Dieta Pós-Cirurgia Bariátrica

Dieta Pós-Cirurgia Bariátrica

Entender as fases nutricionais do pós-operatório de uma cirurgia bariátrica e como garantir uma dieta equilibrada em cada momento dele contribui para os efeitos positivos desse procedimento cada vez mais acessível no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em 2016, foram realizadas mais de 100 mil cirurgias desse tipo no país. Outro aspecto importante nesse processo de emagrecimento após a cirurgia bariátrica é o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e demais profissionais da saúde. Além disso, é uma fase de mudanças no corpo e na rotina e o suporte da família e amigos também é necessário. Agora, entenda as fases do pós-operatório da cirurgia bariátrica, divididas em cinco dietas específicas, uma em cada etapa da recuperação.

Fase 1

Dieta Líquida Clara

O principal objetivo desta fase é a hidratação e readaptação do trato digestivo e absortivo após o processo cirúrgico, quando há grande sensibilidade. Considerada uma dieta de baixo valor calórico- em média, 500 kcal/dia -, a Dieta Líquida Clara possui pouquíssimos ou nenhum resíduo alimentar, de forma a preservar o repouso intestinal. Por este motivo, indica-se uma duração de 3 a 10 dias com base no consumo de sucos coados (evitando frutas ácidas), chás como camomila, cidreira e erva doce, água de coco e alguns caldos de legumes e carnes coados após o cozimento e sem gordura. Também é recomendado um volume entre 20 e 50ml em intervalos que variam de 10-30 minutos.

Fase 2

Dieta Líquida Completa ou Cremosa

Depois do período de readaptação do trato digestivo, é possível começar a introduzir alimentos mais cremosos da dieta, mas, ainda sim, líquidos. Desta forma, é possível garantir um consumo calórico um pouco maior sem comprometer o processo de emagrecimento e recuperação da cirurgia bariátrica. Na Dieta Líquida Completa, alimentos liquidificados e coados ainda são necessários e a suplementação proteica deve ser priorizada. Nesta etapa, começam a ser introduzidos leite, iogurtes e sopas batidas no liquidificador. Gelatinas também são permitidas. Esta dieta deve durar de cinco a dez dias, de acordo com recomendação médica ou nutricional.

Fase 3

Dieta Pastosa

É nesta fase que a mastigação volta à cena e alimentos mais pastosos começam a ser reintroduzidos. Os pacientes que estão no pós-operatório podem consumir purês, papa de arroz, polenta, legumes esmagados como abóbora, chuchu e beterraba, caldo de feijão, carnes magras desfiadas e ovo mole, mexido ou em forma de omelete. A Dieta Pastosa tem uma duração um pouco maior e recomenda-se o período de 20 a 30 dias. Nesta etapa, os alimentos ricos em proteínas devem ser priorizados (em média 75g/dia). Apesar de ser mais volumosa, ela ainda propicia certo repouso digestivo, devendo ser oferecida para ser mastigada com pouco esforço.

Fase 4

Dieta Branda

Na penúltima etapa do processo de readaptação, a Dieta Branda serve como uma preparação para a introdução de uma dieta normal. Aqui o processo de mastigação já está restabelecido, mas o cuidado com os alimentos ainda é necessário. Eles devem ser bem cozidos para facilitar a mastigação e, por isso, são recomendados arroz e legumes bem cozidos, sopas, carnes magras macias ou desfiadas e frutas sem casca ou bagaço. Recomenda-se também o período de 20 a 30 dias antes de o paciente partir para a dieta normal.

Fase 5

Dieta Normal ou Geral

Depois de todo o processo de repouso do trato digestivo e das fases de readaptação, incluindo o processo de mastigação, espera-se que o paciente esteja fisicamente preparado para reintroduzir em sua rotina uma dieta normal com todos os aportes calóricos necessários. Nesta fase, os alimentos ricos em proteínas continuam sendo prioridade na dieta e devem ser consumidos entre 100g e 200g por dia. Os alimentos sólidos já podem fazer parte da alimentação, mas, ainda com o cuidado de observar sua textura a fim de tornar o processo de mastigação eficaz até que a recuperação seja completa. Em todas essas fases é importante haver o acompanhamento médico e nutricional, garantindo mais qualidade de vida ao paciente, além de um processo de recuperação seguro e saudável.

Suplementação proteica no pós-operatório da cirurgia bariátrica

Fique atento a suplementação vitamínica que deve ser iniciada já no pós-operatório na segunda fase. Ele garante o aporte proteico e a quantidade de vitaminas e minerais ideais para garantir uma recuperação equilibrada e saudável, sem interferir no processo de readaptação do trato digestivo e absortivo.

