Qualquer procedimento cirúrgico é delicado e deve envolver conhecimentos técnicos, éticos e humanísticos. O Cirurgião do Aparelho Digestivo possui pelo menos 10 (DEZ) anos de estudos obrigatórios (sendo 6 anos de Faculdade, 2 anos de Residência Médica em Cirurgia Geral e mais 2 anos de Residência em Cirurgia do Aparelho Digestivo regulamentado pelo MEC e Conselho Federal de Medicina).
O Cirurgião do Aparelho Digestivo possui habilitação para realizar os procedimentos cirúrgicos complexos em cirurgia abdominal por via convencional ou minimamente invasiva. Os pacientes com câncer do aparelho digestivo (estômago, esôfago, intestino delgado, intestino grosso, reto, ânus, pâncreas, fígado, vesícula e vias biliares) são geralmente tratados por este especialista, que também atua na sua prevenção.
Quando precisar realizar qualquer procedimento cirúrgico no Aparelho Digestório procure saber qual a formação do Médico responsável pelo ato cirúrgico. Certifique-se se ele possui a formação acadêmica adequada, se é membro titular de alguma entidade científica representativa, se possui atualização constante na área em atuação e em especial consulte a opinião dos pacientes já operados por este profissional.
PROCURE SEMPRE UM MÉDICO ESPECIALISTA E CONSULTE UMA SEGUNDA OPINIÃO.
Vamos ver se estamos acima do peso ideal? É Obesidade? Através do IMC (Índice de Massa Corpórea), podemos ver se estamos com aqueles quilinhos a mais e, conseqüentemente, com riscos à saúde…
COMO CALCULAR?
Divida seu peso em Kg pelo quadrado da sua altura em metros – IMC = Peso/h².
Seu peso está abaixo da faixa considerada normal. É possível que seu biotipo seja do tipo longilíneo e, nesse caso, seu percentual de gordura corporal pode estar normal. Em todo caso, procure um nutricionista para uma orientação mais específica.
IMC ENTRE 20 E 25:
Seu peso está dentro da faixa considerada normal. Normalmente, isto corresponde às mais baixas taxas de mortalidade em relação ao peso. Se você não sofre de diabetes, hipertensão arterial ou excesso de colesterol e triglicérides e ainda assim deseja emagrecer, provavelmente o motivo é de ordem estética. Cuidado, portanto, para não submeter-se à riscos desnecessários.
IMC ENTRE 25 E 30 COM CINTURA ATÉ 89 CM:
Você está na faixa chamada de “excesso de peso”. Como sua medida de cintura está abaixo de 90 cm, você provavelmente não apresenta um excesso de tecido adiposo no interior do abdômen. Este tecido adiposo, chamado de gordura visceral, é o que mais acarreta riscos à saúde. Portanto você se situa em um grupo de menor probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia. Mesmo assim é aconselhável que procure seu nutricionista.
IMC ENTRE 25 E 30 COM CINTURA IGUAL OU MAIOR QUE 90 CM:
Você está na faixa chamada de “excesso de peso”. Como sua medida de cintura está acima dos 90 centímetros, provavelmente você está acumulando um excesso de tecido adiposo no interior do abdômen. Este tecido adiposo, chamado de gordura visceral, é o que mais acarreta riscos para a saúde. Portanto você se situa em um grupo de maior probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia.
IMC ENTRE 30 E 35:
Você está na faixa chamada de obesidade leve. Você se situa, portanto, em um grupo de maior probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia. Mesmo perdas moderadas, como 10% do seu peso atual, podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas.
IMC ENTRE 35 E 40:
Você está na faixa chamada de obesidade moderada. Seu excesso de peso já pode estar provocando um risco muito elevado de complicações metabólicas, como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia, além de predispor a doenças osteoarticulares diversas. Procure logo seu médico e inicie um tratamento sério para emagrecer. Mesmo perdas moderadas, como 10% do seu peso atual, podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas. Se você não conseguir emagrecer com uma orientação adequada sobre modificações dietéticas e prática de atividades físicas, justifica-se o uso de medicamentos, desde que devidamente supervisionado por um médico ou nutricionista, e mesmo a cirurgia bariátrica.
