Nódulo no Fígado

Nódulo no Fígado

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Nódulo no Fígado

Nódulo hepático é achado relativamente comum de alguns exames. O acesso a exames de imagem de rotina tem sido cada vez mais frequente na população (em checkups ou avaliações de sintomas gastrointestinais), levando ao aumento do diagnóstico de diversas Doenças do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares de forma precoce. Um dos achados mais frequentes, os nódulos (ou tumores) hepáticos se destacam. Outro motivo para tornar isso mais comum é a qualidade dos aparelhos, que é cada vez melhor e com maior sensibilidade.

“Dá-se o nome de nódulo ou tumor (ou neoplasia) a uma proliferação anormal de células, desde aquelas com caráter benigno, até as malignas, também denominadas “câncer”.”

O fígado é um órgão que pode apresentar alta incidência de ambas, sendo bem estabelecidos os grupos de risco para cada tipo de tumor, as formas de diagnóstico e o tratamento ou acompanhamento que deve ser realizado com cada paciente, de maneira sempre individualizada.

Dr. qual a forma de investigação?

Um ultrassom ou ultrassonografia é, mais frequentemente, o exame inicial diagnóstico da presença do nódulo (ou tumor) hepático. Embora o ultrassom possa indicar a probabilidade de se tratar de algum tipo específico de tumor, apenas um exame de imagem dinâmico (com contraste) pode ser considerado para conclusão definitiva do diagnóstico. A tomografia e, principalmente, a ressonância (preferencialmente com contraste hepatoespecífico – Primovist) têm cumprido este papel de forma cada vez mais precisa, reduzindo progressivamente a necessidade de biópsias. Além dos exames de imagem, nos casos suspeitos para tumor maligno específico, há uma série de exames de sangue (marcadores tumorais) que podem ser testados.

Dr. já fiz uma Ultrassonografia que mostrou um NÓDULO NO FÍGADO, o que devo fazer agora?

Pergunte inicialmente a seu médico, pois foi ele quem solicitou o exame. Discuta com ele a necessidade de que seja ouvido  um Especialista para prosseguir na investigação e, eventualmente, se chegar ao diagnóstico específico do tipo de nódulo. Pois, como já foi dito, cada tipo requer uma abordagem ou tratamento ou acompanhamento diferente. Com exceção do carcinoma hepatocelular (que é o câncer de fígado “mais comum”) e das metástases (de quem já tem o diagnóstico de câncer em algum outro órgão), os demais tumores hepáticos não têm definida uma necessidade de investigação recorrente por exames de imagem. Assim, quem não tem nenhuma doença crônica no fígado (hepatite crônica, cirrose ou outras) e nem nunca teve o diagnóstico de nenhum câncer não tem motivos para investigar nódulos no fígado de maneira rotineira. Como há diversos tipos de nódulos e cada um com uma origem e comportamento diverso, devemos falar individualmente de cada um dos mais frequentes:

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Tumores Hepáticos

Hemangioma: nódulo hepático mais comum, chega a ser encontrado em 10% da população. Mais frequente em mulheres, não tem uma causa bem estabelecida, mas suspeita-se ter alguma relação com presença de estrogênio, pois o mesmo apresenta aumento de incidência após gestação ou reposição hormonal. O tratamento cirúrgico (nos hemangiomas gigantes) é raramente necessário e deve ser definido de maneira individualizada.

Hiperplasia nodular focal: encontrado entre 1 e 3% das pessoas, a HNF é muito mais comum em mulheres (8:1), sem um fator causal evidente. A necessidade de cirurgia é muito infrequente (quase nunca), e isso também deve ser considerada caso a caso.

Adenoma: mais raro que os anteriores, tem variantes, sendo que uma delas tem relação causal bem estabelecida com o uso de anticoncepcionais hormonais ou esteroides anabolizantes. Muito mais frequente em mulheres. A necessidade de retirada cirúrgica ocorre com frequência pelo risco de malignizar ou sangrar ou de romper dentro do abdome. Como há diferentes subtipos, a indicação cirúrgica deve levar diversos fatores em consideração.