Cuidados Pós-Operatórios

Cuidados Pós-Operatórios

Antes de uma cirurgia, é importante retirar todas as suas dúvidas com o médico cirurgião sobre os cuidados que se deve ter durante o período do pós-operatório, e que cuidados ter alguns dias antes da realização da cirurgia. Especialmente quando a recuperação é feita em casa, é muito importante saber exatamente como e quando fazer o curativo, como deve ser a alimentação, o repouso e o retorno ao trabalho e ao exercício físico, pois, geralmente, estes cuidados variam de acordo com a cirurgia que foi realizada.

CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS

Tudo começa na véspera da cirurgia, fique atento ao jejum total de oito horas antes do horário previsto para a cirurgia. Isto inclui: não comer alimentos sólidos e não ingerir nenhum líquido. Apenas medicamentos para doenças crônicas, tais como Diabetes e Hipertensão Arterial, liberadas pelo Anestesiologista & Cardiologista nas avaliações pré-operatórias poderão ser utilizados por via oral neste período com um gole pequeno de água para auxiliar a deglutição. Tomar banho no dia do procedimento antes de ir para o hospital auxilia a diminuir infecções no corte da cirurgia, porém não faça a depilação em casa na véspera, caso seja necessário, faça dias antes ou será feita no próprio momento da cirurgia após a anestesia. Nem todas as cirurgias precisam de depilação, seu cirurgião comunicará a necessidade. A depilação causa microlesões na pele que podem acumular bactérias nas primeiras horas. Por isso o ideal é com alguns dias de antecedência ou então só no momento cirúrgico. Este procedimento ajuda a diminuir a chance de infecções. Compareça ao hospital com uma antecedência mínima de 3 horas, para que o cadastro, checagem de informações do convênio, internação hospitalar, admissão no centro cirúrgico, preparo e  troca de roupa sejam feitos. Leve todos os exames para o hospital relacionados a doença que vai ser operada. Não use cremes, maquiagens, esmalte, jóias ou objetos de valor durante a internação. Existem alguns cuidados gerais que devem ser seguidos depois de uma cirurgia, que incluem:

1. Curativo no pós-operatório

O curativo protege a cicatriz da cirurgia de infeccionar e deve ser trocado, de preferência, após o banho diário, de acordo com a indicação do Cirurgião. No entanto, caso o você verifique que o curativo está sujo ou se a cicatriz tem mau cheiro e está liberando pus, pois estes são sinais de infecção da cicatriz e, se for esse o caso, deve entrar em contato imediatamente com seu Cirurgião. Além disso, também deve estar atento a possíveis sinais de inflamação como vermelhidão, dor e inchaço na região da cicatriz. Além disso, se o curativo não for impermeável, é importante não o molhar durante o banho, protegendo-o porque a entrada de água na cicatriz pode causar infecção na ferida.

2. Dieta no pós-operatório

O que se deve comer no pós-operatório são alimentos de fácil digestão, em pequenas quantidades e com quantidades adequadas de fibras para não diminuir o volume das fezes e para que o paciente não tenha que se esforçar para evacuar. A primeira refeição após a cirurgia deve ser líquidificada porque o paciente ainda deve se sentir nauseado devido a anestesia. Uma sopa de legumes batida no liquidificador ou um suco de frutas com bolacha esfarelada pode ser uma boa opção. Em relação a água é importante beber água sempre que tiver sede porque inicialmente pode ser difícil levantar para fazer xixi, embora o uso de um aparador / urinol seja uma boa opção. No segundo dia do pós-operatório a alimentação já não precisa ser líquida e deve-se investir nos alimentos cicatrizantes para facilitar a recuperação. Bons exemplos são iogurte, carnes e frutas ricas em vitamina C como o morango, laranja e acerola. Deve-se evitar comer frituras, alimentos gordurosos, condimentos, carnes suínas, mariscos ou doces, para que a recuperação seja mais rápida. Além disso, deve evitar ingerir bebidas alcoólicas e fumar. Em algumas cirurgias, o médico pode recomendar que o indivíduo tenha uma dieta específica – como no caso das cirurgias bariátricas – durante a recuperação ou até durante a vida toda, por isso, nestes casos é fundamental consultar um nutricionista.

3. Repousar no pós-operatório

Geralmente, depois de uma cirurgia, o repouso é recomendado para evitar que os pontos da cicatriz saiam e a cicatriz se abra, e o médico deve indicar quanto tempo de repouso o indivíduo deve ficar, de acordo com a cirurgia. Durante este tempo, o indivíduo não deve fazer esforços, levantar pesos, dirigir, ter relações sexuais ou fazer exercício físico até a liberação do médico. No entanto, é muito importante a participação de um fisioterapeuta nesta etapa, pois os exercícios respiratórios e musculares servem para prevenir infecções pulmonares. Normalmente, após um mês da cirurgia, já se pode retornar às atividades, como trabalhar, dirigir, ter relações sexuais e realizar exercícios leves, como caminhadas. Exercícios mais intensos, como jogar futebol, andar de bicicleta, nadar, fazer musculação ou outros exercícios de academia, geralmente, só podem ser retomados 3 meses após a cirurgia, porém o médico é quem deve indicar quando o retorno às atividades deve ser feito.