IMC MAIOR QUE 40:
Você está na faixa chamada de obesidade mórbida. Ela corresponde a um risco muito aumentado de diversas doenças. Seu tratamento, em geral, é muito difícil, mas assim mesmo qualquer esforço é válido. Mesmo perdas moderadas, como 10% do seu peso atual, podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas. Se você não conseguir emagrecer com uma orientação adequada sobre modificações dietéticas e prática de atividades físicas, justifica-se o uso de medicamentos, desde que devidamente supervisionado por um médico. Se ainda assim não for obtido um resultado satisfatório, a tendência atual é indicar-se um tipo de cirurgia em que a cavidade do estômago é reduzida para que diminua a ingestão de alimentos. Procure urgentemente o seu médico.
O fígado é um órgão vital que desempenha muitas funções, todas de grande importância. Basicamente, ele participa do processo de digestão, aproveitamento de nutrientes e metabolização de substâncias. Inclusive, permite ao organismo eliminar toxinas que não serão aproveitadas. A cirrose é uma doença crônica que geralmente se desenvolve lentamente, ela se caracteriza pela formação de fibrose e nódulos no fígado. A fibrose é um tipo de tecido cicatricial que se forma quando o fígado sofre muitas lesões em suas células hepáticas; e então são substituídas por essa cicatriz. O tecido fibroso bem como os nódulos prejudicam o funcionamento do órgão, eles bloqueiam e dificultam a circulação sanguínea, assim o fígado fica comprometido e não consegue mais desempenhar as suas funções lentamente ele se torna insuficiente. Quando cirrose não recebe o devido tratamento, como você viu, ela continua evoluindo na velocidade em que o fígado sofre agressões. Diversas complicações são decorrentes desse mau funcionamento do órgão, tais como VARIZES DE ESÔFAGO (Risco aumentado de Sangramento Digestivo), ASCITE, ENCEFALOPATIA HEPÁTICA, DESNUTRIÇÃO e CÂNCER NO FÍGADO.
Avaliação Clínica da Função Hepática
A abordagem inicial para fazer o diagnóstico da cirrose é o exame físico bem como a anamnese para conhecer um possível histórico de fatores de risco do paciente. Na avaliação o médico observará problemas típicos em casos de cirrose, como aumento do baço, inchaço abdominal, presença de eritema ou icterícia.
Quando essa análise física revela suspeitas, o médico solicita exames, que podem ser de sangue, para investigar as funções hepáticas. Esse é o caso da albumina, da protrombina e da bilirrubina, entre outros. Exames de imagem ajudam a visualizar as estruturas do órgão e identificar lesões ou a fibrose. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada permitem fazer essa investigação completa. Em alguns casos pode ser necessário também fazer uma biópsia do fígado.
Como a cirrose é um problema que evolui progressivamente até levar à insuficiência hepática, é muito importante que o diagnóstico seja precoce. Desse modo é iniciado o tratamento o mais rápido possível, evitando complicações ainda maiores ou mesmo óbito.
Child e Turcotte, em 1964, analisaram 128 pacientes submetidos à cirurgia de descompressão portal para varizes de esôfago hemorrrágicas. Em seu estudo foram pesquisadas as variáveis comuns dos pacientes que evoluíram mal. Cinco variáveis apresentaram significância: desnutrição, encefalopatia, ascite, hipoalbuminemia e hiperbilirrubinemia. Dez anos depois, Pugh e Murray-Lyon descreveram os resultados da transecção esofágica para controle de hemorragia como tratamento ponte para descompressão cirúrgica da hipertensão portal. Pugh acrescentou o tempo de protrombina ao score e adicionou valores numéricos, entretanto, eliminou o estado nutricional. Os elementos clínicos e laboratoriais utilizados pelo score de Child-Turcotte-Pugh (CTP) avaliam as funções primárias do fígado. Todo o organismo estará em risco durante a doença hepática avançada. A classificação se refere à avaliação da gravidade em leve (A), moderada (B) ou grave (C).
