Como podemos evitar a infecção pelo H. pylori?

Como podemos evitar a infecção pelo H. pylori?

O Helicobacter pylori é uma bactéria que pode causar infecção no estômago e está associada a várias doenças gastrointestinais, incluindo a gastrite e a úlcera. Algumas maneiras de evitar a infecção pelo Helicobacter pylori incluem:

  1. Lavar as mãos com frequência: a bactéria pode ser transmitida por meio do contato com fezes ou saliva contaminadas. Portanto, é importante lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições e após o uso do banheiro.
  2. Evitar o compartilhamento de utensílios e copos: a bactéria pode ser transmitida por meio do compartilhamento de objetos contaminados.
  3. Cozinhar os alimentos adequadamente: a bactéria pode ser encontrada em alimentos malcozidos, especialmente em frutos do mar e carnes.
  4. Evitar alimentos contaminados: alimentos que foram armazenados por um longo período ou que foram preparados em condições insalubres podem estar contaminados com a bactéria.
  5. Fazer exames regulares: é importante realizar exames regulares para detectar a presença da bactéria e tratar a infecção precocemente.

Lembrando que cada paciente pode ter necessidades diferentes, é recomendado que um #GASTROENTEROLOGISTA seja consultado para orientações personalizadas e adequadas.

A infecção pelo Helicobacter pylori é uma das principais causas de doenças gastrointestinais, podendo estar associada a diversas condições, incluindo:

  1. Gastrite: inflamação da mucosa gástrica.
  2. Úlcera péptica: lesão na mucosa do estômago ou duodeno.
  3. MALToma gástrico: um tipo de câncer que pode se desenvolver a partir de um tecido linfático que fica na mucosa do estômago.
  4. Dispepsia funcional: um distúrbio caracterizado por dor ou desconforto abdominal sem uma causa aparente.
  5. Refluxo gastroesofágico: quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, podendo causar sintomas como azia e regurgitação.
  6. Linfoma de células B do estômago: um tipo de câncer que afeta as células do sistema imunológico no estômago.

Lembrando que nem todos os indivíduos infectados pelo Helicobacter pylori desenvolvem essas doenças, e que cada paciente pode ter necessidades diferentes, é recomendado que um médico seja consultado para orientações personalizadas e adequadas. O tratamento do Helicobacter pylori é recomendado para pacientes que apresentam infecção pela bactéria e sintomas associados, ou para aqueles que possuem lesões gástricas, como úlceras ou inflamações. As principais indicações para o tratamento do Helicobacter pylori incluem:

  1. Úlcera péptica: O tratamento é indicado para pacientes com úlceras gástricas ou duodenais, para aliviar os sintomas e prevenir a recorrência da úlcera.
  2. Gastrite: O tratamento é indicado para pacientes com gastrite causada pelo Helicobacter pylori, para aliviar a inflamação e prevenir o desenvolvimento de úlceras.
  3. MALToma gástrico: O tratamento é indicado para pacientes com MALToma gástrico, um tipo de câncer que pode estar associado à infecção pelo Helicobacter pylori.
  4. Dispepsia funcional: O tratamento é indicado para pacientes com dispepsia funcional que não respondem a outras terapias.

O tratamento do Helicobacter pylori geralmente envolve o uso de antibióticos, em combinação com um inibidor de bomba de prótons (medicação que reduz a acidez estomacal), por um período de 7 a 14 dias. O número de vezes que um paciente pode realizar o tratamento do Helicobacter pylori varia de acordo com a gravidade da infecção e a resposta individual ao tratamento. Em geral, é recomendado que o tratamento seja realizado apenas quando há indicação clínica e que o paciente seja acompanhado por um médico para avaliar a eficácia do tratamento e possíveis recorrências da infecção. É importante lembrar que a prevenção da infecção pelo Helicobacter pylori é fundamental, pois uma vez que a infecção se instala, ela pode ser difícil de erradicar completamente e pode levar a complicações gastrointestinais mais graves. O tratamento deve ser orientado por um médico especialista, que irá avaliar cada caso e prescrever a terapia mais adequada para cada paciente.

Dieta para Gastrite: O Que Comer para Aliviar os Sintomas e Promover a Saúde Digestiva

Dieta para Gastrite: O Que Comer para Aliviar os Sintomas e Promover a Saúde Digestiva

A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago que pode causar desconforto, dor, náuseas e até complicações mais graves, como úlceras. No entanto, sabia que a alimentação pode ser uma poderosa aliada no alívio dos sintomas e na prevenção de crises? Neste artigo, você descobrirá como montar uma dieta adequada para gastrite, orientada por especialistas em gastroenterologia.