Carcinoma hepatocelular: câncer que incide quase sempre no paciente com hepatite viral ou com cirrose, embora tenham aumentado os relatos em pacientes com doença gordurosa do fígado ainda sem cirrose. Nos cirróticos, a incidência gira entre 1 e 4% ao ano, tornando o acompanhamento e rastreio (vigilância), neste grupo, mandatório. Há diversas formas de tratamento, que variam de acordo com o perfil do paciente, o tamanho e a quantidade de nódulos. Há chance de cura, desde que abordado corretamente.

Colangiocarcinoma: câncer raro, pouco mais frequente em homens, vem se tornando mais frequente nas últimas décadas. Há poucos fatores de risco conhecidos, como a presença de doença prévia em vias biliares. Quase sempre é diagnosticado ao acaso, em exames de imagem de rotina. O tratamento mais adequado depende de diversos fatores, mas sempre deve ser iniciado prontamente, por tratar-se de uma doença agressiva.

Metástases hepáticas: o fígado é o órgão abdominal mais suscetível ao surgimento de metástases de neoplasias malignas de outros órgãos. O mais frequente sítio primário (local do “câncer original”) é o intestino grosso (cólon/reto), seguido por pâncreas, mama e estômago. Dessa forma, o exame de rotina nesses grupos de risco é necessário e poderá haver até mesmo cura em alguns casos, desde que diagnosticados e abordados por especialista em tempo hábil.

Dr. todo nódulo no fígado precisa de Cirurgia?

A primeira respota é não. Mas o tratamento irá variar de acordo com o tipo de nódulo, tamanho, quantidade, localização e das condições clínicas do paciente. A enorme maioria dos nódulos não necessitará, caso faça uma investigação complementar adequada, realizar biópsia. Quantos aos tumores malignos, quando a doença não é muito avançada, quase sempre devem requerer algum tipo de abordagem, que geralmente pode ser cirúrgica. São sempre casos complexos e cujo tratamento deve ser indicado de forma individualizada, uma vez que há diversas abordagens possíveis em alguns casos. Um médico cirurgião especialista em fígado deve ser responsável pelo acompanhamento.

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Dr. mas minha Ultrassom mostrou um CISTO NO FÍGADO, é a mesma coisa que Nódulo?

Os cistos hepáticos são muito comuns e sua incidência aumenta com a idade, chegando a ocorrer em 50% das pessoas com mais de 60 anos. Embora a grande maioria seja do tipo “simples” e quase nunca necessite de qualquer tipo de abordagem, 5% dos casos (não simples) podem exigir cuidados adicionais (em certos casos, o cisto pode ser cistoadenoma ou cistoadenocarcinoma). Um bom exame de imagem costuma ajudar nessa diferenciação, podendo-se complementar a investigação com alguns exames de sangue. O ideal poderá ser consultar um especialista, para avaliar qual é a melhor conduta em seu caso.

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.

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Orientação Nutricional

Orientação Nutricional

Consumidor vai gastar mais em alimentos saudáveis, diz pesquisa ...
Orientação Nutricional

Evitar alimentos irritantes e controlar o estresse são passos importantes do tratamento da Síndrome Dispéptica que é ocasionada geralmente pela GASTRITE e/ou DOENÇA DO REFLUXO. Estas representam as mais usuais causas de atendimento ambulatorial com Gastroenterologistas, a tão conhecida popularmente como má – digestão. Muito prevalente na população, a Síndrome Dispéptica por um conjunto de sintomas ocasionados por uma inflamação na mucosa do estômago, e os principais sintomas são dor de estômago, azia e sensação de estufamento. Além dos medicamentos prescritos, é possível contornar o problema da má digestão mudando o padrão da alimentação e melhorando o estilo de vida, através de uma associação entre noite de sono adequada, atividade física e suspensão do tabagismo e/ou etilismo. O caminho correto do tratamento portanto passa por uma alimentação balanceada, controle do estresse e uso da medicação prescrita de forma adequada.