4. Aliviar a dor após a cirurgia

Depois de uma cirurgia, quando o indivíduo tem alta, o médico cirurgião costuma prescrever analgésicos para as dores, como o Paracetamol ou Dipirona, por isso, em caso de dor que não passa com remédios, e também em caso de febre acima de 38ºC, diarreia, mal-estar ou falta de ar, o indivíduo deve comunicar os sintomas ao médico ou ir imediatamente ao pronto-socorro. Geralmente, antes do paciente ter alta, o médico marca uma consulta para 2 semanas a 1 mês depois da cirurgia de forma a observar o paciente e avaliar como está sendo o período pós-operatório, sendo muito importante não faltar a esta consulta.

5. Avaliação de Retorno Ambulatorial

No período pós-operatório é comum o paciente ficar vulnerável física e emocionalmente – sendo assim, durante esse período, é imprescindível o apoio familiar e até mesmo o afastamento das atividades laborais para que a recuperação ocorra sem impasses. É de suma importância que o paciente tenha um responsável a disposição – de preferência um técnico de enfermagem, para auxiliar com curativos, medicamentos e outros procedimentos necessários. Algumas cirurgias serão feitos estudos histopatológicos (biópsias) de rotina e estes precisam ser avaliados na consulta pós-operatório de retorno. É muito importante que você siga todas as instruções e recomendações médicas – afinal, é ele o profissional que sabe do que se trata a sua condição e como será o melhor método para sua recuperação ser eficaz. Caso tenha dúvidas ou considerações finais, converse com ele e tentem chegar a um consenso. Com a mesma premissa de obedecer as recomendações médicas, o uso correto dos medicamentos prescritos deve ser realizado. Não se pode achar que já está recuperado e interromper o tratamento, pois as consequências podem ser graves. Ou seja, para que o resultado da cirurgia seja o esperado e sem complicações deve-se seguir todos os cuidados e as recomendações médicas.

Consulta Médica 2.0

Consulta Médica 2.0

Ir ao médico não é uma tarefa corriqueira. Muitas pessoas, infelizmente, não se programam ao agendar uma consulta médica e, por isso, muitas vezes ela não rende ou não é satisfatória. É preciso evitar esse tipo de situação, justamente para garantir um bom diagnóstico e começar o tratamento adequado. Mas como conseguir isso? Com algumas mudanças de atitudes, é possível facilitar a vida do paciente e otimizar o resultado da avaliação médica. Levar os exames anteriormente realizados, convidar um acompanhante e relatar tudo ao médico são alguns exemplos disso. Mas não para por aí. Quer saber mais? Acompanhe este texto e conheça 8 dicas de como se organizar antes de ir a uma consulta médica!

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1. Leve os exames já realizados

Muitas doenças são diagnosticadas não por conta dos sintomas atuais. Há situações em que o histórico de saúde evidencia o comportamento de determinada doença. Nesse sentido, exames feitos anteriormente podem dar a pista que faltava para o médico desvendar o que está acometendo você. Por isso, não deixe de levar exames já realizados, principalmente se você já tem o hábito de fazê-los com grande frequência. Além de ajudar o médico a se nutrir de informações passadas, é possível que esses exames não sejam novamente solicitados. Isso também facilita para você, que evita enfrentar a bateria de exames e economiza dinheiro.

2. Faça uma lista dos medicamentos que você faz uso

Até mesmo quem toma pouca quantidade de remédios acaba passando um aperto na hora em que o profissional de saúde pergunta sobre eles. Às vezes, no momento de informá-los ao médico, é possível esquecer algum ou citar os nomes dos medicamentos de forma errada. Para uma boa consulta, esse tipo de situação não pode acontecer. Saber detalhadamente a relação de remédios que você faz uso é fundamental. Isso auxilia o médico a identificar possíveis erros, a suspender ou adicionar novos medicamentos. Também tenha anotado a dosagem de cada um deles. Faça uma lista com essas informações e apresente ao seu médico.

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3. Informe ao médico o histórico de doenças da família

Sabia que muitas doenças são hereditárias? Diabetes, hipertensão e até mesmo câncer podem seguir de geração para geração. Por exemplo: é possível que você tenha registrado no seu DNA uma facilidade para adquirir uma doença que seu avô tinha. Esses detalhes sobre o histórico familiar são essenciais na hora da consulta médica. Sendo assim, informe sobre as doenças que acometerem a sua família. Antes da consulta, tente verificar o quadro de saúde de cada um dos familiares, inclusive dos já falecidos. Anote as enfermidades, caso tenham existido ou existam, e relacione com o grau de parentesco. Geralmente, os riscos de a pessoa apresentar a doença são maiores em parentes de primeiro grau. Conte tudo isso ao seu médico.

