Tratamento Cirúrgico da ENDOMETRIOSE INTESTINAL

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O tratamento cirúrgico da endometriose intestinal é indicado principalmente na presença de sinais e sintomas de obstrução intestinal e dor pélvica recorrente refratária aos tratamentos clínicos. Na decisão final pela terapêutica cirúrgica leva-se em consideração além da severidade do quadro clínico, o histórico reprodutivo, a idade da paciente e as características morfológicas das lesões.

Avaliação Pré-Operatória

O estadiamento pré-operatório através de exames de imagem especializados (USG Pélvico e transvaginal ou Ressonância Magnética da Pelve) da endometriose intestinal auxiliarão no planejamento da técnica operatória a ser utilizada, a saber: shaving, ressecção discóide ou ressecção segmentar do reto e/ou sigmoide acometido.

Opções Terapêuticas

As lesões superficiais envolvendo a camada externa do intestino (serosa ou adventícia) podem ser removidas com secção feita por tesoura, da parede normal do intestino adjacente à lesão. O defeito na parede intestinal é corrigido com sutura, utilizando pontos simples de fio absorvível. A ressecção de disco de espessura total é utilizada quando a endometriose atinge todas as camadas intestinais. Esta técnica de ressecção discóide pode ser utilizada em lesões do reto baixo, utilizando-se grampeador circular., especialmente indicada para lesões que atingem até 1/3 da circunferência do reto e menores que 3 cm em extensão.

        A ressecção intestinal segmentar é geralmente realizada no caso de lesão única maior do que 3 cm de diâmetro, lesão única infiltrando mais de 50% da parede intestinal ou na presença de duas ou mais lesões infiltrando a camada muscular da alça. É a mesma técnica utilizada há décadas para as ressecções de sigmoide e reto por neoplasia. A ressecção laparoscópica tem se mostrado factível e segura desde a década de 1990.

       Embora a escolha entre ressecção segmentar e ressecção de disco de espessura total seja controversa, há evidências de que a ressecção segmentar é a única forma de remoção completa da doença. Mais recentemente foi proposto o acesso laparoscópico assistido por robótica para o tratamento da endometriose. Inicialmente, foram relatados resultados tão bons quanto os da laparoscopia convencional, a despeito do tempo anestésico e cirúrgico significativamente mais longo e da necessidade de trocaters maiores na técnica robótica. Estudos com seguimento de médio prazo, todavia, não apoiam a hipótese de superioridade da assistência robótica no tratamento da endometriose intestinal, embora se trate de uma mais opção terapêutica.

A Cirrose tem cura?

A Cirrose tem cura?

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A cirrose hepática é uma doença de evolução prolongada que conduz à destruição do fígado. É também chamada de doença hepática crônica e caracteriza-se pela morte das células do fígado, com aparecimento de cicatrizes (fibrose) e alteração da sua estrutura. O fígado fica com uma consistência muito dura e cheio de nódulos. Essa alteração na estrutura compromete a circulação do fígado e afeta a sua função. É uma doença muito importante porque o fígado desempenha múltiplas funções. Geralmente acometem cerca de 2% ao ano dos pacientes com doenças hepáticas de longa duração. A cirrose é a nona causa de morte e termos gerais, mas é a quarta de morte precoce, ou seja, antes dos 65 anos. Destes números, o álcool é o principal responsável.

1. Quais as causas da Cirrose Hepática?

Como se referiu, a causa mais frequente é a cirrose alcoólica, seguida pela hepatite C e pela hepatite B. Outras causas mais raras são as doenças do fígado associadas à obesidade, a cirrose biliar primária, as hepatite auto-imunes, a doença de Wilson, a hemocromatose, o défice de alfa 1-antitripsina, as anomalias das vias biliares e a colangite esclerosante primária.

2. Quais são os sintomas da Cirrose Hepática?

Na fase inicial, não existem quaisquer sintomas associados à cirrose. Os sintomas mais precoces costumam ser a fadiga, perda de energia, perda de apetite e de peso, náuseas, dores abdominais e pequenos sinais hemorrágicos na pele em forma de “aranha”. Podem ocorrer hemorragias mais facilmente ou formação de “nódoas-negras”. Na fase de descompensação, ocorrem diversos sinais e sintomas como:

  • icterícia (olhos e pele amarelados);
  • presença de ascite (barriga de água);
  • inchaço das pernas;
  • hemorragias digestivas sob a forma de vómitos ou fezes com sangue, mais frequentemente provocadas pela rotura de veias dilatadas no esófago (varizes esofágicas);
  • fezes descoradas (cor de massa de vidraceiro);
  • alterações mentais que podem levar a confusão mental, agressividade e mesmo coma (encefalopatia hepática);
  • desenvolvimento de infecções graves;
  • alterações hormonais com disfunção eréctil e aumento das glândulas mamárias no homem;
  • câncer do fígado (carcinoma hepatocelular ou hepatoma)

3. A Cirrose Hepática pode causar Câncer?

O risco de desenvolvimento de câncer do fígado na cirrose hepática é de cerca de 1 a 4% por ano. Este carcinoma apresenta elevada mortalidade se for diagnosticado numa fase avançada. Por esse motivo, é muito importante que todos os doentes com cirrose realizem uma ecografia abdominal de seis em seis meses, para que o tumor seja diagnosticado ainda com pequenas dimensões. Nesses casos, existem alguns tratamentos eficazes, como o transplante hepático, a remoção cirúrgica, a radiofrequência, a alcoolização, a quimioembolização ou um medicamento (sorafenib), administrado por via oral.

4. Como é feito o diagnóstico da Cirrose Hepática?

O diagnóstico assenta no exame médico associado a exames laboratoriais, ecografia e/ou tomografia computadorizada abdominal. Em alguns casos, remove-se um pequeno fragmento do fígado, através de uma agulha, para exame microscópico. Este exame corresponde à biópsia hepática. Existe outro exame mais recente, semelhante à ecografia, chamado elastografia hepática, que pode ser muito útil no diagnóstico da cirrose, dispensando, em alguns casos, a biópsia.

5. A Cirrose Hepática tem Cura?

As chances de cura irão depender da fase em que a doença se encontra e quais as opções de tratamento da doença que causou a cirrose. Para a hepatite C, existem medicamentos que eliminam o vírus em mais de metade dos casos, impedindo o agravamento da cirrose e, por vezes, proporcionando a sua regressão. Para a hepatite B é também possível o controle do vírus, na grande maioria dos casos, utilizando diversos tipos de medicamentos antivirais e moduladores do sistema imune. Para a hepatite auto-imune, utilizam-se corticoides. Na fase de descompensação, o tratamento dependerá dos sintomas e das complicações presentes. Com frequência, esse tratamento é realizado em ambiente hospitalar. Nos casos mais graves, em que o fígado é incapaz de exercer as suas funções, o transplante hepático, caso não existam contra-indicações, é uma alternativa.

6. Como previnir o desenvolvimento da CIRROSE?

A prevenção da cirrose hepática passa por evitar todos os factores a ela associados. Assim, é importante:

  • não consumir bebidas alcoólicas em excesso;
  • fazer a vacina contra a hepatite B;
  • utilizar preservativo no caso de múltiplos parceiros ou relações sexuais de risco;
  • evitar o excesso de peso a manter sempre uma dieta equilibrada e saudável.
Hemangioma Hepático

Hemangioma Hepático

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1. O que é hemangioma?

Lesões, nódulos ou tumores podem se formar em todos os órgãos do corpo humano, mas apesar de estar relacionado ao câncer em alguns casos específicos, nem sempre esse tipo de lesão representa um risco, e o hemangioma no fígado é um bom exemplo disso.

Essa lesão pode acompanhar uma pessoa durante toda a sua vida, sem que ela saiba que a possui. Mas é importante conhecer mais sobre ele para entender como se forma e se pode trazer algum tipo de transtorno.

2. O que é hemangioma no fígado?

O hemangioma no fígado (hemangioma hepático) é um tumor benigno que se forma em função de vasos sanguíneos que se enovelam. Ele não é um problema causado por bactérias, vírus, e nem se trata de uma inflamação.

Na verdade sua formação acontece enquanto o embrião está se desenvolvendo, ou seja, trata-se de um problema congênito. A pessoa nasce com ele e muitas vezes o descobre apenas depois de anos.

Hemangiomas podem se formar em vários órgãos do corpo humano. Na pele, por exemplo, ele é caracterizado por manchas vermelhas. Já no fígado, surgem pequenos tumores, que em nada afetam a função hepática.

3. Quais são os Sintomas ?

Pessoas que têm hemangioma no fígado podem nem mesmo descobrir que o tumor existe, porque ele não costuma manifestar sintomas. É como que se mantenha do mesmo tamanho que tinha no nascimento do indivíduo, sem sofrer alterações ao longo do tempo.

