Dieta Pós-Cirurgia Bariátrica

Dieta Pós-Cirurgia Bariátrica

Entender as fases nutricionais do pós-operatório de uma cirurgia bariátrica e como garantir uma dieta equilibrada em cada momento dele contribui para os efeitos positivos desse procedimento cada vez mais acessível no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em 2016, foram realizadas mais de 100 mil cirurgias desse tipo no país. Outro aspecto importante nesse processo de emagrecimento após a cirurgia bariátrica é o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e demais profissionais da saúde. Além disso, é uma fase de mudanças no corpo e na rotina e o suporte da família e amigos também é necessário. Agora, entenda as fases do pós-operatório da cirurgia bariátrica, divididas em cinco dietas específicas, uma em cada etapa da recuperação.

Fase 1

Dieta Líquida Clara

O principal objetivo desta fase é a hidratação e readaptação do trato digestivo e absortivo após o processo cirúrgico, quando há grande sensibilidade. Considerada uma dieta de baixo valor calórico- em média, 500 kcal/dia -, a Dieta Líquida Clara possui pouquíssimos ou nenhum resíduo alimentar, de forma a preservar o repouso intestinal. Por este motivo, indica-se uma duração de 3 a 10 dias com base no consumo de sucos coados (evitando frutas ácidas), chás como camomila, cidreira e erva doce, água de coco e alguns caldos de legumes e carnes coados após o cozimento e sem gordura. Também é recomendado um volume entre 20 e 50ml em intervalos que variam de 10-30 minutos.

Fase 2

Dieta Líquida Completa ou Cremosa

Depois do período de readaptação do trato digestivo, é possível começar a introduzir alimentos mais cremosos da dieta, mas, ainda sim, líquidos. Desta forma, é possível garantir um consumo calórico um pouco maior sem comprometer o processo de emagrecimento e recuperação da cirurgia bariátrica. Na Dieta Líquida Completa, alimentos liquidificados e coados ainda são necessários e a suplementação proteica deve ser priorizada. Nesta etapa, começam a ser introduzidos leite, iogurtes e sopas batidas no liquidificador. Gelatinas também são permitidas. Esta dieta deve durar de cinco a dez dias, de acordo com recomendação médica ou nutricional.

Fase 3

Dieta Pastosa

É nesta fase que a mastigação volta à cena e alimentos mais pastosos começam a ser reintroduzidos. Os pacientes que estão no pós-operatório podem consumir purês, papa de arroz, polenta, legumes esmagados como abóbora, chuchu e beterraba, caldo de feijão, carnes magras desfiadas e ovo mole, mexido ou em forma de omelete. A Dieta Pastosa tem uma duração um pouco maior e recomenda-se o período de 20 a 30 dias. Nesta etapa, os alimentos ricos em proteínas devem ser priorizados (em média 75g/dia). Apesar de ser mais volumosa, ela ainda propicia certo repouso digestivo, devendo ser oferecida para ser mastigada com pouco esforço.

Fase 4

Dieta Branda

Na penúltima etapa do processo de readaptação, a Dieta Branda serve como uma preparação para a introdução de uma dieta normal. Aqui o processo de mastigação já está restabelecido, mas o cuidado com os alimentos ainda é necessário. Eles devem ser bem cozidos para facilitar a mastigação e, por isso, são recomendados arroz e legumes bem cozidos, sopas, carnes magras macias ou desfiadas e frutas sem casca ou bagaço. Recomenda-se também o período de 20 a 30 dias antes de o paciente partir para a dieta normal.

Fase 5

Dieta Normal ou Geral

Depois de todo o processo de repouso do trato digestivo e das fases de readaptação, incluindo o processo de mastigação, espera-se que o paciente esteja fisicamente preparado para reintroduzir em sua rotina uma dieta normal com todos os aportes calóricos necessários. Nesta fase, os alimentos ricos em proteínas continuam sendo prioridade na dieta e devem ser consumidos entre 100g e 200g por dia. Os alimentos sólidos já podem fazer parte da alimentação, mas, ainda com o cuidado de observar sua textura a fim de tornar o processo de mastigação eficaz até que a recuperação seja completa. Em todas essas fases é importante haver o acompanhamento médico e nutricional, garantindo mais qualidade de vida ao paciente, além de um processo de recuperação seguro e saudável.

Suplementação proteica no pós-operatório da cirurgia bariátrica

Fique atento a suplementação vitamínica que deve ser iniciada já no pós-operatório na segunda fase. Ele garante o aporte proteico e a quantidade de vitaminas e minerais ideais para garantir uma recuperação equilibrada e saudável, sem interferir no processo de readaptação do trato digestivo e absortivo.

