Colecistectomia Videolaparoscópica

Colecistectomia Videolaparoscópica

A colecistectomia videolaparoscópica é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo realizado para remover a vesícula biliar, geralmente devido a pedras na vesícula ou outras doenças da vesícula biliar. Se você está se preparando para uma colecistectomia videolaparoscópica, aqui estão algumas orientações que podem ajudá-lo a se preparar e se recuperar com sucesso:

  1. Consulta pré-operatória: Antes da cirurgia, você deve se encontrar com seu cirurgião para discutir quaisquer questões específicas que você possa ter, o processo de recuperação, e quaisquer outras perguntas que possa ter. Certifique-se de informar seu cirurgião sobre quaisquer medicamentos que esteja tomando, bem como quaisquer condições de saúde subjacentes que possa ter.
  2. Preparação antes da cirurgia: O cirurgião geralmente dará instruções específicas sobre o que fazer antes da cirurgia. Isso pode incluir restrições alimentares ou de líquidos nas horas que antecedem a cirurgia. Certifique-se de seguir essas instruções com cuidado, pois elas são importantes para garantir que a cirurgia seja segura e eficaz.
  3. Anestesia: A colecistectomia videolaparoscópica geralmente é realizada sob anestesia geral, o que significa que você estará dormindo durante a cirurgia. Certifique-se de discutir quaisquer preocupações que possa ter sobre a anestesia com o seu médico.
  4. Pós-operatório: Após a cirurgia, você será levado para uma sala de recuperação, onde será monitorado por uma equipe médica. Você pode precisar ficar no hospital por algumas horas ou durante a noite para observação. Certifique-se de seguir as instruções do seu cirurgião sobre como cuidar da incisão cirúrgica, quais medicamentos tomar e quais atividades são seguras após a cirurgia.
  5. Recuperação: A recuperação da colecistectomia videolaparoscópica geralmente é rápida, e a maioria dos pacientes pode retornar às suas atividades normais em algumas semanas. Certifique-se de discutir quaisquer restrições ou precauções específicas com o seu cirurgião.
  6. Acompanhamento: Após a cirurgia, você precisará fazer um acompanhamento com o seu cirurgião para monitorar a recuperação e garantir que não haja complicações.

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Embora a colecistectomia videolaparoscópica seja geralmente um procedimento seguro e eficaz, é importante seguir todas as orientações e instruções do seu cirurgião para garantir uma recuperação suave e rápida. Se tiver alguma dúvida ou preocupação, não hesite em entrar em contato com o seu CIRURGIÃO DO APARELHO DIGESTIVO.

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Saúde Digestiva e Qualidade de Vida

 

A saúde digestiva é crucial para o bem-estar geral do corpo. Os problemas digestivos, como azia, refluxo ácido, constipação e diarreia, podem afetar a qualidade de vida e até mesmo levar a complicações médicas mais graves.

Para manter uma boa saúde digestiva, é importante seguir uma dieta equilibrada e rica em fibras, evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína, e manter uma rotina regular de exercícios físicos. Além disso, evitar fumar e gerenciar o estresse também pode ajudar a prevenir problemas digestivos.

Em caso de problemas digestivos, é importante consultar um médico para determinar a causa e receber o tratamento adequado. Isso pode incluir mudanças na dieta e no estilo de vida, medicamentos ou, em alguns casos mais graves, tratamento cirúrgico.

Além disso, existem também algumas práticas de cuidados com a saúde digestiva que podem ser adotadas para manter a saúde geral do sistema digestivo, como:

  • Consumir alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais, cereais integrais e legumes;
  • Beber água suficiente durante o dia;
  • Evitar alimentos gordurosos, fritos e processados;
  • Evitar o uso excessivo de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos;
  • Evitar fumar e ingerir álcool em excesso;
  • Manter uma rotina regular de exercícios físicos;
  • Gerenciar o estresse.

Em resumo, a saúde digestiva é importante para o bem-estar geral do corpo e pode ser mantida através de uma dieta equilibrada, prática regular de exercícios, e evitando hábitos prejudiciais, como fumar e consumo excessivo de álcool. Caso haja problemas digestivos, é importante procurar um GASTROENTEROLOGISTA para determinar a causa e receber o tratamento adequado.

