Pacientes Diabéticos com Cálculos na Vesícula Biliar

Pacientes Diabéticos com Cálculos na Vesícula Biliar

Introdução

Os cálculos na vesícula, também conhecidos como pedras na vesícula biliar, são uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Em pacientes diabéticos, essa condição pode apresentar particularidades e desafios adicionais. Neste artigo, vamos explorar a relação entre o diabetes e os cálculos na vesícula, bem como os cuidados especiais que devem ser considerados.

A Relação Entre Diabetes e Cálculos na Vesícula

Pacientes diabéticos têm um risco aumentado de desenvolver cálculos na vesícula em comparação com a população em geral. Vários fatores contribuem para essa associação:

  1. Metabolismo Lipídico Alterado: Pessoas com diabetes frequentemente apresentam alterações no metabolismo dos lipídios, o que pode resultar em um desequilíbrio na composição da bile, predispondo à formação de cálculos.
  2. Obesidade: O diabetes tipo 2 está frequentemente associado à obesidade, outro fator de risco para o desenvolvimento de cálculos na vesícula.
  3. Resistência à Insulina: A resistência à insulina, característica do diabetes tipo 2, pode estar envolvida na formação de cálculos biliares.
  4. Estase Biliar: A motilidade reduzida da vesícula biliar, que pode ocorrer em pacientes diabéticos, pode levar à estase biliar, facilitando a formação de cálculos.

Cuidados Especiais para Pacientes Diabéticos com Cálculos na Vesícula

  1. Controle Glicêmico Adequado: Manter os níveis de glicose no sangue dentro da faixa alvo é essencial para minimizar os riscos associados aos cálculos na vesícula em pacientes diabéticos. O acompanhamento médico regular e a adesão ao plano de tratamento são fundamentais.
  2. Dieta Balanceada: Uma dieta equilibrada, rica em fibras, grãos integrais, frutas e vegetais, e pobre em gorduras saturadas, pode ajudar a prevenir a formação de cálculos na vesícula. Além disso, a moderação no consumo de alimentos ricos em colesterol é aconselhável.
  3. Atividade Física Regular: A prática regular de atividade física não apenas auxilia no controle do peso, mas também pode promover a saúde do sistema digestivo, contribuindo para a prevenção de cálculos na vesícula.
  4. Monitoramento e Acompanhamento Médico: Pacientes diabéticos devem ter um acompanhamento médico regular para avaliar a saúde da vesícula biliar. Exames de imagem e exames de sangue específicos podem ser realizados para monitorar a presença e a evolução dos cálculos.

Indicações de Cirurgia para Cálculos na Vesícula em Pacientes Diabéticos:

  1. Sintomas Persistentes e Complicações: Quando os cálculos na vesícula causam sintomas persistentes, como dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, ou complicações como inflamação aguda (colecistite) ou pancreatite biliar, a cirurgia é frequentemente necessária.
  2. Cálculos Grandes ou Múltiplos: Cálculos grandes ou a presença de múltiplos cálculos na vesícula biliar aumentam o risco de complicações e são indicações para a remoção cirúrgica.
  3. Diabetes Descontrolado: Em pacientes diabéticos cujo controle glicêmico é desafiador devido à presença de cálculos na vesícula, a cirurgia pode ser considerada para melhorar o manejo da doença.
  4. Complicações Associadas ao Diabetes: Se o paciente diabético desenvolver complicações associadas ao diabetes, como neuropatia autonômica, que podem interferir na saúde da vesícula, a cirurgia pode ser indicada.
  5. Câncer Suspeito ou Confirmado: Se houver suspeita ou confirmação de câncer na vesícula biliar, a cirurgia é essencial para a remoção do tumor e, em alguns casos, de tecidos circundantes.
  6. Recorrência de Sintomas Após Tratamento Conservador: Pacientes que, mesmo após tentativas de tratamento conservador, continuam a apresentar sintomas relacionados aos cálculos na vesícula, podem necessitar de cirurgia.
  7. Estase Biliar Grave ou Coledocolitíase: Quando há estase biliar significativa ou a presença de cálculos no ducto colédoco (coledocolitíase), a cirurgia pode ser a melhor opção para evitar complicações mais graves.
  8. Intolerância a Medicamentos Dissolventes de Cálculos: Em alguns casos, pacientes podem ser intolerantes a medicamentos que visam dissolver cálculos biliares. Nesses casos, a cirurgia pode ser a única opção viável.
  9. Preferência do Paciente: Em situações em que o paciente expressa uma preferência por uma solução definitiva, a cirurgia pode ser recomendada.

