Gastrostomia Percutânea Endoscópica

Gastrostomia Percutânea Endoscópica

O que é gastrostomia endoscópica ?

A gastrostomia endoscópica percutânea é um método empregado para fornecimento de dieta enteral por tubo colocado no estômago (gastrostomia) por endoscopia (via endoscópica) através da pele (implantação percutânea) para suporte nutricional adequado de pacientes que não conseguem fazer uso adequado de dieta oral por ingesta insuficiente ou por alterações anatômicas no trato gastrointestinal superior ou que necessitem fazer uso de dieta por sonda nasoenteral por tempo prolongado. As principais indicações da gastrostomia endoscópica são os distúrbios de deglutição secundários a doença de Alzheimer, acidente vascular cerebral, neoplasias de cabeça e pescoço e neoplasia de esôfago.

Qual o preparo para o procedimento ?

Deve-se interromper uso de inibidores de bomba protônica (IBP) por no mínimo 48 horas antes do exame e de aspirina (AAS) ou clopidogrel por 7 dias antes do procedimento. Caso o paciente necessite do uso contínuo dessas medicações ou adicionalmente faça uso de anticoagulantes, seu médico assistente deve orientar e autorizar a sua interrupção.  Para realização do procedimento é necessário que o estômago esteja vazio. O paciente deverá permanecer em jejum completo por no mínimo 8 horas. Se houver necessidade do uso de alguma medicação prescrita (por exemplo, anti-hipertensivos) antes do exame, ele deve tomá-la com pequenos goles de água. Uso de leite ou de anti-ácidos deve ser evitado. O uso de grande parte das medicações de uso crônico pode ser postergado para após o exame. Caso o paciente seja diabético, ele não deve fazer uso de insulina ou dos hipoglicemiantes orais no dia do exame. O controle dos níveis glicêmicos será realizado durante sua internação, a critério médico. Deve-se evitar uso de unhas pintadas, porque o esmalte prejudica a monitorização da oxigenação sangüínea durante o exame. Antes do exame, é necessário o preenchimento da ficha de admissão e do termo de consentimento informado pelo paciente ou pelo seu representante legal. O médico e/ou a enfermeira estarão disponíveis para explicar o procedimento e responder a todas as perguntas pertinentes ao exame. Por favor, informe a equipe médica a realização de outro exame de endoscopia, história prévia de alergias ou reações a qualquer medicação. Óculos e próteses dentárias devem ser removidos.

O que acontecerá durante o procedimento?

O procedimento será realizado sob sedação ou anestesia sob supervisão de um anestesista, para evitar dor e desconforto por parte do paciente.  Após o paciente relaxar e dormir, será introduzido aparelho de endoscopia digestiva alta pela boca para visualização e completa avaliação do esôfago, estômago e duodeno. Posteriormente, será realizada insuflação do estômago para determinar o local de colocação da gastrostomia (geralmente no lado esquerdo do abdômen). Neste local, após desinfecção e anestesia local, será realizado um pequeno corte na pele através do qual introduziremos o tubo de gastrostomia.  Após o termino do procedimento o paciente retornará ao seu leito de origem, podendo necessitar ficar 24 horas de observação hospitalar.

Quais os riscos do procedimento ?

A gastrostomia endoscópica percutânea inclui procedimento de endoscopia digestiva alta e gastrostomia percutânea por via endoscópcia. Os riscos do procedimento são inferiores àqueles observados com gastrostomia cirúrgica e envolvem os riscos associados ao exame endoscópico e aqueles relacionados à realização da gastrostomia. A endoscopia digestiva é um exame seguro. No entanto, como todo ato médico, ela não é isenta de riscos. A complicação mais freqüente é flebite (dor e inchaço no trajeto da veia puncionada) que pode acontecer em até 5% dos casos, a depender da medicação utilizada para sedação e rinite secundária a administração de oxigênio por cânula nasal. Complicações mais sérias são raras ocorrendo em menos de 0,2% dos casos, podendo estar relacionadas ao emprego de medicamentos sedativos ou ao próprio procedimento endoscópico. As principais complicações associadas à gastrostomia são: extravasamento de suco gástrico e/ou dieta pelo óstio da gastrostomia; inflamação do óstio da gastrostomia por irritação química (suco gástrico) e infecção do óstio com drenagem de secreção purulenta. A infecção de óstio ocorre em 7%-20% dos pacientes, podendo ser reduzida com uso de antibioticoprofilaxia. Na ausência de celulite em expansão ou de sinais sistêmicos de infecção (febre), a infecção do óstio é tratada com a intensificação dos cuidados locais com limpeza freqüente do óstio da gastrostomia com solução de clorexidina. Caso seja necessário, antibióticos por via oral ou intravenosa podem ser necessários. Perfuração de outras vísceras e sangramento podem ocorrer excepcionalmente, requerendo algumas vezes tratamento cirúrgico.