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Cuide-se. O CÂNCER não ficou de quarentena.

Por conta da pandemia, muitas pessoas interromperam suas rotinas de tratamento do câncer, adiando consultas, exames e cirurgias. Os números apontam quedas drásticas dos diagnósticas de vários tipos de câncer, além de diminuição do número de cirurgias, por exemplo. Sabemos que isso não se deve à redução dos casos da doença e é exatamente esse o grande risco. Quanto mais se adia o enfrentamento do câncer, menores são as chances de cura. Por isso aderimos a campanha da SBCO que por vários canais de mídia, motiva a população a retomar seus cuidados de saúde relacionados ao câncer. É importante, é claro, atenção às orientações de prevenção da Covid-19, mas não se deve, por conta da pandemia, negligenciar uma doença altamente letal como o câncer.

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Qual a melhor técnica de Cirurgia Bariátrica: SLEEVE ou BYPASS?

Qual a melhor técnica de Cirurgia Bariátrica: SLEEVE ou BYPASS?

Optar por um ou outro procedimento só é possível após uma meticulosa avaliação transdisciplinar, que envolve o quadro clínico, psicológico, além de fatores específicos do paciente — como seu histórico, comorbidades associadas, perfil alimentar, hábitos sociais e rotinas… Sendo assim, não é possível eleger uma técnica melhor que a outra. Existe aquela que é mais indicada para cada caso, de modo pessoal e  individualizado.

Independentemente do procedimento bariátrico, tanto o Bypass Gástrico, como a Sleeve são técnicas cirúrgicas muito eficientes, desde que haja a aderência do paciente aos novos hábitos e ao programa de tratamento bariátrico disponibilizado pela equipe transdisciplinar que o acompanhará no pós-cirúrgico. Lembre-se que, toda cirurgia bariátrica só terá sucesso se for acompanhada de mudanças alimentares e comportamentais, associadas ao acompanhamento profissional. Esta é a chave do sucesso para resultados duradouros.

Para saber mais, você também pode encontrar informações importantes em nosso Guia Prático para quem precisa fazer uma cirurgia bariátrica, que pode ser baixado gratuitamente aqui Lá, você saberá detalhes sobre os procedimentos bariátricos e esclarecerá dúvidas sobre tratamentos eficazes contra a obesidade. A escolha da técnica bypass ou sleeve dependerá de uma análise individualizada da condição de saúde do paciente. Por isso, a melhor dica é conversar muito com o seu cirurgião. A partir dos exames pré-operatórios, será possível analisar as vantagens e desvantagens de cada procedimento. Por fim, você e o especialista irão traçar a melhor estratégia para o seu tratamento contra a obesidade. Conte com o Instuto Progastro nessa nova fase da Sua Vida!

Como Saber se é APENDICITE AGUDA

Como Saber se é APENDICITE AGUDA

A inflamação do apêndice, chamada apendicite, é um problema bastante comum que acomete cerca de 7% da população mundial. Por ser uma emergência médica, requer tratamento cirúrgico imediato. Por isso, é de extrema importância conhecer e aprender a identificar os sintomas. Neste sentido, preparamos este post para explicar tudo o que você precisa saber sobre o tema.

Dor abdominal ao toque

O apêndice é um órgão pouco enervado. Por isso, é comum que o paciente não saiba apontar o local exato da dor. Assim, nas primeiras 8 horas, há a sensação de que o problema está ao redor do umbigo ou na boca do estômago. Com o passar do tempo, essa dor irá migrar para o lado direito inferior do abdômen. Embora seja leve no início, esse incômodo tende a se tornar mais intenso, principalmente se o indivíduo tossir, espirrar ou apalpar a região. Quando a dor é insuportável há um forte indício de que o apêndice tenha se rompido, levando a uma irritação da membrana que reveste o abdômen, chamada peritônio. Contudo, existem casos em que esse desconforto abdominal não é o sintoma mais característico.

Enrijecimento e inchaço local

A inflamação do apêndice faz com que haja um acúmulo de líquidos que deixa a região inchada, ocasionando a contração involuntária da musculatura. Em consequência disso, o abdômen pode aumentar de tamanho e também ficar enrijecido ao toque.