Lembrando sempre que a decisão de realizar a cirurgia deve ser feita em conjunto com o paciente, considerando sua condição clínica geral e preferências individuais. Além disso, a avaliação e orientação de um profissional de saúde são cruciais para determinar a melhor abordagem cirúrgica e garantir o cuidado adequado ao paciente diabético com cálculos na vesícula.

Conclusão

A relação entre diabetes e cálculos na vesícula é um aspecto importante a ser considerado na gestão da saúde de pacientes diabéticos. Com o controle glicêmico adequado, uma dieta equilibrada, atividade física regular e o acompanhamento médico, é possível minimizar os riscos e manter a saúde da vesícula em pacientes com diabetes. Lembrando sempre que a orientação e supervisão de um profissional de saúde são fundamentais para o cuidado individualizado.

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Câncer da Vesícula Biliar

Introdução

O câncer de vesícula biliar é uma condição séria que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Embora seja menos comum do que outros tipos de câncer, sua gravidade não deve ser subestimada. Neste artigo, vamos explorar as causas, incidência e prognóstico do câncer de vesícula biliar, além de discutir o tratamento cirúrgico como uma opção crucial para pacientes diagnosticados com essa condição.

Causas do Câncer de Vesícula Biliar

As causas exatas do câncer de vesícula biliar ainda não são completamente compreendidas. No entanto, existem alguns fatores de risco conhecidos que podem aumentar a probabilidade de desenvolver essa condição:

  1. Cálculos Biliares: Pessoas com histórico de cálculos biliares têm um risco aumentado de desenvolver câncer de vesícula biliar. Os cálculos biliares são depósitos endurecidos que se formam na vesícula biliar e podem causar inflamação crônica.
  2. Infecções Crônicas: Infecções persistentes da vesícula biliar, como a colangite, estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de câncer.
  3. Inflamação Crônica: Condições que levam à inflamação crônica da vesícula biliar, como a colangite esclerosante primária, podem aumentar a probabilidade de câncer.
  4. Predisposição Genética: Alguns estudos sugerem que a predisposição genética pode desempenhar um papel no desenvolvimento do câncer de vesícula biliar.

Incidência do Câncer de Vesícula Biliar

O câncer de vesícula biliar é mais comum em certas regiões do mundo, como em partes da América Latina e na Ásia. Mulheres têm uma incidência um pouco maior do que homens, e a idade avançada também é um fator de risco.

Prognóstico

O prognóstico do câncer de vesícula biliar muitas vezes depende do estágio em que é diagnosticado. Infelizmente, muitos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que torna o tratamento mais desafiador. Em estágios iniciais, quando o câncer está confinado à vesícula biliar, as taxas de sobrevivência são mais favoráveis. No entanto, se o câncer se espalha para órgãos adjacentes ou para linfonodos, as chances de cura diminuem significativamente.

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia (vídeo abaixo) é frequentemente a principal abordagem para o tratamento do câncer de vesícula biliar. Dependendo do estágio e da extensão do câncer, diferentes procedimentos cirúrgicos podem ser considerados:

  1. Colecistectomia: Esta é a remoção da vesícula biliar e é o tratamento padrão para cânceres em estágio inicial e casos selecionados de estágio mais avançado.
  2. Ressecção Hepática: Em casos em que o câncer se espalha para o fígado, pode ser necessária a remoção de parte do fígado.
  3. Linfadenectomia: A remoção de linfonodos próximos à vesícula biliar é comum para evitar a disseminação do câncer.

Conclusão

O câncer de vesícula biliar é uma condição séria que requer uma abordagem multidisciplinar para o tratamento. A compreensão das causas, incidência e prognóstico é crucial para orientar a estratégia de tratamento. A cirurgia desempenha um papel vital no tratamento, especialmente em estágios iniciais. No entanto, a detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar as chances de sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes. É importante que qualquer pessoa com fatores de risco conhecidos ou sintomas sugestivos busque avaliação médica imediatamente.

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Após a ENDOSCOPIA…

Após a ENDOSCOPIA…

A endoscopia digestiva é um procedimento médico comum que permite que os profissionais da saúde examinem o trato gastrointestinal superior, incluindo o esôfago, estômago e duodeno. Embora a endoscopia geralmente seja considerada um procedimento seguro e minimamente invasivo, é importante seguir os cuidados adequados após a realização do procedimento para minimizar o risco de complicações e garantir uma recuperação rápida e eficaz.