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Os pacientes com Síndrome Dispéptica, devem evitar:

  • Café
  • Chá mate
  • Chocolate
  • Refrigerante
  • Sal em excesso
  • Enlatados
  • Embutidos
  • Bebidas alcoólicas
  • Pimenta-do-reino
  • Leite e derivados
  • Frituras
  • Gorduras em excesso

“O sal em excesso é um potente agressor do estômago, ou seja, alimentos demasiadamente salgados, além de enlatados e embutidos, são contraindicados”, explica nossa Gastroenterologista. As bebidas alcoólicas, segundo o nosso Hepatologista, agridem diretamente as células gástricas, aumentando o estresse oxidativo. A pimenta-do-reino, por sua vez, pode aumentar a secreção ácida no estômago, tendo efeito negativo no tratamento de gastrites e úlceras. Já o leite, em especial nos casos de INTOLERÂNCIA A LACTOSE, pode aliviar temporariamente os sintomas da gastrite, pois reduz a acidez estomacal. Porém, por ser extremamente rico em proteínas, acaba por estimular ainda mais a secreção ácida do estômago, provocando a piora minutos depois da ingestão. Logo, é preciso evitar. De acordo com a Dra Flávia Serra (Gastroenterologista), temperos naturais como cúrcuma e alecrim podem ajudar a reduzir a gastrite. “Além disso, os vegetais como couve e repolho e fitoterápicos como aloe vera e espinheira-santa podem ajudar a evitar úlceras”, explica. No entanto, nossa Hepatogastroenterologista lembra que cada organismo é único, e por isso as pessoas podem apresentar reações distintas à ingestão de diferentes alimentos. “A tolerância individual deve ser sempre respeitada”, finaliza.

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Cirurgia Hepatobiliopancreática

Cirurgia Hepatobiliopancreática

Instituto ProGastro / Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática

A Cirurgia Hepatobiliopancreática é uma das áreas de atuação da cirurgia do aparelho digestivo, que se dedica ao tratamento de doenças BENIGNAS ou MALIGNAS (Câncer) do fígado, vias biliares e pâncreas. Consiste numa especialidade médica de complexos procedimentos cirúrgicos, que exige treinamento cirúrgico específico da equipe médica e adequada estrutura hospitalar para sua prática. Nesse grupo de cirurgias são realizados os tratamentos de doenças benignas e malignas, tais como:

Nódulos hepáticos (nódulos benignos – adenomas e hepatocarcinoma). O hepatocarcinoma é o câncer primário do fígado. O câncer é derivado das principais células do fígado, os hepatócitos. Como os demais cânceres, surge quando há uma mutação nos genes de uma célula que a faz se multiplicar desordenadamente. Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o vírus da hepatite B ou C) ou pelo excesso de multiplicações das células, o que aumenta o risco de surgimento de erros na duplicação dos genes. O hepatocarcinoma é caracteristicamente agressivo. Isso justifica o acompanhamento constante dos pacientes portadores de Hepatites Virais (Tipo B e Tipo C) para monitoramento do surgimento destas neoplasias.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Hepatectomia Laparoscópica

Cistos hepáticos: O cisto hepático é definido como uma pequena bolha que surge na parte interna do fígado. Embora pequena, a bolha contém em seu interior um líquido ou um material viscoso, mais grosso, jamais sendo vazia. Estima-se que cerca de 5% da população brasileira já tenha apresentado um cisto hepático e já tenha feito o tratamento em algum momento de sua vida.

