Hepatite Medicamentosa

Hepatite Medicamentosa

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Hepatite Medicamentosa 
O que são? As hepatites tóxicas e medicamentosas consistem numa reação inflamatória do fígado, desencadeada pela ingestão de certos tóxicos ou de fármacos diversos.

Qual é a frequência? As hepatites tóxicas relacionam-se quase sempre com a exposição a produtos nocivos, como solventes e diluentes, muitas vezes relacionados com o trabalho do doente. Praticamente todos os fármacos podem provocar reacções hepáticas, dependendo quer do próprio medicamento, quer das características do indivíduo, pelo que as hepatites medicamentosas são frequentes.

Quais são as causas? Estas hepatites podem ser provocadas por dois mecanismos: toxicidade ou idiossincrasia. No primeiro caso, o produto ingerido lesa directamente as células hepáticas, pelo que qualquer indivíduo exposto contrai hepatite, de maior ou menos gravidade consoante a dose ingerida (é o caso de alguns solventes, como o tetracloreto de carbono e de medicamentos como o paracetamol, quando tomado em doses excessivas). Na idiossincrasia a lesão depende do próprio indivíduo, só acontecendo em pessoas susceptíveis e não depende da quantidade de medicamento tomada (é o caso da maioria das hepatites medicamentosas). Por vezes a idiossincrasia traduz-se por hipersensibilidade (reacção de tipo alérgico), podendo a hepatite acompanhar-se doutras manifestações, por exemplo cutâneas.

Como prevenir? Deve evitar-se a exposição a produtos tóxicos, designadamente em ambiente industrial, utilizando cuidados e protecções adequadas. Mas o mais importante é evitar tomar medicamentos desnecessariamente ou por automedicação. Neste caso incluem-se os produtos da “Medicina Natural”, que muitos consideram erradamente inócuos, mas que são cada vez mais frequentemente implicados em lesões hepáticas por vezes graves.

Como se manifesta? Podem ser assintomáticas, o que acontece na maioria dos casos. Havendo sintomas, são semelhantes aos das hepatites por vírus: mal estar, náuseas, vómitos, febre, icterícia.

Qual o percurso da doença? A maioria dos casos cura espontaneamente desde que se suspenda o medicamento ou tóxico envolvidos. A resolução pode demorar apenas alguns dias ou até várias semanas. Mais raramente e apenas com alguns produtos, pode haver evolução crónica, até mesmo para cirrose hepática. É importante saber que a re-exposição ao mesmo medicamento ou tóxico causará nova hepatite.

Como se diagnostica? Não há testes específicos para o diagnóstico que assenta na história clínica e no perfil tempo real da evolução da doença, surgindo após a exposição e desaparecendo com a suspensão do agente agressor. A biopsia hepática pode ser um auxiliar importante na diferenciação com outras causas de hepatite. Os sintomas são praticamente os mesmos em todos os tipos de outros tipos de hepatites:

 Mal-estar geral, 
 Cansaço, 
 Sintomas semelhantes à gripe, 
 Icterícia (cor amarelada nos olhos e/ou na pele), 
 Eliminação de urina escura (como chá preto), 
 Dor na região logo abaixo das costelas do lado direito do abdômen e náusea ou vômitos.

A icterícia (amarelão), porém, só aparece em 50% dos casos. Muitas vezes, a pessoa desenvolve a doença mas não fica sintomático (casos subclínicos).

Qual é o tratamento? O tratamento consiste na suspensão do medicamento ou no evitar do tóxico. Nalguns casos pode ser necessário recorrer a antídoto. Em todos os casos deve recorrer-se ao médico.

Qual o prognóstico? Geralmente curam, alguns casos (raros) são rapidamente fatais, outros (pouco freqüentes) evoluem para a cronicidade – CIRROSE HEPÁTICA.

HEPATITE MEDICAMENTOSA FULMINANTE

É uma complicação incomum, pode ocorrer tanto nas hepatite virais, alcóolicas e também em virtude da automedicação. Os pacientes apresentam geralmente icterícia progressiva, podendo até apresentar problemas no cérebro (encefalopatia hepática). O fígado sofre intensa necrose, que é irreversível. Em geral, a taxa de mortalidade é bem alta, em torno de 90 a 100% dos casos, a necessidade de TRANSPLANTE HEPÁTICO é absoluta.

O tratamento envolve a admissão ao hospital numa unidade de Terapia intensiva. Todos os medicamentos que podem contribuir para hepatotoxicidade devem ser descontinuados imediatamente. O tratamento clínico é primariamente de suporte. Pacientes que desenvolvem insuficiência hepática fulminante requerem tratamento de suporte intensivo e das complicações agudas, incluindo a encefalopatia, coagulopatia, distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos, insuficiência renal, sepsis e edema cerebral.

A assistência médica especializada ocorrerá através de uma nutrição adequada, otimização dos balanços hídricos do paciente, ventilação mecânica e monitorização da pressão intracraniana (nos casos de encefalopatia severa), remover a causa subjacente (tal como as intoxicações por drogas exógenas e/ou envenenamento pelo paracetamol ou outras medicações. A diálise pode ser necessária nos casos de falência renal ou intoxicações por drogas. As taxas de mortalidade são altas, geralmente em torno de 80%, sem o transplante.

