Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura. Saiba quais os fatores de risco e os principais sinais e sintomas para ficar atento.

COMO O CÂNCER DE CÓLON E RETO SE DESENVOLVE

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o cólon e o reto são formados por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando acontece alguma alteração, pode ser produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. O câncer pode crescer, comprimindo e invadindo órgãos sadios à sua volta. Além disso, as células cancerosas podem se desprender e se espalhar por meio da corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos. Quando isso acontece, o câncer migra para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. 

Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de cólon e de reto, mas alguns fatores de risco influenciam o desenvolvimento, tais como: 

Má alimentação – há evidências de que o câncer de cólon e de reto está associado a dietas gordurosas, hipercalóricas, pobres em fibras e com excesso de carne vermelha e/ou processada.

Constipação intestinal – o contato das fezes com as paredes do cólon e do reto por períodos prolongados aumenta as chances de desenvolver a doença. 

Pólipos – são um tipo de crescimento anormal de tecido nas paredes colorretais, como se fossem verrugas. Costumam aparecer após os 50 anos de idade e, apesar de benignos, deveriam ser retirados por precaução, pois um grande número de tumores se desenvolve a partir desses pólipos. Pessoas com essa condição devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Histórico familiar – apesar da maioria dos casos de câncer colorretal ocorrer sem histórico familiar, 30% das pessoas que desenvolvem têm outros familiares que foram acometidos pela doença. Pessoas com histórico de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau têm risco aumentado. 

Doenças inflamatórias – pessoas com doença de Crohn e colite ulcerativa, por causa da inflamação nas paredes colorretais, têm mais risco de desenvolver o câncer. Deve ser feito acompanhamento regular com o médico.

Doenças hereditárias – correspondem a apenas 5% dos casos de câncer colorretal. São pessoas que herdaram mutações genéticas que causam a doença. As mais comuns são: síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar. Outras, mais raras, são: síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Pessoas com alguma dessas condições devem fazer acompanhamento regular com o médico.

SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER DE CÓLON E RETO

No estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sinais e sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. Mas é muito importante ficar atento a alguns sinais:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes; 
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Evacuações dolorosas;
  • Afinamento das fezes;
  • Constante flatulência (gases);
  • Desconforto gástrico;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Cansaço constante.

Importante: a presença de um ou mais destes sinais e sintomas não significa que você está com câncer. Eles podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colón. Procure o Gastroenterologista para ele identificar a causa e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE CÓLON E RETO 

Para determinar a razão dos sinais e sintomas, o médico vai avaliar tudo o que você disser que está sentindo, seu histórico e fará o exame clínico, incluindo o toque retal. Outros exames são necessários para detectar o câncer colorretal:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu.

Colonoscopia – para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular.

Radiografia – é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

TRATAMENTOS PARA O CÂNCER DE CÓLON E RETO

Se o diagnóstico for positivo, o tratamento será decidido de acordo com a extensão da doença, idade da pessoa, histórico e estado de saúde. Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. O médico poderá indicar um único método ou a combinação deles.

Cirurgia para câncer de cólon e reto – o tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino. Esse procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia, são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar se têm células cancerosas. Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial na abertura do abdome para coletar as fezes (colostomia).

  • A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo cólon e o reto até que eles se recuperem;
  • A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. 
Câncer de Cólon: Tratamento Cirúrgico Vídeolaparoscópico

Radioterapia – costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. É indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente por localizar-se muito perto do ânus. Combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para diminuir a volta da doença. 

Quimioterapia – não costuma ser muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados.

Imunoterapia – o sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

Fonte: Medicina Pfizer

Nódulo no Fígado (Tumor ou Cisto Hepático)

Nódulo no Fígado (Tumor ou Cisto Hepático)

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Nódulo no Fígado

Explorando os Nódulos Hepáticos: Uma Jornada de Diagnóstico e Cuidado 🩺🔍

O nódulo hepático é um achado relativamente comum em exames médicos, e o acesso cada vez mais frequente a exames de imagem de rotina, como ultrassonografias, tem contribuído para o diagnóstico precoce de diversas condições relacionadas ao fígado, pâncreas e vias biliares. A qualidade aprimorada dos aparelhos de imagem também desempenha um papel crucial nesse aumento de detecção.