Câncer de vesícula biliar: O câncer de vesícula biliar é um problema raro e grave que afeta a vesícula biliar, um pequeno órgão do trato gastrointestinal que armazena a bile, liberando-a durante a digestão. Normalmente, o câncer de vesícula biliar não provoca qualquer tipo de sintoma e, por isso, em muitos casos, é diagnosticado em fases muito avançadas, quando já afetou outros órgãos como o fígado, ocasionando metástases hepáticas. O câncer de vesícula tem cura quando o seu tratamento é iniciado precocemente com cirurgia, para eliminar todas as células tumorais e impedir a sua propagação para outros órgãos.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Câncer das Vias Biliares

Câncer de via biliar (colangiocarcinoma): O câncer das vias biliares é incomum e resulta do crescimento de um tumor nos canais que conduzem a bile produzida no fígado para a vesícula biliar. A bile é um líquido importante na digestão, pois ajuda a dissolver as gorduras ingeridas nas refeições. A principal forma de apresentação clínica destes tumores é o aparecimento da ICTERÍCIA PROGRESSIVA (olhos amarelados) nos pacientes.

Cistos de pâncreas (benignos e malignos): Os cistos que podem aparecer nesta área, geralmente não apresentam quaisquer tipos de sintomas quando estão se iniciando, e alguns podem nem precisar de tratamento. Já os casos mais graves, geralmente acima de 2 cm, devem ser avaliados criteriosamente por um Cirurgião Hepatobiliopancreático já que podem ser cistos malignos. Os cistos pancreáticos são mais comuns em pessoas que já possuem uma doença preexistente no local. Por exemplo, pode se relacionar a alguém que já teve um caso de pancreatite, diabetes e obesidade.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Ressecção Laparoscópica de Cisto Pancreático

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Metástase no Fígado

Metástase no Fígado

Liver Surgery

O que é metástase no fígado?

metástase no fígado ocorre quando um câncer, originário de outros lugares do corpo, atinge o órgão. Diferente do chamado câncer primário de fígado, a metástase hepática é um problema, geralmente, relacionado à estágios mais avançados de alguns tipos de câncer, como o câncer de pâncreas e câncer de mama.


Quais são as causas da metástase no fígado?

Existem seis etapas da medicina na metástase hepática. As células de câncer vão desde o local principal até um tecido normal próximo, movendo-se por meio das paredes dos vasos linfáticos e vasos sanguíneos. 

Logo após, elas migram pelo sistema linfático e circulação sanguínea para outras partes do corpo humano. Ao chegar a um local distante, param de se mover e passam a percorrer os vasos sanguíneos capilares e invadir tecidos próximos.

A partir deste momento, as células cancerosas crescem no local distante, e criam pequenos tumores, conhecidos como micro metástases, dando origem a um novo tumor em outro órgão, no caso da metástase hepática – o fígado.

A maioria desses casos desenvolve-se a partir do câncer de intestino. Estima-se que cerca de 60% a 70% dos pacientes com esse tumor tem chance de desenvolver o problema. Uma das explicações para essa porcentagem é que o fornecimento de sangue do intestino está diretamente ligado ao fígado, por meio de um vaso sanguíneo chamado de veia porta.

Além do câncer colorretal, os tumores primários, onde existe maior probabilidade de se espalharem para o fígado, dependente de sua localização inicial, são: câncer de mama, pâncreas, rim, esôfago, pele, pulmão, ovário, colo de útero, pâncreas e estômago.

É essencial destacar que, mesmo que o câncer primário tenha sido curado ou tratado, o paciente pode sofrer com a metástase hepática no futuro. Portanto, se o paciente já teve câncer em qualquer lugar do corpo, deve se informar sobre o assunto e fazer exames regulares, com acompanhamento médico.


 

Quais são os fatores de risco da metástase no fígado?

O câncer em outra região do corpo torna-se o principal fator de risco deste problema. O estágio do tumor primário é diretamente relacionado às chances de uma metástase no fígado.


 

Quais são os sintomas da metástase no fígado?

Grande parte dos pacientes com metástase hepática não tem sinais de alerta da doença. Em caso de sintomas, os mais comuns são: perda de peso e de apetite, aumento do tamanho do fígado e fortes dores, inflamação do baço, urina de cor escura, amarelamento da pele e dos olhos, dores abdominais, náuseas, suor e febre.