Entendendo a Gastrite e o Papel da Alimentação

A gastrite pode ter diversas causas, desde infecções por Helicobacter pylori até o uso prolongado de anti-inflamatórios ou estresse. Independentemente do fator desencadeante, o estômago inflamado requer cuidados especiais, e uma alimentação correta é essencial para promover a cicatrização e evitar irritações.

Uma dieta para gastrite deve priorizar alimentos que reduzam a acidez e protejam a mucosa gástrica, evitando aqueles que possam agravar os sintomas. Aqui está um guia prático para escolher os alimentos ideais:

Alimentos Indicados para Gastrite

  1. Frutas Não Ácidas
    Prefira frutas como banana, maçã (sem casca) e pera, que são de fácil digestão e não irritam o estômago.
  2. Legumes e Vegetais Cozidos
    Cenoura, abobrinha e batata são opções excelentes quando cozidas, pois ajudam a acalmar a mucosa gástrica.
  3. Proteínas Magras
    Carnes magras, como frango sem pele e peixe, são boas fontes de proteínas de fácil digestão. Ovos cozidos ou pochê também são recomendados.
  4. Cereais Integrais
    Arroz integral, aveia e pão integral são ricos em fibras e ajudam no funcionamento do sistema digestivo sem agredir o estômago.
  5. Líquidos Leves
    Água de coco, chás como camomila e erva-doce, além de água pura, são opções seguras para manter a hidratação sem causar irritação.

Alimentos que Devem Ser Evitados

Certos alimentos podem agravar os sintomas da gastrite e devem ser evitados, como:

  • Alimentos Ácidos: Limão, laranja e abacaxi.
  • Bebidas Gasosas e Cafeinadas: Refrigerantes, café e energéticos.
  • Frituras e Processados: Fast food, salgadinhos e embutidos são altamente irritantes.
  • Temperos Picantes: Pimenta, alho cru e curry podem aumentar a inflamação.

Dicas Práticas para o Dia a Dia

  • Fracionar as Refeições: Coma em pequenas quantidades a cada 3 horas para evitar sobrecarregar o estômago.
  • Evitar Bebidas Durante as Refeições: Beba líquidos entre as refeições, não durante.
  • Mastigar Bem os Alimentos: Isso facilita a digestão e reduz o esforço do estômago.

Quando Procurar Ajuda Médica?

Se você sofre de dores constantes, náuseas frequentes ou percebe que os sintomas não melhoram mesmo com a dieta adequada, é essencial procurar um especialista em gastroenterologia. A gastrite pode evoluir e requerer tratamentos clínicos ou medicamentos específicos.

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Cuide-se. O CÂNCER não ficou de quarentena.

Por conta da pandemia, muitas pessoas interromperam suas rotinas de tratamento do câncer, adiando consultas, exames e cirurgias. Os números apontam quedas drásticas dos diagnósticas de vários tipos de câncer, além de diminuição do número de cirurgias, por exemplo. Sabemos que isso não se deve à redução dos casos da doença e é exatamente esse o grande risco. Quanto mais se adia o enfrentamento do câncer, menores são as chances de cura. Por isso aderimos a campanha da SBCO que por vários canais de mídia, motiva a população a retomar seus cuidados de saúde relacionados ao câncer. É importante, é claro, atenção às orientações de prevenção da Covid-19, mas não se deve, por conta da pandemia, negligenciar uma doença altamente letal como o câncer.

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Qual a melhor técnica de Cirurgia Bariátrica: SLEEVE ou BYPASS?

Qual a melhor técnica de Cirurgia Bariátrica: SLEEVE ou BYPASS?

Optar por um ou outro procedimento só é possível após uma meticulosa avaliação transdisciplinar, que envolve o quadro clínico, psicológico, além de fatores específicos do paciente — como seu histórico, comorbidades associadas, perfil alimentar, hábitos sociais e rotinas… Sendo assim, não é possível eleger uma técnica melhor que a outra. Existe aquela que é mais indicada para cada caso, de modo pessoal e  individualizado.