“Dá-se o nome de nódulo ou tumor (ou neoplasia) a uma proliferação anormal de células, desde aquelas com caráter benigno, até as malignas, também denominadas ‘câncer’.” 📊🔬

O fígado, um órgão vital, apresenta uma alta incidência de nódulos, sejam eles benignos ou malignos. Os grupos de risco, métodos de diagnóstico e abordagens de tratamento ou acompanhamento são bem estabelecidos, sendo sempre adaptados de forma individualizada a cada paciente.

Dr. Qual a Forma de Investigação? 🤔🔬

Quando um nódulo hepático é identificado, a investigação geralmente se inicia com um ultrassom ou ultrassonografia, que é o exame diagnóstico inicial mais comum. Embora o ultrassom forneça indícios sobre o tipo de tumor, um exame de imagem dinâmico com contraste é essencial para uma conclusão definitiva do diagnóstico. A tomografia e, especialmente, a ressonância (preferencialmente com contraste hepatoespecífico – Primovist) têm se destacado, reduzindo a necessidade de biópsias. Além dos exames de imagem, em casos suspeitos de tumores malignos, marcadores tumorais em exames de sangue podem ser úteis. 💉📷

Dr., Já Fiz uma Ultrassonografia que Mostrou um Nódulo no Fígado, O Que Devo Fazer Agora? 🤷‍♂️

Ao receber um diagnóstico de nódulo hepático, é fundamental iniciar uma conversa com seu médico, o profissional que solicitou o exame. Discuta a possibilidade de buscar a opinião de um especialista para avançar na investigação e, eventualmente, obter um diagnóstico específico do tipo de nódulo. Cada tipo de nódulo requer uma abordagem, tratamento ou acompanhamento diferenciado. Exceto para casos específicos, como o carcinoma hepatocelular, e em pacientes com metástases de outros órgãos, a necessidade de investigação recorrente por exames de imagem não é definida. Portanto, para quem não possui doenças crônicas no fígado e nunca foi diagnosticado com câncer, a investigação de nódulos no fígado não é necessária de maneira rotineira. 🤝👨‍⚕️

Como há diversos tipos de nódulos e cada um com uma origem e comportamento diverso, devemos falar individualmente de cada um dos mais frequentes:

Hemangioma Hepático: Desvendando o Nódulo Mais Comum no Fígado 🩸🔍

O hemangioma hepático, um nódulo frequentemente presente em 10% da população, destaca-se como a formação hepática mais comum. Mais prevalente em mulheres, sua origem não está completamente definida, embora suspeitas apontem para uma possível relação com a presença de estrogênio. A incidência aumenta após gestação ou reposição hormonal. Raramente é necessário um tratamento cirúrgico, especialmente nos casos de hemangiomas gigantes, sendo a abordagem personalizada a chave para decisões adequadas.

Hiperplasia Nodular Focal: Uma Anomalia Encarada com Calma 🕵️‍♀️

A Hiperplasia Nodular Focal (HNF), presente em 1 a 3% da população, é mais comum em mulheres (8:1), embora sua causa não seja evidente. A necessidade de intervenção cirúrgica é extremamente rara e deve ser considerada caso a caso, oferecendo tranquilidade diante dessa condição hepática pouco intrusiva.

Adenoma Hepático: Desvendando o Raro e Complexo 💊🩹

O adenoma hepático, menos comum que as condições anteriores, possui variantes, sendo uma delas associada ao uso de anticoncepcionais hormonais ou esteroides anabolizantes, especialmente em mulheres. A remoção cirúrgica é frequentemente indicada devido ao risco de malignidade, sangramento ou ruptura intra-abdominal. Dada a variedade de subtipos, a decisão cirúrgica deve ser cuidadosamente ponderada, levando em consideração diversos fatores.

Carcinoma Hepatocelular: Combatendo o Câncer no Fígado 🦠💪

O carcinoma hepatocelular, geralmente associado a hepatite viral ou cirrose, tem visto um aumento de casos em pacientes com doença gordurosa do fígado não cirrótica. A vigilância é crucial, especialmente em cirróticos, com uma incidência anual entre 1 e 4%. As opções de tratamento variam conforme o perfil do paciente, tamanho e quantidade de nódulos, oferecendo chances de cura quando abordado corretamente.

Colangiocarcinoma: Desvendando a Raridade com Cuidado Urgente 🌐🚨

O colangiocarcinoma, câncer hepático raro mais frequente em homens, tem sido mais diagnosticado nas últimas décadas. Poucos fatores de risco são conhecidos, destacando-se a presença de doenças prévias nas vias biliares. O diagnóstico muitas vezes ocorre incidentalmente em exames de imagem de rotina. O tratamento adequado depende de vários fatores e deve ser iniciado prontamente, considerando a agressividade dessa doença.