Falta de apetite, náuseas e vômitos

Apesar de serem sintomas comuns a diversos problemas de saúde, a perda de apetite, as náuseas e vômitos são sinais relacionados à apendicite. Geralmente, surgem no início do quadro, com a dor abdominal. Posteriormente, quando a dor migra para região inferior direita do abdômen, o que pode levar 24 horas, a manutenção desses sintomas é um forte indicador de inflamação no apêndice.

Febre pode ser Apendicite

A febre causada pela apendicite não costuma ser alta, variando entre 37,5º C e 38º C. Na maioria dos casos, esse sinal não surge no início, mas apenas quando a inflamação evolui, podendo ou não ser acompanhada de calafrios. Se a febre ultrapassar os 38º C pode ser um forte indício de que houve um rompimento do apêndice e, consequentemente, o extravasamento de secreções e fezes para a cavidade abdominal, gerando um quadro grave de infecção e inflamação.

Constipação ou diarreia

A apendicite é um problema que afeta o funcionamento de todo o trato digestivo, promovendo alterações intestinais como a diarreia e a prisão de ventre, sendo esta última a mais comum, podendo ou não ser acompanhada de enrijecimento e inchaço abdominal.

Mal-estar generalizado pode ser apendicite

Outro sintoma característico da inflamação no apêndice é o mal-estar generalizado decorrente do processo inflamatório em curso, dos prejuízos das funções intestinais, da febre e da dificuldade em se alimentar. Com isso, o paciente sente-se fraco, apático e desanimado. No caso de crianças e bebês, o conjunto desses sintomas pode gerar irritabilidade, letargia e dificuldade para respirar em função da dor abdominal. Então, com a leitura deste texto, você conheceu os principais sintomas associados à apendicite. Portanto, na presença de dois ou mais deles, não perca tempo e procure uma emergência médica.

TESTE ON LINE DE SINTOMAS DE APENDICITE AGUDA

Quanto Custa a CIRURGIA BARIÁTRICA?

Quanto Custa a CIRURGIA BARIÁTRICA?

INSTITUTO PROGASTRO

Anualmente mais de 65 mil pessoas fazem a CIRURGIA BARIÁTRICA no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica. O que mostra que a CIRURGIA DIGESTIVA avançou muito, trazendo mais segurança ao procedimento e, principalmente, tornando-a mais acessível a população brasileira. Neste post, você descobrirá quanto custa (em média), uma cirurgia de redução de estômago e quais os diferentes sistemas (particular, convênios e SUS) poderá utilizar para fazer esse procedimento. Acompanhe!

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QUANTO CUSTA PARA REALIZAR A CIRURGIA BARIÁTRICA?

  • CIRURGIA PARTICULAR (PACIENTE SEM CONVÊNIO)

Apesar da PADRONIZAÇÃO TÉCNICA os custos totais da CIRURGIA BARIÁTRICA variam bastante em virtude das características clínicas individuais (IMC, gravidade das co-morbidades associadas, idade, necessidade de UTI no pós-operatório etc.), o tipo de procedimento cirúrgico (Bypass Gástrico, Gastrectomia Vertical ou Cirurgia Revisional) a ser realizado e o método cirúrgico que será empregado (Cirurgia Convencional, Laparoscópica ou Robótica). Portanto uma cirurgia bariátrica pode custar entre R$ 25 mil a R$ 50 mil, sendo 2∕3 desses valores relativos aos CUSTOS HOSPITALARES (Diárias Hospitalares, Grampeadores, Bisturis Ultrassônicos, Medicações etc.) e 1∕3 representam a remuneração da EQUIPE PROFISSIONAL (Cirurgiões & Anestesiologistas).

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  • CIRURGIA PELO PLANO DE SAÚDE

Em 1º de janeiro de 2012, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, incluiu a CIRURGIA BARIÁTRICA no rol obrigatório de cobertura dos planos de saúde. Por isso todas as operadoras de saúde devem obrigatoriamente realizar essa cirurgia. Geralmente o tempo de carência solicitada pelos planos de saúde para realização da cirurgia bariátrica é a mesma para doenças pré-existentes, ou seja, 24 meses. Portanto, não existem planos de saúde sem carência para realizar esse tipo de procedimento, o prazo mínimo é de 24 meses.