 

Como é feito o diagnóstico da metástase no fígado?

diagnóstico da metástase hepática pode ser feito por meio de um exame físico, devido ao inchaço do fígado e a descrição dos sinais pelo paciente atingido. Em estágio inicial, esse tumor é difícil de ser notado, pois os sintomas só começam a aparecer em situações mais avançadas. O médico pode avaliar o paciente também com exames complementares, como tomografia abdominal, ultrassonografia e ressonância magnética.


 

Como é o tratamento da metástase no fígado?

Com terapia sistêmica, por meio de:

  • Quimioterapia: utilização de medicamentos, para destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes;
  • Imunoterapia: com o uso de anticorpos, fatores de crescimentos e vacinas;
  • Terapia-alvo: drogas são usadas para identificar e conter o funcionamento de partes do câncer;
  • Hormonioterapia: tem o objetivo de impedir a ação dos hormônios, responsáveis pelo crescimento das células do câncer;

Além disso, as metástases no fígado podem ser tratadas com terapias localizadas:

  • Cirurgia: em casos de estágio inicial, a retirada do tumor é mais fácil e com maior chance de cura;
  • Radioterapia: radiação ionizante onde está localizado o câncer.

A escolha dependerá do caso de cada paciente, e de como o tumor está evoluindo, bem como o tamanho, localização e quantidade, idade e estado de saúde do indivíduo. No entanto, esses tipos de tratamentos ajudam na expectativa de vida e na melhoria dos sintomas.

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A Cirrose tem cura?

A Cirrose tem cura?

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A cirrose hepática é uma doença de evolução prolongada que conduz à destruição do fígado. É também chamada de doença hepática crônica e caracteriza-se pela morte das células do fígado, com aparecimento de cicatrizes (fibrose) e alteração da sua estrutura. O fígado fica com uma consistência muito dura e cheio de nódulos. Essa alteração na estrutura compromete a circulação do fígado e afeta a sua função. É uma doença muito importante porque o fígado desempenha múltiplas funções. Geralmente acometem cerca de 2% ao ano dos pacientes com doenças hepáticas de longa duração. A cirrose é a nona causa de morte e termos gerais, mas é a quarta de morte precoce, ou seja, antes dos 65 anos. Destes números, o álcool é o principal responsável.

1. Quais as causas da Cirrose Hepática?

Como se referiu, a causa mais frequente é a cirrose alcoólica, seguida pela hepatite C e pela hepatite B. Outras causas mais raras são as doenças do fígado associadas à obesidade, a cirrose biliar primária, as hepatite auto-imunes, a doença de Wilson, a hemocromatose, o défice de alfa 1-antitripsina, as anomalias das vias biliares e a colangite esclerosante primária.

2. Quais são os sintomas da Cirrose Hepática?

Na fase inicial, não existem quaisquer sintomas associados à cirrose. Os sintomas mais precoces costumam ser a fadiga, perda de energia, perda de apetite e de peso, náuseas, dores abdominais e pequenos sinais hemorrágicos na pele em forma de “aranha”. Podem ocorrer hemorragias mais facilmente ou formação de “nódoas-negras”. Na fase de descompensação, ocorrem diversos sinais e sintomas como:

  • icterícia (olhos e pele amarelados);
  • presença de ascite (barriga de água);
  • inchaço das pernas;
  • hemorragias digestivas sob a forma de vómitos ou fezes com sangue, mais frequentemente provocadas pela rotura de veias dilatadas no esófago (varizes esofágicas);
  • fezes descoradas (cor de massa de vidraceiro);
  • alterações mentais que podem levar a confusão mental, agressividade e mesmo coma (encefalopatia hepática);
  • desenvolvimento de infecções graves;
  • alterações hormonais com disfunção eréctil e aumento das glândulas mamárias no homem;
  • câncer do fígado (carcinoma hepatocelular ou hepatoma)