Metástases Hepáticas: Vigilância e Esperança na Abordagem Precoce 🎗️👀

O fígado é um alvo suscetível a metástases de neoplasias malignas de outros órgãos, principalmente do intestino grosso, pâncreas, mama e estômago. A rotina de exames nesses grupos de risco é crucial, oferecendo a possibilidade de cura em alguns casos quando diagnosticados e tratados por especialistas em tempo hábil. A abordagem precoce é fundamental diante desse desafio complexo.

Nódulos no Fígado: Cirurgia Sempre Necessária? 🤔🔪

A primeira resposta é não. O tratamento para nódulos no fígado varia de acordo com diversos fatores, como o tipo de nódulo, seu tamanho, quantidade, localização e as condições clínicas do paciente. É importante destacar que a grande maioria dos nódulos não requer cirurgia, especialmente se uma investigação complementar adequada for realizada. 💉🔍

No caso de tumores malignos, quando a doença não está em estágio avançado, geralmente é necessária alguma forma de abordagem, frequentemente envolvendo procedimentos cirúrgicos. No entanto, cada caso é único e complexo, exigindo uma avaliação individualizada. A realização de biópsias nem sempre é necessária para todos os nódulos, mas pode ser uma ferramenta valiosa em alguns casos para um diagnóstico mais preciso. 👩‍⚕️📊

O acompanhamento desses casos delicados deve ser conduzido por um médico cirurgião especialista em fígado, que terá a expertise necessária para orientar o tratamento adequado. É crucial considerar que há diversas abordagens possíveis, e a decisão deve ser tomada cuidadosamente, levando em conta as características específicas de cada situação. 🩺💼

Em resumo, a necessidade de cirurgia para nódulos no fígado não é uma regra absoluta. Cada caso é único e requer uma abordagem personalizada, com o objetivo de garantir o melhor resultado para a saúde do paciente. 👨‍⚕️🤝

Hepatectomia Videolaparoscopica

Entendendo o Cisto no Fígado: Diferenças entre Nódulos e Cistos 🤔🔍

Receber a notícia de um cisto no fígado pode levantar várias questões, especialmente se já ouvimos falar de nódulos hepáticos. Mas afinal, são a mesma coisa? Os cistos hepáticos são uma ocorrência bastante comum, e sua prevalência aumenta com a idade, atingindo cerca de 50% das pessoas com mais de 60 anos. No entanto, a grande maioria desses cistos é do tipo “simples” e geralmente não requer intervenção. Apenas cerca de 5% dos casos, classificados como não simples, podem exigir atenção adicional, sendo que, em alguns casos, o cisto pode ser do tipo cistoadenoma ou cistoadenocarcinoma.

A diferenciação entre um cisto simples e um mais complexo geralmente é feita por meio de um exame de imagem robusto, podendo ser complementada por alguns exames de sangue. Contudo, para uma avaliação mais precisa e a definição da melhor conduta a ser tomada, é aconselhável buscar a orientação de um especialista. 🩺💡

É importante ressaltar que a interpretação de exames e a conclusão diagnóstica são atividades médicas que dependem da análise integrada de dados clínicos e exames subsidiários. Dessa forma, a consulta com um médico especializado é fundamental para garantir um entendimento preciso da situação e a elaboração do plano de cuidados mais adequado ao seu caso específico. Lembre-se, a sua saúde está nas mãos de profissionais qualificados que podem oferecer a orientação necessária para o seu bem-estar. 🩹👨‍⚕️

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Orientação Nutricional

Orientação Nutricional

Consumidor vai gastar mais em alimentos saudáveis, diz pesquisa ...
Orientação Nutricional

Evitar alimentos irritantes e controlar o estresse são passos importantes do tratamento da Síndrome Dispéptica que é ocasionada geralmente pela GASTRITE e/ou DOENÇA DO REFLUXO. Estas representam as mais usuais causas de atendimento ambulatorial com Gastroenterologistas, a tão conhecida popularmente como má – digestão. Muito prevalente na população, a Síndrome Dispéptica por um conjunto de sintomas ocasionados por uma inflamação na mucosa do estômago, e os principais sintomas são dor de estômago, azia e sensação de estufamento. Além dos medicamentos prescritos, é possível contornar o problema da má digestão mudando o padrão da alimentação e melhorando o estilo de vida, através de uma associação entre noite de sono adequada, atividade física e suspensão do tabagismo e/ou etilismo. O caminho correto do tratamento portanto passa por uma alimentação balanceada, controle do estresse e uso da medicação prescrita de forma adequada.