Gastrostomia Percutânea Endoscópica

O que devo fazer após o procedimento ?

O paciente deverá retornar para sua acomodação hospitalar após recuperação anestésica. O tubo de gastrostomia deverá estar fixado ao orifício de inserção do gastrostomia pelo dispositivo de retenção e à pele com esparadrapo ou micropore. O jejum deve ser mantido por 24 horas. Hidratação e aporte calórico serão fornecidos por soluções intravenosas. A equipe de enfermagem realizará curativos não oclusivos periodicamente. Caso haja extravasamento de suco gástrico, secreções ou acúmulo de resíduos no orifício da gastrostomia, comunique a equipe médica imediatamente. Após 24 horas de observação, será liberada dieta pelo tubo de alimentação e na ausência de intercorrências, alta hospitalar. As orientações sobre manuseio e cuidados com o tubo de gastrostomia e seus acessórios e sobre alimentação por gastrostomia serão prestadas pela equipe de Endoscopia e Nutrologia do Hospital onde foi realizado o procedimento. A tração acidental ou intencional da sonda por parte do paciente deve ser evitada, particularmente nas primeiras quatro semanas após a inserção do gastrostomia, pois pode levar ao extravasamento de secreção gástrica e/ou dieta para a cavidade abdominal, peritonite e necessidade de cirurgia. Geralmente antes da alta, um manual de orientações é entregue ao paciente.

Dieta Pós-Cirurgia Bariátrica

Dieta Pós-Cirurgia Bariátrica

Entender as fases nutricionais do pós-operatório de uma cirurgia bariátrica e como garantir uma dieta equilibrada em cada momento dele contribui para os efeitos positivos desse procedimento cada vez mais acessível no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em 2016, foram realizadas mais de 100 mil cirurgias desse tipo no país. Outro aspecto importante nesse processo de emagrecimento após a cirurgia bariátrica é o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e demais profissionais da saúde. Além disso, é uma fase de mudanças no corpo e na rotina e o suporte da família e amigos também é necessário. Agora, entenda as fases do pós-operatório da cirurgia bariátrica, divididas em cinco dietas específicas, uma em cada etapa da recuperação.

Fase 1

Dieta Líquida Clara

O principal objetivo desta fase é a hidratação e readaptação do trato digestivo e absortivo após o processo cirúrgico, quando há grande sensibilidade. Considerada uma dieta de baixo valor calórico- em média, 500 kcal/dia -, a Dieta Líquida Clara possui pouquíssimos ou nenhum resíduo alimentar, de forma a preservar o repouso intestinal. Por este motivo, indica-se uma duração de 3 a 10 dias com base no consumo de sucos coados (evitando frutas ácidas), chás como camomila, cidreira e erva doce, água de coco e alguns caldos de legumes e carnes coados após o cozimento e sem gordura. Também é recomendado um volume entre 20 e 50ml em intervalos que variam de 10-30 minutos.

Fase 2

Dieta Líquida Completa ou Cremosa

Depois do período de readaptação do trato digestivo, é possível começar a introduzir alimentos mais cremosos da dieta, mas, ainda sim, líquidos. Desta forma, é possível garantir um consumo calórico um pouco maior sem comprometer o processo de emagrecimento e recuperação da cirurgia bariátrica. Na Dieta Líquida Completa, alimentos liquidificados e coados ainda são necessários e a suplementação proteica deve ser priorizada. Nesta etapa, começam a ser introduzidos leite, iogurtes e sopas batidas no liquidificador. Gelatinas também são permitidas. Esta dieta deve durar de cinco a dez dias, de acordo com recomendação médica ou nutricional.

Fase 3

Dieta Pastosa

É nesta fase que a mastigação volta à cena e alimentos mais pastosos começam a ser reintroduzidos. Os pacientes que estão no pós-operatório podem consumir purês, papa de arroz, polenta, legumes esmagados como abóbora, chuchu e beterraba, caldo de feijão, carnes magras desfiadas e ovo mole, mexido ou em forma de omelete. A Dieta Pastosa tem uma duração um pouco maior e recomenda-se o período de 20 a 30 dias. Nesta etapa, os alimentos ricos em proteínas devem ser priorizados (em média 75g/dia). Apesar de ser mais volumosa, ela ainda propicia certo repouso digestivo, devendo ser oferecida para ser mastigada com pouco esforço.