Independentemente do procedimento bariátrico, tanto o Bypass Gástrico, como a Sleeve são técnicas cirúrgicas muito eficientes, desde que haja a aderência do paciente aos novos hábitos e ao programa de tratamento bariátrico disponibilizado pela equipe transdisciplinar que o acompanhará no pós-cirúrgico. Lembre-se que, toda cirurgia bariátrica só terá sucesso se for acompanhada de mudanças alimentares e comportamentais, associadas ao acompanhamento profissional. Esta é a chave do sucesso para resultados duradouros.

Para saber mais, você também pode encontrar informações importantes em nosso Guia Prático para quem precisa fazer uma cirurgia bariátrica, que pode ser baixado gratuitamente aqui Lá, você saberá detalhes sobre os procedimentos bariátricos e esclarecerá dúvidas sobre tratamentos eficazes contra a obesidade. A escolha da técnica bypass ou sleeve dependerá de uma análise individualizada da condição de saúde do paciente. Por isso, a melhor dica é conversar muito com o seu cirurgião. A partir dos exames pré-operatórios, será possível analisar as vantagens e desvantagens de cada procedimento. Por fim, você e o especialista irão traçar a melhor estratégia para o seu tratamento contra a obesidade. Conte com o Instuto Progastro nessa nova fase da Sua Vida!

Quanto Custa a CIRURGIA BARIÁTRICA?

Quanto Custa a CIRURGIA BARIÁTRICA?

INSTITUTO PROGASTRO

Anualmente mais de 65 mil pessoas fazem a CIRURGIA BARIÁTRICA no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica. O que mostra que a CIRURGIA DIGESTIVA avançou muito, trazendo mais segurança ao procedimento e, principalmente, tornando-a mais acessível a população brasileira. Neste post, você descobrirá quanto custa (em média), uma cirurgia de redução de estômago e quais os diferentes sistemas (particular, convênios e SUS) poderá utilizar para fazer esse procedimento. Acompanhe!

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QUANTO CUSTA PARA REALIZAR A CIRURGIA BARIÁTRICA?

  • CIRURGIA PARTICULAR (PACIENTE SEM CONVÊNIO)

Apesar da PADRONIZAÇÃO TÉCNICA os custos totais da CIRURGIA BARIÁTRICA variam bastante em virtude das características clínicas individuais (IMC, gravidade das co-morbidades associadas, idade, necessidade de UTI no pós-operatório etc.), o tipo de procedimento cirúrgico (Bypass Gástrico, Gastrectomia Vertical ou Cirurgia Revisional) a ser realizado e o método cirúrgico que será empregado (Cirurgia Convencional, Laparoscópica ou Robótica). Portanto uma cirurgia bariátrica pode custar entre R$ 25 mil a R$ 50 mil, sendo 2∕3 desses valores relativos aos CUSTOS HOSPITALARES (Diárias Hospitalares, Grampeadores, Bisturis Ultrassônicos, Medicações etc.) e 1∕3 representam a remuneração da EQUIPE PROFISSIONAL (Cirurgiões & Anestesiologistas).

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  • CIRURGIA PELO PLANO DE SAÚDE

Em 1º de janeiro de 2012, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, incluiu a CIRURGIA BARIÁTRICA no rol obrigatório de cobertura dos planos de saúde. Por isso todas as operadoras de saúde devem obrigatoriamente realizar essa cirurgia. Geralmente o tempo de carência solicitada pelos planos de saúde para realização da cirurgia bariátrica é a mesma para doenças pré-existentes, ou seja, 24 meses. Portanto, não existem planos de saúde sem carência para realizar esse tipo de procedimento, o prazo mínimo é de 24 meses.

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  • SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O Sistema Único de Saúde faz a cirurgia de redução de estômago em vários hospitais públicos e credenciados, GRATUITAMENTE. Vale reforçar que o SUS realiza anualmente cerca de 20% do total de cirurgias bariátricas feitas no Brasil, demostrando assim a segurança de se submeter a esse tipo de tratamento pelo sistema público.

Se você tem dúvidas sobre a OBESIDADE & CIRURGIA BARIÁTRICA recomendamos que leia nosso MANUAL DE CIRURGIA SEGURA com as respostas das principais dúvidas relacionadas ao procedimento. BOA LEITURA!!!