Como a pirâmide alimentar pode orientar sua dieta - Catarinense Pharma
Pirâmide da Alimentação Saudável

Os pacientes com Síndrome Dispéptica, devem evitar:

  • Café
  • Chá mate
  • Chocolate
  • Refrigerante
  • Sal em excesso
  • Enlatados
  • Embutidos
  • Bebidas alcoólicas
  • Pimenta-do-reino
  • Leite e derivados
  • Frituras
  • Gorduras em excesso

“O sal em excesso é um potente agressor do estômago, ou seja, alimentos demasiadamente salgados, além de enlatados e embutidos, são contraindicados”, explica nossa Gastroenterologista. As bebidas alcoólicas, segundo o nosso Hepatologista, agridem diretamente as células gástricas, aumentando o estresse oxidativo. A pimenta-do-reino, por sua vez, pode aumentar a secreção ácida no estômago, tendo efeito negativo no tratamento de gastrites e úlceras. Já o leite, em especial nos casos de INTOLERÂNCIA A LACTOSE, pode aliviar temporariamente os sintomas da gastrite, pois reduz a acidez estomacal. Porém, por ser extremamente rico em proteínas, acaba por estimular ainda mais a secreção ácida do estômago, provocando a piora minutos depois da ingestão. Logo, é preciso evitar. De acordo com a Dra Flávia Serra (Gastroenterologista), temperos naturais como cúrcuma e alecrim podem ajudar a reduzir a gastrite. “Além disso, os vegetais como couve e repolho e fitoterápicos como aloe vera e espinheira-santa podem ajudar a evitar úlceras”, explica. No entanto, nossa Hepatogastroenterologista lembra que cada organismo é único, e por isso as pessoas podem apresentar reações distintas à ingestão de diferentes alimentos. “A tolerância individual deve ser sempre respeitada”, finaliza.

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Pirâmide Alimentar Balanceada

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Cirurgia Hepatobiliopancreática

Cirurgia Hepatobiliopancreática

Instituto ProGastro / Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática

A Cirurgia Hepatobiliopancreática é uma das áreas de atuação da cirurgia do aparelho digestivo, que se dedica ao tratamento de doenças BENIGNAS ou MALIGNAS (Câncer) do fígado, vias biliares e pâncreas. Consiste numa especialidade médica de complexos procedimentos cirúrgicos, que exige treinamento cirúrgico específico da equipe médica e adequada estrutura hospitalar para sua prática. Nesse grupo de cirurgias são realizados os tratamentos de doenças benignas e malignas, tais como:

Nódulos hepáticos (nódulos benignos – adenomas e hepatocarcinoma). O hepatocarcinoma é o câncer primário do fígado. O câncer é derivado das principais células do fígado, os hepatócitos. Como os demais cânceres, surge quando há uma mutação nos genes de uma célula que a faz se multiplicar desordenadamente. Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o vírus da hepatite B ou C) ou pelo excesso de multiplicações das células, o que aumenta o risco de surgimento de erros na duplicação dos genes. O hepatocarcinoma é caracteristicamente agressivo. Isso justifica o acompanhamento constante dos pacientes portadores de Hepatites Virais (Tipo B e Tipo C) para monitoramento do surgimento destas neoplasias.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Hepatectomia Laparoscópica

Cistos hepáticos: O cisto hepático é definido como uma pequena bolha que surge na parte interna do fígado. Embora pequena, a bolha contém em seu interior um líquido ou um material viscoso, mais grosso, jamais sendo vazia. Estima-se que cerca de 5% da população brasileira já tenha apresentado um cisto hepático e já tenha feito o tratamento em algum momento de sua vida.

Câncer de vesícula biliar: O câncer de vesícula biliar é um problema raro e grave que afeta a vesícula biliar, um pequeno órgão do trato gastrointestinal que armazena a bile, liberando-a durante a digestão. Normalmente, o câncer de vesícula biliar não provoca qualquer tipo de sintoma e, por isso, em muitos casos, é diagnosticado em fases muito avançadas, quando já afetou outros órgãos como o fígado, ocasionando metástases hepáticas. O câncer de vesícula tem cura quando o seu tratamento é iniciado precocemente com cirurgia, para eliminar todas as células tumorais e impedir a sua propagação para outros órgãos.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Câncer das Vias Biliares

Câncer de via biliar (colangiocarcinoma): O câncer das vias biliares é incomum e resulta do crescimento de um tumor nos canais que conduzem a bile produzida no fígado para a vesícula biliar. A bile é um líquido importante na digestão, pois ajuda a dissolver as gorduras ingeridas nas refeições. A principal forma de apresentação clínica destes tumores é o aparecimento da ICTERÍCIA PROGRESSIVA (olhos amarelados) nos pacientes.