O MELD foi inicialmente desenvolvido para predizer a mortalidade a curto prazo de pacientes com cirrose. A acurácia desse modelo para prever a mortalidade precoce entre pacientes com doença hepática terminal, tem sido largamente estabelecida. Atualmente o MELD é a ferramenta padrão para priorizar pacientes para transplante de fígado. Desde a implementação do MELD para alocação de fígado nos Estados Unidos, o número de novas inscrições na lista de espera diminuiu e o número de transplantes aumentou, sem aumentar a mortalidade dos pacientes em lista de espera. MELD – Model for End-stage Liver Disease – é um valor numérico, variando de 6 (menor gravidade) a 40 (maior gravidade), usado para quantificar a urgência de transplante de fígado em candidatos com idade igual a 12 anos ou mais. É uma estimativa do risco de óbito se o transplante não for feito dentro dos três meses seguintes. O valor MELD é calculado por uma fórmula a partir do resultado de três exames laboratoriais de rotina: Bilirrubina, que mede a eficiência do fígado para excretar bile; Creatinina, uma medida da função renal; e RNI – Relação Normalizada Internacional – uma medida da atividade da protombina, que mede a função do fígado com respeito à produção de fatores de coagulação.
O estadiamento do grau de disfunção hepatocelular está ligado amplamente a maneira adequada de tratamento, nas quais podem ser optados por tratamento clínico ou cirúrgico a depender do momento de progressão para cirrose. Estes scores são usados como ferramentas de avaliação razoavelmente confiável de sobrevida e antecipa a probabilidade de complicações importantes da cirrose, como sangramento por varizes e ascite.
Child CG, Turcotte JG. Surgery and portal hypertension. Major Probl Clin Surg. 1964;1:1-85. PMID: 4950264.
Pugh RN, Murray-Lyon IM, Dawson JL, Pietroni MC, Williams R. Transection of the oesophagus for bleeding oesophageal varices. Br J Surg. 1973 Aug;60(8):646-9. PMID: 4541913.
Cuomo O, Perrella A, Arenga G. Model for End-Stage Liver Disease (MELD) score system to evaluate patients with viral hepatitis on the waiting list: better than the Child-Turcotte-Pugh (CTP) system? Transplant Proc. 2008;40:1906-9.
A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior do intestino grosso e a parte final do intestino fino. Para isso, utiliza-se um tubo flexível com cerca de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro. Durante o exame, podem ser removidos pólipos ou outras lesões que eventualmente sejam encontrados. O cólon precisa estar completamente limpo, ou seja, isento de fezes e resíduos alimentares, que interferem na visualização adequada e na segurança do exame. O preparo tem início na véspera e prossegue no dia da colonoscopia, com a ingestão de um laxante que limpa completamente o intestino. No entanto, em alguns casos, existe a necessidade de essa limpeza ser feita por meio de lavagem. O exame tem início com a introdução do aparelho pelo ânus. É necessário injetar pequenas quantidades de ar no intestino durante a realização do exame, o que pode causar um desconforto em forma de cólica. Ao término do procedimento, o ar é aspirado, melhorando, assim, o desconforto. Todos os procedimentos médicos envolvem algum risco, mas as complicações decorrentes do exame de colonoscopia são muito raras. As mais temidas são a hemorragia e a perfuração, que podem ocorrer com mais frequência quando algum procedimento terapêutico endoscópico for realizado.
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Endoscopia Digestiva Alta Normal A endoscopia digestiva alta, também chamada de gastroenteroscopia, EDA ou EGD, é um método diagnóstico que permite examinar o esôfago, o estômago e o duodeno. Para fazer isso, o médico utiliza um tubo fino e flexível, chamado endoscópio, com lentes e luz próprias, para visualizar a mucosa por meio de um monitor de vídeo.
Esta técnica cirúrgica foi idealizada em 2002 pelo Médico-Cirurgião do Aparelho Digestivo canadense MICHEL GAGNER (GAGNER et al, 2007) ao se deparar com pacientes super-obesos e com alto risco de morte perioperatória em virtude das doenças associadas, propôs que a CIRURGIA BARIÁTRICA fosse realizada em duas etapas: no primeiro ano, só reduzir o estômago através da GASTRECTOMIA VERTICAL sem a realização do desvio intestinal e no segundo ano, complementar a cirurgia, realizando agora o desvio no intestino numa técnica conhecida como DUODENAL SWITCH. No entanto, ao chegar no segundo ano de pós-operatório, vários pacientes não quiseram realizar a outra etapa cirúrgica por estarem satisfeitos com o resultado obtido da realização somente da GASTRECTOMIA VERTICAL. Dessa forma, a Gastrectomia Vertical surgiu como um procedimento isolado para o tratamento definitivo da Obesidade Mórbida em pacientes de elevado risco peroperatório que demonstrou grande eficiência, eficácia e efetividade no controle tanto da obesidade mórbida quanto das co-morbidades associadas (WOLNERHANSEN e PETERLI, 2014).
