nos casos com queixas mais evidentes, os pacientes referem queimação ou dor no tórax, azia e refluxo de suco gástrico até a boca (regurgitação). Os sintomas tendem a piorar após as refeições e ao se deitar, e alguns pacientes chegam a despertar do sono assustados e engasgados . Desta forma, é muito comum que os pacientes excluam o jantar, ou o realizem muito cedo, evitando assim o refluxo durante a noite.  Alguns pacientes apresentam sintomas atípicos, mas que devem ser lembrados, como rouquidão, tosse seca, asma, sinusite, náusea e vômitos.

O diagnóstico da doença do refluxo gastroesofágica é baseado em quatro exames: a endoscopia digestiva alta, a pHmetria esofágica, a manometria esofágica e a esôfago-estômago-duodenografia (Raio X).  A endoscopia digestiva alta é um exame de imagem, em que é possível se visualizar a inflamação do esôfago (esofagite), decorrente da exposição prolongada da mucosa do esôfago ao suco gástrico, assim como a presença de lesões pré-malignas decorrentes desta inflamação crônica. Além disso, avalia a presença de hérnia de hiato. Outra função importante da endoscopia digestiva alta é permitir a realização de bióspsias.  A pHmetria esofágica realiza a medição do pH (acidez) do esôfago durante 24 horas, através de uma pequena sonda introduzida pelo nariz do paciente. Desta forma avalia, de acordo com a acidez do esôfago, o número e a intensidade dos episódios de refluxo durante todo o dia. De acordo com os dados colhidos, é possível dizer com certeza se o paciente é ou não portador de refluxo gastroesofágico patológico. A manometria esofágica mede a pressão da musculatura da região esôfago-gástrica (esfíncter esofagiano). Esta musculatura exerce um mecanismo anti-refluxo, e quando ocorre a sua fraqueza, o paciente apresenta a predisposição ao refluxo.   A esôfago-estômago-duodenografia é um exame radiológico (Raio X) em que o paciente ingere contraste e é radiografado em diferentes posições. O exame tem como objetivo avaliar o refluxo do contraste ingerido, do estômago para o esôfago.

Qual o risco desta doença ?

A inflamação crônica do esôfago (esofagite) é causada pelo refluxo de ácido do estômago para o esôfago. Nos casos mais leves, a esofagite é auto-limitada. No entanto, nos casos em que o refluxo é persistente, a mucosa do esôfago tende a passar por modificações para uma melhor adaptação à presença contínua do ácido. Desta forma, a mucosa do esôfago troca de tecido por um mais resistente ao ácido, processo este conhecido como metaplasia, e a este novo tecido dá-se o nome de esôfago de Barret. A confirmação da presença do esôfago de Barret se realiza através da visualização pela endoscopia digestiva, e através e exame anátomo-patológico (biópsia). O grande problema do esôfago de Barret é que este é um tecido pré-maligno, ou seja, pode evoluir para o câncer de esôfago caso nenhum tratamento seja instituído, e o refluxo persista. Segundo a literatura médica atual, o único método capaz de evitar a progressão do esôfago de Barret para o câncer é a cirurgia para o tratamento do refluxo gastroesofágico.

Dr. Como é feito o tratamento e quando está indicada a Cirurgia?

A. Tratamento Clínico

O tratamento clínico está indicado nos casos mais leves e nos que não há a presença de lesões pré-malignas no esôfago. Este tratamento consiste na diminuição da produção de ácido pelo estômago através de remédios que inibam a formação do ácido. Desta forma, ocorre a diminuição da acidez no líquido refluído, e o esôfago tem a chance de apresentar melhora do processo inflamatório. Uma outra medicação utilizada são as drogas pró-cinéticas. Estas medicações têm como função fortalecer a musculatura do esôfago, além de promover um rápido esvaziamento do estômago, evitando assim, que haja tempo do suco gástrico refluir para o esôfago.

B. Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico está indicado em pacientes que apresentem lesões esofágicas pré-malignas (esôfago de Barret) decorrentes do refluxo gastroesofágico, pacientes que mantém a sintomatologia do refluxo, mesmo durante o tratamento clínico, e nos pacientes que se tornaram dependentes de remédios por tempo indefinido, ou seja, só ficam livres dos sintomas enquanto estão fazendo uso de medicação. Nos meus pacientes, além de seguir estes critérios de indicação de cirurgia, faço questão de que haja comprovação do refluxo gastroesofágico patológico através da endoscopia digestiva, da pHmetria e da manometria esofágica. A realização destes exames é fundamental para que a melhor técnica cirúrgica seja aplicada em cada caso. Atualmente, o tratamento é realizado por via vídeo-laparoscópica, ou seja, através da introdução de pinças no abdome do paciente, sem a necessidade de uma grande incisão (corte). Desta forma, os pacientes apresentam uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, podendo retornar mais rapidamente às suas atividades habituais. Além disso, o benefício estético é indiscutível. Os pacientes recebem alta hospitalar em dois a três dias. A cirurgia consiste no tratamento da hérnia de hiato, com a sutura (pontos) na porção do músculo diafragma que ficou mais fraca. Além disso, é confeccionada uma válvula anti-refluxo com o próprio estômago, tratando definitivamente o refluxo gastroesofágico.

