Nódulo no Fígado

Nódulo no Fígado

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Nódulo no Fígado

Nódulo hepático é achado relativamente comum de alguns exames. O acesso a exames de imagem de rotina tem sido cada vez mais frequente na população (em checkups ou avaliações de sintomas gastrointestinais), levando ao aumento do diagnóstico de diversas Doenças do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares de forma precoce. Um dos achados mais frequentes, os nódulos (ou tumores) hepáticos se destacam. Outro motivo para tornar isso mais comum é a qualidade dos aparelhos, que é cada vez melhor e com maior sensibilidade.

“Dá-se o nome de nódulo ou tumor (ou neoplasia) a uma proliferação anormal de células, desde aquelas com caráter benigno, até as malignas, também denominadas “câncer”.”

O fígado é um órgão que pode apresentar alta incidência de ambas, sendo bem estabelecidos os grupos de risco para cada tipo de tumor, as formas de diagnóstico e o tratamento ou acompanhamento que deve ser realizado com cada paciente, de maneira sempre individualizada.

Dr. qual a forma de investigação?

Um ultrassom ou ultrassonografia é, mais frequentemente, o exame inicial diagnóstico da presença do nódulo (ou tumor) hepático. Embora o ultrassom possa indicar a probabilidade de se tratar de algum tipo específico de tumor, apenas um exame de imagem dinâmico (com contraste) pode ser considerado para conclusão definitiva do diagnóstico. A tomografia e, principalmente, a ressonância (preferencialmente com contraste hepatoespecífico – Primovist) têm cumprido este papel de forma cada vez mais precisa, reduzindo progressivamente a necessidade de biópsias. Além dos exames de imagem, nos casos suspeitos para tumor maligno específico, há uma série de exames de sangue (marcadores tumorais) que podem ser testados.

Dr. já fiz uma Ultrassonografia que mostrou um NÓDULO NO FÍGADO, o que devo fazer agora?

Pergunte inicialmente a seu médico, pois foi ele quem solicitou o exame. Discuta com ele a necessidade de que seja ouvido  um Especialista para prosseguir na investigação e, eventualmente, se chegar ao diagnóstico específico do tipo de nódulo. Pois, como já foi dito, cada tipo requer uma abordagem ou tratamento ou acompanhamento diferente. Com exceção do carcinoma hepatocelular (que é o câncer de fígado “mais comum”) e das metástases (de quem já tem o diagnóstico de câncer em algum outro órgão), os demais tumores hepáticos não têm definida uma necessidade de investigação recorrente por exames de imagem. Assim, quem não tem nenhuma doença crônica no fígado (hepatite crônica, cirrose ou outras) e nem nunca teve o diagnóstico de nenhum câncer não tem motivos para investigar nódulos no fígado de maneira rotineira. Como há diversos tipos de nódulos e cada um com uma origem e comportamento diverso, devemos falar individualmente de cada um dos mais frequentes:

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Tumores Hepáticos

Hemangioma: nódulo hepático mais comum, chega a ser encontrado em 10% da população. Mais frequente em mulheres, não tem uma causa bem estabelecida, mas suspeita-se ter alguma relação com presença de estrogênio, pois o mesmo apresenta aumento de incidência após gestação ou reposição hormonal. O tratamento cirúrgico (nos hemangiomas gigantes) é raramente necessário e deve ser definido de maneira individualizada.

Hiperplasia nodular focal: encontrado entre 1 e 3% das pessoas, a HNF é muito mais comum em mulheres (8:1), sem um fator causal evidente. A necessidade de cirurgia é muito infrequente (quase nunca), e isso também deve ser considerada caso a caso.

Adenoma: mais raro que os anteriores, tem variantes, sendo que uma delas tem relação causal bem estabelecida com o uso de anticoncepcionais hormonais ou esteroides anabolizantes. Muito mais frequente em mulheres. A necessidade de retirada cirúrgica ocorre com frequência pelo risco de malignizar ou sangrar ou de romper dentro do abdome. Como há diferentes subtipos, a indicação cirúrgica deve levar diversos fatores em consideração.