II. TÉCNICA CIRÚRGICA – MECANISMO DE AÇÃO
Na Gastrectomia Vertical é realizada uma secção (corte) gástrica longitudinal transformando o estômago em um tubo bastante estreito o que ocasiona uma restrição do volume gástrico total. Porém esta redução em comparação ao do Bypass Gástrico é menos acentuada (Relação do Volume Residual Gástrico Final – Gastrectomia Vertical: 120 ml versus Bypass Gástrico: 50 ml). A GASTRECTOMIA VERTICAL é considerada uma técnica de cirurgia bariátrica predominantemente RESTRITIVA, pois não se altera nem a anatomia e a capacidade de absorção intestinal, ou seja, seu mecanismo de emagrecimento ocorre através da redução do volume gástrico e aumenta acentuado da saciedade (ROSENTHAL et al, 2012). Nesta técnica ocorre a retirada do fundo gástrico e desta maneira promove-se uma redução acentuada de uma INCRETINA (hormônio gastrointestinal com ação no metabolismo) produzido pelo estômago, chamada de GRELINA, que atua sinalizando o apetite ao nível cerebral central. Sua diminuição ocasiona maior sensação de saciedade e declínio substancial do apetite. Esta técnica não altera a anatomia intestinal e por isso não causa alteração na absorção de ferro, cálcio e vitaminas. Logo a reposição de nutrientes, exames de controle e retornos ao consultório no pós operatório são menos frequentes, uma vez que os riscos de se desenvolver anemia, osteoporose e outras carências vitamínicas é menor. Também, ocorrem menos episódios de hipoglicemia e mal-estar (DUMPING) ao comer alimentos ricos em açúcar (doces e chocolates), menor grau de disfagia (dificuldade para engolir) e vômitos ao comer carnes vermelhas, tornando a dieta no pós-operatório menos restritiva em relação a qualidade dos alimentos (ZOGRAFOS et al, 2010).
III. INDICAÇÕES E RESULTADOS
A taxa de emagrecimento ocasionada pela Gastrectomia Vertical chega a ser superior a 60% do excesso de peso em três anos. Os estudos atuais demonstram que a Gastrectomia Vertical possui a mesma taxa de sucesso no controle das doenças associadas a obesidade quando comparada com as técnicas cirúrgicas mistas (ex. Bypass Gástrico). É um procedimento mais fisiológico, sendo indicado atualmente em pacientes no limite da Obesidade Mórbida, adolescentes (acima de 16 anos) ou muito idosos (acima de 65 anos), em pacientes com múltiplas doenças associadas e até mesmo aqueles com algum grau de Cirrose. Um grupo especialmente beneficiado por esta técnica são o das mulheres jovens e ainda sem filhos, pois não ocasionam distúrbios nutricionais e desta maneira não interferem no desenvolvimento do bebê nas futuras gestações (MEAD et al, 2014).
IV. TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 ATRAVÉS DA GASTRECTOMIA VERTICAL
Quando indicada nos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 a Gastrectomia Vertical apresenta uma importante ação metabólica e controla cirurgicamente o Diabetes Mellitus Tipo 2 associado á obesidade com a mesma eficácia que a cirurgia do BYPASS GÁSTRICO (ZHANG et al, 2014).Os estudos científicos mais atuais demonstraram que a GASTRECTOMIA VERTICAL apresenta a mesma eficácia no controle e tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (56% Resolução), Hipertensão Arterial (50% Resolução) e Dislipidemia (67% Resolução) nos pacientes obesos mórbidos quando comparados ao resultados obtidos pelo Bypass Gástrico (CHANG et al, 2014).