Cuidados Pós-Operatórios

Cuidados Pós-Operatórios

Guiando Você no Pós-Operatório: Cuidados Essenciais e Considerações Importantes 🌟👩‍⚕️

Antes de qualquer procedimento cirúrgico, é crucial esclarecer todas as dúvidas com seu médico cirurgião. Compreender os cuidados necessários durante o pós-operatório e as precauções nos dias que sucedem a cirurgia é fundamental, especialmente quando a recuperação ocorre em casa. Aqui estão alguns pontos importantes para se atentar:

Cuidados Pré-Operatórios:
Antes mesmo da cirurgia, atente-se ao jejum de oito horas, evitando alimentos sólidos e líquidos, exceto medicamentos liberados pelo anestesiologista. No dia anterior, um banho é recomendado, mas evite depilação caseira na véspera. A depilação, se necessária, pode ser feita durante a cirurgia. Chegue ao hospital com antecedência, trazendo todos os exames relacionados à cirurgia. Evite cremes, maquiagens, esmaltes e objetos de valor durante a internação.

Recuperação em Casa:

  1. Curativo pós-operatório: Troque o curativo conforme orientação médica, preferencialmente após o banho. Fique atento a sinais de infecção, como mau cheiro e pus, e comunique seu cirurgião se necessário.
  2. Dieta pós-operatória: Inicie com alimentos líquidos no primeiro dia e evolua para uma dieta leve nos dias seguintes. Evite frituras, alimentos gordurosos e álcool. Acompanhamento nutricional pode ser necessário em cirurgias específicas.
  3. Repouso: Respeite o período de repouso recomendado pelo médico para evitar complicações. Consulte um fisioterapeuta para orientações sobre exercícios respiratórios e musculares.
  4. Alívio da dor: Siga a prescrição médica para analgésicos e comunique sintomas como febre, diarreia ou falta de ar.
  5. Acompanhamento médico: Não falte à consulta de retorno, geralmente marcada duas semanas a um mês após a cirurgia.

Avaliação de Retorno Ambulatorial:
Durante o pós-operatório, o suporte familiar é essencial. Tenha um cuidador, preferencialmente um técnico de enfermagem, para assistência nos cuidados diários. Lembre-se de seguir todas as orientações médicas e de usar corretamente os medicamentos prescritos. Não interrompa o tratamento antes do recomendado. Em caso de dúvidas ou preocupações finais, dialogue com seu médico para garantir uma recuperação eficaz. 💪🏥

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Consulta Médica 2.0

Consulta Médica 2.0

👩‍⚕️🤝 Preparando-se para uma Consulta Médica: 8 Dicas Importantes!

Ir ao médico não é uma tarefa corriqueira. Muitas pessoas, infelizmente, não se programam ao agendar uma consulta médica e, por isso, muitas vezes ela não rende ou não é satisfatória. É preciso evitar esse tipo de situação, justamente para garantir um bom diagnóstico e começar o tratamento adequado. Mas como conseguir isso? Com algumas mudanças de atitudes, é possível facilitar a vida do paciente e otimizar o resultado da avaliação médica. Levar os exames anteriormente realizados, convidar um acompanhante e relatar tudo ao médico são alguns exemplos disso. Mas não para por aí. Quer saber mais? Acompanhe este texto e conheça 8 dicas de como se organizar antes de ir a uma consulta médica! 🌐💡

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  1. Leve os exames já realizados 📋
    Muitas doenças são diagnosticadas não por conta dos sintomas atuais. Há situações em que o histórico de saúde evidencia o comportamento de determinada doença. Levar exames já realizados ajuda o médico a se nutrir de informações passadas e evita exames desnecessários.
  2. Faça uma lista dos medicamentos que você faz uso 💊
    Detalhar a relação de remédios que você faz uso é fundamental. Isso auxilia o médico a identificar possíveis erros, a suspender ou adicionar novos medicamentos. Também tenha anotado a dosagem de cada um deles. Faça uma lista com essas informações e apresente ao seu médico.