Carcinoma hepatocelular: câncer que incide quase sempre no paciente com hepatite viral ou com cirrose, embora tenham aumentado os relatos em pacientes com doença gordurosa do fígado ainda sem cirrose. Nos cirróticos, a incidência gira entre 1 e 4% ao ano, tornando o acompanhamento e rastreio (vigilância), neste grupo, mandatório. Há diversas formas de tratamento, que variam de acordo com o perfil do paciente, o tamanho e a quantidade de nódulos. Há chance de cura, desde que abordado corretamente.

Colangiocarcinoma: câncer raro, pouco mais frequente em homens, vem se tornando mais frequente nas últimas décadas. Há poucos fatores de risco conhecidos, como a presença de doença prévia em vias biliares. Quase sempre é diagnosticado ao acaso, em exames de imagem de rotina. O tratamento mais adequado depende de diversos fatores, mas sempre deve ser iniciado prontamente, por tratar-se de uma doença agressiva.

Metástases hepáticas: o fígado é o órgão abdominal mais suscetível ao surgimento de metástases de neoplasias malignas de outros órgãos. O mais frequente sítio primário (local do “câncer original”) é o intestino grosso (cólon/reto), seguido por pâncreas, mama e estômago. Dessa forma, o exame de rotina nesses grupos de risco é necessário e poderá haver até mesmo cura em alguns casos, desde que diagnosticados e abordados por especialista em tempo hábil.

Dr. todo nódulo no fígado precisa de Cirurgia?

A primeira respota é não. Mas o tratamento irá variar de acordo com o tipo de nódulo, tamanho, quantidade, localização e das condições clínicas do paciente. A enorme maioria dos nódulos não necessitará, caso faça uma investigação complementar adequada, realizar biópsia. Quantos aos tumores malignos, quando a doença não é muito avançada, quase sempre devem requerer algum tipo de abordagem, que geralmente pode ser cirúrgica. São sempre casos complexos e cujo tratamento deve ser indicado de forma individualizada, uma vez que há diversas abordagens possíveis em alguns casos. Um médico cirurgião especialista em fígado deve ser responsável pelo acompanhamento.

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Dr. mas minha Ultrassom mostrou um CISTO NO FÍGADO, é a mesma coisa que Nódulo?

Os cistos hepáticos são muito comuns e sua incidência aumenta com a idade, chegando a ocorrer em 50% das pessoas com mais de 60 anos. Embora a grande maioria seja do tipo “simples” e quase nunca necessite de qualquer tipo de abordagem, 5% dos casos (não simples) podem exigir cuidados adicionais (em certos casos, o cisto pode ser cistoadenoma ou cistoadenocarcinoma). Um bom exame de imagem costuma ajudar nessa diferenciação, podendo-se complementar a investigação com alguns exames de sangue. O ideal poderá ser consultar um especialista, para avaliar qual é a melhor conduta em seu caso.

Interpretação de exames e conclusão diagnóstica são atos médicos, que dependem da análise conjunta de dados clínicos e de exames subsidiários, devendo, assim, ser realizadas por um médico.

Lembre-se, procure sempre um Médico Especialista e escute uma Segunda Opinião. Ficou em dúvida? Entre em contato com nossa central de atendimento acessando o Link abaixo

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Hemangioma Hepático

Hemangioma Hepático

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1. O que é hemangioma?

Lesões, nódulos ou tumores podem se formar em todos os órgãos do corpo humano, mas apesar de estar relacionado ao câncer em alguns casos específicos, nem sempre esse tipo de lesão representa um risco, e o hemangioma no fígado é um bom exemplo disso.

Essa lesão pode acompanhar uma pessoa durante toda a sua vida, sem que ela saiba que a possui. Mas é importante conhecer mais sobre ele para entender como se forma e se pode trazer algum tipo de transtorno.

2. O que é hemangioma no fígado?

O hemangioma no fígado (hemangioma hepático) é um tumor benigno que se forma em função de vasos sanguíneos que se enovelam. Ele não é um problema causado por bactérias, vírus, e nem se trata de uma inflamação.

Na verdade sua formação acontece enquanto o embrião está se desenvolvendo, ou seja, trata-se de um problema congênito. A pessoa nasce com ele e muitas vezes o descobre apenas depois de anos.

Hemangiomas podem se formar em vários órgãos do corpo humano. Na pele, por exemplo, ele é caracterizado por manchas vermelhas. Já no fígado, surgem pequenos tumores, que em nada afetam a função hepática.