IV. VANTAGENS E DESVANTAGENS
Pode-se citar como vantagens deste procedimento:
a) Procedimento mais fisiológico e sem disabsorção intestinal e com menores distúrbios nutricionais pós-operatórios (STEIN et al, 2014);
b) Menor necessidade de suplementos vitamínicos;
c) Pequeno índice de complicações;
d) Inexistência da síndrome de “Dumping”;
e) Mais indicado para pacientes com IMC entre 30 e 35, em especial diabéticos e Hipertensos, ou naqueles com IMC acima de 50 como primeiro tempo de um procedimento misto (Fobi-Capella ou Duodenal-Switch);
f) Uma alternativa em pacientes com a necessidade de monitorização gástrica no pós-operatório – exemplo casos de câncer gástrico na Família;
g) pacientes que não aceitam a ideia de comer pequenos volumes ou apresentar evacuações líquidas com gases mal-cheirosos no pós-operatório.
A sua principal desvantagem é por ser considerada uma técnica cirúrgica IRREVERSÍVEL.
V. RISCOS E COMPLICAÇÕES
A CIRURGIA BARIÁTRICA atualmente é um procedimento seguro. Apresenta as mesmas taxas de complicações e morbidade relacionada aos procedimentos laparoscópicos (Ex. Colecistectomia) em pacientes complexos como nos portadores de obesidade mórbida. As taxas de complicações são as seguintes:
a)Complicações Cirúrgicas : Hemorragia (Sangramento no Estômago e em órgãos adjacentes – tais como o Baço), Fístulas da linha de grampeamento (abertura dos grampos do estômago com vazamento do conteúdo gástrico), Tromboembolismo Pulmonar e Atelectasia ocorrem em aproximadamente 1,5% dos pacientes.
b) Mortalidade Cirúrgica : É aquela que ocorre dentro dos primeiros 30 (trinta) dias de pós-operatório. Esta taxa fica em torno de 0,2 a 0,5%. Os principais fatores relacionados ao aumento desta mortalidade operatória são: sexo masculino, IMC > 50 e diabetes mellitus tipo 2 (KOTHARI et al, 2014).
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O Instituto PROGASTRO é resultado de um trabalho de vários anos de aperfeiçoamento técnico e humanístico, com equipe cirúrgica capacitada após amplo treinamento em cirurgia minimamente invasiva (vídeolaparoscópica), cujo objetivo é a disponibilização de técnicas cirúrgicas SEGURAS trazendo o que existe de mais adequado aos nossos pacientes. Com o nosso compromisso de informar e esclarecer nossos pacientes disponibilizamos no link abaixo uma cartilha com as respostas das principais duvidas a cerca da CIRURGIA BARIÁTRICA e METABÓLICA.
Não faça sua Cirurgia com Dúvidas, este caminho deve ser trilhado com muita segurança e bastante apoio familiar.
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A doença hemorroidária é uma afecção bastante comum, contudo sua prevalência é subestimada devido a vários fatores, sendo os principais: variabilidade dos sintomas clínicos, grande número de pacientes assintomáticos e vergonha por parte do paciente na informação ao seu médico assistente. A taxa de prevalência pode chegar até 20% da população geral.
2. Quando ocorre a Trombose Hemorroidária?
A trombose hemorroidária é uma complicação aguda que ocorre tanto nas hemorroidas externas como internas, caracterizada pela presença de isquemia e trombo nos coxins vasculares submucosos do canal anal. O aparecimento da trombose hemorroidária é abrupto. A dor associada é muito intensa, contínua e tipo latejante. Há secreção e sangramento perianal, com características arteriais. Pode haver dificuldade evacuatória e retenção urinária. O diagnóstico da trombose hemorroidária é Clínico, realizado através da inspeção anal.
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3. Quais as opções de Tratamento?
Poderá ser clínico ou operatório dependendo de vários fatores associados ao paciente (co-morbidades), momento do diagnóstico (mais de 72 horas) e finalmente ao estágio da doença hemorroidária.
5.1 Tratamento Clínico: Associa-se o uso de analgésicos por via oral e pomadas por via retal, associadas com mucilaginosos se houver obstipação intestinal e banhos de assento com água morna.
Trombose
5.2 Tratamento Operatório: Quando o intenso edema e a necrose provocados pela trombose hemorroidária é irredutível clinicamente. Para as tromboses hemorroidárias localizadas preferimos a hemorroidectomia à Milligan-Morgan (técnica aberta) ou Ferguson (técnica fechada) com raquianestesia e para as tromboses hemorroidárias extensas, preferimos a hemorroidectomia à Milligan-Morgan.
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Lembre-se: A informação aqui fornecida é para orientação geral. Sempre consulte seu médico para aconselhamento específico sobre sua situação.