Atualmente a combinação da sustentabilidade na unidade de terapia intensiva multidisciplinar associado ao transplante hepático vem melhorando cada vez mais a sobrevida pós-operatória (acima de 65%). Sendo utilizados diferentes escores de gravidade para avaliar o dano da função hepática são utilizados para preconizar ou não o transplante. Estes incluem critérios do Hospital King”s College,a mensuração do MELD (modelo de doença hepática terminal), o APACHE II e os critérios de Clichy.

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Transplante Hepático

Transplante Hepático

  • O que é o fígado e qual a sua função?

fígado é considerado o segundo maior órgão do corpo humano, constituído por milhões de células, chamadas de hepatócitos, responsáveis por produzir substâncias importantes para o equilíbrio do organismo. Suas principais funções são: armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas, síntese da maioria das proteínas do plasma, processamento de drogas e hormônios, destruição das células sanguíneas desgastadas e bactérias, emulsificação da gordura durante o processo de digestão através da secreção da bile, entre outras.

O órgão está localizado ao lado direito do abdômen e, apesar de ter uma ótima capacidade de recuperação, algumas doenças podem provocar insuficiência hepática, levando o paciente ao óbito. Nestes casos, pode ser necessária a indicação médica para um  transplante de fígado.


  • Quando se iniciou o processo de transplante?

Em 1963, foi realizado o primeiro transplante de fígado nos Estados Unidos. Na cidade de Denver, o doutor Thomas Starzl realizou a operação numa criança de três anos, que morreu durante o procedimento cirúrgico. Ainda no mesmo ano, este médico realizou outros dois transplantes de fígado, mas os pacientes acabaram vivendo pouco tempo. Em 1967, o doutor Thomas Starzl repetiu o mesmo tipo de cirurgia de transplante de fígado, e conseguiu que o paciente sobrevivesse por um período mais longo. No entanto, o receptor morreu por conta das metástases de um câncer anterior ao transplante.


  • Quando o transplante de fígado deve ser indicado?

A principal causa é a cirrose hepática, caracterizada pelo dano irreversível das células hepáticas. Esta doença ocorre quando a anatomia normal do fígado é substituída por tecido de cicatrização, o que deteriora a função hepática. Hepatites B e C, hepatite autoimune, álcool, cirrose biliar primária, colangite esclerosante e cirrose biliar secundária são algumas das condições que podem causar a cirrose hepática no ser humano e, consequentemente, levar à um transplante do órgão.


  • Qual é o perfil do melhor doador cadáver?

O doador ideal costuma ser um jovem sadio, que foi atendido imediatamente depois do ocorrido, e que ainda não teve a deterioração de órgãos vitais, como fígado, rins e coração. Já o doador não ideal é aquele mais idoso, que teve um tempo mais prolongado de permanência na UTI, indicando a necessidade do uso de substâncias vasoativas para mantê-lo hemodinamicamente estável. Neste caso, a recuperação do órgão doado pode ser de maior risco ao paciente, além de ser mais lenta.


  • Como é o transplante de fígado com doador cadáver?

Primeiramente, é necessário que a família do doador autorize a utilização do órgão. E esta é uma atitude muito importante, porque a fila de transplante é grande. Um exemplo disso é que, quase a metade dos pacientes que precisam de um transplante de fígado no Estado de São Paulo, acabam falecendo antes de conseguir um doador. Na verdade, o ideal é que as pessoas, ainda em vida, manifestem às suas famílias a vontade de doar os órgãos após falecimento. Esse é um ato muito importante, e que pode ajudar a salvar muitas vidas. Após essa etapa, uma equipe especializada retira o fígado inteiro, e preserva em soluções especiais, e em baixa temperatura, para ser transportado para o hospital onde haverá o transplante.

A cirurgia do receptor envolve três principais etapas: 

1. Fase da Hepatectomia total – momento em que é realizada a cirurgia para retirada do fígado doente do paciente. Esta fase está relacionada com um risco maior de sangramentos;

2. Fase anepática – período após a hepatectomia em que o paciente fica sem o fígado, que na realidade, demanda atenção, pois o fígado é um órgão vital;

3. Fase de Implante do fígado doado –  envolve suturas nas principais vias sanguíneas que passam pelo fígado (veia cava, veia porta e artéria hepática) e o restabelecimento do fluxo da bile, que é produzida no fígado e lançada no duodeno (parte do intestino). Esse procedimento é bastante complexo e dura, em média, de seis a oito horas. Antes do implante do órgão, uma importante etapa é a de preparo do órgão, chamada back-table, com o objetivo de realizar o preparo, e adequar o calibre e o tamanho do órgão e dos vasos. 


  • Como é a recuperação pós-operatório?