Aqui estão alguns cuidados que você deve ter após a realização da endoscopia digestiva:

  1. Descanse: é importante descansar após a endoscopia para permitir que seu corpo se recupere do procedimento. É recomendável que você tire o restante do dia de folga para descansar e evitar atividades extenuantes.
  2. Acompanhamento: é importante que você tenha um acompanhante para levá-lo para casa após o procedimento, já que a sedação usada durante a endoscopia pode afetar sua coordenação e equilíbrio.
  3. Dieta: seu médico irá orientá-lo sobre a sua dieta após a endoscopia, mas geralmente é recomendável que você evite alimentos sólidos até que a sedação tenha passado completamente. Você pode começar com líquidos claros, como água, chá, caldo e suco de maçã.
  4. Evite dirigir: você não deve dirigir por pelo menos 24 horas após a endoscopia, já que a sedação pode afetar sua capacidade de dirigir com segurança.
  5. Evite atividades extenuantes: é importante evitar atividades extenuantes por pelo menos 24 horas após a endoscopia. Isso inclui levantar objetos pesados, exercícios vigorosos e outras atividades que possam exigir muito esforço físico.
  6. Medicação: seu médico pode prescrever medicamentos para aliviar a dor ou a irritação após a endoscopia. Certifique-se de seguir as instruções do seu médico para o uso adequado dos medicamentos.
  7. Siga as instruções do médico: seu médico fornecerá instruções detalhadas sobre os cuidados pós-endoscopia. Certifique-se de seguir essas instruções cuidadosamente para garantir uma recuperação eficaz.
  8. Monitore os sintomas: se você notar quaisquer sintomas incomuns após a endoscopia, como dor abdominal, sangramento ou febre, entre em contato imediatamente com seu médico.

Em resumo, a endoscopia digestiva é um procedimento relativamente seguro e eficaz para diagnosticar e tratar problemas gastrointestinais. Seguindo os cuidados adequados após a realização da endoscopia, você pode minimizar o risco de complicações e garantir uma recuperação rápida e eficaz. Se você tiver alguma dúvida ou preocupação sobre os cuidados pós-endoscopia, não hesite em entrar em contato com seu médico.

O intestino “irritado” pela ANSIEDADE

O intestino “irritado” pela ANSIEDADE

Os distúrbios psiquiátricos e as doenças funcionais do aparelho digestório estão intimamente ligados. Vários estudos científicos demonstraram que esses distúrbios psiquiátricos têm um impacto significativo na saúde gastrointestinal e vice-versa. Nesta matéria, serão discutidos os três artigos científicos mais importantes que relacionam os distúrbios psiquiátricos às doenças funcionais do aparelho digestório.

Artigo 1:

O artigo “Depression and gastrointestinal disorders: the role of microbiota in stress-induced inflammation” publicado na revista científica Molecular Psychiatry (2016) aborda a relação entre a depressão e os distúrbios gastrointestinais. O artigo destaca a importância da microbiota intestinal na regulação da saúde mental e gastrointestinal. O estudo mostrou que o estresse crônico pode alterar a microbiota intestinal, levando a inflamação e disbiose intestinal. Esses distúrbios intestinais estão associados a uma maior probabilidade de desenvolvimento de depressão e ansiedade.

Artigo 2:

O artigo “Irritable bowel syndrome and psychiatric disorders: a twin study” publicado na revista científica American Journal of Gastroenterology (2011) analisa a relação entre a síndrome do intestino irritável (SII) e os distúrbios psiquiátricos. O estudo concluiu que a SII está significativamente associada a distúrbios psiquiátricos, incluindo depressão, ansiedade e transtornos de personalidade. O estudo também destacou a importância da predisposição genética para ambos os distúrbios.

Artigo 3:

O artigo “Gastrointestinal symptoms in anxiety disorders: a systematic review and meta-analysis” publicado na revista científica Journal of Psychiatric Research (2019) revisou a literatura científica existente sobre a relação entre a ansiedade e os sintomas gastrointestinais. O estudo mostrou que os pacientes com transtornos de ansiedade têm uma maior prevalência de sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia e constipação. O estudo também destaca a necessidade de avaliar e tratar a saúde gastrointestinal em pacientes com transtornos de ansiedade.