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Hérnia Umbilical

Hérnia Umbilical

Definição

Este é um tipo comum de hérnia (10 a 30% das hérnias) e muitas vezes notado ao nascimento, como uma saliência no umbigo. É causado quando a abertura correspondente a passagem do cordão umbilical na parede abdominal, que normalmente fecha antes do nascimento, não fecha completamente. Defeitos pequenos (menos de meia polegada), em geral, fecham gradualmente até os 2 anos de idade. Hérnias maiores e aquelas que não fecham espontaneamente, em geral, requerem cirurgia na idade de 2-4 anos. Mesmo quando ocorre o fechamento correto desta área ao nascimento, a hérnia umbilical pode aparecer na idade adulta porque este ponto representa uma área de fraqueza da parede abdominal. Gravidez e obesidade são fatores de risco para este tipo de hérnia.

Sintomas

O paciente geralmente apresenta um aumento de volume no umbigo, associado ou não a dor e/ou desconforto. Os sintomas aparecem ou exacerbam quando o paciente faz atividade física e/ou aumento da pressão abdominal e tendem a melhorar com o repouso/decúbito.

Diagnóstico

Normalmente, apenas a história e exame clínico são suficientes. Entretanto, em alguns pacientes, principalmente com objetivo de avaliar o tamanho do defeito e a eventual presença de diástase do músculo reto abdominal, condição que pode interferir na decisão do tratamento, exames de imagem como ecografia e tomografia pode ser necessário.

Complicações

Hérnias umbilicais pequenas, menores que 1,5 cm geralmente não causam complicações. Entretanto, hérnias maiores (até 2 cm) podem causar estrangulamento do conteúdo herniário. E lembrando, o estrangulamento é uma emergência cirurgia, ou seja, requer a realização de uma cirurgia de forma imediata. Fique atento aos sinais e sintomas do estrangulamento: – aumento do tamanho da hérnia de forma aguda/repentina – hérnia/conteúdo não diminui de tamanho ou desaparece mesmo com repouso – dor intensa no local – pode evoluir com distensão do abdome, náuseas e vômitos.

Tratamento

Como para a maioria das hérnias, o tratamento é cirúrgico. Apesar da maioria dos cirurgiões realizar o reparo apenas por sutura simples, por considerar o problema simples, as taxas de recidivas são elevadas, pelo menos 5%. Este problema é ainda mais relevante em pacientes que apresentam diástase (afastamento) dos músculos reto-abdominais, o que causa um enfraquecimento ainda maior da parede abdominal, resultado em maior taxa de recidiva. Cada vez mais, mesmo para defeitos pequenos, mas principalmente para grandes defeitos (maiores que 2 cm), a utilização de telas é recomendada para diminuir a taxa de recidiva. E a Cirurgia laparoscópica? A cirurgia convencional (corte) é a mais frequentemente utilizada. As vantagens são: pode ser realizada sob anestesia local e sedação; os custos do procedimento são mais baixos. A cirurgia laparoscópica pode ser utilizada, as principais vantagens são: resultado estético (evita incisões na região anterior do abdome, cortes da laparoscopia são na lateral), possibilita a colocação de uma tela maior (reforçando toda a fraqueza da linha média do abdome), menos complicações de ferida operatória (principalmente infecção). Entretanto é mais difícil do ponto de vista técnico além de ser necessário anestesia geral.

Tratamento da ESTEATOSE HEPÁTICA

Tratamento da ESTEATOSE HEPÁTICA

Espectro da doença hepática gordurosa não-alcoólica (DHGNA)

DHGNA engloba um espectro de alterações no tecido hepático que vai desde simples deposição de gordura ao câncer. Mas para dizer que o insulto principal é pela gordura, é necessário excluir outras causas de lesão do fígado, tais como o consumo excessivo de álcool, as infecções (principalmente as hepatites virais) e a autoimunidade.

No espectro da DHGNA, temos:

  • Esteatose hepática simples – estágio inicial quando há apenas deposição de gordura nas células hepáticas. O fígado está gorduroso, mas não está com sinais de inflamação ou fibrose.
  • Estato-hepatite não-alcoólica, também conhecida por NASH (do inglês – Nonalcoholic Steatohepatitis) – há depósito de gordura (esteatose) em mais de 5% do tecido hepático associado a outros achados patológicos nos hepatócitos (células hepáticas), como a degeneração em balão (ou balonamento hepatocelular) e o infiltrado inflamatório.   
  • Cirrose – há fibrose intensa e difusa com desenvolvimento de nódulos de hepatócitos;
  • Hepatocarcinoma – crescimento desordenado das células hepáticas decorrente de mutações genéticas. A cirrose é um fator de risco para o hepatocarcionoma.