Porém, também acontece de vir a crescer, mas ainda assim raramente o médico pede algum exame específico para identificá-lo, sendo mais comum diagnosticar o hemangioma durante a realização de um exame solicitado por outro motivo.

Essas lesões, de achados incidentais são na maioria das vezes pequenas, porém podem ter casos grande, e aquelas classificadas com gigantes chegam a atingir mais de 5 cm de diâmetro. Nesses casos é que o hemangioma costuma causar algum incômodo, porque seu volume o leva a “dilatar” a cápsula do fígado ou a empurrar outros órgãos e estruturas próximas, como o estômago.

Quando isso acontece ele pode causar saciedade precoce, dor abdominal, febre, náuseas, sensação de estufamento após as refeições e vômitos. Mas lembrando que essas condições são incomuns, e mesmo nesses casos, o hemangioma é encontrado por acaso.

4. Qual o risco de Complicações Clínicas? 

Por ser benigno, o hemangioma não traz consequência graves para a saúde do paciente. Apenas quando ele cresce demais é que pode trazer os incômodos citados acima, e nos casos raros de ocupar uma grande parcela do fígado, o risco é o seu rompimento.

A lesão não se rompe sozinha, mas se for grande demais e a pessoa sofrer um trauma, então os vasos sanguíneos se rompem ocasionando hemorragia interna. Também podem se formar coágulos em seu interior, condição que leva ao consumo de plaquetas, que por sua vez, aumenta a chance de hemorragias em outros órgãos.

5. Como é feito o Diagnóstico? 

Pela ausência de sintomas, o hemangioma costuma ser descoberto quando o paciente precisa tratar ou investigar outros problemas de saúde. Em mulheres, por exemplo, os tumores podem ser descobertos em função da realização de exames de imagem par fins ginecológicos.

De toda forma, o tumor é investigado pelo especialista para que possa se obter um diagnóstico preciso e excluir a hipótese de doenças mais agressivas. Então, são solicitados exames de imagem para análise da lesão, como a ultrassonografia, tomografia e a ressonância nuclear magnética.

Também podem ser solicitados outros exames para nódulos duvidosos e não característicos de hemangioma, como a cintilografia, arteriografia, biópsia hepática (não deve ser realizada na suspeita de hemangioma) e exames laboratoriais para identificar se o tumor não é maligno. De toda forma, apenas em casos duvidosos, porque o exame de imagem é suficiente para identificar o tipo de lesão.

6. Quais são as opções de tratamento ?

Quando o hemangioma no fígado é pequeno, e não causa sintomas ele não precisa ser tratado. Ou seja, necessita de acompanhamento médico e exames anuais ou a cada dois anos para observar se houve alteração de tamanho da lesão.

A indicação de cirurgia existe em casos extremos. Ou seja, apenas quando o tumor é classificado como gigante e interfere na qualidade de vida do paciente, ou em casos pós-trauma e com sangramento da lesão.  Nesses casos as indicações variam conforme a necessidade de cada um, variando entre:

  • ressecção cirúrgica;
  • embolização;
  • ligadura da artéria hepática;
  • corticoterapia;
  • radioterapia;

transplante hepático pode estar indicado para o tratamento do hemangioma gigante com síndrome compartimental. Ou seja, casos gigantes (normalmente ocupam todo o fígado) com aumento importante da cavidade abdominal, e exames que demonstrem que o grande volume da lesão dificulte a alimentação do paciente (por exemplo compressão do estômago, esôfago) e a decorrente associação com a perda de peso.

O tamanho do tumor em si não é um fator que indica a necessidade de tratamento. O que determina isso é a influência do hemangioma na saúde do paciente e as complicações que ele pode causar.

De toda forma, o hemangioma no fígado exige cuidados mais expressivos em poucos casos. O paciente pode manter uma vida normal, convivendo com o problema sem nem mesmo o perceber, mas se for preciso tratar, as chances de cura são altas e as complicações mínimas.

Qual o risco dos CISTOS PANCREÁTICOS?

Qual o risco dos CISTOS PANCREÁTICOS?

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1. Doutor o que são tumores císticos no pâncreas?

Essas lesões podem ser de natureza benigna ou maligna, sendo que cerca de 80% dos casos correspondem a pseudocistos (pós crises de pancreatite aguda) e apenas de 10% e 15% são tumores císticos do pâncreas.