4. Leve os seus diagnósticos anteriores

Muitas pessoas chegam à consulta médica dizendo que apresentam determinada doença. Isso por conta de um diagnóstico feito por outro profissional. Por exemplo: você já deve ter ouvido falar de alguém que foi em um médico e obteve o diagnóstico X, enquanto, com outro profissional, o diagnóstico foi Y. Essas situações demonstram que nem sempre esse diagnóstico está correto ou bem definido. Por isso, deixe anotados os diagnósticos que você já recebeu. Informe ao médico quais especialidades você já passou e quais foram as previsões identificadas. Nesse contexto, também fale sobre os sintomas que você já teve nos últimos anos. Algumas doenças aparecem com sinais isolados dependendo da sua idade, por exemplo. Esses tipos de manifestações instáveis até justificam diagnósticos variados ao longo do tempo e em diferentes especialidades. Sendo assim, notifique ao médico sobre fraturas, anemias, infecções que você já teve e como fez para tratá-las. Dessa forma, seu médico tem mais chances de resolver o quebra-cabeça da sua atual situação de saúde.

5. Vá à consulta médica com roupas confortáveis

Pode parecer dica de moda, mas, na verdade, é mais uma atitude para facilitar a consulta médica. Usar roupas inadequadas pode alterar o resultado de alguns procedimentos, como a aferição de pressão. Isso porque roupas muito apertadas podem modificar o metabolismo do seu organismo, o que deixa seu corpo tenso e desregulado, prejudicando na hora de fazer um diagnóstico. Sendo assim, prefira ir ao médico com roupas apropriadas e que sejam fáceis de retirar, pois há sempre a possibilidade de trocar ou tirar alguma peça durante a consulta, a fim de realizar algum exame clínico. Vista-se confortavelmente!

6. Convide alguém parar ir com você à consulta médica

Em muitas situações, sempre bate uma ansiedade ou desespero para ir à consulta médica. O paciente fica nervoso, o que pode comprometer o procedimento de diagnóstico feito pelo médico. Se você passa por isso, que tal levar um acompanhante para você ficar mais tranquilo? Convide seu companheiro ou companheira, um amigo próximo ou primo. Não se deve ter mais de um acompanhante para não atrapalhar a consulta. Muitos médicos ficam incomodados quando parentes do paciente começam a responder perguntas ou fazer juízo de valor sobre o comportamento de seu ente querido. Evite esse tipo de situação. É importante destacar que pacientes idosos e menores de idade precisam ser acompanhados por um responsável. Essas pessoas geralmente não tem discernimento suficiente para assimilar e seguir as orientações médicas. Nesses casos, apresente-se ao médico, diga qual seu grau de parentesco em relação ao paciente e fale que você vai auxiliar na absorção das informações.

7. Não esconda nada de seu médico

Geralmente, quando vão fazer um checkup, algumas pessoas acham que aquela pequena dor de cabeça ou nas costas, por exemplo, é algo irrelevante para relatar ao médico. Elas comumente acreditam que, na consulta médica, devem se queixar somente de algo mais grave. Essa não é uma boa atitude. Isso porque esconder alguns sintomas do médico pode dificultar e até mesmo inviabilizar o diagnóstico. Qualquer detalhe deve ser relatado ao profissional. E você não precisa ter medo e vergonha de relatar sobre isso. A legislação exige que o sigilo médico-paciente seja inviolável.

8. Não agende a consulta em cima da hora

Outra atitude para facilitar a consulta médica é, justamente, se precaver para esse momento. Isso porque a agenda do médico pode ser muito cheia e, com isso, você não encontrar vaga. Ou então você ter muitos compromissos e acabar se atrasando para a consulta. Evite todo esse estresse se antecipando. Marque na agenda a consulta com dias de antecedência e chegue no consultório pelo menos 10 minutos antes do horário marcado. Tudo isso facilita, tanto para você quanto para a equipe médica. Essas foram algumas atitudes essenciais para uma consulta médica. Além dessas informações, é importante saber escolher um profissional especializado. Informe-se quanto à estrutura do consultório, qualificação e da experiência de outros pacientes, por exemplo. Assim, você terá bons momentos na hora de se consultar com um especialista.

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E aí, está precisando agendar uma consulta médica? Entre em contato conosco! Nós realizamos o processo de agendamento de consultas médicas online.

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Para sua comodidade e segurança, o INSTITUTO PROGASTRO dispõe de uma equipe de médicos especialistas nas áreas de Gastroenterologia, Hepatologia, Proctologia, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo. Para agendar sua consulta ligue de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 18:00h, e fale com a nossa secretária (Mayara). Sua Consulta será agendada na HORA-CERTA, ou seja, você será atendido no horário programado e com todas as normas de segurança sanitária para a prevenção contra o COVID-19.