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  1. Informe ao médico o histórico de doenças da família 🧬
    Muitas doenças são hereditárias, e o histórico familiar é essencial. Informe sobre as doenças que acometeram a sua família, verificando o quadro de saúde de cada um dos familiares.
  2. Leve os seus diagnósticos anteriores 📊
    Informe ao médico sobre diagnósticos anteriores e especialidades que já consultou. Relate sintomas que você teve nos últimos anos, contribuindo para um diagnóstico mais preciso.
  3. Vá à consulta médica com roupas confortáveis 👗
    Roupas inadequadas podem alterar procedimentos como a aferição de pressão. Vista-se confortavelmente para facilitar exames clínicos e garantir resultados precisos.
  4. Convide alguém para ir com você à consulta médica 🤝
    Levar um acompanhante pode ajudar a reduzir a ansiedade. Evite ter mais de um acompanhante para não atrapalhar a consulta. Importante para pacientes idosos e menores de idade.
  5. Não esconda nada de seu médico 🤐
    Relate todos os sintomas, mesmo os aparentemente menores. Esconder informações pode dificultar o diagnóstico.
  6. Não agende a consulta em cima da hora 🕒
    Agende a consulta com antecedência para evitar estresse e atrasos. Chegue pelo menos 10 minutos antes do horário marcado.

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Fale Conosco (Chat On-Line)

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Para sua comodidade e segurança, o INSTITUTO PROGASTRO dispõe de uma equipe de médicos especialistas nas áreas de Gastroenterologia, Hepatologia, Proctologia, Cirurgia do Aparelho Digestivo e Cirurgia Oncológica do Aparelho Digestivo. Para agendar sua consulta ligue de segunda a sexta-feira, das 08:00h às 18:00h, e fale com a nossa secretária (Mayara). Sua Consulta será agendada na HORA-CERTA, ou seja, você será atendido no horário programado e com todas as normas de segurança sanitária para a prevenção contra o COVID-19.

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Reembolso da Consulta Médica

Reembolso da Consulta Médica

Quantas vezes você quis se consultar com um determinado médico indicado por um amigo ou que você ficou conhecendo através da internet, porém, quando ligou para marcar a consulta verificou que o mesmo não atendia seu convênio? Pois saiba que você não precisa abrir mão de se consultar com o médico que você escolheu. Vários convênios / planos de saúde permitem ao usuário realizar consultas com médicos “fora” do plano de saúde, através do reembolso de consulta médica.

É muito simples, o paciente escolhe livremente o médico que deseja consultar e se o MÉDICO ESPECIALISTA escolhido não atender pelo seu convênio, é possível solicitar o reembolso de consulta médica da seguinte forma:

Como solicitar o reembolso de consulta médica

  1. Após a consulta, o paciente pagará ao médico o valor pela mesma.
  2. O paciente receberá imediatamente o recibo (nota fiscal) que comprova o pagamento da consulta.
  3. O paciente enviará ao convênio o recibo da consulta.
  4. Em até no máximo 30 dias após o convênio receber o comprovante de pagamento da consulta o paciente receberá o depósito em conta do valor referente ao pagamento da consulta.

É importante dizer que cada convênio tem um valor máximo de reembolso e, algumas vezes, o valor da consulta é superior a esse valor. Nesses casos o paciente recebe o valor máximo estipulado pelo convênio. Esse valor máximo do reembolso de consulta médica varia de convênio para convênio. Por isso, a melhor forma de saber se seu plano de saúde reembolsa consultas particulares e qual o valor máximo reembolsado, é ligando para a central de atendimento do seu convênio. De acordo com a ANS, não é obrigação do convênio médico anexar a tabela de valores do reembolso no contrato. Porém, o convênio é obrigado a informar ao paciente o valor máximo reembolsado por consulta de maneira clara e objetiva. E por fim, é importante dizer que no INSTITUTO PROGASTRO apesar de realizarmos as consultas médicas especializadas de forma particular (reembolso), podemos realizar, nos casos indicados, a cirurgia (tratamento cirúrgico) pelo seu convênio. Por isso, sempre escute uma segunda opinião especializada, pois o mais importante é que você sempre consulte e realize seu tratamento com médicos de sua escolha e confiança!

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No INSTITUTO PROGASTRO contamos com profissionais treinados para auxiliar o paciente quanto ao processo de reembolso. Então, se você deseja realizar sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA, fale conosco através do link abaixo.

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Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

Como Prevenir o CÂNCER DE CÓLON (Intestino Grosso)?

O câncer de cólon e reto abrange tumores na parte do intestino grosso, que é chamada de cólon, no reto e no ânus. Ele pode atingir homens e mulheres, geralmente por volta dos 50 anos de idade. Costuma se desenvolver de forma lenta e, se descoberto em estágio inicial, tem altas chances de cura. Saiba quais os fatores de risco e os principais sinais e sintomas para ficar atento.

COMO O CÂNCER DE CÓLON E RETO SE DESENVOLVE

Como todos os outros tecidos e órgãos do corpo, o cólon e o reto são formados por células que se dividem e se reproduzem de forma ordenada e controlada. Quando acontece alguma alteração, pode ser produzido um excesso de tecido que dá origem ao tumor, que pode ser benigno ou maligno. O câncer pode crescer, comprimindo e invadindo órgãos sadios à sua volta. Além disso, as células cancerosas podem se desprender e se espalhar por meio da corrente sanguínea e/ou vasos linfáticos. Quando isso acontece, o câncer migra para outras partes do corpo, geralmente para o fígado, nódulos linfáticos, pulmão e ossos. 