Os cistos encontrados no pâncreas têm sido cada vez mais identificados, principalmente, por causa do uso mais comum de exames de imagem, como, por exemplo, a ecografia. Merecem atenção especial por parte dos médicos, pois podem se tornar algo mais grave para o paciente.

Eles podem representar um simples acúmulo de líquido em uma região atingida por processo de inflamação, decorrente de uma pancreatite, e até mesmo tumores malignos agressivos – mas, que felizmente, são bastante raros .

Na verdade, na grande maioria das vezes, os cistos do pâncreas são benignos, mas isso não significa que não é preciso tratar. Há tumores benignos que podem trazer consequências graves para o paciente e precisam ser tratados pelos médicos.

Há alguns cistos pancreáticos benignos que tem uma tendência maior em se transformar em um tumor maligno – o câncer de pâncreas. Os mais comuns são os chamados cistoadenomas mucinosos e os tumores intraductais mucinosos papilares (TIMP). Além disso, o segundo tipo ainda pode ser responsável pela pancreatite aguda, já que produz uma substância liberada no interior dos ductos do pâncreas causando obstrução e gerando um processo inflamatório.

2. Quais são os sintomas mais comuns? 

Grande parte dos cistos pancreáticos são assintomáticos e acabam sendo descobertos de maneira ocasional durante a realização de umexame de imagem, entre eles a ecografia e a tomografia. Este é o grande problema, já que sem sinais o paciente não procura o médicopara realizar o tratamento adequado. E, há o risco de quando for descoberto, o tumor maligno já estar em estágio avançado e de difícil tratamento.

 

3. Como é feito o diagnóstico?

diagnóstico é realizado a partir de exames, que possam colaborar na identificação de cistos de pâncreas. Exames de imagem, dosagens sanguíneas e dosagens de substâncias no líquido do cisto são algumas das formas de descobrir. Porém, dependerá do caso de cada paciente, somente o médico pode indicar qual é o melhor exame a ser realizado. E, além destes métodos disponíveis, o diagnóstico dos tumores císticos do pâncreas são um desafio para a medicina, atualmente.

 

4. Qual é o tratamento?

São variadas as formas de tratamento dos tumores císticos, devido aos seus amplos tipos. No entanto, é comum em que há fortes suspeitas de cistos malignos, a indicação de tratamento médico costuma ser por meio de cirurgia. Por sua vez, nas situações em que há lesões benignas com potencial em se transformar em maligna é necessário ter uma avaliação melhor, com relação aos riscos do procedimento. Isso irá depender da idade do paciente, seu estado de saúde e o real estágio da doença.

A cirurgia variará de acordo com o tipo de cada paciente. Há procedimentos seguros, por meio da videolaparoscopia, e também cirurgias mais complexas, a depender da situação de cada lesão.

O importante é sempre ficar atento com cisto no pâncreas, pois apesar de parecer sem gravidade, pode ser que evolua para um tumor maligno, e causando situações mais graves. O diagnóstico precoce é essencial para um tratamento adequado, com maiores chances de cura para o paciente.

O que causa o Câncer no Aparelho Digestivo?

O que causa o Câncer no Aparelho Digestivo?

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1. Vamos primeiro entender o que é o Câncer…

O câncer é um grupo de várias doenças caracterizado por um série de alterações nas células de nosso organismo, levando a um crescimento anormal dessas células. Todos os nossos órgãos e tecidos (pulmão, mama, próstata, intestino, etc..) são constituídos por células que se dividem normalmente para reposição e crescimento do organismo. Por uma série de fatores, algumas dessas células ficam doentes e seu crescimento torna-se descontrolado, normalmente acelerado. O acúmulo dessas células pode levar a formação de um tumor, que pode ou não ser visível. Mas nem todo o tumor é um câncer: existem aqueles tumores feitos por um acúmulo de células normais (os tumores benignos). No entanto, quando ele é formado por essas células doentes e descontroladas (cancerígenas), ele é um tumor maligno. Ás vezes o câncer também não forma tumores, como no caso das leucemias, em que as células doentes ficam circulando pelo sangue. O câncer pode se originar em praticamente todos os tecidos no nosso organismo. O nome “completo” do câncer vem justamente do local em que ele se formou (por exemplo, câncer de próstata e câncer de estômago, quando começam na próstata e no estômago, respectivamente) e do tipo de tecido que deu origem a ele (por exemplo, carcinomas, sarcomas, etc…). Mesmo quando o câncer se espalhou por outros órgãos o nome do câncer e o seu tratamento são baseados no local de origem. Por exemplo, se um paciente com câncer de tireóide possui células doentes espalhadas no pulmão, essas células que formaram a metástase no pulmão não são um câncer de pulmão, mas continuam sendo um câncer de tireóide.