Fase 4

Dieta Branda

Na penúltima etapa do processo de readaptação, a Dieta Branda serve como uma preparação para a introdução de uma dieta normal. Aqui o processo de mastigação já está restabelecido, mas o cuidado com os alimentos ainda é necessário. Eles devem ser bem cozidos para facilitar a mastigação e, por isso, são recomendados arroz e legumes bem cozidos, sopas, carnes magras macias ou desfiadas e frutas sem casca ou bagaço. Recomenda-se também o período de 20 a 30 dias antes de o paciente partir para a dieta normal.

Fase 5

Dieta Normal ou Geral

Depois de todo o processo de repouso do trato digestivo e das fases de readaptação, incluindo o processo de mastigação, espera-se que o paciente esteja fisicamente preparado para reintroduzir em sua rotina uma dieta normal com todos os aportes calóricos necessários. Nesta fase, os alimentos ricos em proteínas continuam sendo prioridade na dieta e devem ser consumidos entre 100g e 200g por dia. Os alimentos sólidos já podem fazer parte da alimentação, mas, ainda com o cuidado de observar sua textura a fim de tornar o processo de mastigação eficaz até que a recuperação seja completa. Em todas essas fases é importante haver o acompanhamento médico e nutricional, garantindo mais qualidade de vida ao paciente, além de um processo de recuperação seguro e saudável.

Suplementação proteica no pós-operatório da cirurgia bariátrica

Fique atento a suplementação vitamínica que deve ser iniciada já no pós-operatório na segunda fase. Ele garante o aporte proteico e a quantidade de vitaminas e minerais ideais para garantir uma recuperação equilibrada e saudável, sem interferir no processo de readaptação do trato digestivo e absortivo.

Cuidados Pós-Operatórios

Cuidados Pós-Operatórios

Guiando Você no Pós-Operatório: Cuidados Essenciais e Considerações Importantes 🌟👩‍⚕️

Antes de qualquer procedimento cirúrgico, é crucial esclarecer todas as dúvidas com seu médico cirurgião. Compreender os cuidados necessários durante o pós-operatório e as precauções nos dias que sucedem a cirurgia é fundamental, especialmente quando a recuperação ocorre em casa. Aqui estão alguns pontos importantes para se atentar:

Cuidados Pré-Operatórios:
Antes mesmo da cirurgia, atente-se ao jejum de oito horas, evitando alimentos sólidos e líquidos, exceto medicamentos liberados pelo anestesiologista. No dia anterior, um banho é recomendado, mas evite depilação caseira na véspera. A depilação, se necessária, pode ser feita durante a cirurgia. Chegue ao hospital com antecedência, trazendo todos os exames relacionados à cirurgia. Evite cremes, maquiagens, esmaltes e objetos de valor durante a internação.

Recuperação em Casa:

  1. Curativo pós-operatório: Troque o curativo conforme orientação médica, preferencialmente após o banho. Fique atento a sinais de infecção, como mau cheiro e pus, e comunique seu cirurgião se necessário.
  2. Dieta pós-operatória: Inicie com alimentos líquidos no primeiro dia e evolua para uma dieta leve nos dias seguintes. Evite frituras, alimentos gordurosos e álcool. Acompanhamento nutricional pode ser necessário em cirurgias específicas.
  3. Repouso: Respeite o período de repouso recomendado pelo médico para evitar complicações. Consulte um fisioterapeuta para orientações sobre exercícios respiratórios e musculares.
  4. Alívio da dor: Siga a prescrição médica para analgésicos e comunique sintomas como febre, diarreia ou falta de ar.
  5. Acompanhamento médico: Não falte à consulta de retorno, geralmente marcada duas semanas a um mês após a cirurgia.

Avaliação de Retorno Ambulatorial:
Durante o pós-operatório, o suporte familiar é essencial. Tenha um cuidador, preferencialmente um técnico de enfermagem, para assistência nos cuidados diários. Lembre-se de seguir todas as orientações médicas e de usar corretamente os medicamentos prescritos. Não interrompa o tratamento antes do recomendado. Em caso de dúvidas ou preocupações finais, dialogue com seu médico para garantir uma recuperação eficaz. 💪🏥

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Hepatite Medicamentosa

Hepatite Medicamentosa

#KITCOVID

Hepatite Medicamentosa 
O que são? As hepatites tóxicas e medicamentosas consistem numa reação inflamatória do fígado, desencadeada pela ingestão de certos tóxicos ou de fármacos diversos.

Qual é a frequência? As hepatites tóxicas relacionam-se quase sempre com a exposição a produtos nocivos, como solventes e diluentes, muitas vezes relacionados com o trabalho do doente. Praticamente todos os fármacos podem provocar reacções hepáticas, dependendo quer do próprio medicamento, quer das características do indivíduo, pelo que as hepatites medicamentosas são frequentes.