A cirurgia dependerá das condições do paciente transplantado, e também da qualidade do órgão doado. Na verdade, se o receptor estiver em situações favoráveis, pode suportar melhor a operação. Se o fígado é advindo de um doador ideal, a recuperação, consequentemente, é mais rápida. Entretanto, se o órgão for de um doador considerado não ideal, ou até mesmo o receptor já havia sido operado anteriormente, ou sua doença estava em estágio mais avançado, a recuperação pode ser mais complicada e demorada. Após a cirurgia de transplante de fígado, é possível que o paciente fique de um a dois dias em uma unidade de terapia intensiva, caso não haja alguma complicação, e depois já pode começar a se alimentar. Em geral, o tempo de internação pode variar de uma a duas semanas, podendo se estender dependendo de cada caso. Além do cuidado com o transplante, o tratamento do paciente deve ser voltado para a doença que ocasionou a lesão do órgão. Isso porque, em parte dos portadores de cirrose, a doença pode evoluir para câncer de fígado enquanto aguarda a cirurgia. Esse desenvolvimento precisa de mais cuidados, e aumenta o risco depois da operação. Quando o caso é de hepatites B ou C, é preciso tomar as medidas necessárias também, para que o problema não retorne, principalmente da hepatite C, algo que é mundialmente conhecido.


  • Há riscos para o receptor?

Como qualquer procedimento, o transplante de fígado está contemplado com riscos. Primeiramente, o receptor tem riscos relacionados à cirurgia propriamente dita, como sangramento e problemas na via biliar, ou relacionados com o grau de sua doença de base, ou seja, quanto mais grave, mais riscos existem para o paciente. A ideia é oferecer o tratamento ideal no melhor momento do paciente. Após o período inicial, os outro problemas estão relacionados com a piora da função renal, como infecção, problemas biliares e a rejeição do fígado, que ocorre quando o nível terapêutico da medicação não está adequado. No entanto, há sempre a possibilidade do fígado, assim como qualquer órgão, não funcionar após a operação. Quando essa situação acontece, o paciente volta para a lista de espera, e é priorizado para receber um novo órgão urgentemente.


  • Como funciona o processo de doação de fígado?

O paciente que necessita da doação de transplante de fígado, é inscrito em uma lista única de espera da Secretaria de Estado da Saúde, no caso, do Estado do Maranhão, de acordo com a compatibilidade sanguínea. O critério é baseado na gravidade da doença, chamado de MELD (Model for End-Stage Liver Disease). O índice corresponde a um valor que varia de 6 a 40, mostrando a urgência do caso de cada paciente. Semelhante ao MELD, crianças e adolescentes com menos de 18 anos, são listados respeitando o sistema PELD (Pediatric End-Stage Liver Disease). Em casos urgentes, como hepatite fulminante, retransplante, e trombose da artéria hepática, existe prioridade na lista de espera do transplante de fígado. 

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Consulta Médica 2.0

Consulta Médica 2.0

Ir ao médico não é uma tarefa corriqueira. Muitas pessoas, infelizmente, não se programam ao agendar uma consulta médica e, por isso, muitas vezes ela não rende ou não é satisfatória. É preciso evitar esse tipo de situação, justamente para garantir um bom diagnóstico e começar o tratamento adequado. Mas como conseguir isso? Com algumas mudanças de atitudes, é possível facilitar a vida do paciente e otimizar o resultado da avaliação médica. Levar os exames anteriormente realizados, convidar um acompanhante e relatar tudo ao médico são alguns exemplos disso. Mas não para por aí. Quer saber mais? Acompanhe este texto e conheça 8 dicas de como se organizar antes de ir a uma consulta médica!

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1. Leve os exames já realizados

Muitas doenças são diagnosticadas não por conta dos sintomas atuais. Há situações em que o histórico de saúde evidencia o comportamento de determinada doença. Nesse sentido, exames feitos anteriormente podem dar a pista que faltava para o médico desvendar o que está acometendo você. Por isso, não deixe de levar exames já realizados, principalmente se você já tem o hábito de fazê-los com grande frequência. Além de ajudar o médico a se nutrir de informações passadas, é possível que esses exames não sejam novamente solicitados. Isso também facilita para você, que evita enfrentar a bateria de exames e economiza dinheiro.

2. Faça uma lista dos medicamentos que você faz uso

Até mesmo quem toma pouca quantidade de remédios acaba passando um aperto na hora em que o profissional de saúde pergunta sobre eles. Às vezes, no momento de informá-los ao médico, é possível esquecer algum ou citar os nomes dos medicamentos de forma errada. Para uma boa consulta, esse tipo de situação não pode acontecer. Saber detalhadamente a relação de remédios que você faz uso é fundamental. Isso auxilia o médico a identificar possíveis erros, a suspender ou adicionar novos medicamentos. Também tenha anotado a dosagem de cada um deles. Faça uma lista com essas informações e apresente ao seu médico.

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3. Informe ao médico o histórico de doenças da família

Sabia que muitas doenças são hereditárias? Diabetes, hipertensão e até mesmo câncer podem seguir de geração para geração. Por exemplo: é possível que você tenha registrado no seu DNA uma facilidade para adquirir uma doença que seu avô tinha. Esses detalhes sobre o histórico familiar são essenciais na hora da consulta médica. Sendo assim, informe sobre as doenças que acometerem a sua família. Antes da consulta, tente verificar o quadro de saúde de cada um dos familiares, inclusive dos já falecidos. Anote as enfermidades, caso tenham existido ou existam, e relacione com o grau de parentesco. Geralmente, os riscos de a pessoa apresentar a doença são maiores em parentes de primeiro grau. Conte tudo isso ao seu médico.