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É uma afecção que ocorre na região da virilha em aproximadamente 15% da população e se apresenta como um ABAULAMENTO aos esforços. É mais comum em homens na idade adulta e ocorre pela insinuação dos órgãos abdominais, como o intestino, por um orifício até o saco escrotal, no caso dos homens, ou pelo canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina, no caso das mulheres.
1. O que é hérnia inguinal?
A hérnia é qualquer protrusão ou deslocamento do conteúdo abdominal por um orifício natural ou acidental. O termo “inguinal” indica que esse conteúdo passa pela parede abdominal na região da virilha. Ela pode ser bilateral, quando ocorre dos dois lados, ou unilateral, quando ocorre só de um lado. Ela também pode ser direta ou indireta. A direta ocorre quando há um afrouxamento da musculatura e, assim, o extravasamento do conteúdo abdominal se dá por um simples oportunismo e a indireta acontece quando o conteúdo abdominal passa para a bolsa escrotal por um ponto frágil, chamado anel herniário.
2. Quais os fatores de risco?
Pessoas que tiveram casos de hérnia inguinal na família estão mais propensas a ter o problema. A hérnia inguinal também costuma acometer mais homens do que mulheres. Embora possa ocorrer em qualquer idade, ela é mais frequente na fase adulta. Neste caso, a causa mais comum é o enfraquecimento da musculatura abdominal, que ocorre naturalmente conforme envelhecemos. No caso das mulheres, a hérnia se forma em um canal pelo qual passa um ligamento responsável pela sustentação da vagina. Já em crianças do sexo masculino, o problema está relacionado a uma persistência da musculatura no momento em que os testículos descem para a bolsa escrotal. Tal acontecimento deixa um canal aberto na região da virilha que permite a insinuação do conteúdo abdominal.
3. Como se prevenir?
A única maneira de prevenir a hérnia inguinal é evitando forçar a musculatura abdominal, portanto, não faça exercícios físicos muito pesados e consuma fibras para facilitar a evacuação. Mesmo assim, isso não impede a ocorrência do problema, afinal, uma simples tosse já estimula os músculos abdominais.
4. Quais os sintomas?
Dor na região abdominal e um abalamento (como se fosse um caroço) na região da virilha são os principais sinais da hérnia inguinal.
5. Quais as opções de tratamento?
Como é um problema mecânico, a única solução é um procedimento cirúrgico que pode ser feito por corte ou por laparoscopia.
6. Quais as possíveis complicações do problema?
A principal complicação da hérnia inguinal é o encarceramento e estrangulamento do conteúdo abdominal que entrou pelo orifício da parede abdominal. Assim, uma alça do intestino, por exemplo, pode necrosar dentro dessa abertura, tornando a cirurgia muito mais complicada.
7. Como é a cirurgia?
Se não houver qualquer complicação, como necroses ou obstruções, a cirurgia é bastante simples, com taxa de reincidência de aproximadamente 4%. Durante o procedimento, é colocada uma espécie de tela na parede abdominal do paciente para fechar o orifício.
8. Após quanto tempo posso voltar às atividades normais?
O paciente costuma ser liberado no mesmo dia ou no dia seguinte após a cirurgia. Recomenda-se evitar esforços físicos pesados nos primeiros três meses de recuperação, mas, segundo o cirurgião, a cicatrização total ocorre apenas seis meses após o procedimento. O paciente também pode ter relações sexuais 15 dias após a cirurgia, mas com cautela. Entretanto, esse período depende do caso e do estado geral de saúde do paciente, por isso, atenha-se às especificações do seu médico.
9. Qual a anestesia para esta cirurgia e o tempo de internação?
Geralmente utiliza-se a anestesia Raquidiana e o período de internação hospitalar é de 24 horas.
10. Qual o especialista devo procurar?
O médico especialista neste tipo de afecção é o CIRURGIÃO DO APARELHO DIGESTIVO.