Ainda não se sabe exatamente as causas do câncer de cólon e de reto, mas alguns fatores de risco influenciam o desenvolvimento, tais como: 

Má alimentação – há evidências de que o câncer de cólon e de reto está associado a dietas gordurosas, hipercalóricas, pobres em fibras e com excesso de carne vermelha e/ou processada.

Constipação intestinal – o contato das fezes com as paredes do cólon e do reto por períodos prolongados aumenta as chances de desenvolver a doença. 

Pólipos – são um tipo de crescimento anormal de tecido nas paredes colorretais, como se fossem verrugas. Costumam aparecer após os 50 anos de idade e, apesar de benignos, deveriam ser retirados por precaução, pois um grande número de tumores se desenvolve a partir desses pólipos. Pessoas com essa condição devem fazer acompanhamento regular com o médico.

Histórico familiar – apesar da maioria dos casos de câncer colorretal ocorrer sem histórico familiar, 30% das pessoas que desenvolvem têm outros familiares que foram acometidos pela doença. Pessoas com histórico de câncer ou pólipos em parentes de primeiro grau têm risco aumentado. 

Doenças inflamatórias – pessoas com doença de Crohn e colite ulcerativa, por causa da inflamação nas paredes colorretais, têm mais risco de desenvolver o câncer. Deve ser feito acompanhamento regular com o médico.

Doenças hereditárias – correspondem a apenas 5% dos casos de câncer colorretal. São pessoas que herdaram mutações genéticas que causam a doença. As mais comuns são: síndrome de Lynch e polipose adenomatosa familiar. Outras, mais raras, são: síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Pessoas com alguma dessas condições devem fazer acompanhamento regular com o médico.

SINAIS E SINTOMAS DO CÂNCER DE CÓLON E RETO

No estágio inicial, o câncer colorretal não costuma apresentar sinais e sintomas, o que dificulta sua detecção precoce. Mas é muito importante ficar atento a alguns sinais:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal; 
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes; 
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura); 
  • Evacuações dolorosas;
  • Afinamento das fezes;
  • Constante flatulência (gases);
  • Desconforto gástrico;
  • Sensação de constipação intestinal;
  • Perda injustificada de peso;
  • Cansaço constante.

Importante: a presença de um ou mais destes sinais e sintomas não significa que você está com câncer. Eles podem ser causados por diversas doenças gastrointestinais, como úlceras ou inflamação do colón. Procure o Gastroenterologista para ele identificar a causa e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE CÓLON E RETO 

Para determinar a razão dos sinais e sintomas, o médico vai avaliar tudo o que você disser que está sentindo, seu histórico e fará o exame clínico, incluindo o toque retal. Outros exames são necessários para detectar o câncer colorretal:

Teste de sangue oculto – por meio de uma amostra de fezes, é possível identificar se há sangue que não pode ser visto a olho nu.

Colonoscopia – para examinar o cólon por dentro, o médico usa um tubo fino com uma pequena câmera na ponta. Se necessário, é retirada uma amostra de tecido para análise (biópsia). Independentemente de ter ou não sinais e sintomas que indicam câncer, pessoas com mais de 50 anos devem fazer esse exame de forma regular.

Radiografia – é feita com contraste para que as paredes do intestino fiquem visíveis, permitindo que qualquer anormalidade seja visualizada.

TRATAMENTOS PARA O CÂNCER DE CÓLON E RETO

Se o diagnóstico for positivo, o tratamento será decidido de acordo com a extensão da doença, idade da pessoa, histórico e estado de saúde. Há quatro métodos principais de tratamento para o câncer colorretal: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. O médico poderá indicar um único método ou a combinação deles.

Cirurgia para câncer de cólon e reto – o tipo de cirurgia dependerá da localização e do tamanho do tumor. Na maioria dos casos, é possível retirar a parte afetada do intestino. Esse procedimento chama-se ressecção do intestino. Durante a cirurgia, são retirados os gânglios linfáticos próximos para verificar se têm células cancerosas. Após a cirurgia, é colocada uma bolsa especial na abertura do abdome para coletar as fezes (colostomia).