4. Leve os seus diagnósticos anteriores

Muitas pessoas chegam à consulta médica dizendo que apresentam determinada doença. Isso por conta de um diagnóstico feito por outro profissional. Por exemplo: você já deve ter ouvido falar de alguém que foi em um médico e obteve o diagnóstico X, enquanto, com outro profissional, o diagnóstico foi Y. Essas situações demonstram que nem sempre esse diagnóstico está correto ou bem definido. Por isso, deixe anotados os diagnósticos que você já recebeu. Informe ao médico quais especialidades você já passou e quais foram as previsões identificadas. Nesse contexto, também fale sobre os sintomas que você já teve nos últimos anos. Algumas doenças aparecem com sinais isolados dependendo da sua idade, por exemplo. Esses tipos de manifestações instáveis até justificam diagnósticos variados ao longo do tempo e em diferentes especialidades. Sendo assim, notifique ao médico sobre fraturas, anemias, infecções que você já teve e como fez para tratá-las. Dessa forma, seu médico tem mais chances de resolver o quebra-cabeça da sua atual situação de saúde.

5. Vá à consulta médica com roupas confortáveis

Pode parecer dica de moda, mas, na verdade, é mais uma atitude para facilitar a consulta médica. Usar roupas inadequadas pode alterar o resultado de alguns procedimentos, como a aferição de pressão. Isso porque roupas muito apertadas podem modificar o metabolismo do seu organismo, o que deixa seu corpo tenso e desregulado, prejudicando na hora de fazer um diagnóstico. Sendo assim, prefira ir ao médico com roupas apropriadas e que sejam fáceis de retirar, pois há sempre a possibilidade de trocar ou tirar alguma peça durante a consulta, a fim de realizar algum exame clínico. Vista-se confortavelmente!

6. Convide alguém parar ir com você à consulta médica

Em muitas situações, sempre bate uma ansiedade ou desespero para ir à consulta médica. O paciente fica nervoso, o que pode comprometer o procedimento de diagnóstico feito pelo médico. Se você passa por isso, que tal levar um acompanhante para você ficar mais tranquilo? Convide seu companheiro ou companheira, um amigo próximo ou primo. Não se deve ter mais de um acompanhante para não atrapalhar a consulta. Muitos médicos ficam incomodados quando parentes do paciente começam a responder perguntas ou fazer juízo de valor sobre o comportamento de seu ente querido. Evite esse tipo de situação. É importante destacar que pacientes idosos e menores de idade precisam ser acompanhados por um responsável. Essas pessoas geralmente não tem discernimento suficiente para assimilar e seguir as orientações médicas. Nesses casos, apresente-se ao médico, diga qual seu grau de parentesco em relação ao paciente e fale que você vai auxiliar na absorção das informações.

7. Não esconda nada de seu médico

Geralmente, quando vão fazer um checkup, algumas pessoas acham que aquela pequena dor de cabeça ou nas costas, por exemplo, é algo irrelevante para relatar ao médico. Elas comumente acreditam que, na consulta médica, devem se queixar somente de algo mais grave. Essa não é uma boa atitude. Isso porque esconder alguns sintomas do médico pode dificultar e até mesmo inviabilizar o diagnóstico. Qualquer detalhe deve ser relatado ao profissional. E você não precisa ter medo e vergonha de relatar sobre isso. A legislação exige que o sigilo médico-paciente seja inviolável.

8. Não agende a consulta em cima da hora

Outra atitude para facilitar a consulta médica é, justamente, se precaver para esse momento. Isso porque a agenda do médico pode ser muito cheia e, com isso, você não encontrar vaga. Ou então você ter muitos compromissos e acabar se atrasando para a consulta. Evite todo esse estresse se antecipando. Marque na agenda a consulta com dias de antecedência e chegue no consultório pelo menos 10 minutos antes do horário marcado. Tudo isso facilita, tanto para você quanto para a equipe médica. Essas foram algumas atitudes essenciais para uma consulta médica. Além dessas informações, é importante saber escolher um profissional especializado. Informe-se quanto à estrutura do consultório, qualificação e da experiência de outros pacientes, por exemplo. Assim, você terá bons momentos na hora de se consultar com um especialista.

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E aí, está precisando agendar uma consulta médica? Entre em contato conosco! Nós realizamos o processo de agendamento de consultas médicas online.

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Para sua comodidade e segurança, o INSTITUTO PROGASTRO dispõe de uma equipe de médicos especialistas nas áreas de Gastroenterologia, Hepatologia, Proctologia, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo. Para agendar sua consulta ligue de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 18:00h, e fale com a nossa secretária (Mayara). Sua Consulta será agendada na HORA-CERTA, ou seja, você será atendido no horário programado e com todas as normas de segurança sanitária para a prevenção contra o COVID-19.