Cistos de pâncreas (benignos e malignos): Os cistos que podem aparecer nesta área, geralmente não apresentam quaisquer tipos de sintomas quando estão se iniciando, e alguns podem nem precisar de tratamento. Já os casos mais graves, geralmente acima de 2 cm, devem ser avaliados criteriosamente por um Cirurgião Hepatobiliopancreático já que podem ser cistos malignos. Os cistos pancreáticos são mais comuns em pessoas que já possuem uma doença preexistente no local. Por exemplo, pode se relacionar a alguém que já teve um caso de pancreatite, diabetes e obesidade.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Ressecção Laparoscópica de Cisto Pancreático

Lembre-se, procure sempre um médico especialista e receba uma segunda opinião. Em caso de dúvidas entre em contato conosco através da nossa central de atendimento on-line abaixo

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Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Diverticulite_Aguda

Os DIVERTÍCULOS DO CÓLON são saculações que se desenvolvem na parede do intestino grosso com o passar dos anos, e que ocorrem em pontos de fraqueza desta parede. Sabe-se que 50% das pessoas com mais de 60 anos apresentam divertículos intestinais (DIVERTICULOSE INTESTINAL). Mas o grande medo por portadores da diverticulose, que muitas vezes é assintomática, é evoluir com um quadro de DIVERTICULITE AGUDA, algo que ocorre em 5% dos casos.

A diverticulite aguda é uma inflamação que acontece nos divertículos, podendo causar dor abdominal forte (lado esquerdo inferior do abdome), parada da eliminação de gases e fezes, febre e distensão abdominal. O diagnóstico é confirmado através de hemograma e exames de imagem (ultrassonografia e tomografia computadorizada). O tratamento requer dieta, antibióticos e, em alguns casos mais graves, internações e cirurgia.

Mas a questão é: QUAIS OS REAIS FATORES DE RISCO PARA A DIVERTICULITE AGUDA?

Durante muito tempo se pensou que este quadro era causado pela obstrução dos divertículos por fezes e alimentos. E aí foi fácil associarmos as sementes e grãos como os maiores vilões. Por anos colocamos a culpa no milho, nas castanhas, pipoca e sementes de frutas (tomate, kiwi, mamão, uva). Mas erramos! Na verdade, a ingestão destes alimentos não está relacionado ao desenvolvimento da diverticulite. Pelo contrário! A ingestão de fibras nos protege.


Mas QUEM DEVEMOS CULPAR então? Em pelo menos 50% dos casos os verdadeiros causadores da diverticulite aguda são a obesidade (abdominal em particular), uso de anti-inflamatórios, sedentarismo, dieta rica em gordura (principalmente carne vermelha) e pobre em fibras.


E COMO EVITAR AS CRISES de diverticulite aguda em portadores de diverticulose intestinal? Com adequação de ESTILO DE VIDA e ALIMENTAÇÃO, como as que seguem abaixo:
– manter-se com peso adequado (índice de massa corpórea normal)
– não ingerir mais que quatro porções de carne vermelha por semana
– ingerir mais que 25 gramas de fibras ao dia
– praticar atividades físicas por mais de duas horas por semana
– não fumar

E caso você já tenha sofrido com alguma crise de diverticulite previamente, adeque-se o quanto antes a estas medidas. A cada crise as chances de recidiva da inflamação aumentam exponencialmente. Mais do que procurar um gastroenterologista ou cirurgião nos momentos críticos, busque orientação prévia para ter orientações alimentares e de estilo de vida. Além de diminuir os riscos de crises de diverticulite, estará realmente promovendo mais saúde ao seu corpo e se protegendo de outras doenças causadas pelos mesmos fatores de risco.

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O que é Diverticulite Aguda?

O que é Diverticulite Aguda?