  • A colostomia temporária é feita para que as fezes sejam desviadas do baixo cólon e o reto até que eles se recuperem;
  • A colostomia definitiva é necessária quando o baixo reto é inteiramente retirado. 
Câncer de Cólon: Tratamento Cirúrgico Vídeolaparoscópico

Radioterapia – costuma ser aplicada antes ou após a cirurgia, especialmente em câncer de reto. É indicada, também, para casos em que é impossível remover o tumor cirurgicamente por localizar-se muito perto do ânus. Combinada com outros tratamentos, costuma ser muito eficaz para diminuir a volta da doença. 

Quimioterapia – não costuma ser muito eficiente no combate a casos recorrentes ou muito avançados de câncer colorretal. Entretanto, em grupos de pacientes em estágio moderado, a quimioterapia tem apresentado bons resultados.

Imunoterapia – o sistema imunológico do organismo humano tem uma capacidade natural de reconhecer células cancerosas e combatê-las. A imunoterapia ou terapia biológica é um tratamento que estimula e fortalece esta função e costuma ser indicada como tratamento complementar à cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. 

Fonte: Medicina Pfizer

Nódulo no Fígado (Tumor ou Cisto Hepático)

Nódulo no Fígado (Tumor ou Cisto Hepático)

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Nódulo no Fígado

Explorando os Nódulos Hepáticos: Uma Jornada de Diagnóstico e Cuidado 🩺🔍

O nódulo hepático é um achado relativamente comum em exames médicos, e o acesso cada vez mais frequente a exames de imagem de rotina, como ultrassonografias, tem contribuído para o diagnóstico precoce de diversas condições relacionadas ao fígado, pâncreas e vias biliares. A qualidade aprimorada dos aparelhos de imagem também desempenha um papel crucial nesse aumento de detecção.

“Dá-se o nome de nódulo ou tumor (ou neoplasia) a uma proliferação anormal de células, desde aquelas com caráter benigno, até as malignas, também denominadas ‘câncer’.” 📊🔬

O fígado, um órgão vital, apresenta uma alta incidência de nódulos, sejam eles benignos ou malignos. Os grupos de risco, métodos de diagnóstico e abordagens de tratamento ou acompanhamento são bem estabelecidos, sendo sempre adaptados de forma individualizada a cada paciente.

Dr. Qual a Forma de Investigação? 🤔🔬

Quando um nódulo hepático é identificado, a investigação geralmente se inicia com um ultrassom ou ultrassonografia, que é o exame diagnóstico inicial mais comum. Embora o ultrassom forneça indícios sobre o tipo de tumor, um exame de imagem dinâmico com contraste é essencial para uma conclusão definitiva do diagnóstico. A tomografia e, especialmente, a ressonância (preferencialmente com contraste hepatoespecífico – Primovist) têm se destacado, reduzindo a necessidade de biópsias. Além dos exames de imagem, em casos suspeitos de tumores malignos, marcadores tumorais em exames de sangue podem ser úteis. 💉📷

Dr., Já Fiz uma Ultrassonografia que Mostrou um Nódulo no Fígado, O Que Devo Fazer Agora? 🤷‍♂️

Ao receber um diagnóstico de nódulo hepático, é fundamental iniciar uma conversa com seu médico, o profissional que solicitou o exame. Discuta a possibilidade de buscar a opinião de um especialista para avançar na investigação e, eventualmente, obter um diagnóstico específico do tipo de nódulo. Cada tipo de nódulo requer uma abordagem, tratamento ou acompanhamento diferenciado. Exceto para casos específicos, como o carcinoma hepatocelular, e em pacientes com metástases de outros órgãos, a necessidade de investigação recorrente por exames de imagem não é definida. Portanto, para quem não possui doenças crônicas no fígado e nunca foi diagnosticado com câncer, a investigação de nódulos no fígado não é necessária de maneira rotineira. 🤝👨‍⚕️

Como há diversos tipos de nódulos e cada um com uma origem e comportamento diverso, devemos falar individualmente de cada um dos mais frequentes:

Hemangioma Hepático: Desvendando o Nódulo Mais Comum no Fígado 🩸🔍

O hemangioma hepático, um nódulo frequentemente presente em 10% da população, destaca-se como a formação hepática mais comum. Mais prevalente em mulheres, sua origem não está completamente definida, embora suspeitas apontem para uma possível relação com a presença de estrogênio. A incidência aumenta após gestação ou reposição hormonal. Raramente é necessário um tratamento cirúrgico, especialmente nos casos de hemangiomas gigantes, sendo a abordagem personalizada a chave para decisões adequadas.

Hiperplasia Nodular Focal: Uma Anomalia Encarada com Calma 🕵️‍♀️

A Hiperplasia Nodular Focal (HNF), presente em 1 a 3% da população, é mais comum em mulheres (8:1), embora sua causa não seja evidente. A necessidade de intervenção cirúrgica é extremamente rara e deve ser considerada caso a caso, oferecendo tranquilidade diante dessa condição hepática pouco intrusiva.