Valorizamos o seu tempo e sua saúde.

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Reembolso da Consulta Médica

Reembolso da Consulta Médica

Quantas vezes você quis se consultar com um determinado médico indicado por um amigo ou que você ficou conhecendo através da internet, porém, quando ligou para marcar a consulta verificou que o mesmo não atendia seu convênio? Pois saiba que você não precisa abrir mão de se consultar com o médico que você escolheu. Vários convênios / planos de saúde permitem ao usuário realizar consultas com médicos “fora” do plano de saúde, através do reembolso de consulta médica.

É muito simples, o paciente escolhe livremente o médico que deseja consultar e se o MÉDICO ESPECIALISTA escolhido não atender pelo seu convênio, é possível solicitar o reembolso de consulta médica da seguinte forma:

Como solicitar o reembolso de consulta médica

  1. Após a consulta, o paciente pagará ao médico o valor pela mesma.
  2. O paciente receberá imediatamente o recibo (nota fiscal) que comprova o pagamento da consulta.
  3. O paciente enviará ao convênio o recibo da consulta.
  4. Em até no máximo 30 dias após o convênio receber o comprovante de pagamento da consulta o paciente receberá o depósito em conta do valor referente ao pagamento da consulta.

É importante dizer que cada convênio tem um valor máximo de reembolso e, algumas vezes, o valor da consulta é superior a esse valor. Nesses casos o paciente recebe o valor máximo estipulado pelo convênio. Esse valor máximo do reembolso de consulta médica varia de convênio para convênio. Por isso, a melhor forma de saber se seu plano de saúde reembolsa consultas particulares e qual o valor máximo reembolsado, é ligando para a central de atendimento do seu convênio. De acordo com a ANS, não é obrigação do convênio médico anexar a tabela de valores do reembolso no contrato. Porém, o convênio é obrigado a informar ao paciente o valor máximo reembolsado por consulta de maneira clara e objetiva. E por fim, é importante dizer que no INSTITUTO PROGASTRO apesar de realizarmos as consultas médicas especializadas de forma particular (reembolso), podemos realizar, nos casos indicados, a cirurgia (tratamento cirúrgico) pelo seu convênio. Por isso, sempre escute uma segunda opinião especializada, pois o mais importante é que você sempre consulte e realize seu tratamento com médicos de sua escolha e confiança!

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No INSTITUTO PROGASTRO contamos com profissionais treinados para auxiliar o paciente quanto ao processo de reembolso. Então, se você deseja realizar sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA, fale conosco através do link abaixo.

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Nódulo no Fígado

Nódulo no Fígado

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Nódulo no Fígado

Nódulo hepático é achado relativamente comum de alguns exames. O acesso a exames de imagem de rotina tem sido cada vez mais frequente na população (em checkups ou avaliações de sintomas gastrointestinais), levando ao aumento do diagnóstico de diversas Doenças do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares de forma precoce. Um dos achados mais frequentes, os nódulos (ou tumores) hepáticos se destacam. Outro motivo para tornar isso mais comum é a qualidade dos aparelhos, que é cada vez melhor e com maior sensibilidade.

“Dá-se o nome de nódulo ou tumor (ou neoplasia) a uma proliferação anormal de células, desde aquelas com caráter benigno, até as malignas, também denominadas “câncer”.”

O fígado é um órgão que pode apresentar alta incidência de ambas, sendo bem estabelecidos os grupos de risco para cada tipo de tumor, as formas de diagnóstico e o tratamento ou acompanhamento que deve ser realizado com cada paciente, de maneira sempre individualizada.

Dr. qual a forma de investigação?

Um ultrassom ou ultrassonografia é, mais frequentemente, o exame inicial diagnóstico da presença do nódulo (ou tumor) hepático. Embora o ultrassom possa indicar a probabilidade de se tratar de algum tipo específico de tumor, apenas um exame de imagem dinâmico (com contraste) pode ser considerado para conclusão definitiva do diagnóstico. A tomografia e, principalmente, a ressonância (preferencialmente com contraste hepatoespecífico – Primovist) têm cumprido este papel de forma cada vez mais precisa, reduzindo progressivamente a necessidade de biópsias. Além dos exames de imagem, nos casos suspeitos para tumor maligno específico, há uma série de exames de sangue (marcadores tumorais) que podem ser testados.

Dr. já fiz uma Ultrassonografia que mostrou um NÓDULO NO FÍGADO, o que devo fazer agora?