Hoje, nós sabemos que a gordura no fígado não é tão benigna assim. De poucas décadas para cá, descobrimos que a esteatose é um grande risco para a saúde: pode evoluir para cirrose, necessidade de transplante e até câncer hepático, além de ser um fator de risco para doença cardiovascular.

A DHGNA pode evoluir para cirrose e câncer

Didaticamente, fala-se que a DHGNA é a doença dos 25% – conforme esquematizado na figura 1 – pois dados estatísticos dos Estados Unidos (1) indicam que:

  • Cerca de 25% de todos os indivíduos adultos têm gordura no fígado (esteatose);
  • Dos pacientes com esteatose, 25% desenvolvem esteato-hepatite (NASH);
  • Dos pacientes que desenvolvem esteato-hepatite, 25% evoluem para cirrose;
  • Finalmente, dos pacientes com cirrose uma porcentagem desconhecida evolui para câncer hepático.

Cerca de 80% dos pacientes com estato-hepatite têm sobrepeso ou obesidade, 72% deles têm dislipidemia e 44% receberam o diagnóstico de diabetes tipo 2. Portanto “a gordura no fígado seria o correspondente hepático da síndrome metabólica“. Esse fenômeno pode ser explicado pela lipotoxicidade causada pelo “transbordamento da gordura” para esse órgão. Na América do Sul, estima-se que a doença gordurosa não-alcoólica do fígado afete 30% da população. Em vários países, ela já ganhou o primeiro lugar na indicação de transplantes de fígado em mulheres e espera-se que ultrapasse a cirrose hepática alcoólica em homens.

Como a doença hepática gordurosa é diagnosticada?

Médicos generalistas e nós, GASTROENTEROLOGISTAS, fazemos uma avaliação inicial do acometimento hepático como parte do rastreamento de complicações do sobrepeso e obesidade. Nos casos mais graves de gordura no fígado ou quando há alguma dúvida quanto diagnóstico e tratamento, o médico HEPATOLOGISTA deve ser incluído na avaliação e tratamento. Consideramos a história clínica, sinais e sintomas e solicitamos exames complementares.

AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA ON-LINE

Tratamento da doença hepática gordurosa não-alcóolica

Ainda não existem tratamentos medicamentosos eficazes para eliminar o acúmulo de gordura no fígado e suas consequências. A vitamina E e a pioglitazona são medicações que mostraram benefício para pacientes com esteatose hepática em estudos desenhados primariamente para outras finalidades, mas ainda não existe uma recomendação universal para utilização desses compostos na DHGNA. Existe alguma evidência que a dieta mediterrânea seja benéfica para pacientes com DHGNA. Além disso, aconselha-se limitar o consumo de bebidas ricas em frutose e beber duas doses de café (cafeinado) por dia. O consumo de álcool deve ser cessado ou muito limitado (<1 dose para mulheres e < 2 doses para homens) para não danificar mais ainda o fígado.

Perder peso é necessário!

Mesmo após 30 anos da descrição desta entidade clínica, o tratamento mais eficaz para a esteato-hepatite não-alcoólica é a mudança de estilo de vida, leia-se dieta e atividade física com o objetivo de perda de peso. Para pacientes com sobrepeso ou obesidade, a restrição calórica mostrou ser a medida mais eficaz no tratamento da doença gordurosa hepática não-alcoólica. A atividade física diminui a quantidade de gordura no fígado independentemente da quantidade de peso perdida. O objetivo do tratamento é que a perda de peso seja, pelo menos, de 7 a 10% do peso original. Nessas porcentagens, já se verifica regressão parcial ou total do depósito de gordura nas células hepáticas. Perda de peso superior a 10% foi relacionada até a quadro de regressão da fibrose em estudos com biópsia hepática. Nos casos de falha do tratamento não medicamentoso para perda de peso, deve-se considerar o uso de medicações antiobesidade e ainda a indicação de cirurgia bariátrica. Por fim, não podemos esquecer que, na maioria das vezes, a DGHNA é uma comorbidade do sobrepeso e obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia. Em conjunto, essas doenças aumentam muito o risco de doença cardiovascular. Sempre devemos lembrar de associar o tratamento específico de todas as comorbidades já citadas através da mudança de estilo de vida e medicações quando devidamente indicadas.