3. Quais são os Sintomas ?

Pessoas que têm hemangioma no fígado podem nem mesmo descobrir que o tumor existe, porque ele não costuma manifestar sintomas. É como que se mantenha do mesmo tamanho que tinha no nascimento do indivíduo, sem sofrer alterações ao longo do tempo.

Porém, também acontece de vir a crescer, mas ainda assim raramente o médico pede algum exame específico para identificá-lo, sendo mais comum diagnosticar o hemangioma durante a realização de um exame solicitado por outro motivo.

Essas lesões, de achados incidentais são na maioria das vezes pequenas, porém podem ter casos grande, e aquelas classificadas com gigantes chegam a atingir mais de 5 cm de diâmetro. Nesses casos é que o hemangioma costuma causar algum incômodo, porque seu volume o leva a “dilatar” a cápsula do fígado ou a empurrar outros órgãos e estruturas próximas, como o estômago.

Quando isso acontece ele pode causar saciedade precoce, dor abdominal, febre, náuseas, sensação de estufamento após as refeições e vômitos. Mas lembrando que essas condições são incomuns, e mesmo nesses casos, o hemangioma é encontrado por acaso.

4. Qual o risco de Complicações Clínicas? 

Por ser benigno, o hemangioma não traz consequência graves para a saúde do paciente. Apenas quando ele cresce demais é que pode trazer os incômodos citados acima, e nos casos raros de ocupar uma grande parcela do fígado, o risco é o seu rompimento.

A lesão não se rompe sozinha, mas se for grande demais e a pessoa sofrer um trauma, então os vasos sanguíneos se rompem ocasionando hemorragia interna. Também podem se formar coágulos em seu interior, condição que leva ao consumo de plaquetas, que por sua vez, aumenta a chance de hemorragias em outros órgãos.

5. Como é feito o Diagnóstico? 

Pela ausência de sintomas, o hemangioma costuma ser descoberto quando o paciente precisa tratar ou investigar outros problemas de saúde. Em mulheres, por exemplo, os tumores podem ser descobertos em função da realização de exames de imagem par fins ginecológicos.

De toda forma, o tumor é investigado pelo especialista para que possa se obter um diagnóstico preciso e excluir a hipótese de doenças mais agressivas. Então, são solicitados exames de imagem para análise da lesão, como a ultrassonografia, tomografia e a ressonância nuclear magnética.

Também podem ser solicitados outros exames para nódulos duvidosos e não característicos de hemangioma, como a cintilografia, arteriografia, biópsia hepática (não deve ser realizada na suspeita de hemangioma) e exames laboratoriais para identificar se o tumor não é maligno. De toda forma, apenas em casos duvidosos, porque o exame de imagem é suficiente para identificar o tipo de lesão.

6. Quais são as opções de tratamento ?

Quando o hemangioma no fígado é pequeno, e não causa sintomas ele não precisa ser tratado. Ou seja, necessita de acompanhamento médico e exames anuais ou a cada dois anos para observar se houve alteração de tamanho da lesão.

A indicação de cirurgia existe em casos extremos. Ou seja, apenas quando o tumor é classificado como gigante e interfere na qualidade de vida do paciente, ou em casos pós-trauma e com sangramento da lesão.  Nesses casos as indicações variam conforme a necessidade de cada um, variando entre:

  • ressecção cirúrgica;
  • embolização;
  • ligadura da artéria hepática;
  • corticoterapia;
  • radioterapia;

transplante hepático pode estar indicado para o tratamento do hemangioma gigante com síndrome compartimental. Ou seja, casos gigantes (normalmente ocupam todo o fígado) com aumento importante da cavidade abdominal, e exames que demonstrem que o grande volume da lesão dificulte a alimentação do paciente (por exemplo compressão do estômago, esôfago) e a decorrente associação com a perda de peso.

O tamanho do tumor em si não é um fator que indica a necessidade de tratamento. O que determina isso é a influência do hemangioma na saúde do paciente e as complicações que ele pode causar.

De toda forma, o hemangioma no fígado exige cuidados mais expressivos em poucos casos. O paciente pode manter uma vida normal, convivendo com o problema sem nem mesmo o perceber, mas se for preciso tratar, as chances de cura são altas e as complicações mínimas.