Hérnia Incisional

Hérnia Incisional

INTRODUÇÃO

As estimativas do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 10% dos brasileiros apresentam algum tipo de hérnia na região do abdômen. Em 2010, segundo o Ministério da Previdência Social, o tratamento cirúrgico da hérnia abdominal, foi responsável por afastar 80 mil pessoas do trabalho. Apesar de ser um problema relevante de saúde pública, as hérnias abdominais podem ser tratadas com cirurgia e, na maioria dos casos, nunca mais incomodam.As hérnias abdominais correspondem ao escape de uma víscera através da parede abdominal, geralmente refletindo o enfraquecimento, afastamento ou a ruptura da musculatura do abdômen.

Tipos de hérnias abdominais

  • Hérnia inguinal: Ocorre na virilha (zona de junção entre a coxa e a parte inferior do abdômen) e é a mais comum entre as hérnias abdominais. Ela corresponde a 80% dos registros da doença, sendo os homens – principalmente quando iniciam a vida laboral – os mais afetados. Em alguns homens, ela pode ser expandida para os testículos, desenvolvendo, assim, a hérnia inguinoescrotal.
  • Hérnia umbilical (ou paraumbilical): Ocorre na região da cicatriz umbilical, principalmente em bebês.
  • Hérnia incisional: Está relacionada às incisões cirúrgicas na região. Por isso, geralmente, afeta as pessoas mais velhas que tendem a ter passado por mais cirurgias que os jovens.
  • Hérnia epigástrica: Ocorre na linha média do abdômen, acima do umbigo.

Uma forma de entender esse tipo de hérnia é imaginar que nosso abdômen é uma casa,  as janelas dessa casa (o abdômen) são  os pontos de fraqueza (rotura das paredes que formam as hérnias) por onde as vísceras se projetam; e as cortinas representam os órgãos abdominais. Desta forma quando ocorre uma ventania (aumento de pressão dentro do abdômen), parte das cortinas (os órgãos abdominais) saem pela janela (a hérnia) e se projetam para fora da casa (o abdômen).

Hernia_Incisional_1

DIAGNÓSTICO CLÍNICO

Nem sempre as hérnias dão sintomas, principalmente quando são pequenas. No entanto, quando começam a escapar pelos orifícios do abdômen, podem ser reconhecidas como  abaulamentos na região ou causarem muitas dores abdominais. As dores relacionadas às hérnias abdominais costumam ser piores durante esforços físicos, como levantar objetos pesados ou ficar durante muito tempo em pé, ou ainda quando a parede do abdômen é contraída rapidamente durante o esforço para evacuar ou tossir. Os sintomas relacionados às hérnias abdominais podem surgir e desaparecer espontaneamente, voltando a se manifestarem de novo. Às vezes, porém, a víscera pode ficar presa no orifício da hérnia, deixando de retornar à posição normal. Quando isso acontece, há um bloqueio da circulação sanguínea no trecho aprisionado, podendo provocar a necrose desse tecido. Se for uma alça intestinal, pode até ocorrer um rompimento. Nesses casos, além da dor, surgem náuseas e vômitos.

“A pressão feita ao colocar a mão na boca e soprar, exame típico realizado em jovens durante o alistamento militar obrigatório, também pode indicar a presença de hérnias.”

TRATAMENTO CIRÚRGICO

Na maioria dos casos, as hérnias abdominais são diagnosticadas pelo médico pela avaliação clínica, olhando e tocando a região, mas às vezes podem ser necessários exames de imagens (ultrassonografia e/ou tomografia computadorizada). O tratamento-padrão é cirúrgico e quanto mais cedo for realizado, melhor, sendo que nos casos de hérnias aprisionadas, a cirurgia deve ser realizada com urgência.

Tela_de_Polipropileno_Hernia

As cirurgias de correção das hérnias  podem ser abertas ou por laparoscopia, considerada minimamente invasiva. Ambos os procedimentos são realizados por meio de um pequeno corte sob anestesia local ou peridural. A hérnia é empurrada para dentro do abdômen e o orifício é fechado com uma prótese (tela), feita de material resistente e próprio para essa correção.

“Voltando à analogia que fizemos com a casa, a cirurgia é como se abríssemos a janela (a hérnia), colocássemos a cortina (os órgãos) para dentro e, depois, fechássemos a janela com uma grade protetora (a tela)”.