Doença Diverticular dos Cólons – Instituto InVideo

Atendemos frequentemente pacientes que apresentam divertículos no intestino grosso (cólon), já que esta é uma alteração intestinal comum, principalmente com o avançar da idade. No entanto, existe uma grande confusão no que se refere à utilização dos termos, e por esta razão este artigo tem como principal interesse demonstrar as diferenças entre ter divertículo intestinal, diverticulose ou moléstia diverticular dos cólons e diverticulite.

Os divertículos intestinais representam a presença de um abaulamento da parede do intestino grosso, como se este fosse um pequeno “saco”, e que surge em áreas de maior fraqueza da parede intestinal. Diverticulose ou moléstia diverticular simplesmente descreve que este intestino apresenta divertículos. A diverticulite aguda é a inflamação do divertículo, e decorre da obstrução dos divertículos por fezes e alimentos, e caracteriza o maior problema relacionado com os divertículos, já que esta inflamação está associada à infecção da região.

Diverticulite Aguda

A presença da doença diverticular é mais comum em pessoas acima de 50 anos, mas pode acometer os mais jovens (principalmente os homens). Quanto ao sexo, há uma distribuição homogênea de maneira geral. Os divertículos surgem em decorrência de características pessoais e estilo de vida, como dieta, atividade física e obesidade. A dieta rica em fibras é considerada a melhor maneira de se prevenir o surgimento dos divertículos, principalmente quando associada a prática de exercício, já que há um incremento da função intestinal. A obesidade está relacionada com maior incidência de quadro de diverticulite e de sangramento (hemorragia) decorrente da presença dos divertículos, sendo estas as duas maiores complicações da doença diverticular. Aproximadamente de 15 a 25% dos pacientes com diverticulose apresentarão uma crise de diverticulite, enquanto de 5 a 15% evoluirão com sangramento intestinal.

A maioria das pessoas com a moléstia diverticular ou diverticulose não apresenta sintomas e continuarão assim pelo resto das suas vidas. O diagnóstico é feito em geral durante um exame endoscópico do intestino (colonoscopia) ou através de exames de imagem, como a tomografia computadoriza de abdome.

Diverticulite e diverticulose | Drauzio Varella - Drauzio Varella

A diverticulite aguda, por outro lado, como se caracteriza por inflamação e infecção, apresenta como principal sintoma a dor abdominal. Outros sintomas presentes na diverticulite são náusea, vômitos, constipação, febre e sintomas urinários. Quanto à gravidade das crises de diverticulite, 75% delas são simples, e tratadas apenas com tratamento clínico, enquanto 25% podem ser mais severas, necessitando até mesmo de cirurgia.

A melhor maneira de se evitar as crises de diverticulite aguda é manter uma dieta rica em fibras. Após a primeira crise de diverticulite, um terço dos pacientes permanecerão assintomáticos, outro terço evoluirá com desconforto ocasional, e o último terço apresentará a segunda crise de diverticulite. Após a segunda crise, apenas 10% dos casos ficarão livres dos sintomas de desconforto abdominal.

Tratamento Cirúrgico dos Divertículos do Cólon

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Pólipo na Vesícula Biliar: Qual o tratamento?

Pólipo na Vesícula Biliar: Qual o tratamento?

Pólipo na vesícula biliar: o que fazer?

Os pólipos de vesícula biliar são protuberâncias na mucosa da vesícula, geralmente são um achado incidental de uma ultrassonografia abdominal, e tem como maior interesse o potencial que alguns tipos de pólipos têm de se tornar um tumor maligno (câncer).

A maioria dos pólipos não têm a capacidade de se malignizar, e são apenas alterações estruturais ou depósitos de gordura (colesterolose) na mucosa. A ultrassonografia encontra pólipos em 1,5 a 4,5% dos exames de vesícula biliar. O mais importante é que, apesar da ultrassonografia identificar o pólipo, ela não pode afirmar com segurança se a lesão se trata de um pólipo benigno e sem risco, ou um pólipo pré-maligno ou um câncer de vesícula.

Desta forma, algumas considerações são feitas de acordo as características dos pólipos, como número e tamanho, para que se decida entre o acompanhamento ultrassonográfico periódico ou pela cirurgia.

Os pólipos são divididos em benignos e malignos. Os pólipos benignos mais comuns são os de colesterol (colesterolose), inflamatórios e adenomas. Os adenomas são importantes porque têm a capacidade de se tornarem tumores malignos. Quanto ao pólipos malignos, os mais comuns são os adenocarcinomas. O fator mais importante em relação ao potencial de malignização dos pólipos é o seu tamanho. Sabe-se que os pólipos com mais de 2cm são quase sempre tumores malignos de vesícula, enquanto os pólipos entre 1 e 2 cm também já apresentam esta possibilidade em até 2/3 dos casos. Os cálculos de colesterol têm em geral menos de 1 cm, e geralmente são múltiplos.