Adenoma Hepático: Desvendando o Raro e Complexo 💊🩹

O adenoma hepático, menos comum que as condições anteriores, possui variantes, sendo uma delas associada ao uso de anticoncepcionais hormonais ou esteroides anabolizantes, especialmente em mulheres. A remoção cirúrgica é frequentemente indicada devido ao risco de malignidade, sangramento ou ruptura intra-abdominal. Dada a variedade de subtipos, a decisão cirúrgica deve ser cuidadosamente ponderada, levando em consideração diversos fatores.

Carcinoma Hepatocelular: Combatendo o Câncer no Fígado 🦠💪

O carcinoma hepatocelular, geralmente associado a hepatite viral ou cirrose, tem visto um aumento de casos em pacientes com doença gordurosa do fígado não cirrótica. A vigilância é crucial, especialmente em cirróticos, com uma incidência anual entre 1 e 4%. As opções de tratamento variam conforme o perfil do paciente, tamanho e quantidade de nódulos, oferecendo chances de cura quando abordado corretamente.

Colangiocarcinoma: Desvendando a Raridade com Cuidado Urgente 🌐🚨

O colangiocarcinoma, câncer hepático raro mais frequente em homens, tem sido mais diagnosticado nas últimas décadas. Poucos fatores de risco são conhecidos, destacando-se a presença de doenças prévias nas vias biliares. O diagnóstico muitas vezes ocorre incidentalmente em exames de imagem de rotina. O tratamento adequado depende de vários fatores e deve ser iniciado prontamente, considerando a agressividade dessa doença.

Metástases Hepáticas: Vigilância e Esperança na Abordagem Precoce 🎗️👀

O fígado é um alvo suscetível a metástases de neoplasias malignas de outros órgãos, principalmente do intestino grosso, pâncreas, mama e estômago. A rotina de exames nesses grupos de risco é crucial, oferecendo a possibilidade de cura em alguns casos quando diagnosticados e tratados por especialistas em tempo hábil. A abordagem precoce é fundamental diante desse desafio complexo.

Nódulos no Fígado: Cirurgia Sempre Necessária? 🤔🔪

A primeira resposta é não. O tratamento para nódulos no fígado varia de acordo com diversos fatores, como o tipo de nódulo, seu tamanho, quantidade, localização e as condições clínicas do paciente. É importante destacar que a grande maioria dos nódulos não requer cirurgia, especialmente se uma investigação complementar adequada for realizada. 💉🔍

No caso de tumores malignos, quando a doença não está em estágio avançado, geralmente é necessária alguma forma de abordagem, frequentemente envolvendo procedimentos cirúrgicos. No entanto, cada caso é único e complexo, exigindo uma avaliação individualizada. A realização de biópsias nem sempre é necessária para todos os nódulos, mas pode ser uma ferramenta valiosa em alguns casos para um diagnóstico mais preciso. 👩‍⚕️📊

O acompanhamento desses casos delicados deve ser conduzido por um médico cirurgião especialista em fígado, que terá a expertise necessária para orientar o tratamento adequado. É crucial considerar que há diversas abordagens possíveis, e a decisão deve ser tomada cuidadosamente, levando em conta as características específicas de cada situação. 🩺💼

Em resumo, a necessidade de cirurgia para nódulos no fígado não é uma regra absoluta. Cada caso é único e requer uma abordagem personalizada, com o objetivo de garantir o melhor resultado para a saúde do paciente. 👨‍⚕️🤝

Hepatectomia Videolaparoscopica

Entendendo o Cisto no Fígado: Diferenças entre Nódulos e Cistos 🤔🔍

Receber a notícia de um cisto no fígado pode levantar várias questões, especialmente se já ouvimos falar de nódulos hepáticos. Mas afinal, são a mesma coisa? Os cistos hepáticos são uma ocorrência bastante comum, e sua prevalência aumenta com a idade, atingindo cerca de 50% das pessoas com mais de 60 anos. No entanto, a grande maioria desses cistos é do tipo “simples” e geralmente não requer intervenção. Apenas cerca de 5% dos casos, classificados como não simples, podem exigir atenção adicional, sendo que, em alguns casos, o cisto pode ser do tipo cistoadenoma ou cistoadenocarcinoma.