2. Mas Doutor qual a Causa do Câncer no Aparelho Digestivo?

É muito comum que as pessoas envolvidas com um diagnóstico de câncer procurem um causa “culpada” para a origem do problema. Dessa forma, seria mais fácil entender e combater o problema. No entanto, é muito importante notar que o câncer é uma doença complexa, possuindo várias causas. As nossas células normais estão a todo momento se dividindo, crescendo, envelhecendo e também morrendo durante nossa vida, sendo constantemente substituídas por novas células. Existe um complexo sistema que rege a “normalidade” desse processo, controlando nosso DNA e nossas proteínas. De uma maneira muito simples, seria como se imaginássemos uma linha de montagem da mais moderna máquina do mundo, com várias peças e componentes. Vários fatores podem interferir nesse equilíbrio gerando erros, os quais danificam o produto final, dando origem a um produto “defeituoso”, a célula do câncer. O câncer possui inúmeras mutações, que são defeitos no código genético, ou DNA. Portanto, uma das causas mais importantes do câncer são os defeitos genéticos em si. Em alguns casos, eles já vieram como herança de nossos pais, por isso a história familiar e o componente genético hereditário pode ser um elemento da origem do câncer em alguns casos. Mas na grande maioria dos casos, essas mutações são adquiridas ao longo de nossas vidas, o que pode ocorrer pelo próprio envelhecimento de nossas células, por fatores agressivos do ambiente (como o fumo, a radiação solar, alguns produtos químicos), por infecções virais e por fatores nutricionais. E como o equilíbrio de nosso organismo pode ser abalado por outros fatores como stress, obesidade, sedentarismo, má alimentação dentre outros, cada vez mais reconhecemos que esses fatores podem ter um papel no surgimento do câncer. É importante lembrar que nesse caso não há risco de transmissão destas alterações genéticas para os seus descendentes.

3. Quando devemos suspeitar do diagnóstico do câncer?

O diagnóstico de câncer pode frequentemente se originar da investigação de novos sintomas desenvolvidos por uma pessoa. Seu médico pode solicitar exames para descobrir porque você desenvolveu determinado sintoma, sendo que essa investigação pode levar a um diagnóstico final de câncer. Em alguns casos o paciente pode não ter sintoma algum relacionado ao câncer. Isso ocorre nos casos em que são feitos exames preventivos para detecção precoce do câncer, como no caso da colonoscopia para o câncer de intestino, mamografia para o câncer de mama, exame de Papanicolau para câncer de colo de útero e exame de PSA para câncer de próstata. Existem recomendações específicas para cada um desses exames e é importante que você se informe com seu médico, já que a prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para aumentar as chances de cura de certos tumores. Em alguns casos, o câncer pode ser encontrado ao acaso, devido a exames realizados para acompanhar outras doenças. Para a maioria dos cânceres, o diagnóstico definitivo da doença ocorre apenas com a obtenção de uma biópsia, que é a remoção de um pequeno fragmento de tecido para estudo. Em vários casos esse exame pode ser fundamental para o planejamento do tratamento, e deve-se aguardar seu resultado. Após o diagnóstico, seu médico pode precisar de exames adicionais dependendo do tipo e da extensão do tumor. Esses podem ser exames de sangue para avaliar o funcionamento da medula óssea, dos rins e do fígado, exames de imagem (como raio-X, tomografias, ressonância e PET-CT) para avaliar a extensão do tumor e outros. Para cada situação existem os exames necessários, portanto, eles podem variar de paciente para paciente. Por exemplo, para vários tipos de câncer o PET-CT não está indicado, e sua informação pode não ser útil no planejamento do tratamento. É importante que o seu médico tenha as informações diagnósticas corretas para definir seu tratamento, mesmo que seja necessário aguardar alguns dias a mais, pois isso pode potencializar as chances de sucesso.