AVALIAÇÃO ESPECIALIZADA CONJUNTA

Esses três artigos científicos enfatizam a importância da relação entre os distúrbios psiquiátricos e as doenças funcionais do aparelho digestório. A interação entre a microbiota intestinal, o estresse e a predisposição genética pode levar a distúrbios gastrointestinais e psiquiátricos. Os médicos são capazes de avaliar cuidadosamente a saúde gastrointestinal em pacientes com transtornos psiquiátricos e vice-versa. A compreensão dessas interações é crucial para o desenvolvimento de terapias eficazes para esses distúrbios. Isso ocorre porque a ansiedade pode levar a um aumento do estresse no corpo, o que pode afetar negativamente a saúde gastrointestinal. Além disso, a ansiedade pode alterar a microbiota intestinal, que é essencial para a saúde gastrointestinal. Isso pode levar a inflamação e disbiose intestinal, que estão associados a problemas gastrointestinais. É importante lembrar que a ansiedade e os problemas gastrointestinais podem estar interconectados e que é crucial avaliar e tratar ambos para garantir a saúde geral do paciente.

Se você está sofrendo de ansiedade e sintomas gastrointestinais, procure uma avaliação médica especializada para obter ajuda. Há tratamentos disponíveis que podem ajudar a gerenciar esses sintomas e melhorar a sua qualidade de vida.

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Como podemos evitar a infecção pelo H. pylori?

Como podemos evitar a infecção pelo H. pylori?

O Helicobacter pylori é uma bactéria que pode causar infecção no estômago e está associada a várias doenças gastrointestinais, incluindo a gastrite e a úlcera. Algumas maneiras de evitar a infecção pelo Helicobacter pylori incluem:

  1. Lavar as mãos com frequência: a bactéria pode ser transmitida por meio do contato com fezes ou saliva contaminadas. Portanto, é importante lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições e após o uso do banheiro.
  2. Evitar o compartilhamento de utensílios e copos: a bactéria pode ser transmitida por meio do compartilhamento de objetos contaminados.
  3. Cozinhar os alimentos adequadamente: a bactéria pode ser encontrada em alimentos malcozidos, especialmente em frutos do mar e carnes.
  4. Evitar alimentos contaminados: alimentos que foram armazenados por um longo período ou que foram preparados em condições insalubres podem estar contaminados com a bactéria.
  5. Fazer exames regulares: é importante realizar exames regulares para detectar a presença da bactéria e tratar a infecção precocemente.

Lembrando que cada paciente pode ter necessidades diferentes, é recomendado que um #GASTROENTEROLOGISTA seja consultado para orientações personalizadas e adequadas.

A infecção pelo Helicobacter pylori é uma das principais causas de doenças gastrointestinais, podendo estar associada a diversas condições, incluindo:

  1. Gastrite: inflamação da mucosa gástrica.
  2. Úlcera péptica: lesão na mucosa do estômago ou duodeno.
  3. MALToma gástrico: um tipo de câncer que pode se desenvolver a partir de um tecido linfático que fica na mucosa do estômago.
  4. Dispepsia funcional: um distúrbio caracterizado por dor ou desconforto abdominal sem uma causa aparente.
  5. Refluxo gastroesofágico: quando o conteúdo do estômago volta para o esôfago, podendo causar sintomas como azia e regurgitação.
  6. Linfoma de células B do estômago: um tipo de câncer que afeta as células do sistema imunológico no estômago.

Lembrando que nem todos os indivíduos infectados pelo Helicobacter pylori desenvolvem essas doenças, e que cada paciente pode ter necessidades diferentes, é recomendado que um médico seja consultado para orientações personalizadas e adequadas. O tratamento do Helicobacter pylori é recomendado para pacientes que apresentam infecção pela bactéria e sintomas associados, ou para aqueles que possuem lesões gástricas, como úlceras ou inflamações. As principais indicações para o tratamento do Helicobacter pylori incluem:

  1. Úlcera péptica: O tratamento é indicado para pacientes com úlceras gástricas ou duodenais, para aliviar os sintomas e prevenir a recorrência da úlcera.
  2. Gastrite: O tratamento é indicado para pacientes com gastrite causada pelo Helicobacter pylori, para aliviar a inflamação e prevenir o desenvolvimento de úlceras.
  3. MALToma gástrico: O tratamento é indicado para pacientes com MALToma gástrico, um tipo de câncer que pode estar associado à infecção pelo Helicobacter pylori.
  4. Dispepsia funcional: O tratamento é indicado para pacientes com dispepsia funcional que não respondem a outras terapias.