Referências

DIEHL, A. M.; DAY, C. Cause, Pathogenesis, and Treatment of Nonalcoholic Steatohepatitis. N Engl J Med, 377, n. 21, p. 2063-2072, 11 2017.doi: 10.1056/NEJMra1503519

SHEKA, A. C.; ADEYI, O.; THOMPSON, J.; HAMEED, B. et al. Nonalcoholic Steatohepatitis: A Review. JAMA, 323, n. 12, p. 1175-1183, 03 2020. doi: 10.1001/jama.2020.2298

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CARNAVAL 2022, Vai lá e APROVEITA!!!

CARNAVAL 2022, Vai lá e APROVEITA!!!

O carnaval está batendo a porta para mais um ano de folia! E para estar com o pique elevado durante o período de festas, manter a energia e o corpo saudável é essencial! Por isso, veja aqui um guia completo com 10 dicas importantes :

1. Beba muita água! Procure ingerir 2 a 3 litros de água ao dia. Você também pode investir na água de coco e nos sucos de fruta naturais, como o de uva, por exemplo;

2. Bebidas alcóolicas: Para quem gosta de uma “cervejinha” no carnaval, é fundamental intercalar o consumo com a água. A bebida alcoólica desidrata o corpo, por isso é importante manter a ingestão de água em conjunto;

3. Coma frutas da estação: As frutas possuem vitaminas e minerais que auxiliam em diversas funções do organismo, dentre elas no processo de desintoxicação;

4. Coma vegetais verde-escuros: Alimentos como a couve, o brócolis, a rúcula, o agrião… estes vegetais atuam no processo de desintoxicação, auxiliando o funcionamento do fígado. Portanto, são boas pedidas na luta contra a ressaca;

5. Programe-se: Não fique longos períodos em jejum! O ideal é fazer três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e pequenos lanches nos intervalos. Estes pequenos lanches podem ser frutas frescas ou sucos de frutas, castanhas, biscoitos integrais e barra de cereal;

6. Coma alimentos que te forneçam energia: Assim você manterá o pique total no carnaval! Aposte nos cereais, barra de cereal, arroz e massa, mas dê preferência a versão integral destes alimentos;

7. Atente-se às condições de higiene dos locais que você se alimenta: Os alimentos devem estar conservados adequadamente e os manipuladores devem estar com aparência, uniforme e mãos limpos;

8. Cuidado especial ao consumo de frutos do mar e alimentos vendidos na praia: Por conta do calor, estes alimentos estragam facilmente e nem sempre estão mantidos em temperaturas corretas;

9. Evite os lanches naturais que contenham maionese ou molhos: Assim como os frutos do mar, a maionese e os molhos são muito perecíveis e estragam facilmente, ainda mais quando não estão mantidos sob temperatura correta. Você não quer ser pego por uma infecção intestinal e estragar sua folia, não é mesmo?

10. Evite alimentos muito gordurosos e as frituras: Por demorarem mais para serem digeridos e provocarem sono, podem estragar a sua festa! Prefira preparações assadas, grelhadas ou cozidas.

COMO SAIR DA RESSACA?

E você pode estar pensando: “e se eu abusar da bebida alcoólica?” Bem, quem abusar de bebida alcoólica durante o carnaval, como contornar a situação e curtir o resto da folia? Primeiro vamos lembrar que o melhor é evitar a ressaca com 2 cuidados importantes e simples: se hidratar e não ficar em jejum. Mas, se ainda assim você descuidou e ficou de ressaca, uma boa forma de ajudar na sua recuperação é tomar o soro caseiro. É fácil de preparar e é barato.

Receita de soro caseiro:

– 1 copo de água filtrada ou fervida;

– 1 colher de chá de sal;

– 3 colheres de chá de açúcar.

O ideal é tomar ao menos 1 litro. Além do soro caseiro é preciso se alimentar bem, com refeições leves, como saladas, legumes, carnes brancas/magras, grãos integrais e frutas, e nunca se esquecer da hidratação. A água é fundamental para o bom funcionamento do corpo como um todo e ajuda a eliminar mais rápido os metabólitos do álcool.

E Depois da folia?

Ao final das festas, o consumo do chá de boldo auxilia o trabalho do fígado, órgão encarregado da sensação de ressaca. Pode beber gelado com folhas de hortelã, ou com suco de limão. O limão é bem-vindo em todas as bebidas neste período: rico em vitamina C, que é um antioxidante e ajuda a combater os “males” causados pela folia. Outras fontes de vitamina C: laranja, acerola, kiwi, manga, tomate… Também é indicado comer castanha do Pará diariamente, por ser rica em selênio, outro ótimo antioxidante, protege o organismo dos excessos. Uma unidade já seria suficiente, pela alta concentração do mineral. Nos dias seguintes à festa, procure recuperar as horas de sono perdidas e retomar a sua alimentação habitual. Então, depois de todas essas dicas, espero que o seu carnaval esteja garantido em termos de disposição.