3. A Cirrose Hepática pode causar Câncer?

O risco de desenvolvimento de câncer do fígado na cirrose hepática é de cerca de 1 a 4% por ano. Este carcinoma apresenta elevada mortalidade se for diagnosticado numa fase avançada. Por esse motivo, é muito importante que todos os doentes com cirrose realizem uma ecografia abdominal de seis em seis meses, para que o tumor seja diagnosticado ainda com pequenas dimensões. Nesses casos, existem alguns tratamentos eficazes, como o transplante hepático, a remoção cirúrgica, a radiofrequência, a alcoolização, a quimioembolização ou um medicamento (sorafenib), administrado por via oral.

4. Como é feito o diagnóstico da Cirrose Hepática?

O diagnóstico assenta no exame médico associado a exames laboratoriais, ecografia e/ou tomografia computadorizada abdominal. Em alguns casos, remove-se um pequeno fragmento do fígado, através de uma agulha, para exame microscópico. Este exame corresponde à biópsia hepática. Existe outro exame mais recente, semelhante à ecografia, chamado elastografia hepática, que pode ser muito útil no diagnóstico da cirrose, dispensando, em alguns casos, a biópsia.

5. A Cirrose Hepática tem Cura?

As chances de cura irão depender da fase em que a doença se encontra e quais as opções de tratamento da doença que causou a cirrose. Para a hepatite C, existem medicamentos que eliminam o vírus em mais de metade dos casos, impedindo o agravamento da cirrose e, por vezes, proporcionando a sua regressão. Para a hepatite B é também possível o controle do vírus, na grande maioria dos casos, utilizando diversos tipos de medicamentos antivirais e moduladores do sistema imune. Para a hepatite auto-imune, utilizam-se corticoides. Na fase de descompensação, o tratamento dependerá dos sintomas e das complicações presentes. Com frequência, esse tratamento é realizado em ambiente hospitalar. Nos casos mais graves, em que o fígado é incapaz de exercer as suas funções, o transplante hepático, caso não existam contra-indicações, é uma alternativa.

6. Como previnir o desenvolvimento da CIRROSE?

A prevenção da cirrose hepática passa por evitar todos os factores a ela associados. Assim, é importante:

  • não consumir bebidas alcoólicas em excesso;
  • fazer a vacina contra a hepatite B;
  • utilizar preservativo no caso de múltiplos parceiros ou relações sexuais de risco;
  • evitar o excesso de peso a manter sempre uma dieta equilibrada e saudável.
O que causa o Câncer no Aparelho Digestivo?

O que causa o Câncer no Aparelho Digestivo?

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1. Vamos primeiro entender o que é o Câncer…

O câncer é um grupo de várias doenças caracterizado por um série de alterações nas células de nosso organismo, levando a um crescimento anormal dessas células. Todos os nossos órgãos e tecidos (pulmão, mama, próstata, intestino, etc..) são constituídos por células que se dividem normalmente para reposição e crescimento do organismo. Por uma série de fatores, algumas dessas células ficam doentes e seu crescimento torna-se descontrolado, normalmente acelerado. O acúmulo dessas células pode levar a formação de um tumor, que pode ou não ser visível. Mas nem todo o tumor é um câncer: existem aqueles tumores feitos por um acúmulo de células normais (os tumores benignos). No entanto, quando ele é formado por essas células doentes e descontroladas (cancerígenas), ele é um tumor maligno. Portanto o câncer pode se originar em praticamente todos os tecidos no nosso organismo.

2. Mas Doutor qual a Causa do Câncer no Aparelho Digestivo?

É muito comum que as pessoas envolvidas com um diagnóstico de câncer procurem um causa “culpada” para a origem do problema. Dessa forma, seria mais fácil entender e combater o problema. No entanto, é muito importante notar que o câncer é uma doença complexa, possuindo várias causas. As nossas células normais estão a todo momento se dividindo, crescendo, envelhecendo e também morrendo durante nossa vida, sendo constantemente substituídas por novas células. Existe um complexo sistema que rege a “normalidade” desse processo, controlando nosso DNA e nossas proteínas.