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  • SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O Sistema Único de Saúde faz a cirurgia de redução de estômago em vários hospitais públicos e credenciados, GRATUITAMENTE. Vale reforçar que o SUS realiza anualmente cerca de 20% do total de cirurgias bariátricas feitas no Brasil, demostrando assim a segurança de se submeter a esse tipo de tratamento pelo sistema público.

Se você tem dúvidas sobre a OBESIDADE & CIRURGIA BARIÁTRICA recomendamos que leia nosso MANUAL DE CIRURGIA SEGURA com as respostas das principais dúvidas relacionadas ao procedimento. BOA LEITURA!!!

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Hérnia Umbilical

Hérnia Umbilical

Definição

Este é um tipo comum de hérnia (10 a 30% das hérnias) e muitas vezes notado ao nascimento, como uma saliência no umbigo. É causado quando a abertura correspondente a passagem do cordão umbilical na parede abdominal, que normalmente fecha antes do nascimento, não fecha completamente. Defeitos pequenos (menos de meia polegada), em geral, fecham gradualmente até os 2 anos de idade. Hérnias maiores e aquelas que não fecham espontaneamente, em geral, requerem cirurgia na idade de 2-4 anos. Mesmo quando ocorre o fechamento correto desta área ao nascimento, a hérnia umbilical pode aparecer na idade adulta porque este ponto representa uma área de fraqueza da parede abdominal. Gravidez e obesidade são fatores de risco para este tipo de hérnia.

Sintomas

O paciente geralmente apresenta um aumento de volume no umbigo, associado ou não a dor e/ou desconforto. Os sintomas aparecem ou exacerbam quando o paciente faz atividade física e/ou aumento da pressão abdominal e tendem a melhorar com o repouso/decúbito.

Diagnóstico

Normalmente, apenas a história e exame clínico são suficientes. Entretanto, em alguns pacientes, principalmente com objetivo de avaliar o tamanho do defeito e a eventual presença de diástase do músculo reto abdominal, condição que pode interferir na decisão do tratamento, exames de imagem como ecografia e tomografia pode ser necessário.

Complicações

Hérnias umbilicais pequenas, menores que 1,5 cm geralmente não causam complicações. Entretanto, hérnias maiores (até 2 cm) podem causar estrangulamento do conteúdo herniário. E lembrando, o estrangulamento é uma emergência cirurgia, ou seja, requer a realização de uma cirurgia de forma imediata. Fique atento aos sinais e sintomas do estrangulamento: – aumento do tamanho da hérnia de forma aguda/repentina – hérnia/conteúdo não diminui de tamanho ou desaparece mesmo com repouso – dor intensa no local – pode evoluir com distensão do abdome, náuseas e vômitos.

Tratamento

Como para a maioria das hérnias, o tratamento é cirúrgico. Apesar da maioria dos cirurgiões realizar o reparo apenas por sutura simples, por considerar o problema simples, as taxas de recidivas são elevadas, pelo menos 5%. Este problema é ainda mais relevante em pacientes que apresentam diástase (afastamento) dos músculos reto-abdominais, o que causa um enfraquecimento ainda maior da parede abdominal, resultado em maior taxa de recidiva. Cada vez mais, mesmo para defeitos pequenos, mas principalmente para grandes defeitos (maiores que 2 cm), a utilização de telas é recomendada para diminuir a taxa de recidiva. E a Cirurgia laparoscópica? A cirurgia convencional (corte) é a mais frequentemente utilizada. As vantagens são: pode ser realizada sob anestesia local e sedação; os custos do procedimento são mais baixos. A cirurgia laparoscópica pode ser utilizada, as principais vantagens são: resultado estético (evita incisões na região anterior do abdome, cortes da laparoscopia são na lateral), possibilita a colocação de uma tela maior (reforçando toda a fraqueza da linha média do abdome), menos complicações de ferida operatória (principalmente infecção). Entretanto é mais difícil do ponto de vista técnico além de ser necessário anestesia geral.

Tratamento da ESTEATOSE HEPÁTICA

Tratamento da ESTEATOSE HEPÁTICA

Espectro da doença hepática gordurosa não-alcoólica (DHGNA)

DHGNA engloba um espectro de alterações no tecido hepático que vai desde simples deposição de gordura ao câncer. Mas para dizer que o insulto principal é pela gordura, é necessário excluir outras causas de lesão do fígado, tais como o consumo excessivo de álcool, as infecções (principalmente as hepatites virais) e a autoimunidade.