 Vai lá e aproveita!

Saiba Mais…

Obstrução Intestinal por ADERÊNCIAS

Obstrução Intestinal por ADERÊNCIAS

Compreendendo as Bridas Abdominais: Causas, Sintomas e Tratamentos 🩺📊

As bridas ou aderências, cordões fibrosos que se formam principalmente devido à manipulação durante procedimentos cirúrgicos, estão se tornando menos comuns devido às avançadas tecnologias e materiais cirúrgicos.

Além de operações, diversas situações podem levar ao surgimento de bridas:

  1. Inflamação abdominal: Após doenças inflamatórias intestinais ou infecções.
  2. Isquemia intestinal: Redução ou cessação do fluxo sanguíneo, resultando em infarto e necrose.
  3. Trauma: Resultante de acidentes.
  4. Presença de objetos estranhos: Como suturas.

Sintomas Comuns de Bridas:

  • Dores abdominais. 😣
  • Alterações no ritmo intestinal e flatulência. 🔄💨
  • Distensão abdominal. 🤰
  • Aumento dos ruídos intestinais. 🎵
  • Náusea e vômito. 🤢
  • Desconforto durante a intimidade. 🚫💑
  • Infertilidade e dificuldade em engravidar. 🤰❌
  • Obstrução intestinal, uma emergência médica. 🚨🩹

Diagnóstico:
Após avaliação clínica, exames de imagem como radiografia, tomografia ou ressonância magnética são solicitados. Entretanto, bridas nem sempre são visíveis nesses exames, exigindo uma abordagem cuidadosa.

Tratamento:
O manejo inclui internação hospitalar e acompanhamento pela equipe de cirurgia do aparelho digestivo. Pacientes com obstrução intestinal geralmente necessitam de reposição volêmica, ajuste dietético e descompressão com sonda nasogástrica. Antibióticos podem ser indicados, principalmente antes de cirurgias.

Cirurgia:
Em casos de obstrução persistente, a cirurgia é indicada para a lise das bridas. Pode ser realizada via aberta ou laparoscópica. O tratamento inicial é conservador, mas a cirurgia é considerada se houver diagnóstico confirmado. Compreender os sintomas e buscar atendimento imediato em casos de obstrução é crucial. O tratamento individualizado, seja conservador ou cirúrgico, é determinado pela equipe médica, visando a recuperação eficaz do paciente. 💼🌡️

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Gastrostomia Percutânea Endoscópica

Gastrostomia Percutânea Endoscópica

O que é gastrostomia endoscópica ?

A gastrostomia endoscópica percutânea é um método empregado para fornecimento de dieta enteral por tubo colocado no estômago (gastrostomia) por endoscopia (via endoscópica) através da pele (implantação percutânea) para suporte nutricional adequado de pacientes que não conseguem fazer uso adequado de dieta oral por ingesta insuficiente ou por alterações anatômicas no trato gastrointestinal superior ou que necessitem fazer uso de dieta por sonda nasoenteral por tempo prolongado. As principais indicações da gastrostomia endoscópica são os distúrbios de deglutição secundários a doença de Alzheimer, acidente vascular cerebral, neoplasias de cabeça e pescoço e neoplasia de esôfago.

Qual o preparo para o procedimento ?

Deve-se interromper uso de inibidores de bomba protônica (IBP) por no mínimo 48 horas antes do exame e de aspirina (AAS) ou clopidogrel por 7 dias antes do procedimento. Caso o paciente necessite do uso contínuo dessas medicações ou adicionalmente faça uso de anticoagulantes, seu médico assistente deve orientar e autorizar a sua interrupção.  Para realização do procedimento é necessário que o estômago esteja vazio. O paciente deverá permanecer em jejum completo por no mínimo 8 horas. Se houver necessidade do uso de alguma medicação prescrita (por exemplo, anti-hipertensivos) antes do exame, ele deve tomá-la com pequenos goles de água. Uso de leite ou de anti-ácidos deve ser evitado. O uso de grande parte das medicações de uso crônico pode ser postergado para após o exame. Caso o paciente seja diabético, ele não deve fazer uso de insulina ou dos hipoglicemiantes orais no dia do exame. O controle dos níveis glicêmicos será realizado durante sua internação, a critério médico. Deve-se evitar uso de unhas pintadas, porque o esmalte prejudica a monitorização da oxigenação sangüínea durante o exame. Antes do exame, é necessário o preenchimento da ficha de admissão e do termo de consentimento informado pelo paciente ou pelo seu representante legal. O médico e/ou a enfermeira estarão disponíveis para explicar o procedimento e responder a todas as perguntas pertinentes ao exame. Por favor, informe a equipe médica a realização de outro exame de endoscopia, história prévia de alergias ou reações a qualquer medicação. Óculos e próteses dentárias devem ser removidos.