Quais são as causas? Estas hepatites podem ser provocadas por dois mecanismos: toxicidade ou idiossincrasia. No primeiro caso, o produto ingerido lesa directamente as células hepáticas, pelo que qualquer indivíduo exposto contrai hepatite, de maior ou menos gravidade consoante a dose ingerida (é o caso de alguns solventes, como o tetracloreto de carbono e de medicamentos como o paracetamol, quando tomado em doses excessivas). Na idiossincrasia a lesão depende do próprio indivíduo, só acontecendo em pessoas susceptíveis e não depende da quantidade de medicamento tomada (é o caso da maioria das hepatites medicamentosas). Por vezes a idiossincrasia traduz-se por hipersensibilidade (reacção de tipo alérgico), podendo a hepatite acompanhar-se doutras manifestações, por exemplo cutâneas.

Como prevenir? Deve evitar-se a exposição a produtos tóxicos, designadamente em ambiente industrial, utilizando cuidados e protecções adequadas. Mas o mais importante é evitar tomar medicamentos desnecessariamente ou por automedicação. Neste caso incluem-se os produtos da “Medicina Natural”, que muitos consideram erradamente inócuos, mas que são cada vez mais frequentemente implicados em lesões hepáticas por vezes graves.

Como se manifesta? Podem ser assintomáticas, o que acontece na maioria dos casos. Havendo sintomas, são semelhantes aos das hepatites por vírus: mal estar, náuseas, vómitos, febre, icterícia.

Qual o percurso da doença? A maioria dos casos cura espontaneamente desde que se suspenda o medicamento ou tóxico envolvidos. A resolução pode demorar apenas alguns dias ou até várias semanas. Mais raramente e apenas com alguns produtos, pode haver evolução crónica, até mesmo para cirrose hepática. É importante saber que a re-exposição ao mesmo medicamento ou tóxico causará nova hepatite.

Como se diagnostica? Não há testes específicos para o diagnóstico que assenta na história clínica e no perfil tempo real da evolução da doença, surgindo após a exposição e desaparecendo com a suspensão do agente agressor. A biopsia hepática pode ser um auxiliar importante na diferenciação com outras causas de hepatite. Os sintomas são praticamente os mesmos em todos os tipos de outros tipos de hepatites:

 Mal-estar geral, 
 Cansaço, 
 Sintomas semelhantes à gripe, 
 Icterícia (cor amarelada nos olhos e/ou na pele), 
 Eliminação de urina escura (como chá preto), 
 Dor na região logo abaixo das costelas do lado direito do abdômen e náusea ou vômitos.

A icterícia (amarelão), porém, só aparece em 50% dos casos. Muitas vezes, a pessoa desenvolve a doença mas não fica sintomático (casos subclínicos).

Qual é o tratamento? O tratamento consiste na suspensão do medicamento ou no evitar do tóxico. Nalguns casos pode ser necessário recorrer a antídoto. Em todos os casos deve recorrer-se ao médico.

Qual o prognóstico? Geralmente curam, alguns casos (raros) são rapidamente fatais, outros (pouco freqüentes) evoluem para a cronicidade – CIRROSE HEPÁTICA.

HEPATITE MEDICAMENTOSA FULMINANTE

É uma complicação incomum, pode ocorrer tanto nas hepatite virais, alcóolicas e também em virtude da automedicação. Os pacientes apresentam geralmente icterícia progressiva, podendo até apresentar problemas no cérebro (encefalopatia hepática). O fígado sofre intensa necrose, que é irreversível. Em geral, a taxa de mortalidade é bem alta, em torno de 90 a 100% dos casos, a necessidade de TRANSPLANTE HEPÁTICO é absoluta.

O tratamento envolve a admissão ao hospital numa unidade de Terapia intensiva. Todos os medicamentos que podem contribuir para hepatotoxicidade devem ser descontinuados imediatamente. O tratamento clínico é primariamente de suporte. Pacientes que desenvolvem insuficiência hepática fulminante requerem tratamento de suporte intensivo e das complicações agudas, incluindo a encefalopatia, coagulopatia, distúrbios eletrolíticos e ácido-básicos, insuficiência renal, sepsis e edema cerebral.

A assistência médica especializada ocorrerá através de uma nutrição adequada, otimização dos balanços hídricos do paciente, ventilação mecânica e monitorização da pressão intracraniana (nos casos de encefalopatia severa), remover a causa subjacente (tal como as intoxicações por drogas exógenas e/ou envenenamento pelo paracetamol ou outras medicações. A diálise pode ser necessária nos casos de falência renal ou intoxicações por drogas. As taxas de mortalidade são altas, geralmente em torno de 80%, sem o transplante.