Síndrome do Intestino Irritável

Síndrome do Intestino Irritável

O QUE É

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um termo aplicado a uma associação de sintomas, que consistem mais freqüentemente de dor abdominal, estufamento, constipação (“intestino preso”) e diarréia. Muitos pacientes com SII alternam diarréia com constipação. Pode haver muco presente junto às fezes.

Não se trata de um defeito anatômico ou estrutural. Não é uma desordem física ou química identificável. Não é um câncer e tampouco irá causá-lo. Não causa outras doenças gastrointestinais. Em palavras médicas, não há doença orgânica detectável.

A SII é uma desordem funcional do intestino. Não há sinal de doença que possa ser visto ou medido, mas o intestino não está funcionando normalmente. É um problema comum, afetando cerca de uma a cada cinco pessoas nos Estados Unidos, mais comum em mulheres, e mais freqüente em momentos de stress emocional. Geralmente tem início na fase de adolescência ou de adulto jovem, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.

O que parece ocorrer é uma associação entre um distúrbio da motilidade intestinal (as contrações musculares rítmicas dos intestinos que levam a comida digerida adiante) e uma percepção anormal de estímulos no intestino, que em pessoas sem o problema não acarretariam qualquer desconforto (por exemplo, pessoas com SII sentem desconforto decorrente da presença de volumes normais de gás dentro dos intestinos, coisa que indivíduos normais não sentem).

SINTOMAS

Quais os sintomas da SII?

Dor e desconforto abdominal associado com alterações nas fezes são os principais sintomas, os quais variam entre as pessoas. Pessoas apresentam constipação, outros diarréia ou ainda alternância entre diarréia e constipação. Alguns referem sensação de estufamento e distenção abdominal, decorrente da fermentação de gases no cólon.

A SII afeta os movimentos do cólon, o transporte de gases e fezes e a quantidade de líquido absorvido. Nos pacientes afetados, os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água, deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Sangramento, febre, perda de peso e dor abdominal persistente e contínua não são sintomas da Síndrome e indicam outros problemas que precisam ser investigados.

Como a alimentação interfere nos sintomas da SII?

Para muitas pessoas com SII a atenção na escolha dos alimentos é fundamental. É importante anotar e avaliar diariamente quais são os alimentos que causam mais sintomas. Além das orientações sugeridas pelos médicos, uma orientação alimentar específica e personalizada ajuda muito no controle dos sintomas.

CAUSA

O que causa a SII?

O que leva uma pessoa a ter SII e outra não? Ainda ninguém sabe. Os sintomas não são causados por uma alteração orgânica específica (doença).Os estudos têm demonstrado que na verdade, o intestino destas pessoas parece ter uma sensibilidade aumentada (são mais sensíveis) a diferentes estímulos como determinados alimentos e a ansiedade (stress).

Abaixo estão listadas as principais teorias da SII: Os movimentos de propulsão do intestino (peristalse) parecem não funcionar adequadamente. Há contrações uniformes da musculatura (espasmos) ou mesmo a parada dos movimentos.

A camada superficial do intestino grosso é responsável pela troca de fluidos entre as fezes e o organismo. Em pacientes com SII,os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água , deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Como o coração e os pulmões, o cólon é parcialmente controlado pelo sistema nervoso autônomo (não controlado pela nossa vontade), que comprovadamente sofre interferência do nosso estado emocional , como ansiedade e stress. Com isto pode trabalhar mais rápido, mais lentamente ou contrair de forma desordenada (espasmo).

Os seguintes fatos parecem estar ligados com piora dos sintomas:
Refeições volumosas
Grande quantidade de gases no intestino grosso
Medicamentos
Trigo, centeio, cevada, aveia, cereais, chocolate, leite e derivados, álcool
Bebidas que contém cafeína: café, chá e colas Estress, ansiedade, labilidade emocional
Pesquisas revelam que mulheres com a SII apresentam exarcebação dos sintomas no período menstrual, sugerindo relação com os hormônios femininos.