No espectro da DHGNA, temos:

  • Esteatose hepática simples – estágio inicial quando há apenas deposição de gordura nas células hepáticas. O fígado está gorduroso, mas não está com sinais de inflamação ou fibrose.
  • Estato-hepatite não-alcoólica, também conhecida por NASH (do inglês – Nonalcoholic Steatohepatitis) – há depósito de gordura (esteatose) em mais de 5% do tecido hepático associado a outros achados patológicos nos hepatócitos (células hepáticas), como a degeneração em balão (ou balonamento hepatocelular) e o infiltrado inflamatório.   
  • Cirrose – há fibrose intensa e difusa com desenvolvimento de nódulos de hepatócitos;
  • Hepatocarcinoma – crescimento desordenado das células hepáticas decorrente de mutações genéticas. A cirrose é um fator de risco para o hepatocarcionoma.

Hoje, nós sabemos que a gordura no fígado não é tão benigna assim. De poucas décadas para cá, descobrimos que a esteatose é um grande risco para a saúde: pode evoluir para cirrose, necessidade de transplante e até câncer hepático, além de ser um fator de risco para doença cardiovascular.

A DHGNA pode evoluir para cirrose e câncer

Didaticamente, fala-se que a DHGNA é a doença dos 25% – conforme esquematizado na figura 1 – pois dados estatísticos dos Estados Unidos (1) indicam que:

  • Cerca de 25% de todos os indivíduos adultos têm gordura no fígado (esteatose);
  • Dos pacientes com esteatose, 25% desenvolvem esteato-hepatite (NASH);
  • Dos pacientes que desenvolvem esteato-hepatite, 25% evoluem para cirrose;
  • Finalmente, dos pacientes com cirrose uma porcentagem desconhecida evolui para câncer hepático.

Cerca de 80% dos pacientes com estato-hepatite têm sobrepeso ou obesidade, 72% deles têm dislipidemia e 44% receberam o diagnóstico de diabetes tipo 2. Portanto “a gordura no fígado seria o correspondente hepático da síndrome metabólica“. Esse fenômeno pode ser explicado pela lipotoxicidade causada pelo “transbordamento da gordura” para esse órgão. Na América do Sul, estima-se que a doença gordurosa não-alcoólica do fígado afete 30% da população. Em vários países, ela já ganhou o primeiro lugar na indicação de transplantes de fígado em mulheres e espera-se que ultrapasse a cirrose hepática alcoólica em homens.

Como a doença hepática gordurosa é diagnosticada?

Médicos generalistas e nós, GASTROENTEROLOGISTAS, fazemos uma avaliação inicial do acometimento hepático como parte do rastreamento de complicações do sobrepeso e obesidade. Nos casos mais graves de gordura no fígado ou quando há alguma dúvida quanto diagnóstico e tratamento, o médico HEPATOLOGISTA deve ser incluído na avaliação e tratamento. Consideramos a história clínica, sinais e sintomas e solicitamos exames complementares.

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Tratamento da doença hepática gordurosa não-alcóolica

Ainda não existem tratamentos medicamentosos eficazes para eliminar o acúmulo de gordura no fígado e suas consequências. A vitamina E e a pioglitazona são medicações que mostraram benefício para pacientes com esteatose hepática em estudos desenhados primariamente para outras finalidades, mas ainda não existe uma recomendação universal para utilização desses compostos na DHGNA. Existe alguma evidência que a dieta mediterrânea seja benéfica para pacientes com DHGNA. Além disso, aconselha-se limitar o consumo de bebidas ricas em frutose e beber duas doses de café (cafeinado) por dia. O consumo de álcool deve ser cessado ou muito limitado (<1 dose para mulheres e < 2 doses para homens) para não danificar mais ainda o fígado.

Perder peso é necessário!