O tratamento do Helicobacter pylori geralmente envolve o uso de antibióticos, em combinação com um inibidor de bomba de prótons (medicação que reduz a acidez estomacal), por um período de 7 a 14 dias. O número de vezes que um paciente pode realizar o tratamento do Helicobacter pylori varia de acordo com a gravidade da infecção e a resposta individual ao tratamento. Em geral, é recomendado que o tratamento seja realizado apenas quando há indicação clínica e que o paciente seja acompanhado por um médico para avaliar a eficácia do tratamento e possíveis recorrências da infecção. É importante lembrar que a prevenção da infecção pelo Helicobacter pylori é fundamental, pois uma vez que a infecção se instala, ela pode ser difícil de erradicar completamente e pode levar a complicações gastrointestinais mais graves. O tratamento deve ser orientado por um médico especialista, que irá avaliar cada caso e prescrever a terapia mais adequada para cada paciente.

Dieta para Gastrite: O Que Comer para Aliviar os Sintomas e Promover a Saúde Digestiva

Dieta para Gastrite: O Que Comer para Aliviar os Sintomas e Promover a Saúde Digestiva

A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago que pode causar desconforto, dor, náuseas e até complicações mais graves, como úlceras. No entanto, sabia que a alimentação pode ser uma poderosa aliada no alívio dos sintomas e na prevenção de crises? Neste artigo, você descobrirá como montar uma dieta adequada para gastrite, orientada por especialistas em gastroenterologia.

Entendendo a Gastrite e o Papel da Alimentação

A gastrite pode ter diversas causas, desde infecções por Helicobacter pylori até o uso prolongado de anti-inflamatórios ou estresse. Independentemente do fator desencadeante, o estômago inflamado requer cuidados especiais, e uma alimentação correta é essencial para promover a cicatrização e evitar irritações.

Uma dieta para gastrite deve priorizar alimentos que reduzam a acidez e protejam a mucosa gástrica, evitando aqueles que possam agravar os sintomas. Aqui está um guia prático para escolher os alimentos ideais:

Alimentos Indicados para Gastrite

  1. Frutas Não Ácidas
    Prefira frutas como banana, maçã (sem casca) e pera, que são de fácil digestão e não irritam o estômago.
  2. Legumes e Vegetais Cozidos
    Cenoura, abobrinha e batata são opções excelentes quando cozidas, pois ajudam a acalmar a mucosa gástrica.
  3. Proteínas Magras
    Carnes magras, como frango sem pele e peixe, são boas fontes de proteínas de fácil digestão. Ovos cozidos ou pochê também são recomendados.
  4. Cereais Integrais
    Arroz integral, aveia e pão integral são ricos em fibras e ajudam no funcionamento do sistema digestivo sem agredir o estômago.
  5. Líquidos Leves
    Água de coco, chás como camomila e erva-doce, além de água pura, são opções seguras para manter a hidratação sem causar irritação.

Alimentos que Devem Ser Evitados

Certos alimentos podem agravar os sintomas da gastrite e devem ser evitados, como:

  • Alimentos Ácidos: Limão, laranja e abacaxi.
  • Bebidas Gasosas e Cafeinadas: Refrigerantes, café e energéticos.
  • Frituras e Processados: Fast food, salgadinhos e embutidos são altamente irritantes.
  • Temperos Picantes: Pimenta, alho cru e curry podem aumentar a inflamação.

Dicas Práticas para o Dia a Dia

  • Fracionar as Refeições: Coma em pequenas quantidades a cada 3 horas para evitar sobrecarregar o estômago.
  • Evitar Bebidas Durante as Refeições: Beba líquidos entre as refeições, não durante.
  • Mastigar Bem os Alimentos: Isso facilita a digestão e reduz o esforço do estômago.

Quando Procurar Ajuda Médica?

Se você sofre de dores constantes, náuseas frequentes ou percebe que os sintomas não melhoram mesmo com a dieta adequada, é essencial procurar um especialista em gastroenterologia. A gastrite pode evoluir e requerer tratamentos clínicos ou medicamentos específicos.

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Cuide-se. O CÂNCER não ficou de quarentena.

Por conta da pandemia, muitas pessoas interromperam suas rotinas de tratamento do câncer, adiando consultas, exames e cirurgias. Os números apontam quedas drásticas dos diagnósticas de vários tipos de câncer, além de diminuição do número de cirurgias, por exemplo. Sabemos que isso não se deve à redução dos casos da doença e é exatamente esse o grande risco. Quanto mais se adia o enfrentamento do câncer, menores são as chances de cura. Por isso aderimos a campanha da SBCO que por vários canais de mídia, motiva a população a retomar seus cuidados de saúde relacionados ao câncer. É importante, é claro, atenção às orientações de prevenção da Covid-19, mas não se deve, por conta da pandemia, negligenciar uma doença altamente letal como o câncer.