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Reembolso da Consulta Médica

Reembolso da Consulta Médica

Quantas vezes você quis se consultar com um determinado médico indicado por um amigo ou que você ficou conhecendo através da internet, porém, quando ligou para marcar a consulta verificou que o mesmo não atendia seu convênio? Pois saiba que você não precisa abrir mão de se consultar com o médico que você escolheu. Vários convênios / planos de saúde permitem ao usuário realizar consultas com médicos “fora” do plano de saúde, através do reembolso de consulta médica.

É muito simples, o paciente escolhe livremente o médico que deseja consultar e se o MÉDICO ESPECIALISTA escolhido não atender pelo seu convênio, é possível solicitar o reembolso de consulta médica da seguinte forma:

Como solicitar o reembolso de consulta médica

  1. Após a consulta, o paciente pagará ao médico o valor pela mesma.
  2. O paciente receberá imediatamente o recibo (nota fiscal) que comprova o pagamento da consulta.
  3. O paciente enviará ao convênio o recibo da consulta.
  4. Em até no máximo 30 dias após o convênio receber o comprovante de pagamento da consulta o paciente receberá o depósito em conta do valor referente ao pagamento da consulta.

É importante dizer que cada convênio tem um valor máximo de reembolso e, algumas vezes, o valor da consulta é superior a esse valor. Nesses casos o paciente recebe o valor máximo estipulado pelo convênio. Esse valor máximo do reembolso de consulta médica varia de convênio para convênio. Por isso, a melhor forma de saber se seu plano de saúde reembolsa consultas particulares e qual o valor máximo reembolsado, é ligando para a central de atendimento do seu convênio. De acordo com a ANS, não é obrigação do convênio médico anexar a tabela de valores do reembolso no contrato. Porém, o convênio é obrigado a informar ao paciente o valor máximo reembolsado por consulta de maneira clara e objetiva. E por fim, é importante dizer que no INSTITUTO PROGASTRO apesar de realizarmos as consultas médicas especializadas de forma particular (reembolso), podemos realizar, nos casos indicados, a cirurgia (tratamento cirúrgico) pelo seu convênio. Por isso, sempre escute uma segunda opinião especializada, pois o mais importante é que você sempre consulte e realize seu tratamento com médicos de sua escolha e confiança!

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No INSTITUTO PROGASTRO contamos com profissionais treinados para auxiliar o paciente quanto ao processo de reembolso. Então, se você deseja realizar sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA, fale conosco através do link abaixo.

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Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura. Saiba quais os fatores de risco e os principais sinais e sintomas para ficar atento.

COMO O CÂNCER DE CÓLON E RETO SE DESENVOLVE

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o cólon e o reto são formados por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando acontece alguma alteração, pode ser produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. O câncer pode crescer, comprimindo e invadindo órgãos sadios à sua volta. Além disso, as células cancerosas podem se desprender e se espalhar por meio da corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos. Quando isso acontece, o câncer migra para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. 

Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de cólon e de reto, mas alguns fatores de risco influenciam o desenvolvimento, tais como: 

Má alimentação – há evidências de que o câncer de cólon e de reto está associado a dietas gordurosas, hipercalóricas, pobres em fibras e com excesso de carne vermelha e/ou processada.

Constipação intestinal – o contato das fezes com as paredes do cólon e do reto por períodos prolongados aumenta as chances de desenvolver a doença. 

Pólipos – são um tipo de crescimento anormal de tecido nas paredes colorretais, como se fossem verrugas. Costumam aparecer após os 50 anos de idade e, apesar de benignos, deveriam ser retirados por precaução, pois um grande número de tumores se desenvolve a partir desses pólipos. Pessoas com essa condição devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Histórico familiar – apesar da maioria dos casos de câncer colorretal ocorrer sem histórico familiar, 30% das pessoas que desenvolvem têm outros familiares que foram acometidos pela doença. Pessoas com histórico de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau têm risco aumentado. 

Doenças inflamatórias – pessoas com doença de Crohn e colite ulcerativa, por causa da inflamação nas paredes colorretais, têm mais risco de desenvolver o câncer. Deve ser feito acompanhamento regular com o médico.

Doenças hereditárias – correspondem a apenas 5% dos casos de câncer colorretal. São pessoas que herdaram mutações genéticas que causam a doença. As mais comuns são: síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar. Outras, mais raras, são: síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Pessoas com alguma dessas condições devem fazer acompanhamento regular com o médico.

SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER DE CÓLON E RETO

No estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sinais e sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. Mas é muito importante ficar atento a alguns sinais:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes; 
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Evacuações dolorosas;
  • Afinamento das fezes;
  • Constante flatulência (gases);
  • Desconforto gástrico;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Cansaço constante.

Importante: a presença de um ou mais destes sinais e sintomas não significa que você está com câncer. Eles podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colón. Procure o Gastroenterologista para ele identificar a causa e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE CÓLON E RETO 

Para determinar a razão dos sinais e sintomas, o médico vai avaliar tudo o que você disser que está sentindo, seu histórico e fará o exame clínico, incluindo o toque retal. Outros exames são necessários para detectar o câncer colorretal:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu.