Pergunte inicialmente a seu médico, pois foi ele quem solicitou o exame. Discuta com ele a necessidade de que seja ouvido  um Especialista para prosseguir na investigação e, eventualmente, se chegar ao diagnóstico específico do tipo de nódulo. Pois, como já foi dito, cada tipo requer uma abordagem ou tratamento ou acompanhamento diferente. Com exceção do carcinoma hepatocelular (que é o câncer de fígado “mais comum”) e das metástases (de quem já tem o diagnóstico de câncer em algum outro órgão), os demais tumores hepáticos não têm definida uma necessidade de investigação recorrente por exames de imagem. Assim, quem não tem nenhuma doença crônica no fígado (hepatite crônica, cirrose ou outras) e nem nunca teve o diagnóstico de nenhum câncer não tem motivos para investigar nódulos no fígado de maneira rotineira. Como há diversos tipos de nódulos e cada um com uma origem e comportamento diverso, devemos falar individualmente de cada um dos mais frequentes:

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Tumores Hepáticos

Hemangioma: nódulo hepático mais comum, chega a ser encontrado em 10% da população. Mais frequente em mulheres, não tem uma causa bem estabelecida, mas suspeita-se ter alguma relação com presença de estrogênio, pois o mesmo apresenta aumento de incidência após gestação ou reposição hormonal. O tratamento cirúrgico (nos hemangiomas gigantes) é raramente necessário e deve ser definido de maneira individualizada.

Hiperplasia nodular focal: encontrado entre 1 e 3% das pessoas, a HNF é muito mais comum em mulheres (8:1), sem um fator causal evidente. A necessidade de cirurgia é muito infrequente (quase nunca), e isso também deve ser considerada caso a caso.

Adenoma: mais raro que os anteriores, tem variantes, sendo que uma delas tem relação causal bem estabelecida com o uso de anticoncepcionais hormonais ou esteroides anabolizantes. Muito mais frequente em mulheres. A necessidade de retirada cirúrgica ocorre com frequência pelo risco de malignizar ou sangrar ou de romper dentro do abdome. Como há diferentes subtipos, a indicação cirúrgica deve levar diversos fatores em consideração.

Carcinoma hepatocelular: câncer que incide quase sempre no paciente com hepatite viral ou com cirrose, embora tenham aumentado os relatos em pacientes com doença gordurosa do fígado ainda sem cirrose. Nos cirróticos, a incidência gira entre 1 e 4% ao ano, tornando o acompanhamento e rastreio (vigilância), neste grupo, mandatório. Há diversas formas de tratamento, que variam de acordo com o perfil do paciente, o tamanho e a quantidade de nódulos. Há chance de cura, desde que abordado corretamente.

Colangiocarcinoma: câncer raro, pouco mais frequente em homens, vem se tornando mais frequente nas últimas décadas. Há poucos fatores de risco conhecidos, como a presença de doença prévia em vias biliares. Quase sempre é diagnosticado ao acaso, em exames de imagem de rotina. O tratamento mais adequado depende de diversos fatores, mas sempre deve ser iniciado prontamente, por tratar-se de uma doença agressiva.

Metástases hepáticas: o fígado é o órgão abdominal mais suscetível ao surgimento de metástases de neoplasias malignas de outros órgãos. O mais frequente sítio primário (local do “câncer original”) é o intestino grosso (cólon/reto), seguido por pâncreas, mama e estômago. Dessa forma, o exame de rotina nesses grupos de risco é necessário e poderá haver até mesmo cura em alguns casos, desde que diagnosticados e abordados por especialista em tempo hábil.

Dr. todo nódulo no fígado precisa de Cirurgia?

A primeira respota é não. Mas o tratamento irá variar de acordo com o tipo de nódulo, tamanho, quantidade, localização e das condições clínicas do paciente. A enorme maioria dos nódulos não necessitará, caso faça uma investigação complementar adequada, realizar biópsia. Quantos aos tumores malignos, quando a doença não é muito avançada, quase sempre devem requerer algum tipo de abordagem, que geralmente pode ser cirúrgica. São sempre casos complexos e cujo tratamento deve ser indicado de forma individualizada, uma vez que há diversas abordagens possíveis em alguns casos. Um médico cirurgião especialista em fígado deve ser responsável pelo acompanhamento.

Hepatectomia Videolaparoscopica

Dr. mas minha Ultrassom mostrou um CISTO NO FÍGADO, é a mesma coisa que Nódulo?

Os cistos hepáticos são muito comuns e sua incidência aumenta com a idade, chegando a ocorrer em 50% das pessoas com mais de 60 anos. Embora a grande maioria seja do tipo “simples” e quase nunca necessite de qualquer tipo de abordagem, 5% dos casos (não simples) podem exigir cuidados adicionais (em certos casos, o cisto pode ser cistoadenoma ou cistoadenocarcinoma). Um bom exame de imagem costuma ajudar nessa diferenciação, podendo-se complementar a investigação com alguns exames de sangue. O ideal poderá ser consultar um especialista, para avaliar qual é a melhor conduta em seu caso.

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.

Lembre-se, procure sempre um Médico Especialista e escute uma Segunda Opinião. Ficou em dúvida? Entre em contato com nossa central de atendimento acessando o Link abaixo

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Orientação Nutricional

Orientação Nutricional

Consumidor vai gastar mais em alimentos saudáveis, diz pesquisa ...
Orientação Nutricional

Evitar alimentos irritantes e controlar o estresse são passos importantes do tratamento da Síndrome Dispéptica que é ocasionada geralmente pela GASTRITE e/ou DOENÇA DO REFLUXO. Estas representam as mais usuais causas de atendimento ambulatorial com Gastroenterologistas, a tão conhecida popularmente como má – digestão. Muito prevalente na população, a Síndrome Dispéptica por um conjunto de sintomas ocasionados por uma inflamação na mucosa do estômago, e os principais sintomas são dor de estômago, azia e sensação de estufamento. Além dos medicamentos prescritos, é possível contornar o problema da má digestão mudando o padrão da alimentação e melhorando o estilo de vida, através de uma associação entre noite de sono adequada, atividade física e suspensão do tabagismo e/ou etilismo. O caminho correto do tratamento portanto passa por uma alimentação balanceada, controle do estresse e uso da medicação prescrita de forma adequada.