A diferenciação entre um cisto simples e um mais complexo geralmente é feita por meio de um exame de imagem robusto, podendo ser complementada por alguns exames de sangue. Contudo, para uma avaliação mais precisa e a definição da melhor conduta a ser tomada, é aconselhável buscar a orientação de um especialista. 🩺💡

É importante ressaltar que a interpretação de exames e a conclusão diagnóstica são atividades médicas que dependem da análise integrada de dados clínicos e exames subsidiários. Dessa forma, a consulta com um médico especializado é fundamental para garantir um entendimento preciso da situação e a elaboração do plano de cuidados mais adequado ao seu caso específico. Lembre-se, a sua saúde está nas mãos de profissionais qualificados que podem oferecer a orientação necessária para o seu bem-estar. 🩹👨‍⚕️

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Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Diverticulite_Aguda

Os DIVERTÍCULOS DO CÓLON são saculações que se desenvolvem na parede do intestino grosso com o passar dos anos, e que ocorrem em pontos de fraqueza desta parede. Sabe-se que 50% das pessoas com mais de 60 anos apresentam divertículos intestinais (DIVERTICULOSE INTESTINAL). Mas o grande medo por portadores da diverticulose, que muitas vezes é assintomática, é evoluir com um quadro de DIVERTICULITE AGUDA, algo que ocorre em 5% dos casos.

A diverticulite aguda é uma inflamação que acontece nos divertículos, podendo causar dor abdominal forte (lado esquerdo inferior do abdome), parada da eliminação de gases e fezes, febre e distensão abdominal. O diagnóstico é confirmado através de hemograma e exames de imagem (ultrassonografia e tomografia computadorizada). O tratamento requer dieta, antibióticos e, em alguns casos mais graves, internações e cirurgia.

Mas a questão é: QUAIS OS REAIS FATORES DE RISCO PARA A DIVERTICULITE AGUDA?

Durante muito tempo se pensou que este quadro era causado pela obstrução dos divertículos por fezes e alimentos. E aí foi fácil associarmos as sementes e grãos como os maiores vilões. Por anos colocamos a culpa no milho, nas castanhas, pipoca e sementes de frutas (tomate, kiwi, mamão, uva). Mas erramos! Na verdade, a ingestão destes alimentos não está relacionado ao desenvolvimento da diverticulite. Pelo contrário! A ingestão de fibras nos protege.


Mas QUEM DEVEMOS CULPAR então? Em pelo menos 50% dos casos os verdadeiros causadores da diverticulite aguda são a obesidade (abdominal em particular), uso de anti-inflamatórios, sedentarismo, dieta rica em gordura (principalmente carne vermelha) e pobre em fibras.


E COMO EVITAR AS CRISES de diverticulite aguda em portadores de diverticulose intestinal? Com adequação de ESTILO DE VIDA e ALIMENTAÇÃO, como as que seguem abaixo:
– manter-se com peso adequado (índice de massa corpórea normal)
– não ingerir mais que quatro porções de carne vermelha por semana
– ingerir mais que 25 gramas de fibras ao dia
– praticar atividades físicas por mais de duas horas por semana
– não fumar

E caso você já tenha sofrido com alguma crise de diverticulite previamente, adeque-se o quanto antes a estas medidas. A cada crise as chances de recidiva da inflamação aumentam exponencialmente. Mais do que procurar um gastroenterologista ou cirurgião nos momentos críticos, busque orientação prévia para ter orientações alimentares e de estilo de vida. Além de diminuir os riscos de crises de diverticulite, estará realmente promovendo mais saúde ao seu corpo e se protegendo de outras doenças causadas pelos mesmos fatores de risco.

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O que é Diverticulite Aguda?

O que é Diverticulite Aguda?

Doença Diverticular dos Cólons – Instituto InVideo

Atendemos frequentemente pacientes que apresentam divertículos no intestino grosso (cólon), já que esta é uma alteração intestinal comum, principalmente com o avançar da idade. No entanto, existe uma grande confusão no que se refere à utilização dos termos, e por esta razão este artigo tem como principal interesse demonstrar as diferenças entre ter divertículo intestinal, diverticulose ou moléstia diverticular dos cólons e diverticulite.

Os divertículos intestinais representam a presença de um abaulamento da parede do intestino grosso, como se este fosse um pequeno “saco”, e que surge em áreas de maior fraqueza da parede intestinal. Diverticulose ou moléstia diverticular simplesmente descreve que este intestino apresenta divertículos. A diverticulite aguda é a inflamação do divertículo, e decorre da obstrução dos divertículos por fezes e alimentos, e caracteriza o maior problema relacionado com os divertículos, já que esta inflamação está associada à infecção da região.