Os pólipos de vesícula são tratados apenas através da cirurgia, ou porque causam sintomas ou como prevenção ao câncer de vesícula. Apesar do maior número de pólipos se tratarem de lesões benignas e sem risco, toda atenção deve ser dada ao risco de um câncer de vesícula, já que esta doença tem um prognóstico ruim.

Desta forma, a ressecção de uma lesão pré-maligna ou de um tumor em fase inicial é muito importante. Os pacientes que apresentam os pólipos em associação com cálculos de vesícula devem ser operados, independente da presença de sintomas ou do tamanho dos pólipos, já que sabidamente esta associação aumenta o risco de câncer de vesícula.

Portanto, as pessoas que apresentaram pólipos de vesícula em sua ultrassonografia devem ser acompanhados por um Cirurgião do Aparelho Digestivo, que decidirá qual a melhor forma de acompanhamento do pólipo ou até mesmo indicará a cirurgia, caso julgue que o pólipo apresenta qualquer risco.

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Aspectos Nutricionais da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

Aspectos Nutricionais da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

Aspectos nutricionais da Doença de Crohn e da Retocolite Ulcerativa

A manutenção da saúde humana requer a ingestão contínua de nutrientes, assim como a sua digestão e absorção, o que só é possível quando o nosso trato digestivo funciona de maneira adequada. No entanto, muitas alterações digestivas interferem na digestão normal. A Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa Idiopática (RCUI) são doenças do trato digestivo que se caracterizam por um proeminente processo inflamatório intestinal, repercutindo no processo digestivo e trazendo assim repercussões nutricionais evidentes. 

Quando pensamos em doenças inflamatórias intestinais sempre questionamos as possíveis causas. Classicamente, alterações e mutações genéticas teriam relação com o desenvolvimento destas doenças, assim como as relações da flora intestinal com o hospedeiro (ser humano). No entanto, para que a doença efetivamente se desenvolva há a necessidade de um “gatilho”, ou seja, que algum desencadeante promova esta expressão genética e cause a diminuição da tolerância da mucosa intestinal pela flora intestinal habitual. Este “gatilho” pode ser algum tipo de alimento, e por isso algumas suposições são feitas. Dentre os possíveis hábitos alimentares envolvidos no processo estão o aumento da ingestão de alimentos ricos em gorduras, gorduras animais, proteínas animais em excesso, açúcares refinados e fast foods.

As alterações nutricionais relacionadas às doenças inflamatórias são caracterizadas principalmente por um desequilíbrio entre as necessidades de nutrientes e de energia em relação a real oferta e absorção destes alimentos.

O principal macronutriente afetado é a proteína, causando assim um quadro de má nutrição, que se destaca mais na Doença de Crohn. Sabe-se que 75% dos pacientes internados devido à Doença de Crohn apresentam este tipo de deficiência nutricional, caracterizando-se por perda de peso e quedas dos níveis sanguíneos de proteínas (principalmente albumina). Este quadro também pode existir em pacientes em pacientes em tratamento domiciliar e em remissão da doença, onde 50% deste grupo tem o peso menor que o normal. Múltiplos fatores contribuem para a má nutrição energética relacionada à proteína, como a má absorção dos nutrientes causada por perda da integridade e inflamação da mucosa intestinal, aumento do metabolismo decorrente do intenso processo inflamatório, e diminuição da ingestão alimentar como forma de se controlar o surgimento de dores abdominais e diarreia.

Além da deficiência proteica, as principais alterações nutricionais são a deficiência de minerais (ferro e zinco) e vitaminas (ácido fólico, B12, A, D, E e K). Apesar da deficiência de ferro ser mais comum na Retocolite Ulcerativa (mais 81% dos casos), a anemia é comum em ambas as doenças, afetando mais de dois terços dos pacientes. A anemia decorrente da carência de vitamina B12 e ácido fólico é mais comum na Doença de Crohn.

Além das próprias doenças, os medicamentos usados em seu tratamento também podem afetar os aspectos nutricionais e alimentares, causando também deficiências e carências. Seguem alguns exemplos disto. A sulfassalazina prejudica a absorção de ácido fólico. Os corticoides inibem a absorção de cálcio pelo intestino delgado, além de promoverem a excreção urinária deste mineral. A colestiramina diminui a absorção de cálcio, gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) através da neutralização dos sais biliares (bile). A azatioprina pode induzir náusea, vômitos e má digestão (dispepsia), causando a diminuição geral da ingestão alimentar.