Título: Desvendando as principais informações sobre a Colelitíase: Cálculos na Vesícula Biliar 🧐
Introdução A Colelitíase, popularmente conhecida como “Pedra na Vesícula”, desperta diversas dúvidas e inquietações. Este post tem como objetivo esclarecer os principais questionamentos relacionados a essa condição que tem se tornado mais frequente nos últimos anos. 🌱
1. O que é a Colelitíase? A Colelitíase refere-se à formação de cálculos, conhecidos como pedras, que ocorrem no interior da vesícula biliar em 90% dos casos. Em situações específicas, essas pedras podem surgir nos ductos biliares, sendo chamadas de coledocolitíase.A incidência e o diagnóstico da Colelitíase têm aumentado, em parte devido ao crescente uso da ultrassonografia abdominal em exames de rotina ou check-ups. É interessante notar que, em muitos casos, os cálculos são diagnosticados mesmo antes de o paciente apresentar sintomas perceptíveis.📈
2. Tipos de Cálculos: Os cálculos na vesícula biliar podem ser classificados em dois tipos principais: os de colesterol, que representam cerca de 90% dos casos, e os de bilirrubina, que compõem os 10% restantes. Os cálculos de colesterol são mais comuns e podem se formar devido a diversos fatores, enquanto os de bilirrubina estão frequentemente associados a condições específicas, como anemia ou deficiência no metabolismo da bilirrubina, um pigmento metabolizado pelo fígado. 🔄
3. Esta doença é frequente e quando ela ocorre?
Os estudos têm demonstrado claramente um aumento da incidência de cálculos biliares com o passar da IDADE (principalmente acima de 40 anos). Embora rara na população pediátrica, as crianças com distúrbios hematológicos (alguns tipos de anemia), e com dificuldade de absorção de sais biliares estão predispostas à formação de cálculos biliares. A calculose biliar é mais comum em entre as MULHERES, e deve estar ligado a fatores hormonais, já que há um aumento do número de casos com a GRAVIDEZ. A OBESIDADE também é um fator de risco, já que nestes pacientes há um aumento da concentração de colesterol. A DIABETES também causa um aumento na incidência dos cálculos na vesícula biliar, devido a uma supersaturação do colesterol. Aproximadamente 10% da população acima de 20 anos de idade apresenta cálculo na vesícula biliar.
4. Dr. quais são os sintomas mais comuns?
A presença de cálculos na vesícula biliar pode se manifestar de várias maneiras, sendo que muitos pacientes são assintomáticos (mais de 50%) por vários anos. Nos casos sintomáticos, a obstrução do ducto da vesícula biliar por um cálculo pode causar dor no abdome, principalmente do lado direito próximo às costelas, conhecida como CÓLICA BILIAR. A cólica é causada pela contração da vesícula biliar contra a resistência imposta pela obstrução do ducto, e classicamente surge de 30 a 60 minutos depois das refeições. Caso a obstrução persista, pode haver a evolução para uma inflamação aguda da vesícula biliar (COLECISTITE AGUDA). A calculose biliar também pode se apresentar como “má” digestão, desconforto abdominal vago, náuseas e vômitos, ou até mesmo excesso de flatulência.Este quadro tende a piorar com a ingestão de alimentos gordurosos, mas todos os alimentos podem desencadear sintomas.
5. Como posso saber se tenho PEDRA NA VESÍCULA?
A ultra-sonografia do abdome superior é o método de escolha para a avaliação de pacientes com suspeita de cálculos biliares, e apresenta um índice de acerto de 95 a 99%. Tem como vantagens, além da eficácia, ser um método não invasivo (sem anestesia ou contraste), sem irradiação, razoavelmente barato e desprovido de efeitos colaterais. Os exames laboratoriais podem mostrar a alteração de enzimas do fígado e dos ductos biliares. O hemograma completo estará alterado no caso de infecção.
6. Quais são os riscos desta doença ?
De todos os pacientes portadores de cálculos biliares, de 15 a 20% apresentarão complicações mais graves devido aos cálculos biliares.Estas complicações podem ser referentes à obstrução da vesícula por cálculos maiores, como a colecistite aguda, ou devido à migração dos cálculos biliares pequenos da vesícula para os ductos biliares, como a coledocolitíase, a colangite aguda supurativa e a pancreatite aguda biliar. Um outro risco associado à presença de cálculos de vesícula biliar, em especial acima de 3 cm, é o desenvolvimento de câncer de vesícula á longo prazo.