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De uma maneira muito simples, seria como se imaginássemos uma linha de montagem da mais moderna máquina do mundo, com várias peças e componentes. Vários fatores podem interferir nesse equilíbrio gerando erros, os quais danificam o produto final, dando origem a um produto “defeituoso”, a célula do câncer. O câncer possui inúmeras mutações, que são defeitos no código genético, ou DNA. Portanto, uma das causas mais importantes do câncer são os defeitos genéticos em si. Em alguns casos, eles já vieram como herança de nossos pais, por isso a história familiar e o componente genético hereditário pode ser um elemento da origem do câncer em alguns casos. Mas na grande maioria dos casos, essas mutações são adquiridas ao longo de nossas vidas, o que pode ocorrer pelo próprio envelhecimento de nossas células, por fatores agressivos do ambiente (como o fumo, a radiação solar, alguns produtos químicos), por infecções virais e por fatores nutricionais. E como o equilíbrio de nosso organismo pode ser abalado por outros fatores como stress, obesidade, sedentarismo, má alimentação dentre outros, cada vez mais reconhecemos que esses fatores podem ter um papel no surgimento do câncer. É importante lembrar que nesse caso não há risco de transmissão destas alterações genéticas para os seus descendentes.

3. Quando devemos suspeitar do diagnóstico do câncer?

O diagnóstico de câncer pode frequentemente se originar da investigação de novos sintomas desenvolvidos por uma pessoa. Seu médico pode solicitar exames para descobrir porque você desenvolveu determinado sintoma, sendo que essa investigação pode levar a um diagnóstico final de câncer. Em alguns casos o paciente pode não ter sintoma algum relacionado ao câncer. Isso ocorre nos casos em que são feitos exames preventivos para detecção precoce do câncer, como no caso da colonoscopia para o câncer de intestino, mamografia para o câncer de mama, exame de Papanicolau para câncer de colo de útero e exame de PSA para câncer de próstata. Em alguns casos, o câncer pode ser encontrado ao acaso, devido a exames realizados para acompanhar outras doenças. Para a maioria dos cânceres, o diagnóstico definitivo da doença ocorre apenas com a obtenção de uma biópsia, que é a remoção de um pequeno fragmento de tecido para estudo. Em vários casos esse exame pode ser fundamental para o planejamento do tratamento, e deve-se aguardar seu resultado. Após o diagnóstico, seu médico pode precisar de exames adicionais dependendo do tipo e da extensão do tumor. Esses podem ser exames de sangue para avaliar o funcionamento da medula óssea, dos rins e do fígado, exames de imagem (como raio-X, tomografias, ressonância e PET-CT) para avaliar a extensão do tumor e outros. Para cada situação existem os exames necessários, portanto, eles podem variar de paciente para paciente. É importante que o seu médico tenha as informações diagnósticas corretas para definir seu tratamento, mesmo que seja necessário aguardar alguns dias a mais, pois isso pode potencializar as chances de sucesso.