Colonoscopia – para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular.

Radiografia – é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

TRATAMENTOS PARA O CÂNCER DE CÓLON E RETO

Se o diagnóstico for positivo, o tratamento será decidido de acordo com a extensão da doença, idade da pessoa, histórico e estado de saúde. Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. O médico poderá indicar um único método ou a combinação deles.

Cirurgia para câncer de cólon e reto – o tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino. Esse procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia, são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar se têm células cancerosas. Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial na abertura do abdome para coletar as fezes (colostomia).

  • A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo cólon e o reto até que eles se recuperem;
  • A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. 
Câncer de Cólon: Tratamento Cirúrgico Vídeolaparoscópico

Radioterapia – costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. É indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente por localizar-se muito perto do ânus. Combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para diminuir a volta da doença. 

Quimioterapia – não costuma ser muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados.

Imunoterapia – o sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

Fonte: Medicina Pfizer

Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Diverticulite_Aguda

Os DIVERTÍCULOS DO CÓLON são saculações que se desenvolvem na parede do intestino grosso com o passar dos anos, e que ocorrem em pontos de fraqueza desta parede. Sabe-se que 50% das pessoas com mais de 60 anos apresentam divertículos intestinais (DIVERTICULOSE INTESTINAL). Mas o grande medo por portadores da diverticulose, que muitas vezes é assintomática, é evoluir com um quadro de DIVERTICULITE AGUDA, algo que ocorre em 5% dos casos.

A diverticulite aguda é uma inflamação que acontece nos divertículos, podendo causar dor abdominal forte (lado esquerdo inferior do abdome), parada da eliminação de gases e fezes, febre e distensão abdominal. O diagnóstico é confirmado através de hemograma e exames de imagem (ultrassonografia e tomografia computadorizada). O tratamento requer dieta, antibióticos e, em alguns casos mais graves, internações e cirurgia.

Mas a questão é: QUAIS OS REAIS FATORES DE RISCO PARA A DIVERTICULITE AGUDA?

Durante muito tempo se pensou que este quadro era causado pela obstrução dos divertículos por fezes e alimentos. E aí foi fácil associarmos as sementes e grãos como os maiores vilões. Por anos colocamos a culpa no milho, nas castanhas, pipoca e sementes de frutas (tomate, kiwi, mamão, uva). Mas erramos! Na verdade, a ingestão destes alimentos não está relacionado ao desenvolvimento da diverticulite. Pelo contrário! A ingestão de fibras nos protege.


Mas QUEM DEVEMOS CULPAR então? Em pelo menos 50% dos casos os verdadeiros causadores da diverticulite aguda são a obesidade (abdominal em particular), uso de anti-inflamatórios, sedentarismo, dieta rica em gordura (principalmente carne vermelha) e pobre em fibras.


E COMO EVITAR AS CRISES de diverticulite aguda em portadores de diverticulose intestinal? Com adequação de ESTILO DE VIDA e ALIMENTAÇÃO, como as que seguem abaixo:
– manter-se com peso adequado (índice de massa corpórea normal)
– não ingerir mais que quatro porções de carne vermelha por semana
– ingerir mais que 25 gramas de fibras ao dia
– praticar atividades físicas por mais de duas horas por semana
– não fumar

E caso você já tenha sofrido com alguma crise de diverticulite previamente, adeque-se o quanto antes a estas medidas. A cada crise as chances de recidiva da inflamação aumentam exponencialmente. Mais do que procurar um gastroenterologista ou cirurgião nos momentos críticos, busque orientação prévia para ter orientações alimentares e de estilo de vida. Além de diminuir os riscos de crises de diverticulite, estará realmente promovendo mais saúde ao seu corpo e se protegendo de outras doenças causadas pelos mesmos fatores de risco.

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O que é Diverticulite Aguda?

O que é Diverticulite Aguda?

Doença Diverticular dos Cólons – Instituto InVideo

Atendemos frequentemente pacientes que apresentam divertículos no intestino grosso (cólon), já que esta é uma alteração intestinal comum, principalmente com o avançar da idade. No entanto, existe uma grande confusão no que se refere à utilização dos termos, e por esta razão este artigo tem como principal interesse demonstrar as diferenças entre ter divertículo intestinal, diverticulose ou moléstia diverticular dos cólons e diverticulite.

Os divertículos intestinais representam a presença de um abaulamento da parede do intestino grosso, como se este fosse um pequeno “saco”, e que surge em áreas de maior fraqueza da parede intestinal. Diverticulose ou moléstia diverticular simplesmente descreve que este intestino apresenta divertículos. A diverticulite aguda é a inflamação do divertículo, e decorre da obstrução dos divertículos por fezes e alimentos, e caracteriza o maior problema relacionado com os divertículos, já que esta inflamação está associada à infecção da região.