Como a pirâmide alimentar pode orientar sua dieta - Catarinense Pharma
Pirâmide da Alimentação Saudável

Os pacientes com Síndrome Dispéptica, devem evitar:

  • Café
  • Chá mate
  • Chocolate
  • Refrigerante
  • Sal em excesso
  • Enlatados
  • Embutidos
  • Bebidas alcoólicas
  • Pimenta-do-reino
  • Leite e derivados
  • Frituras
  • Gorduras em excesso

“O sal em excesso é um potente agressor do estômago, ou seja, alimentos demasiadamente salgados, além de enlatados e embutidos, são contraindicados”, explica nossa Gastroenterologista. As bebidas alcoólicas, segundo o nosso Hepatologista, agridem diretamente as células gástricas, aumentando o estresse oxidativo. A pimenta-do-reino, por sua vez, pode aumentar a secreção ácida no estômago, tendo efeito negativo no tratamento de gastrites e úlceras. Já o leite, em especial nos casos de INTOLERÂNCIA A LACTOSE, pode aliviar temporariamente os sintomas da gastrite, pois reduz a acidez estomacal. Porém, por ser extremamente rico em proteínas, acaba por estimular ainda mais a secreção ácida do estômago, provocando a piora minutos depois da ingestão. Logo, é preciso evitar. De acordo com a Dra Flávia Serra (Gastroenterologista), temperos naturais como cúrcuma e alecrim podem ajudar a reduzir a gastrite. “Além disso, os vegetais como couve e repolho e fitoterápicos como aloe vera e espinheira-santa podem ajudar a evitar úlceras”, explica. No entanto, nossa Hepatogastroenterologista lembra que cada organismo é único, e por isso as pessoas podem apresentar reações distintas à ingestão de diferentes alimentos. “A tolerância individual deve ser sempre respeitada”, finaliza.

Aprenda a usar a pirâmide alimentar nas suas refeições
Pirâmide Alimentar Balanceada

Acesso o Link a seguir e baixe nossa orientação nutricional.

Cirurgia Hepatobiliopancreática

Cirurgia Hepatobiliopancreática

Instituto ProGastro / Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática

A Cirurgia Hepatobiliopancreática é uma das áreas de atuação da cirurgia do aparelho digestivo, que se dedica ao tratamento de doenças BENIGNAS ou MALIGNAS (Câncer) do fígado, vias biliares e pâncreas. Consiste numa especialidade médica de complexos procedimentos cirúrgicos, que exige treinamento cirúrgico específico da equipe médica e adequada estrutura hospitalar para sua prática. Nesse grupo de cirurgias são realizados os tratamentos de doenças benignas e malignas, tais como:

Nódulos hepáticos (nódulos benignos – adenomas e hepatocarcinoma). O hepatocarcinoma é o câncer primário do fígado. O câncer é derivado das principais células do fígado, os hepatócitos. Como os demais cânceres, surge quando há uma mutação nos genes de uma célula que a faz se multiplicar desordenadamente. Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o vírus da hepatite B ou C) ou pelo excesso de multiplicações das células, o que aumenta o risco de surgimento de erros na duplicação dos genes. O hepatocarcinoma é caracteristicamente agressivo. Isso justifica o acompanhamento constante dos pacientes portadores de Hepatites Virais (Tipo B e Tipo C) para monitoramento do surgimento destas neoplasias.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Hepatectomia Laparoscópica

Cistos hepáticos: O cisto hepático é definido como uma pequena bolha que surge na parte interna do fígado. Embora pequena, a bolha contém em seu interior um líquido ou um material viscoso, mais grosso, jamais sendo vazia. Estima-se que cerca de 5% da população brasileira já tenha apresentado um cisto hepático e já tenha feito o tratamento em algum momento de sua vida.

Câncer de vesícula biliar: O câncer de vesícula biliar é um problema raro e grave que afeta a vesícula biliar, um pequeno órgão do trato gastrointestinal que armazena a bile, liberando-a durante a digestão. Normalmente, o câncer de vesícula biliar não provoca qualquer tipo de sintoma e, por isso, em muitos casos, é diagnosticado em fases muito avançadas, quando já afetou outros órgãos como o fígado, ocasionando metástases hepáticas. O câncer de vesícula tem cura quando o seu tratamento é iniciado precocemente com cirurgia, para eliminar todas as células tumorais e impedir a sua propagação para outros órgãos.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Câncer das Vias Biliares

Câncer de via biliar (colangiocarcinoma): O câncer das vias biliares é incomum e resulta do crescimento de um tumor nos canais que conduzem a bile produzida no fígado para a vesícula biliar. A bile é um líquido importante na digestão, pois ajuda a dissolver as gorduras ingeridas nas refeições. A principal forma de apresentação clínica destes tumores é o aparecimento da ICTERÍCIA PROGRESSIVA (olhos amarelados) nos pacientes.