Tela_Hernia_Incisional

A recuperação pós-operatória da hérnia costuma ser rápida. Geralmente no mesmo dia ou no dia seguinte o paciente recebe alta hospitalar, mas deve seguir algumas orientações médicas, como não fazer esforço físico por dez dias. Entre os possíveis efeitos pós-cirúrgicos, estão: dor, lesão de nervos da região, infecção e, às vezes, recidiva da hérnia.

LEMBRE-SE

PROCURE SEMPRE UM MÉDICO ESPECIALISTA e CONSULTE UMA SEGUNDA OPINIÃO.

As 10 principais dúvidas sobre a HÉRNIA INGUINAL.

As 10 principais dúvidas sobre a HÉRNIA INGUINAL.


É uma afecção que ocorre na região da virilha em aproximadamente 15% da população e se apresenta como um ABAULAMENTO aos esforços. É mais comum em homens na idade adulta e ocorre pela insinuação dos órgãos abdominais, como o intestino, por um orifício até o saco escrotal, no caso dos homens, ou pelo canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina, no caso das mulheres.

1. O que é hérnia inguinal?

A hérnia é qualquer protrusão ou deslocamento do conteúdo abdominal por um orifício natural ou acidental. O termo “inguinal” indica que esse conteúdo passa pela parede abdominal na região da virilha. Ela pode ser bilateral, quando ocorre dos dois lados, ou unilateral, quando ocorre só de um lado. Ela também pode ser direta ou indireta. A direta ocorre quando há um afrouxamento da musculatura e, assim, o extravasamento do conteúdo abdominal se dá por um simples oportunismo e a indireta acontece quando o conteúdo abdominal passa para a bolsa escrotal por um ponto frágil, chamado anel herniário.

2. Quais os fatores de risco?

Pessoas que tiveram casos de hérnia inguinal na família estão mais propensas a ter o problema. A hérnia inguinal também costuma acometer mais homens do que mulheres. Embora possa ocorrer em qualquer idade, ela é mais frequente na fase adulta. Neste caso, a causa mais comum é o enfraquecimento da musculatura abdominal, que ocorre naturalmente conforme envelhecemos. No caso das mulheres, a hérnia se forma em um canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina. Já em crianças do sexo masculino, o problema está relacionado a uma persistência da musculatura no momento em que os testículos descem para a bolsa escrotal. Tal acontecimento deixa um canal aberto na região da virilha que permite a insinuação do conteúdo abdominal.

3. Como se prevenir?

A única maneira de prevenir a hérnia inguinal é evitando forçar a musculatura abdominal, portanto, não faça exercícios físicos muito pesados e consuma fibras para facilitar a evacuação. Mesmo assim, isso não impede a ocorrência do problema, afinal, uma simples tosse já estimula os músculos abdominais.

4. Quais os sintomas?

Dor na região abdominal e um abalamento (como se fosse um caroço) na região da virilha são os principais sinais da hérnia inguinal.

5. Quais as opções de tratamento?

Como é um problema mecânico, a única solução é um procedimento cirúrgico que pode ser feito por corte ou por laparoscopia.

6. Quais as possíveis complicações do problema?

A principal complicação da hérnia inguinal é o encarceramento e estrangulamento do conteúdo abdominal que entrou pelo orifício da parede abdominal.  Assim, uma alça do intestino, por exemplo, pode necrosar dentro dessa abertura, tornando a cirurgia muito mais complicada.

7. Como é a cirurgia?

Se não houver qualquer complicação, como necroses ou obstruções, a cirurgia é bastante simples, com taxa de reincidência de aproximadamente 4%. Durante o procedimento, é colocada uma espécie de tela na parede abdominal do paciente para fechar o orifício.

8. Após quanto tempo posso voltar às atividades normais?

O paciente costuma ser liberado no mesmo dia ou no dia seguinte após a cirurgia. Recomenda-se evitar esforços físicos pesados nos primeiros três meses de recuperação, mas, segundo o cirurgião, a cicatrização total ocorre apenas seis meses após o procedimento. O paciente também pode ter relações sexuais 15 dias após a cirurgia, mas com cautela. Entretanto, esse período depende do caso e do estado geral de saúde do paciente, por isso, atenha-se às especificações do seu médico.

9. Qual a anestesia para esta cirurgia e o tempo de internação?

Geralmente utiliza-se a anestesia Raquidiana e o período de internação hospitalar é de 24 horas.

10. Qual o especialista devo procurar?

O médico especialista neste tipo de afecção é o CIRURGIÃO DO APARELHO DIGESTIVO.