Quanto ao tratamento, alguns tipos de alimentos podem interferir positivamente no controle das doenças inflamatórias intestinais. Os mais comumente relatados são os prebióticos e probióticos, que são alimentos que predispõem o crescimento bacteriano e microrganismos vivos, respectivamente. O ato de selecionar a flora intestinal com um aspecto mais saudável teria como objetivo proporcionar um efeito anti-inflamatório à mucosa intestinal. O efeito da flora intestinal mais saudável seria o de inibir o crescimento de microrganismos patogênicos, manter a integridade e a saúde da mucosa intestinal (evitando a disbiose), melhorar a imunidade local e neutralizar a ação de bactérias patogênicas e de suas toxinas.

Entendemos que muitos pacientes com doenças inflamatórias intestinais procuram uma dieta específica para o controle das suas doenças, mas infelizmente este tipo de alimentação funcional ainda não foi estabelecida. No entanto, já se sabe que estes pacientes podem apresentar carências nutricionais (proteínas, vitaminas e minerais) e que por isso o acompanhamento médico e nutricional são muito importantes. É fundamental que estes pacientes realizem check-ups regulares para a avaliação dos seus aspectos nutricionais e da sua composição corporal e que mantenham uma dieta regular e saudável.

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Diarréia Crônica: causas, exames e tratamentos

Diarréia Crônica: causas, exames e tratamentos

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A definição de diarréia tem se baseado na frequência, no volume e na consistência das fezes. A Associação Americana de Gastroenterologia sugere que a diarréia crônica se caracteriza pela diminuição da consistência das fezes por quatro ou mais semanas. Quanto à incidência, este tipo de diarréia afeta aproximadamente 5% da população.

Uma quantidade enorme de alterações e desordens tem sido associada ao surgimento do quadro de diarréia crônica, assim como um grande número de medicamentos. Este quadro varia muito de acordo com o nível sócio-econômico da população acometida. Nos países em desenvolvimento, a diarréia crônica é frequentemente causada por agentes infecciosos e parasitas, apesar das doenças funcionais, inflamatórias e de má absorção estarem muito presentes. Nos Países desenvolvidos as causas funcionais (Síndrome do Intestino Irritável, diarréia funcional), a má absorção (intolerância à lactose e doença celíaca, pancreatite crônica) e as doenças inflamatórias (Doença de Crohn, retocolite ulcerativa, colite microscópica) são desencadeantes frequentes.

Algumas outras alterações incluem a colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar), que evolui em 5 a 12% das vezes com diarréia, e que é explicada pela quantidade excessiva de ácidosa biliares no intestino após a cirurgia, e pelas infecções crônicas, comuns em pacientes imunos-suprimidos.

Quanto ao diagnóstico e avaliação, não existe uma estratégia estabelecida para isto. No entanto, é aceito que pelo menos 90% dos casos tenham um diagnóstico correto e preciso estabelecido. Os aspectos relevantes a serem abordados são as características das fezes (consistência, cor, odor, volume, presença de sangue, gordura nas fezes), características da evacuação (urgência, incontinência), duração dos sintomas, histórico de viagem prévia, risco de contaminação por HIV prévia, perda de peso, histórico familiar de doença inflamatória intestinal, presença de sintomas sistêmicos (febre, úlceras em mucosas, dores articulares), medicamentos usados (principalmente antibióticos), e associação dos sintomas com algum tipo de alimento.

Quanto ao exame físico, ele geralmente não ajuda a estabelecer um diagnóstico específico. Quanto aos exames laboratoriais mínimos, sugere-se a realização de hemograma, velocidade de hemossedimentação, função da tireóide, eletrólitos, proteínas e sangue oculto nas fezes. Exames para testes de tolerância (lactose, carboidrato, glúten) podem ser realizados.  Além disso, é interessante que alguns pacientes realizem exames endoscópicos com biópsia, como a endoscopia digestiva alta, a retossigmoidoscopia e a colonoscopia.

Nos casos de suspeita de doenças infecciosas, culturas bacterianas nas fezes são feitas. Casos mais raros de tumores secretores de gastrina, peptídeo vasoativo e Síndrome Carcinóide podem ser pesquisados.

Quanto aos tratamentos, eles devem ser dirigidos especificamente para cada diagnóstico.

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