Diverticulite Aguda

A presença da doença diverticular é mais comum em pessoas acima de 50 anos, mas pode acometer os mais jovens (principalmente os homens). Quanto ao sexo, há uma distribuição homogênea de maneira geral. Os divertículos surgem em decorrência de características pessoais e estilo de vida, como dieta, atividade física e obesidade. A dieta rica em fibras é considerada a melhor maneira de se prevenir o surgimento dos divertículos, principalmente quando associada a prática de exercício, já que há um incremento da função intestinal. A obesidade está relacionada com maior incidência de quadro de diverticulite e de sangramento (hemorragia) decorrente da presença dos divertículos, sendo estas as duas maiores complicações da doença diverticular. Aproximadamente de 15 a 25% dos pacientes com diverticulose apresentarão uma crise de diverticulite, enquanto de 5 a 15% evoluirão com sangramento intestinal.

A maioria das pessoas com a moléstia diverticular ou diverticulose não apresenta sintomas e continuarão assim pelo resto das suas vidas. O diagnóstico é feito em geral durante um exame endoscópico do intestino (colonoscopia) ou através de exames de imagem, como a tomografia computadoriza de abdome.

Diverticulite e diverticulose | Drauzio Varella - Drauzio Varella

A diverticulite aguda, por outro lado, como se caracteriza por inflamação e infecção, apresenta como principal sintoma a dor abdominal. Outros sintomas presentes na diverticulite são náusea, vômitos, constipação, febre e sintomas urinários. Quanto à gravidade das crises de diverticulite, 75% delas são simples, e tratadas apenas com tratamento clínico, enquanto 25% podem ser mais severas, necessitando até mesmo de cirurgia.

A melhor maneira de se evitar as crises de diverticulite aguda é manter uma dieta rica em fibras. Após a primeira crise de diverticulite, um terço dos pacientes permanecerão assintomáticos, outro terço evoluirá com desconforto ocasional, e o último terço apresentará a segunda crise de diverticulite. Após a segunda crise, apenas 10% dos casos ficarão livres dos sintomas de desconforto abdominal.

Tratamento Cirúrgico dos Divertículos do Cólon

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Pólipo na Vesícula Biliar: Qual o tratamento?

Pólipo na Vesícula Biliar: Qual o tratamento?

Pólipo na vesícula biliar: o que fazer?

Os pólipos de vesícula biliar são protuberâncias na mucosa da vesícula, geralmente são um achado incidental de uma ultrassonografia abdominal, e tem como maior interesse o potencial que alguns tipos de pólipos têm de se tornar um tumor maligno (câncer).

A maioria dos pólipos não têm a capacidade de se malignizar, e são apenas alterações estruturais ou depósitos de gordura (colesterolose) na mucosa. A ultrassonografia encontra pólipos em 1,5 a 4,5% dos exames de vesícula biliar. O mais importante é que, apesar da ultrassonografia identificar o pólipo, ela não pode afirmar com segurança se a lesão se trata de um pólipo benigno e sem risco, ou um pólipo pré-maligno ou um câncer de vesícula.

Desta forma, algumas considerações são feitas de acordo as características dos pólipos, como número e tamanho, para que se decida entre o acompanhamento ultrassonográfico periódico ou pela cirurgia.

Os pólipos são divididos em benignos e malignos. Os pólipos benignos mais comuns são os de colesterol (colesterolose), inflamatórios e adenomas. Os adenomas são importantes porque têm a capacidade de se tornarem tumores malignos. Quanto ao pólipos malignos, os mais comuns são os adenocarcinomas. O fator mais importante em relação ao potencial de malignização dos pólipos é o seu tamanho. Sabe-se que os pólipos com mais de 2cm são quase sempre tumores malignos de vesícula, enquanto os pólipos entre 1 e 2 cm também já apresentam esta possibilidade em até 2/3 dos casos. Os cálculos de colesterol têm em geral menos de 1 cm, e geralmente são múltiplos.

Os pólipos de vesícula são tratados apenas através da cirurgia, ou porque causam sintomas ou como prevenção ao câncer de vesícula. Apesar do maior número de pólipos se tratarem de lesões benignas e sem risco, toda atenção deve ser dada ao risco de um câncer de vesícula, já que esta doença tem um prognóstico ruim.

Desta forma, a ressecção de uma lesão pré-maligna ou de um tumor em fase inicial é muito importante. Os pacientes que apresentam os pólipos em associação com cálculos de vesícula devem ser operados, independente da presença de sintomas ou do tamanho dos pólipos, já que sabidamente esta associação aumenta o risco de câncer de vesícula.