Atualmente a combinação da sustentabilidade na unidade de terapia intensiva multidisciplinar associado ao transplante hepático vem melhorando cada vez mais a sobrevida pós-operatória (acima de 65%). Sendo utilizados diferentes escores de gravidade para avaliar o dano da função hepática são utilizados para preconizar ou não o transplante. Estes incluem critérios do Hospital King”s College,a mensuração do MELD (modelo de doença hepática terminal), o APACHE II e os critérios de Clichy.

#HepatiteMedicamentosa #KITCovid #Coronavírus

Transplante Hepático

Transplante Hepático

  • O que é o fígado e qual a sua função?

fígado é considerado o segundo maior órgão do corpo humano, constituído por milhões de células, chamadas de hepatócitos, responsáveis por produzir substâncias importantes para o equilíbrio do organismo. Suas principais funções são: armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas, síntese da maioria das proteínas do plasma, processamento de drogas e hormônios, destruição das células sanguíneas desgastadas e bactérias, emulsificação da gordura durante o processo de digestão através da secreção da bile, entre outras.

O órgão está localizado ao lado direito do abdômen e, apesar de ter uma ótima capacidade de recuperação, algumas doenças podem provocar insuficiência hepática, levando o paciente ao óbito. Nestes casos, pode ser necessária a indicação médica para um  transplante de fígado.


  • Quando se iniciou o processo de transplante?

Em 1963, foi realizado o primeiro transplante de fígado nos Estados Unidos. Na cidade de Denver, o doutor Thomas Starzl realizou a operação numa criança de três anos, que morreu durante o procedimento cirúrgico. Ainda no mesmo ano, este médico realizou outros dois transplantes de fígado, mas os pacientes acabaram vivendo pouco tempo. Em 1967, o doutor Thomas Starzl repetiu o mesmo tipo de cirurgia de transplante de fígado, e conseguiu que o paciente sobrevivesse por um período mais longo. No entanto, o receptor morreu por conta das metástases de um câncer anterior ao transplante.


  • Quando o transplante de fígado deve ser indicado?

A principal causa é a cirrose hepática, caracterizada pelo dano irreversível das células hepáticas. Esta doença ocorre quando a anatomia normal do fígado é substituída por tecido de cicatrização, o que deteriora a função hepática. Hepatites B e C, hepatite autoimune, álcool, cirrose biliar primária, colangite esclerosante e cirrose biliar secundária são algumas das condições que podem causar a cirrose hepática no ser humano e, consequentemente, levar à um transplante do órgão.


  • Qual é o perfil do melhor doador cadáver?

O doador ideal costuma ser um jovem sadio, que foi atendido imediatamente depois do ocorrido, e que ainda não teve a deterioração de órgãos vitais, como fígado, rins e coração. Já o doador não ideal é aquele mais idoso, que teve um tempo mais prolongado de permanência na UTI, indicando a necessidade do uso de substâncias vasoativas para mantê-lo hemodinamicamente estável. Neste caso, a recuperação do órgão doado pode ser de maior risco ao paciente, além de ser mais lenta.


  • Como é o transplante de fígado com doador cadáver?

Primeiramente, é necessário que a família do doador autorize a utilização do órgão. E esta é uma atitude muito importante, porque a fila de transplante é grande. Um exemplo disso é que, quase a metade dos pacientes que precisam de um transplante de fígado no Estado de São Paulo, acabam falecendo antes de conseguir um doador. Na verdade, o ideal é que as pessoas, ainda em vida, manifestem às suas famílias a vontade de doar os órgãos após falecimento. Esse é um ato muito importante, e que pode ajudar a salvar muitas vidas. Após essa etapa, uma equipe especializada retira o fígado inteiro, e preserva em soluções especiais, e em baixa temperatura, para ser transportado para o hospital onde haverá o transplante.

A cirurgia do receptor envolve três principais etapas: 

1. Fase da Hepatectomia total – momento em que é realizada a cirurgia para retirada do fígado doente do paciente. Esta fase está relacionada com um risco maior de sangramentos;

2. Fase anepática – período após a hepatectomia em que o paciente fica sem o fígado, que na realidade, demanda atenção, pois o fígado é um órgão vital;

3. Fase de Implante do fígado doado –  envolve suturas nas principais vias sanguíneas que passam pelo fígado (veia cava, veia porta e artéria hepática) e o restabelecimento do fluxo da bile, que é produzida no fígado e lançada no duodeno (parte do intestino). Esse procedimento é bastante complexo e dura, em média, de seis a oito horas. Antes do implante do órgão, uma importante etapa é a de preparo do órgão, chamada back-table, com o objetivo de realizar o preparo, e adequar o calibre e o tamanho do órgão e dos vasos. 