Cistos de pâncreas (benignos e malignos): Os cistos que podem aparecer nesta área, geralmente não apresentam quaisquer tipos de sintomas quando estão se iniciando, e alguns podem nem precisar de tratamento. Já os casos mais graves, geralmente acima de 2 cm, devem ser avaliados criteriosamente por um Cirurgião Hepatobiliopancreático já que podem ser cistos malignos. Os cistos pancreáticos são mais comuns em pessoas que já possuem uma doença preexistente no local. Por exemplo, pode se relacionar a alguém que já teve um caso de pancreatite, diabetes e obesidade.

Serviço de Cirurgia Hepatobiliopancreática: Ressecção Laparoscópica de Cisto Pancreático

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Metástase no Fígado

Metástase no Fígado

Liver Surgery

O que é metástase no fígado?

metástase no fígado ocorre quando um câncer, originário de outros lugares do corpo, atinge o órgão. Diferente do chamado câncer primário de fígado, a metástase hepática é um problema, geralmente, relacionado à estágios mais avançados de alguns tipos de câncer, como o câncer de pâncreas e câncer de mama.


Quais são as causas da metástase no fígado?

Existem seis etapas da medicina na metástase hepática. As células de câncer vão desde o local principal até um tecido normal próximo, movendo-se por meio das paredes dos vasos linfáticos e vasos sanguíneos. 

Logo após, elas migram pelo sistema linfático e circulação sanguínea para outras partes do corpo humano. Ao chegar a um local distante, param de se mover e passam a percorrer os vasos sanguíneos capilares e invadir tecidos próximos.

A partir deste momento, as células cancerosas crescem no local distante, e criam pequenos tumores, conhecidos como micro metástases, dando origem a um novo tumor em outro órgão, no caso da metástase hepática – o fígado.

A maioria desses casos desenvolve-se a partir do câncer de intestino. Estima-se que cerca de 60% a 70% dos pacientes com esse tumor tem chance de desenvolver o problema. Uma das explicações para essa porcentagem é que o fornecimento de sangue do intestino está diretamente ligado ao fígado, por meio de um vaso sanguíneo chamado de veia porta.

Além do câncer colorretal, os tumores primários, onde existe maior probabilidade de se espalharem para o fígado, dependente de sua localização inicial, são: câncer de mama, pâncreas, rim, esôfago, pele, pulmão, ovário, colo de útero, pâncreas e estômago.

É essencial destacar que, mesmo que o câncer primário tenha sido curado ou tratado, o paciente pode sofrer com a metástase hepática no futuro. Portanto, se o paciente já teve câncer em qualquer lugar do corpo, deve se informar sobre o assunto e fazer exames regulares, com acompanhamento médico.


 

Quais são os fatores de risco da metástase no fígado?

O câncer em outra região do corpo torna-se o principal fator de risco deste problema. O estágio do tumor primário é diretamente relacionado às chances de uma metástase no fígado.


 

Quais são os sintomas da metástase no fígado?

Grande parte dos pacientes com metástase hepática não tem sinais de alerta da doença. Em caso de sintomas, os mais comuns são: perda de peso e de apetite, aumento do tamanho do fígado e fortes dores, inflamação do baço, urina de cor escura, amarelamento da pele e dos olhos, dores abdominais, náuseas, suor e febre.


 

Como é feito o diagnóstico da metástase no fígado?

diagnóstico da metástase hepática pode ser feito por meio de um exame físico, devido ao inchaço do fígado e a descrição dos sinais pelo paciente atingido. Em estágio inicial, esse tumor é difícil de ser notado, pois os sintomas só começam a aparecer em situações mais avançadas. O médico pode avaliar o paciente também com exames complementares, como tomografia abdominal, ultrassonografia e ressonância magnética.


 

Como é o tratamento da metástase no fígado?

Com terapia sistêmica, por meio de:

  • Quimioterapia: utilização de medicamentos, para destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes;
  • Imunoterapia: com o uso de anticorpos, fatores de crescimentos e vacinas;
  • Terapia-alvo: drogas são usadas para identificar e conter o funcionamento de partes do câncer;
  • Hormonioterapia: tem o objetivo de impedir a ação dos hormônios, responsáveis pelo crescimento das células do câncer;

Além disso, as metástases no fígado podem ser tratadas com terapias localizadas:

  • Cirurgia: em casos de estágio inicial, a retirada do tumor é mais fácil e com maior chance de cura;
  • Radioterapia: radiação ionizante onde está localizado o câncer.

A escolha dependerá do caso de cada paciente, e de como o tumor está evoluindo, bem como o tamanho, localização e quantidade, idade e estado de saúde do indivíduo. No entanto, esses tipos de tratamentos ajudam na expectativa de vida e na melhoria dos sintomas.

PROCURE SEMPRE UMA AVALIAÇÃO COM MÉDICO ESPECIALISTA.