Portanto, as pessoas que apresentaram pólipos de vesícula em sua ultrassonografia devem ser acompanhados por um Cirurgião do Aparelho Digestivo, que decidirá qual a melhor forma de acompanhamento do pólipo ou até mesmo indicará a cirurgia, caso julgue que o pólipo apresenta qualquer risco.

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Aspectos Nutricionais da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

Aspectos Nutricionais da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

Aspectos nutricionais da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa

A manutenção da saúde humana requer a ingestão contínua de nutrientes, assim como a sua digestão e absorção, o que só é possível quando o nosso trato digestivo funciona de maneira adequada. No entanto, muitas alterações digestivas interferem na digestão normal. A Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa Idiopática (RCUI) são doenças do trato digestivo que se caracterizam por um proeminente processo inflamatório intestinal, repercutindo no processo digestivo e trazendo assim repercussões nutricionais evidentes. 

Quando pensamos em doenças inflamatórias intestinais sempre questionamos as possíveis causas. Classicamente, alterações e mutações genéticas teriam relação com o desenvolvimento destas doenças, assim como as relações da flora intestinal com o hospedeiro (ser humano). No entanto, para que a doença efetivamente se desenvolva há a necessidade de um “gatilho”, ou seja, que algum desencadeante promova esta expressão genética e cause a diminuição da tolerância da mucosa intestinal pela flora intestinal habitual. Este “gatilho” pode ser algum tipo de alimento, e por isso algumas suposições são feitas. Dentre os possíveis hábitos alimentares envolvidos no processo estão o aumento da ingestão de alimentos ricos em gorduras, gorduras animais, proteínas animais em excesso, açúcares refinados e fast foods.

As alterações nutricionais relacionadas às doenças inflamatórias são caracterizadas principalmente por um desequilíbrio entre as necessidades de nutrientes e de energia em relação a real oferta e absorção destes alimentos.

O principal macronutriente afetado é a proteína, causando assim um quadro de má nutrição, que se destaca mais na Doença de Crohn. Sabe-se que 75% dos pacientes internados devido à Doença de Crohn apresentam este tipo de deficiência nutricional, caracterizando-se por perda de peso e quedas dos níveis sanguíneos de proteínas (principalmente albumina). Este quadro também pode existir em pacientes em pacientes em tratamento domiciliar e em remissão da doença, onde 50% deste grupo tem o peso menor que o normal. Múltiplos fatores contribuem para a má nutrição energética relacionada à proteína, como a má absorção dos nutrientes causada por perda da integridade e inflamação da mucosa intestinal, aumento do metabolismo decorrente do intenso processo inflamatório, e diminuição da ingestão alimentar como forma de se controlar o surgimento de dores abdominais e diarreia.

Além da deficiência proteica, as principais alterações nutricionais são a deficiência de minerais (ferro e zinco) e vitaminas (ácido fólico, B12, A, D, E e K). Apesar da deficiência de ferro ser mais comum na Retocolite Ulcerativa (mais 81% dos casos), a anemia é comum em ambas as doenças, afetando mais de dois terços dos pacientes. A anemia decorrente da carência de vitamina B12 e ácido fólico é mais comum na Doença de Crohn.

Além das próprias doenças, os medicamentos usados em seu tratamento também podem afetar os aspectos nutricionais e alimentares, causando também deficiências e carências. Seguem alguns exemplos disto. A sulfassalazina prejudica a absorção de ácido fólico. Os corticoides inibem a absorção de cálcio pelo intestino delgado, além de promoverem a excreção urinária deste mineral. A colestiramina diminui a absorção de cálcio, gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) através da neutralização dos sais biliares (bile). A azatioprina pode induzir náusea, vômitos e má digestão (dispepsia), causando a diminuição geral da ingestão alimentar.

Quanto ao tratamento, alguns tipos de alimentos podem interferir positivamente no controle das doenças inflamatórias intestinais. Os mais comumente relatados são os prebióticos e probióticos, que são alimentos que predispõem o crescimento bacteriano e microrganismos vivos, respectivamente. O ato de selecionar a flora intestinal com um aspecto mais saudável teria como objetivo proporcionar um efeito anti-inflamatório à mucosa intestinal. O efeito da flora intestinal mais saudável seria o de inibir o crescimento de microrganismos patogênicos, manter a integridade e a saúde da mucosa intestinal (evitando a disbiose), melhorar a imunidade local e neutralizar a ação de bactérias patogênicas e de suas toxinas.

Entendemos que muitos pacientes com doenças inflamatórias intestinais procuram uma dieta específica para o controle das suas doenças, mas infelizmente este tipo de alimentação funcional ainda não foi estabelecida. No entanto, já se sabe que estes pacientes podem apresentar carências nutricionais (proteínas, vitaminas e minerais) e que por isso o acompanhamento médico e nutricional são muito importantes. É fundamental que estes pacientes realizem check-ups regulares para a avaliação dos seus aspectos nutricionais e da sua composição corporal e que mantenham uma dieta regular e saudável.

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