  • Como é a recuperação pós-operatório?

A cirurgia dependerá das condições do paciente transplantado, e também da qualidade do órgão doado. Na verdade, se o receptor estiver em situações favoráveis, pode suportar melhor a operação. Se o fígado é advindo de um doador ideal, a recuperação, consequentemente, é mais rápida. Entretanto, se o órgão for de um doador considerado não ideal, ou até mesmo o receptor já havia sido operado anteriormente, ou sua doença estava em estágio mais avançado, a recuperação pode ser mais complicada e demorada. Após a cirurgia de transplante de fígado, é possível que o paciente fique de um a dois dias em uma unidade de terapia intensiva, caso não haja alguma complicação, e depois já pode começar a se alimentar. Em geral, o tempo de internação pode variar de uma a duas semanas, podendo se estender dependendo de cada caso. Além do cuidado com o transplante, o tratamento do paciente deve ser voltado para a doença que ocasionou a lesão do órgão. Isso porque, em parte dos portadores de cirrose, a doença pode evoluir para câncer de fígado enquanto aguarda a cirurgia. Esse desenvolvimento precisa de mais cuidados, e aumenta o risco depois da operação. Quando o caso é de hepatites B ou C, é preciso tomar as medidas necessárias também, para que o problema não retorne, principalmente da hepatite C, algo que é mundialmente conhecido.


  • Há riscos para o receptor?

Como qualquer procedimento, o transplante de fígado está contemplado com riscos. Primeiramente, o receptor tem riscos relacionados à cirurgia propriamente dita, como sangramento e problemas na via biliar, ou relacionados com o grau de sua doença de base, ou seja, quanto mais grave, mais riscos existem para o paciente. A ideia é oferecer o tratamento ideal no melhor momento do paciente. Após o período inicial, os outro problemas estão relacionados com a piora da função renal, como infecção, problemas biliares e a rejeição do fígado, que ocorre quando o nível terapêutico da medicação não está adequado. No entanto, há sempre a possibilidade do fígado, assim como qualquer órgão, não funcionar após a operação. Quando essa situação acontece, o paciente volta para a lista de espera, e é priorizado para receber um novo órgão urgentemente.


  • Como funciona o processo de doação de fígado?

O paciente que necessita da doação de transplante de fígado, é inscrito em uma lista única de espera da Secretaria de Estado da Saúde, no caso, do Estado do Maranhão, de acordo com a compatibilidade sanguínea. O critério é baseado na gravidade da doença, chamado de MELD (Model for End-Stage Liver Disease). O índice corresponde a um valor que varia de 6 a 40, mostrando a urgência do caso de cada paciente. Semelhante ao MELD, crianças e adolescentes com menos de 18 anos, são listados respeitando o sistema PELD (Pediatric End-Stage Liver Disease). Em casos urgentes, como hepatite fulminante, retransplante, e trombose da artéria hepática, existe prioridade na lista de espera do transplante de fígado. 

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Tratamento Cirúrgico do CÂNCER GÁSTRICO

Tratamento Cirúrgico do CÂNCER GÁSTRICO

O Câncer Gástrico apresenta uma incidência variável, de acordo com a região geográfica, na dependência dos hábitos sociais e alimentares da população. É freqüente no Brasil, sendo a segunda causa do câncer no sexo masculino e o quarto entre o sexo feminino. No Maranhão, é o primeiro tumor maligno do trato gastrointestinal em freqüência no sexo masculino.

FATORES DE RISCO

Fumo, alimentos preservados no sal, defumados e condimentos, histórico de gastrectomia por úlcera, história familiar e presença de pólipos gástricos do tipo adenomas. Também devem ser considerados os alimentos contaminados com fungos que produzem aflatoxinas (substâncias cancerogênicas). Dentre os fatores protetores, destacamos os vegetais e as frutas frescas.

TRATAMENTO

O início do câncer costuma ser silencioso, podendo ocorrer dor epigástrica (dor na boca do estômago), relacionada ou não com a alimentação. Com a evolução, aparecem anorexia e emagrecimento (falta de apetite). A disfagia (dificuldade de engolir) e vômitos aparecem, em geral, em lesões na junção esofagogástrica ou Antro. O quadro clínico sugestivo e a Endoscopia Digestiva Alta com biópsia gástrica definem o diagnóstico. Após o estabelecimento do diagnóstico, deve-se efetuar o estadiamento pré-operatório (análise da extensão da doença e avaliação de lesões à distância). O estadiamento clínico permite a escolha da melhor conduta terapêutica.