Mesmo após 30 anos da descrição desta entidade clínica, o tratamento mais eficaz para a esteato-hepatite não-alcoólica é a mudança de estilo de vida, leia-se dieta e atividade física com o objetivo de perda de peso. Para pacientes com sobrepeso ou obesidade, a restrição calórica mostrou ser a medida mais eficaz no tratamento da doença gordurosa hepática não-alcoólica. A atividade física diminui a quantidade de gordura no fígado independentemente da quantidade de peso perdida. O objetivo do tratamento é que a perda de peso seja, pelo menos, de 7 a 10% do peso original. Nessas porcentagens, já se verifica regressão parcial ou total do depósito de gordura nas células hepáticas. Perda de peso superior a 10% foi relacionada até a quadro de regressão da fibrose em estudos com biópsia hepática. Nos casos de falha do tratamento não medicamentoso para perda de peso, deve-se considerar o uso de medicações antiobesidade e ainda a indicação de cirurgia bariátrica. Por fim, não podemos esquecer que, na maioria das vezes, a DGHNA é uma comorbidade do sobrepeso e obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia. Em conjunto, essas doenças aumentam muito o risco de doença cardiovascular. Sempre devemos lembrar de associar o tratamento específico de todas as comorbidades já citadas através da mudança de estilo de vida e medicações quando devidamente indicadas.

Referências

DIEHL, A. M.; DAY, C. Cause, Pathogenesis, and Treatment of Nonalcoholic Steatohepatitis. N Engl J Med, 377, n. 21, p. 2063-2072, 11 2017.doi: 10.1056/NEJMra1503519

SHEKA, A. C.; ADEYI, O.; THOMPSON, J.; HAMEED, B. et al. Nonalcoholic Steatohepatitis: A Review. JAMA, 323, n. 12, p. 1175-1183, 03 2020. doi: 10.1001/jama.2020.2298

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CARNAVAL 2022, Vai lá e APROVEITA!!!

CARNAVAL 2022, Vai lá e APROVEITA!!!

O carnaval está batendo a porta para mais um ano de folia! E para estar com o pique elevado durante o período de festas, manter a energia e o corpo saudável é essencial! Por isso, veja aqui um guia completo com 10 dicas importantes :

1. Beba muita água! Procure ingerir 2 a 3 litros de água ao dia. Você também pode investir na água de coco e nos sucos de fruta naturais, como o de uva, por exemplo;

2. Bebidas alcóolicas: Para quem gosta de uma “cervejinha” no carnaval, é fundamental intercalar o consumo com a água. A bebida alcoólica desidrata o corpo, por isso é importante manter a ingestão de água em conjunto;

3. Coma frutas da estação: As frutas possuem vitaminas e minerais que auxiliam em diversas funções do organismo, dentre elas no processo de desintoxicação;

4. Coma vegetais verde-escuros: Alimentos como a couve, o brócolis, a rúcula, o agrião… estes vegetais atuam no processo de desintoxicação, auxiliando o funcionamento do fígado. Portanto, são boas pedidas na luta contra a ressaca;

5. Programe-se: Não fique longos períodos em jejum! O ideal é fazer três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e pequenos lanches nos intervalos. Estes pequenos lanches podem ser frutas frescas ou sucos de frutas, castanhas, biscoitos integrais e barra de cereal;

6. Coma alimentos que te forneçam energia: Assim você manterá o pique total no carnaval! Aposte nos cereais, barra de cereal, arroz e massa, mas dê preferência a versão integral destes alimentos;

7. Atente-se às condições de higiene dos locais que você se alimenta: Os alimentos devem estar conservados adequadamente e os manipuladores devem estar com aparência, uniforme e mãos limpos;

8. Cuidado especial ao consumo de frutos do mar e alimentos vendidos na praia: Por conta do calor, estes alimentos estragam facilmente e nem sempre estão mantidos em temperaturas corretas;

9. Evite os lanches naturais que contenham maionese ou molhos: Assim como os frutos do mar, a maionese e os molhos são muito perecíveis e estragam facilmente, ainda mais quando não estão mantidos sob temperatura correta. Você não quer ser pego por uma infecção intestinal e estragar sua folia, não é mesmo?

10. Evite alimentos muito gordurosos e as frituras: Por demorarem mais para serem digeridos e provocarem sono, podem estragar a sua festa! Prefira preparações assadas, grelhadas ou cozidas.

COMO SAIR DA RESSACA?