Como o estresse afeta a SII?

Estresse – sensação de cansaço físico e mental, preocupações, nervosismo – estimulam contrações (espasmos) no cólon de pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável. O cólon possui uma vasta rede de nervos que se conectam com o cérebro. Esta via nervosa coordena o ritmo normal das contrações dos músculos do intestino grosso. Em situações de estresse, ansiedade, esta mesma via pode causar desconforto abdominal. Pessoas freqüentemente experimentam cólicas, desconforto abdominal ou até mesmo diarréia quando estão nervosas ou agitadas. Mas em portadores da SII, o cólon manifesta-se de maneira muito mais intensa a essas situações. Além disto, o estresse tende a deixar as pessoas mais sensíveis a determinados estímulos.

DIAGNÓSTICO

Como é feito o diagnóstico da SII?

O diagnóstico é feito tendo como base a história clínica e exame físico. Não há nenhum teste específico para confirmação da síndrome, na verdade, utilizam-se exames e testes laboratoriais para excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes. Estes testes incluem exames de sangue e fezes, (endoscopia digestiva alta, colonoscopia (endoscopia digestiva baixa) e raio X especiais.

TRATAMENTO
Como é feito o tratamento da SII?

O tratamento da SII irá depender da aceitação dele. Na verdade o primeiro e grande objetivo é a conscientização do quadro, como ele ocorre,o que faz melhorar e piorar os sintomas e a tranqüilidade de que não evoluirá para doença grave. A partir deste ponto, da aceitação do quadro, o tratamento em si fica muito mais fácil.

Medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas. Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarréia, calmantes, antiespasmódicos (para combater os espasmos do intestino) servem par melhorar muitos dos sintomas abdominais. Muitas vezes antidepressivos apresentam grande efeito calmante e analgésico, com boa resposta ao tratamento.

O que é “Esteatose Hepática”?

O que é “Esteatose Hepática”?

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Esteatose Hepática é um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de Infiltração gordurosa do fígado ou Doença gordurosa do fígado. Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.

Qual a causa da Esteatose Hepática?

A Esteatose pode ter várias causas:

  • Abuso de álcool;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Sobrepeso ou Obesidade;
  • Alterações dos lípides, como Colesterol ou Triglicérides elevados;
  • Drogas, como os corticoides e secundário a algumas cirurgias para obesidade.

Mais ou menos 1 de cada 5 pessoas com sobrepeso desenvolvem Esteato-hepatite não alcoólica.

Como a Esteatose Hepática é identificada?

O paciente pode apresentar alterações em exames de sangue relativos ao fígado (a Esteatose Hepática é a causa mais comum de elevação das enzimas do fígado em exames de sangue de rotina), aumento do fígado detectado ao exame físico realizado pelo médico, ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia de abdome, tomografia ou ressonância magnética. A Esteatose também pode ser suspeitada quando o paciente apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril).

A Esteatose Hepática pode evoluir para uma doença grave?

É um achado comum nos pacientes com sobrepeso, obesos ou diabéticos. Em parte desses pacientes uma inflamação das células hepáticas associada à esteatose pode estar presente, lembrando a hepatite alcoólica, e que é chamada de “Esteato-hepatite”. A Esteato-hepatite não alcoólica, se não controlada, tem o potencial de evoluir para a Cirrose Hepática / Câncer de Fígado (HCC – Hepatocarcinoma) em alguns pacientes. O paciente deve fazer exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.

Esteatose_Hepática_Progressão

A Esteatose Hepática pode ser tratada?

É importante saber que a Esteatose Hepática e Esteato-hepatite são geralmente doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a Identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação médica especializada, com acompanhamento médico e uso de medicamentos em casos especiais, acompanhamento nutricional e atividade física programada.

Como é realizado o diagnóstico?

No diagnóstico de esteatose hepática, o médico vai primariamente eliminar outras possíveis causas de doença hepática crônica, principalmente o abuso de álcool. Exames de sangue podem ser solicitados com o intuito de dosar as enzimas do fígado. As imagens do fígado obtidas por um exame de ultrassonografia podem sugerir a presença da esteatose hepática. Na ultrassonografia, um fígado esteatótico vai produzir uma imagem mais brilhante e granulado. Em alguns casos uma biópsia do fígado pode ser solicitada, onde um pequeno pedaço do fígao é coletado com uma agulha e examinado pelo microscópio, para procurar sinais de inflamação ou de cicatrização (fibrose).