Diverticulite Aguda

A presença da doença diverticular é mais comum em pessoas acima de 50 anos, mas pode acometer os mais jovens (principalmente os homens). Quanto ao sexo, há uma distribuição homogênea de maneira geral. Os divertículos surgem em decorrência de características pessoais e estilo de vida, como dieta, atividade física e obesidade. A dieta rica em fibras é considerada a melhor maneira de se prevenir o surgimento dos divertículos, principalmente quando associada a prática de exercício, já que há um incremento da função intestinal. A obesidade está relacionada com maior incidência de quadro de diverticulite e de sangramento (hemorragia) decorrente da presença dos divertículos, sendo estas as duas maiores complicações da doença diverticular. Aproximadamente de 15 a 25% dos pacientes com diverticulose apresentarão uma crise de diverticulite, enquanto de 5 a 15% evoluirão com sangramento intestinal.

A maioria das pessoas com a moléstia diverticular ou diverticulose não apresenta sintomas e continuarão assim pelo resto das suas vidas. O diagnóstico é feito em geral durante um exame endoscópico do intestino (colonoscopia) ou através de exames de imagem, como a tomografia computadoriza de abdome.

Diverticulite e diverticulose | Drauzio Varella - Drauzio Varella

A diverticulite aguda, por outro lado, como se caracteriza por inflamação e infecção, apresenta como principal sintoma a dor abdominal. Outros sintomas presentes na diverticulite são náusea, vômitos, constipação, febre e sintomas urinários. Quanto à gravidade das crises de diverticulite, 75% delas são simples, e tratadas apenas com tratamento clínico, enquanto 25% podem ser mais severas, necessitando até mesmo de cirurgia.

A melhor maneira de se evitar as crises de diverticulite aguda é manter uma dieta rica em fibras. Após a primeira crise de diverticulite, um terço dos pacientes permanecerão assintomáticos, outro terço evoluirá com desconforto ocasional, e o último terço apresentará a segunda crise de diverticulite. Após a segunda crise, apenas 10% dos casos ficarão livres dos sintomas de desconforto abdominal.

Tratamento Cirúrgico dos Divertículos do Cólon

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Pólipo na Vesícula Biliar: Qual o tratamento?

Pólipo na Vesícula Biliar: Qual o tratamento?

Pólipo na vesícula biliar: o que fazer?

Os pólipos de vesícula biliar são protuberâncias na mucosa da vesícula, geralmente são um achado incidental de uma ultrassonografia abdominal, e tem como maior interesse o potencial que alguns tipos de pólipos têm de se tornar um tumor maligno (câncer).

A maioria dos pólipos não têm a capacidade de se malignizar, e são apenas alterações estruturais ou depósitos de gordura (colesterolose) na mucosa. A ultrassonografia encontra pólipos em 1,5 a 4,5% dos exames de vesícula biliar. O mais importante é que, apesar da ultrassonografia identificar o pólipo, ela não pode afirmar com segurança se a lesão se trata de um pólipo benigno e sem risco, ou um pólipo pré-maligno ou um câncer de vesícula.

Desta forma, algumas considerações são feitas de acordo as características dos pólipos, como número e tamanho, para que se decida entre o acompanhamento ultrassonográfico periódico ou pela cirurgia.

Os pólipos são divididos em benignos e malignos. Os pólipos benignos mais comuns são os de colesterol (colesterolose), inflamatórios e adenomas. Os adenomas são importantes porque têm a capacidade de se tornarem tumores malignos. Quanto ao pólipos malignos, os mais comuns são os adenocarcinomas. O fator mais importante em relação ao potencial de malignização dos pólipos é o seu tamanho. Sabe-se que os pólipos com mais de 2cm são quase sempre tumores malignos de vesícula, enquanto os pólipos entre 1 e 2 cm também já apresentam esta possibilidade em até 2/3 dos casos. Os cálculos de colesterol têm em geral menos de 1 cm, e geralmente são múltiplos.

Os pólipos de vesícula são tratados apenas através da cirurgia, ou porque causam sintomas ou como prevenção ao câncer de vesícula. Apesar do maior número de pólipos se tratarem de lesões benignas e sem risco, toda atenção deve ser dada ao risco de um câncer de vesícula, já que esta doença tem um prognóstico ruim.

Desta forma, a ressecção de uma lesão pré-maligna ou de um tumor em fase inicial é muito importante. Os pacientes que apresentam os pólipos em associação com cálculos de vesícula devem ser operados, independente da presença de sintomas ou do tamanho dos pólipos, já que sabidamente esta associação aumenta o risco de câncer de vesícula.

Portanto, as pessoas que apresentaram pólipos de vesícula em sua ultrassonografia devem ser acompanhados por um Cirurgião do Aparelho Digestivo, que decidirá qual a melhor forma de acompanhamento do pólipo ou até mesmo indicará a cirurgia, caso julgue que o pólipo apresenta qualquer risco.

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