O tratamento é CIRÚRGICO e consiste na retirada parcial ou total do estômago associado a linfadenectomia regional. A Cirurgia pode ser realizada por via convencional ou através de técnica minimamente invasiva (videolaparoscopia ou robótica). A Quimioterapia somente deve ser usada em casos de exceção.

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Consulta Médica 2.0

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👩‍⚕️🤝 Preparando-se para uma Consulta Médica: 8 Dicas Importantes!

Ir ao médico não é uma tarefa corriqueira. Muitas pessoas, infelizmente, não se programam ao agendar uma consulta médica e, por isso, muitas vezes ela não rende ou não é satisfatória. É preciso evitar esse tipo de situação, justamente para garantir um bom diagnóstico e começar o tratamento adequado. Mas como conseguir isso? Com algumas mudanças de atitudes, é possível facilitar a vida do paciente e otimizar o resultado da avaliação médica. Levar os exames anteriormente realizados, convidar um acompanhante e relatar tudo ao médico são alguns exemplos disso. Mas não para por aí. Quer saber mais? Acompanhe este texto e conheça 8 dicas de como se organizar antes de ir a uma consulta médica! 🌐💡

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  1. Leve os exames já realizados 📋
    Muitas doenças são diagnosticadas não por conta dos sintomas atuais. Há situações em que o histórico de saúde evidencia o comportamento de determinada doença. Levar exames já realizados ajuda o médico a se nutrir de informações passadas e evita exames desnecessários.
  2. Faça uma lista dos medicamentos que você faz uso 💊
    Detalhar a relação de remédios que você faz uso é fundamental. Isso auxilia o médico a identificar possíveis erros, a suspender ou adicionar novos medicamentos. Também tenha anotado a dosagem de cada um deles. Faça uma lista com essas informações e apresente ao seu médico.

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  1. Informe ao médico o histórico de doenças da família 🧬
    Muitas doenças são hereditárias, e o histórico familiar é essencial. Informe sobre as doenças que acometeram a sua família, verificando o quadro de saúde de cada um dos familiares.
  2. Leve os seus diagnósticos anteriores 📊
    Informe ao médico sobre diagnósticos anteriores e especialidades que já consultou. Relate sintomas que você teve nos últimos anos, contribuindo para um diagnóstico mais preciso.
  3. Vá à consulta médica com roupas confortáveis 👗
    Roupas inadequadas podem alterar procedimentos como a aferição de pressão. Vista-se confortavelmente para facilitar exames clínicos e garantir resultados precisos.
  4. Convide alguém para ir com você à consulta médica 🤝
    Levar um acompanhante pode ajudar a reduzir a ansiedade. Evite ter mais de um acompanhante para não atrapalhar a consulta. Importante para pacientes idosos e menores de idade.
  5. Não esconda nada de seu médico 🤐
    Relate todos os sintomas, mesmo os aparentemente menores. Esconder informações pode dificultar o diagnóstico.
  6. Não agende a consulta em cima da hora 🕒
    Agende a consulta com antecedência para evitar estresse e atrasos. Chegue pelo menos 10 minutos antes do horário marcado.

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Lembre-se: A informação aqui fornecida é para orientação geral. Sempre consulte seu médico para aconselhamento específico sobre sua situação.

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Reembolso da Consulta Médica

Reembolso da Consulta Médica

Quantas vezes você quis se consultar com um determinado médico indicado por um amigo ou que você ficou conhecendo através da internet, porém, quando ligou para marcar a consulta verificou que o mesmo não atendia seu convênio? Pois saiba que você não precisa abrir mão de se consultar com o médico que você escolheu. Vários convênios / planos de saúde permitem ao usuário realizar consultas com médicos “fora” do plano de saúde, através do reembolso de consulta médica.

É muito simples, o paciente escolhe livremente o médico que deseja consultar e se o MÉDICO ESPECIALISTA escolhido não atender pelo seu convênio, é possível solicitar o reembolso de consulta médica da seguinte forma:

Como solicitar o reembolso de consulta médica

  1. Após a consulta, o paciente pagará ao médico o valor pela mesma.
  2. O paciente receberá imediatamente o recibo (nota fiscal) que comprova o pagamento da consulta.
  3. O paciente enviará ao convênio o recibo da consulta.
  4. Em até no máximo 30 dias após o convênio receber o comprovante de pagamento da consulta o paciente receberá o depósito em conta do valor referente ao pagamento da consulta.