AVALIAÇÃO CLÍNICA DO GRAU DA ESTEATOSE HEPÁTICA

Qual o prognóstico da esteatose hepática?
A esteatose hepática pode ser considerada reversível até certo ponto, removendo-se ou reduzindo-se os fatores agressores, sejam químicos ou nutricionais e tratando qualquer causa endócrina.

Como é realizado o tratamento?
O tratamento é direcionado pela causa, o que envolve modificações de hábitos de vida, sendo cruciais para a melhor resposta ao tratamento o EMAGRECIMENTO.

Como você pode auxiliar no tratamento?
Perder peso. Caso você esteja com sobrepeso ou obeso, reduza o número de calorias ingeridas diariamente e aumente as atividades físicas para auxiliar nessa tarefa. Tente traçar uma meta de perder 1-2kg por semana, caso você já tenha tentado perder peso no passado e não foi bem sucedido, pode ser necessário UMA AVALIAÇÃO PARA CIRURGIA BARIÁTRICA.

Escolha uma dieta saudável. Alimente-se com uma dieta rica em frutas e vegetais. Diminua a quantidade de gorduras em sua dieta, inclua nela alimentos integrais.

Exercite-se, seja mais ativo. Procure se exercitar pelo menos 30 minutos ao dia, pelo menos na maior parte dos dias da semana. Incorpore mais atividades físicas no seu dia. Tente andar mais pelas escadas ao invés do elevador, caminhe distâncias curtas ao invés de ir de ônibus ou carro. Inicie devagar, não tente resolver tudo de um mês para outro.

Controle o diabetes. Caso seja diabético, siga as instruções de seu médico. Tome sua medicação conforme orientado, monitore seus níveis sanguíneos de açúcar, em casos selecionados poderá ser indicado uma CIRURGIA METABÓLICA.

Baixe seu colesterol. uma dieta saudável baseada em frutas e verduras, exercícios físicos e medicações ajudam a manter seus colesterol e triglicerídeos em níveis saudáveis.

Proteja seu fígado. Evite substâncias que causem mais dano ao seu fígado. Não beba álcool. Cuide com medicações e chás comprados sem receita médica. Lembre-se: O FÍGADO SOFRE CALADO!!!


A doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) (esteatose) é atualmente a principal causa de doença hepática crônica no mundo. Muitos pacientes com NAFLD terão pouca progressão em sua doença, no entanto, alguns irão progredir para fibrose, cirrose e câncer de fígado. Pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD)  (esteatose)  devem ter seus valores de fibrose seguidos ao longo do tempo para avaliar a progressão ou a estabilização. Portanto fique atento e calcule o risco do grau de fibrose (cirrose) utilizando o link abaixo:

RISCO DE CIRROSE EM PACIENTES COM ESTEATOSE HEPÁTICA 

Hemorroidas : Quais as opções de Tratamento?

Hemorroidas : Quais as opções de Tratamento?

Hemorroidas são veias ao redor do ânus ou do reto que se inflamam ou dilatam. Durante o movimento intestinal, essas veias dilatam-se e retraem-se, geralmente voltando ao tamanho normal. No entanto, o esforço repetido para evacuar, seja por intestino preso (obstipação) ou fezes endurecidas, pode dificultar o processo de drenagem do sangue e provocar a formação de hemorroidas. As hemorroidas podem ser externas ou internas. Quando externas, assemelham-se às varizes ou a pelotas de sangue e são visíveis na borda do ânus. Quando internas, localizam-se acima do esfíncter anal e causam sintomas mais agudos.

Causas

* Obstipação, vulgarmente conhecida como prisão de ventre;

*Gravidez: em virtude da pressão que o feto exerce sobre as veias da parte inferior do abdome;

* Obesidade: o excesso de peso também aumenta a pressão nas veias abdominais;

* Vida sedentária: diminui o estímulo para a digestão dos alimentos e a irrigação sanguínea do ânus;

* Componente genético: casos de hemorróidas na família podem indicar predisposição para desenvolver a doença. O inverso também é possível, isto é, desenvolvimento de hemorróidas sem que haja precedentes familiares;

* Dieta pobre em fibras e pequena ingestão de líquidos;

* Sexo anal: pode produzir fissuras numa região muito vascularizada.

Sintomas

* Coceira provocada por inchaço das veias o que aumenta a tensão sobre as terminações nervosas;

* Sangramento resultante do rompimento das veias anais (sinais de sangue aguado ou manchas de sangue perceptíveis na roupa íntima ou no papel higiênico);

* Dor ou ardor durante ou após a evacuação;

* Saliência palpável no ânus.