O que acontecerá durante o procedimento?

O procedimento será realizado sob sedação ou anestesia sob supervisão de um anestesista, para evitar dor e desconforto por parte do paciente.  Após o paciente relaxar e dormir, será introduzido aparelho de endoscopia digestiva alta pela boca para visualização e completa avaliação do esôfago, estômago e duodeno. Posteriormente, será realizada insuflação do estômago para determinar o local de colocação da gastrostomia (geralmente no lado esquerdo do abdômen). Neste local, após desinfecção e anestesia local, será realizado um pequeno corte na pele através do qual introduziremos o tubo de gastrostomia.  Após o termino do procedimento o paciente retornará ao seu leito de origem, podendo necessitar ficar 24 horas de observação hospitalar.

Quais os riscos do procedimento ?

A gastrostomia endoscópica percutânea inclui procedimento de endoscopia digestiva alta e gastrostomia percutânea por via endoscópcia. Os riscos do procedimento são inferiores àqueles observados com gastrostomia cirúrgica e envolvem os riscos associados ao exame endoscópico e aqueles relacionados à realização da gastrostomia. A endoscopia digestiva é um exame seguro. No entanto, como todo ato médico, ela não é isenta de riscos. A complicação mais freqüente é flebite (dor e inchaço no trajeto da veia puncionada) que pode acontecer em até 5% dos casos, a depender da medicação utilizada para sedação e rinite secundária a administração de oxigênio por cânula nasal. Complicações mais sérias são raras ocorrendo em menos de 0,2% dos casos, podendo estar relacionadas ao emprego de medicamentos sedativos ou ao próprio procedimento endoscópico. As principais complicações associadas à gastrostomia são: extravasamento de suco gástrico e/ou dieta pelo óstio da gastrostomia; inflamação do óstio da gastrostomia por irritação química (suco gástrico) e infecção do óstio com drenagem de secreção purulenta. A infecção de óstio ocorre em 7%-20% dos pacientes, podendo ser reduzida com uso de antibioticoprofilaxia. Na ausência de celulite em expansão ou de sinais sistêmicos de infecção (febre), a infecção do óstio é tratada com a intensificação dos cuidados locais com limpeza freqüente do óstio da gastrostomia com solução de clorexidina. Caso seja necessário, antibióticos por via oral ou intravenosa podem ser necessários. Perfuração de outras vísceras e sangramento podem ocorrer excepcionalmente, requerendo algumas vezes tratamento cirúrgico.

Gastrostomia Percutânea Endoscópica

O que devo fazer após o procedimento ?

O paciente deverá retornar para sua acomodação hospitalar após recuperação anestésica. O tubo de gastrostomia deverá estar fixado ao orifício de inserção do gastrostomia pelo dispositivo de retenção e à pele com esparadrapo ou micropore. O jejum deve ser mantido por 24 horas. Hidratação e aporte calórico serão fornecidos por soluções intravenosas. A equipe de enfermagem realizará curativos não oclusivos periodicamente. Caso haja extravasamento de suco gástrico, secreções ou acúmulo de resíduos no orifício da gastrostomia, comunique a equipe médica imediatamente. Após 24 horas de observação, será liberada dieta pelo tubo de alimentação e na ausência de intercorrências, alta hospitalar. As orientações sobre manuseio e cuidados com o tubo de gastrostomia e seus acessórios e sobre alimentação por gastrostomia serão prestadas pela equipe de Endoscopia e Nutrologia do Hospital onde foi realizado o procedimento. A tração acidental ou intencional da sonda por parte do paciente deve ser evitada, particularmente nas primeiras quatro semanas após a inserção do gastrostomia, pois pode levar ao extravasamento de secreção gástrica e/ou dieta para a cavidade abdominal, peritonite e necessidade de cirurgia. Geralmente antes da alta, um manual de orientações é entregue ao paciente.