Ameaças Associadas aos Cálculos na Vesícula Biliar e Suas Consequências 🚨
A inflamação ou colecistite aguda, que é a complicação mais comum do cálculo de vesícula, ocorre quando o cálculo biliar se aloja na saída da vesícula, causando obstrução persistente. Isso desencadeia inflamação e infecção, resultando em dor intensa, diferente da cólica biliar, e podendo persistir por vários dias. Os sintomas incluem náusea, vômito, perda de apetite e febre. A ultra-sonografia revela não apenas os cálculos na vesícula, mas também um espessamento da parede e distensão da vesícula devido à inflamação e obstrução, respectivamente. O tratamento envolve a remoção da vesícula biliar e a administração de antibióticos. 💊👩⚕️
A Coledocolitíase, por sua vez, refere-se à presença de cálculos no ducto biliar (colédoco), geralmente originados na vesícula biliar. Os sintomas incluem dor abdominal em cólica, associada a náuseas e vômitos. Dependendo da intensidade da obstrução do ducto, os pacientes podem apresentar icterícia e urina escura. O tratamento inicia-se com a remoção do cálculo por endoscopia digestiva ou cirurgia, seguida pela ressecção da vesícula biliar. 🩹🌡️
A colangite aguda supurativa surge quando um cálculo impacta o ducto colédoco, causando infecção. Os sintomas incluem febre, icterícia e dor abdominal, podendo levar a complicações graves. O tratamento envolve antibióticos, hidratação e a remoção do cálculo do ducto biliar, seguido pela ressecção da vesícula. A rapidez na intervenção é crucial devido ao risco de sepse. ⚠️💉
A pancreatite aguda biliar, resultante da obstrução do ducto pancreático por um cálculo vesicular, apresenta sintomas como dor abdominal intensa, febre e náuseas. Em casos graves, pode levar à necrose e hemorragia pancreáticas, com risco de morte. O tratamento inicia-se com a ressecção do cálculo, seguida pela remoção da vesícula após a melhora dos sintomas da pancreatite. 🏥🔥
Finalmente, o câncer de vesícula biliar é uma complicação potencial em pacientes com cálculos, especialmente os grandes. Entre 70% e 90% dos casos de câncer de vesícula estão associados a cálculos biliares. É essencial monitorar pacientes com cálculos únicos e grandes, pois 0,4% deles podem desenvolver câncer de vesícula biliar como complicação. 🎗️🔍 Ao reconhecer essas ameaças, podemos destacar a importância da prevenção e do acompanhamento regular, promovendo a saúde e o bem-estar. 🌟
6. Qual o Tratamento da Pedra na Vesícula?
Abordagem Atualizada na Calculose da Vesícula Biliar e o Papel da Cirurgia Vídeo-Laparoscópica 🌐👨⚕️
Diante do quadro clínico relacionado à calculose da vesícula biliar e dos riscos potenciais de complicações sérias, minha rotina de cuidado com os pacientes tem evoluído para incluir a ressecção (retirada) da vesícula biliar, especialmente em casos de pacientes sintomáticos e/ou com múltiplos cálculos de pequeno porte, aumentando assim o risco de migração dessas pedras. Para pacientes assintomáticos com apenas um cálculo, a abordagem não cirúrgica pode ser considerada, porém a monitorização cuidadosa nesses casos permite avaliar a evolução do quadro e intervir cirurgicamente apenas quando necessário, garantindo uma abordagem mais personalizada e minimizando intervenções desnecessárias.
O tratamento da calculose biliar destaca-se pela ressecção da vesícula biliar, conjuntamente com as pedras, utilizando métodos modernos, como a cirurgia vídeo-laparoscópica.Nesse procedimento, o cirurgião realiza quatro pequenas incisões no abdome do paciente, por onde são introduzidas pinças e uma câmera de vídeo. Todo o procedimento é conduzido com o auxílio de um monitor posicionado ao lado do paciente.
As vantagens dessa abordagem são notáveis. A recuperação é rápida, visto que a dor é mínima devido às incisões reduzidas, o que permite que os pacientes retomem suas atividades profissionais em um curto espaço de tempo. O impacto estético também é positivo, uma vez que as incisões apresentam dimensões pequenas, variando de 0,5cm a 1cm. Além disso, em geral, os pacientes recebem alta hospitalar no dia seguinte à cirurgia, otimizando o processo de recuperação. Essa técnica moderna representa um avanço significativo na abordagem da calculose da vesícula biliar, proporcionando aos pacientes uma experiência mais confortável e eficiente. 💪🔍
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