Tratamento

O tratamento para as hemorroidas pode ser:

a) Tópico ou local, com pomadas e supositórios;

b) Cirúrgico (hemorroidectomia), isto é, retirada das veias doentes. Por vezes, apenas a punção do coágulo que entope o vaso hemorroidário pode resolver o problema sem cirurgia;

c) Ligadura elástica: técnica que consiste no estrangulamento da veia afetada.

Recomendações

* Evite o papel higiênico que irrita e aumenta a inflamação. Lave a região anal e seque com toalha de algodão;

* Procure adotar uma dieta saudável à base de alimentos ricos em fibras e frutas frescas;

* Beba muito líquido, porém evite as bebidas alcoólicas;

* Respeite a necessidade de evacuar;

* Lembre-se: banheiro não é biblioteca. Permaneça sentado no vaso sanitário somente o tempo necessário para evacuar. Se não conseguir naquele momento, tente mais tarde. Procure relaxar. Muito esforço afetará as veias que podem já estar enfraquecidas;

* Evite permanecer muito tempo na mesma posição. Caminhe sempre que possível, inclusive no local de trabalho;

* Tome banhos de assento mornos: podem aliviar os sintomas;

* Faça compressas de gelo: ajudam a aliviar os sintomas e a eliminar o inchaço.

Advertência

Hemorroidas não costumam constituir um grave problema de saúde. Entretanto, procure imediatamente assistência médica nos seguintes casos:

* Sangramento anal intenso acompanhado ou não de fezes;

* Sangramento que persiste por uma semana ou mais;

*Endurecimento da saliência externa que se formou no ânus.

Doutor, quais são os principais sintomas da GASTRITE?

Doutor, quais são os principais sintomas da GASTRITE?

Gastrite é a inflamação aguda ou crônica da mucosa que reveste as paredes internas do estômago. Essa alteração pode  ser provocada por diferentes fatores:

* A bactéria Helicobacter pylori foi encontrada no estômago de pacientes com gastrite ou úlcera. Existem evidências, porém, que permitam distinguir a relação de causa e consequência entre esse micro-organismo e a gastrite ou a úlcera. Sendo esta bactéria também responsável pelo aparecimento da gastrite ou de úlcera.

* Uso prolongado de ácido acetilsalicílico e de anti-inflamatórios;

* Consumo de bebidas alcoólicas;

* Gastrite autoimune, quando o sistema imune produz anticorpos que agridem o próprio organismo.

Sintomas

A dor da gastrite é circunscrita, começa na região epigástrica (“boca do estômago”), logo abaixo do esterno, osso vertical situado na parte anterior do tórax. Na prática, a queixa é de dor na boca do estômago, que se irradia para outros locais, se surgirem complicações. A dor da gastrite pode vir acompanhada de azia ou queimação, se houver retorno do suco gástrico por defeito no esfíncter, uma estrutura muscular que controla a comunicação entre esôfago e estômago. A azia costuma piorar quando a pessoa se deita depois de uma refeição mais volumosa ou rica em gorduras. Perda do apetite, náuseas e vômitos também são sintomas de gastrite, assim como a presença de sangue nas fezes e no vômito.

Diagnóstico

Histórico clínico e endoscopia digestiva alta (exame que permite visualizar a mucosa do estômago) são fundamentais para o diagnóstico da gastrite. Isso não exclui a necessidade de realizar uma biópsia, isto é, de retirar fragmentos da mucosa estomacal para análise mais minuciosa no microscópio.

Tratamento

O tratamento da gastrite tem de levar em conta a causa da doença. Como existe associação entre Helicobacter pylori e gastrite, se tratarmos apenas a segunda sem combater o primeiro, a probabilidade de a doença reaparecer aumenta. No entanto, ela diminuirá bastante, se os dois tratamentos ocorrerem simultaneamente.O uso de ácido acetilsalícilico, anti-inflamatórios e álcool deve ser evitado, porque essas substâncias funcionam como fatores de risco para a doença.

A medicação para gastrite pode ser ministrada por via oral e os resultados obtidos costumam ser bastante satisfatórios.

Recomendações

* Respeite os horários das refeições. Separar algum tempo para café da manhã, almoço e jantar tranquilos não é luxo, é necessidade;

* Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a fazer uma grande refeição depois de muitas horas em jejum;

* Mastigue bem os alimentos, pois a digestão começa na boca;

* Dê preferência a frutas, verduras e carnes magras;

* Não fume;

* Evite tomar analgésicos, café, bebidas alcoólicas e as que contêm cafeína;

* Procure um médico e siga suas recomendações se tiver azia, má digestão e sensação de estômago cheio depois de ingerir pequenas porções de alimentos.

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