É importante dizer que cada convênio tem um valor máximo de reembolso e, algumas vezes, o valor da consulta é superior a esse valor. Nesses casos o paciente recebe o valor máximo estipulado pelo convênio. Esse valor máximo do reembolso de consulta médica varia de convênio para convênio. Por isso, a melhor forma de saber se seu plano de saúde reembolsa consultas particulares e qual o valor máximo reembolsado, é ligando para a central de atendimento do seu convênio. De acordo com a ANS, não é obrigação do convênio médico anexar a tabela de valores do reembolso no contrato. Porém, o convênio é obrigado a informar ao paciente o valor máximo reembolsado por consulta de maneira clara e objetiva. E por fim, é importante dizer que no INSTITUTO PROGASTRO apesar de realizarmos as consultas médicas especializadas de forma particular (reembolso), podemos realizar, nos casos indicados, a cirurgia (tratamento cirúrgico) pelo seu convênio. Por isso, sempre escute uma segunda opinião especializada, pois o mais importante é que você sempre consulte e realize seu tratamento com médicos de sua escolha e confiança!

Agende sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA!

No INSTITUTO PROGASTRO contamos com profissionais treinados para auxiliar o paciente quanto ao processo de reembolso. Então, se você deseja realizar sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA, fale conosco através do link abaixo.

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Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura. Saiba quais os fatores de risco e os principais sinais e sintomas para ficar atento.

COMO O CÂNCER DE CÓLON E RETO SE DESENVOLVE

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o cólon e o reto são formados por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando acontece alguma alteração, pode ser produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. O câncer pode crescer, comprimindo e invadindo órgãos sadios à sua volta. Além disso, as células cancerosas podem se desprender e se espalhar por meio da corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos. Quando isso acontece, o câncer migra para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. 

Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de cólon e de reto, mas alguns fatores de risco influenciam o desenvolvimento, tais como: 

Má alimentação – há evidências de que o câncer de cólon e de reto está associado a dietas gordurosas, hipercalóricas, pobres em fibras e com excesso de carne vermelha e/ou processada.

Constipação intestinal – o contato das fezes com as paredes do cólon e do reto por períodos prolongados aumenta as chances de desenvolver a doença. 

Pólipos – são um tipo de crescimento anormal de tecido nas paredes colorretais, como se fossem verrugas. Costumam aparecer após os 50 anos de idade e, apesar de benignos, deveriam ser retirados por precaução, pois um grande número de tumores se desenvolve a partir desses pólipos. Pessoas com essa condição devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Histórico familiar – apesar da maioria dos casos de câncer colorretal ocorrer sem histórico familiar, 30% das pessoas que desenvolvem têm outros familiares que foram acometidos pela doença. Pessoas com histórico de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau têm risco aumentado. 

Doenças inflamatórias – pessoas com doença de Crohn e colite ulcerativa, por causa da inflamação nas paredes colorretais, têm mais risco de desenvolver o câncer. Deve ser feito acompanhamento regular com o médico.

Doenças hereditárias – correspondem a apenas 5% dos casos de câncer colorretal. São pessoas que herdaram mutações genéticas que causam a doença. As mais comuns são: síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar. Outras, mais raras, são: síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Pessoas com alguma dessas condições devem fazer acompanhamento regular com o médico.

SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER DE CÓLON E RETO

No estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sinais e sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. Mas é muito importante ficar atento a alguns sinais:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes; 
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Evacuações dolorosas;
  • Afinamento das fezes;
  • Constante flatulência (gases);
  • Desconforto gástrico;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Cansaço constante.

Importante: a presença de um ou mais destes sinais e sintomas não significa que você está com câncer. Eles podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colón. Procure o Gastroenterologista para ele identificar a causa e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE CÓLON E RETO 

Para determinar a razão dos sinais e sintomas, o médico vai avaliar tudo o que você disser que está sentindo, seu histórico e fará o exame clínico, incluindo o toque retal. Outros exames são necessários para detectar o câncer colorretal:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu.

Colonoscopia – para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular.

Radiografia – é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

TRATAMENTOS PARA O CÂNCER DE CÓLON E RETO

Se o diagnóstico for positivo, o tratamento será decidido de acordo com a extensão da doença, idade da pessoa, histórico e estado de saúde. Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. O médico poderá indicar um único método ou a combinação deles.

Cirurgia para câncer de cólon e reto – o tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino. Esse procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia, são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar se têm células cancerosas. Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial na abertura do abdome para coletar as fezes (colostomia).

  • A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo cólon e o reto até que eles se recuperem;
  • A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. 
Câncer de Cólon: Tratamento Cirúrgico Vídeolaparoscópico

Radioterapia – costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. É indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente por localizar-se muito perto do ânus. Combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para diminuir a volta da doença. 

Quimioterapia – não costuma ser muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados.

Imunoterapia – o sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

Fonte: Medicina Pfizer