E você pode estar pensando: “e se eu abusar da bebida alcoólica?” Bem, quem abusar de bebida alcoólica durante o carnaval, como contornar a situação e curtir o resto da folia? Primeiro vamos lembrar que o melhor é evitar a ressaca com 2 cuidados importantes e simples: se hidratar e não ficar em jejum. Mas, se ainda assim você descuidou e ficou de ressaca, uma boa forma de ajudar na sua recuperação é tomar o soro caseiro. É fácil de preparar e é barato.

Receita de soro caseiro:

– 1 copo de água filtrada ou fervida;

– 1 colher de chá de sal;

– 3 colheres de chá de açúcar.

O ideal é tomar ao menos 1 litro. Além do soro caseiro é preciso se alimentar bem, com refeições leves, como saladas, legumes, carnes brancas/magras, grãos integrais e frutas, e nunca se esquecer da hidratação. A água é fundamental para o bom funcionamento do corpo como um todo e ajuda a eliminar mais rápido os metabólitos do álcool.

E Depois da folia?

Ao final das festas, o consumo do chá de boldo auxilia o trabalho do fígado, órgão encarregado da sensação de ressaca. Pode beber gelado com folhas de hortelã, ou com suco de limão. O limão é bem-vindo em todas as bebidas neste período: rico em vitamina C, que é um antioxidante e ajuda a combater os “males” causados pela folia. Outras fontes de vitamina C: laranja, acerola, kiwi, manga, tomate… Também é indicado comer castanha do Pará diariamente, por ser rica em selênio, outro ótimo antioxidante, protege o organismo dos excessos. Uma unidade já seria suficiente, pela alta concentração do mineral. Nos dias seguintes à festa, procure recuperar as horas de sono perdidas e retomar a sua alimentação habitual. Então, depois de todas essas dicas, espero que o seu carnaval esteja garantido em termos de disposição.

 Vai lá e aproveita!

Saiba Mais…

Obstrução Intestinal por ADERÊNCIAS

Obstrução Intestinal por ADERÊNCIAS

Compreendendo as Bridas Abdominais: Causas, Sintomas e Tratamentos 🩺📊

As bridas ou aderências, cordões fibrosos que se formam principalmente devido à manipulação durante procedimentos cirúrgicos, estão se tornando menos comuns devido às avançadas tecnologias e materiais cirúrgicos.

Além de operações, diversas situações podem levar ao surgimento de bridas:

  1. Inflamação abdominal: Após doenças inflamatórias intestinais ou infecções.
  2. Isquemia intestinal: Redução ou cessação do fluxo sanguíneo, resultando em infarto e necrose.
  3. Trauma: Resultante de acidentes.
  4. Presença de objetos estranhos: Como suturas.

Sintomas Comuns de Bridas:

  • Dores abdominais. 😣
  • Alterações no ritmo intestinal e flatulência. 🔄💨
  • Distensão abdominal. 🤰
  • Aumento dos ruídos intestinais. 🎵
  • Náusea e vômito. 🤢
  • Desconforto durante a intimidade. 🚫💑
  • Infertilidade e dificuldade em engravidar. 🤰❌
  • Obstrução intestinal, uma emergência médica. 🚨🩹

Diagnóstico:
Após avaliação clínica, exames de imagem como radiografia, tomografia ou ressonância magnética são solicitados. Entretanto, bridas nem sempre são visíveis nesses exames, exigindo uma abordagem cuidadosa.

Tratamento:
O manejo inclui internação hospitalar e acompanhamento pela equipe de cirurgia do aparelho digestivo. Pacientes com obstrução intestinal geralmente necessitam de reposição volêmica, ajuste dietético e descompressão com sonda nasogástrica. Antibióticos podem ser indicados, principalmente antes de cirurgias.

Cirurgia:
Em casos de obstrução persistente, a cirurgia é indicada para a lise das bridas. Pode ser realizada via aberta ou laparoscópica. O tratamento inicial é conservador, mas a cirurgia é considerada se houver diagnóstico confirmado. Compreender os sintomas e buscar atendimento imediato em casos de obstrução é crucial. O tratamento individualizado, seja conservador ou cirúrgico, é determinado pela equipe médica, visando a recuperação eficaz do paciente. 💼🌡️

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