4. A sua História é Única, CALMA.

Sem dúvida uma das situações mais temidas pelas pessoas é comparecer ao seu médico e ouvir a palavra câncer. Existem vários mitos sobre essa doença, sendo que em uma primeira impressão pode haver um choque com a notícia e uma turbilhão de sentimentos e emoções. É importante que você tenha um momento inicial para absorver o diagnóstico e então buscar apoio nos familiares e profissionais para os próximos passos necessários. Como foi dito, o câncer é um conjunto de doenças com uma variação enorme de sintomas, evolução e tratamentos, o que acaba tornando cada indivíduo único. Portanto, é mais provável que a experiência de outras pessoas não se apliquem completamente a uma pessoa com um novo diagnóstico. Nessa situação é fundamental que o paciente busque informações confiáveis de fontes médicas reconhecidas, algumas delas disponíveis inclusive na Internet. Entretanto, como o conteúdo da Internet não é controlado, é preciso ter muito cuidado com a procedência da informação. Após o diagnóstico de câncer do Aparelho Digestivo, é muito importante que o paciente encontre um Cirurgião Digestivo de confiança, pois cada vez mais o diagnóstico e o tratamento desse conjunto de doenças está mais complexo. Escolha profissionais com formação acadêmica sólida, títulos de especialista reconhecidos no Conselho Regional de Medicina e o mais importante, busque informações com familiares e outros pacientes desta mesma equipe médica. Além de comunicar isso com os profissionais médicos, dividir sentimentos com amigos e familiares é bastante útil, sendo que em alguns casos há necessidade de ajuda especializada com PSICÓLOGOS.

5. “Doutor, o meu câncer tem cura?”

Essa é uma das dúvidas mais comuns após o diagnóstico inicial de um câncer. Vale entender que a “cura” é na verdade um processo contínuo em que o câncer precisa diminuir, desaparecer e também nunca mais voltar. Então, qualquer resposta definitiva normalmente depende de um período de tempo. Existe sim uma variação nas chances de obter sucesso em cada um desses passos, e em muitos casos ela pode ser muito alta. Características individualizadas, como o tipo e a extensão do tumor, a saúde em geral do paciente, e o emprego do tratamento mais adequado, dentre outros, podem ter influência nas chances de sucesso. Por mais difícil e sério que seja o cenário particular, existem várias razões para boas esperanças. Ao longo dos últimos anos, grandes avanços foram obtidos no tratamento e cuidado dos sintomas das pessoas com câncer, e logicamente espera-se que novas conquistas ocorram no futuro. E a cada novo sucesso, seja do seu tratamento como dos avanços da ciência, as esperanças de cura são renovadas, mesmo quando elas pareciam distantes inicialmente.

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Calculadora CHILD PUGH (Avaliação da Função Hepática)

Calculadora CHILD PUGH (Avaliação da Função Hepática)

CHILD.PUGH

Child e Turcotte, em 1964, analisaram 128 pacientes submetidos à cirurgia de descompressão portal para varizes de esôfago sangrantes. Foram pesquisadas as variáveis comuns dos pacientes que evoluíram mal. Cinco variáveis apresentaram significância: desnutrição, encefalopatia, ascite, hipoalbuminemia e hiperbi-lirrubinemia. Dez anos depois, Pugh e Murray-Lyon descreveram os resultados da transecção esofágica para controle de hemorragia como ponte para descompressão portal. Pugh acrescentou o tempo de protrombina ao score e adicionou valores numéricos, entretanto, eliminou o estado nutricional. Os elementos clínicos e laboratoriais utilizados pelo score de Child-Turcotte-Pugh (CTP) avaliam as funções primárias do fígado. Todo o organismo estará em risco durante a doença hepática avançada. A classificação se refere à avaliação da gravidade em leve (A), moderada (B) ou grave (C). Porém somente a biopsia hepática serve para avaliar o estágio da doença como precoce ou avançada, pré-cirrótica e cirrótica. O estadiamento da doença está ligado amplamente a moléstias hepáticas crônicas, nas quais podem ocorrer progressão para cirrose e doença hepática terminal, mas cujo desenvolvimento pode demorar anos ou décadas. É um fator preditivo razoavelmente confiável de sobrevida de várias doenças hepáticas e antecipa a probabilidade de complicações importantes da cirrose, como sangramento por varizes e peritonite bacteriana espontânea.

  • Child CG, Turcotte JG. Surgery and portal hypertension. Major Probl Clin Surg. 1964;1:1-85. PMID: 4950264.
  • Pugh RN, Murray-Lyon IM, Dawson JL, Pietroni MC, Williams R. Transection of the oesophagus for bleeding oesophageal varices. Br J Surg. 1973 Aug;60(8):646-9. PMID: 4541913.

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