4. A sua História é Única, CALMA.

Sem dúvida uma das situações mais temidas pelas pessoas é comparecer ao seu médico e ouvir a palavra câncer. Existem vários mitos sobre essa doença, sendo que em uma primeira impressão pode haver um choque com a notícia e uma turbilhão de sentimentos e emoções. É importante que você tenha um momento inicial para absorver o diagnóstico e então buscar apoio nos familiares e profissionais para os próximos passos necessários. Como foi dito, o câncer é um conjunto de doenças com uma variação enorme de sintomas, evolução e tratamentos, o que acaba tornando cada indivíduo único. Portanto, é mais provável que a experiência de outras pessoas não se apliquem completamente a uma pessoa com um novo diagnóstico. Nessa situação é fundamental que o paciente busque informações confiáveis de fontes médicas reconhecidas, algumas delas disponíveis inclusive na Internet. Entretanto, como o conteúdo da Internet não é controlado, é preciso ter muito cuidado com a procedência da informação. Após o diagnóstico de câncer do Aparelho Digestivo, é muito importante que o paciente encontre um Cirurgião Digestivo de confiança, pois cada vez mais o diagnóstico e o tratamento desse conjunto de doenças está mais complexo. Escolha profissionais com formação sólida, e busque informações com familiares e outros pacientes. O paciente pode experimentar uma complexa variação de sentimentos e emoções ao longo do processo de diagnóstico e tratamento. Além de comunicar isso com os profissionais médicos, dividir sentimentos com amigos e familiares é bastante útil, sendo que em alguns casos há necessidade de ajuda especializada.

5. “Doutor, o meu câncer tem cura?”

Essa é uma das dúvidas mais comuns após o diagnóstico inicial de um câncer. Vale entender que a “cura” é na verdade um processo contínuo em que o câncer precisa diminuir, desaparecer e também nunca mais voltar. Então, qualquer resposta definitiva normalmente depende de um período de tempo. Existe sim uma variação nas chances de obter sucesso em cada um desses passos, e em muitos casos ela pode ser muito alta. Características individualizadas, como o tipo e a extensão do tumor, a saúde em geral do paciente, e o emprego do tratamento mais adequado, dentre outros, podem ter influência nas chances de sucesso. Algumas pessoas preferem receber mais informações, incluindo estatísticas, e outras menos. É importante reconhecer essa preferência individual e encontrar uma equipe preparada em lhe conduzir por cada um desses passos. Mantenha seu estímulo para realizar o tratamento mais adequado possível, mesmo que o cenário pareça mais complicado do que você teria imaginado. Por mais difícil e sério que seja o cenário particular, existem várias razões para boas esperanças. Ao longo dos últimos anos, grandes avanços foram obtidos no tratamento e cuidado dos sintomas das pessoas com câncer, e logicamente espera-se que novas conquistas ocorram no futuro. E a cada novo sucesso, seja do seu tratamento como dos avanços da ciência, as esperanças de cura são renovadas, mesmo quando elas pareciam distantes inicialmente.

Cirurgia do Aparelho Digestivo

CBCD

Qualquer procedimento cirúrgico é delicado e deve envolver conhecimentos técnicos, éticos e humanísticos. O Cirurgião do Aparelho Digestivo possui pelo menos 10 (DEZ) anos de estudos obrigatórios (sendo 6 anos de Faculdade, 2 anos de Residência Médica em Cirurgia Geral e mais 2 anos de Residência em Cirurgia do Aparelho Digestivo regulamentado pelo MEC e Conselho Federal de Medicina).

O Cirurgião do Aparelho Digestivo possui habilitação para realizar os procedimentos cirúrgicos complexos em cirurgia abdominal por via convencional ou vídeo-laparoscopia. Os pacientes com câncer do aparelho digestivo (estômago, esôfago, intestino delgado, intestino grosso, reto, ânus, pâncreas, fígado, vesícula e vias biliares) são geralmente tratados por este especialista, que também atua na sua prevenção.

Há várias outras doenças que são comuns em seu consultório como esofagite, refluxo gastro-esofágico, hérnia de hiato, obesidade mórbida (cirurgia bariátrica), gastrite, úlcera gástrica, úlcera duodenal, pancreatite, cálculos na vesícula, abscessos e cistos hepáticos, diverticulite (doença diverticular), retocolite ulcerativa, doença de Crohn, hemorróidas, físsuras, fístulas e abscessos anais, constipação, diarréia, além de hérnias da parede abdominal.

Quando precisar realizar qualquer procedimento cirúrgico no Aparelho Digestório procure saber qual a formação do Médico responsável pelo ato cirúrgico. Certifique-se se ele possui a formação acadêmica adequada, se é membro titular de alguma entidade científica representativa, se possui atualização constante na área em atuação e em especial consulte a opinião dos pacientes já operados por este profissional.

PROCURE SEMPRE UM MÉDICO ESPECIALISTA E CONSULTE UMA SEGUNDA OPINIÃO.