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Gastrostomia Percutânea Endoscópica

Gastrostomia Percutânea Endoscópica

O que é gastrostomia endoscópica ?

A gastrostomia endoscópica percutânea é um método empregado para fornecimento de dieta enteral por tubo colocado no estômago (gastrostomia) por endoscopia (via endoscópica) através da pele (implantação percutânea) para suporte nutricional adequado de pacientes que não conseguem fazer uso adequado de dieta oral por ingesta insuficiente ou por alterações anatômicas no trato gastrointestinal superior ou que necessitem fazer uso de dieta por sonda nasoenteral por tempo prolongado. As principais indicações da gastrostomia endoscópica são os distúrbios de deglutição secundários a doença de Alzheimer, acidente vascular cerebral, neoplasias de cabeça e pescoço e neoplasia de esôfago.

Qual o preparo para o procedimento ?

Deve-se interromper uso de inibidores de bomba protônica (IBP) por no mínimo 48 horas antes do exame e de aspirina (AAS) ou clopidogrel por 7 dias antes do procedimento. Caso o paciente necessite do uso contínuo dessas medicações ou adicionalmente faça uso de anticoagulantes, seu médico assistente deve orientar e autorizar a sua interrupção.  Para realização do procedimento é necessário que o estômago esteja vazio. O paciente deverá permanecer em jejum completo por no mínimo 8 horas. Se houver necessidade do uso de alguma medicação prescrita (por exemplo, anti-hipertensivos) antes do exame, ele deve tomá-la com pequenos goles de água. Uso de leite ou de anti-ácidos deve ser evitado. O uso de grande parte das medicações de uso crônico pode ser postergado para após o exame. Caso o paciente seja diabético, ele não deve fazer uso de insulina ou dos hipoglicemiantes orais no dia do exame. O controle dos níveis glicêmicos será realizado durante sua internação, a critério médico. Deve-se evitar uso de unhas pintadas, porque o esmalte prejudica a monitorização da oxigenação sangüínea durante o exame. Antes do exame, é necessário o preenchimento da ficha de admissão e do termo de consentimento informado pelo paciente ou pelo seu representante legal. O médico e/ou a enfermeira estarão disponíveis para explicar o procedimento e responder a todas as perguntas pertinentes ao exame. Por favor, informe a equipe médica a realização de outro exame de endoscopia, história prévia de alergias ou reações a qualquer medicação. Óculos e próteses dentárias devem ser removidos.

O que acontecerá durante o procedimento?

O procedimento será realizado sob sedação ou anestesia sob supervisão de um anestesista, para evitar dor e desconforto por parte do paciente.  Após o paciente relaxar e dormir, será introduzido aparelho de endoscopia digestiva alta pela boca para visualização e completa avaliação do esôfago, estômago e duodeno. Posteriormente, será realizada insuflação do estômago para determinar o local de colocação da gastrostomia (geralmente no lado esquerdo do abdômen). Neste local, após desinfecção e anestesia local, será realizado um pequeno corte na pele através do qual introduziremos o tubo de gastrostomia.  Após o termino do procedimento o paciente retornará ao seu leito de origem, podendo necessitar ficar 24 horas de observação hospitalar.

Quais os riscos do procedimento ?

A gastrostomia endoscópica percutânea inclui procedimento de endoscopia digestiva alta e gastrostomia percutânea por via endoscópcia. Os riscos do procedimento são inferiores àqueles observados com gastrostomia cirúrgica e envolvem os riscos associados ao exame endoscópico e aqueles relacionados à realização da gastrostomia. A endoscopia digestiva é um exame seguro. No entanto, como todo ato médico, ela não é isenta de riscos. A complicação mais freqüente é flebite (dor e inchaço no trajeto da veia puncionada) que pode acontecer em até 5% dos casos, a depender da medicação utilizada para sedação e rinite secundária a administração de oxigênio por cânula nasal. Complicações mais sérias são raras ocorrendo em menos de 0,2% dos casos, podendo estar relacionadas ao emprego de medicamentos sedativos ou ao próprio procedimento endoscópico. As principais complicações associadas à gastrostomia são: extravasamento de suco gástrico e/ou dieta pelo óstio da gastrostomia; inflamação do óstio da gastrostomia por irritação química (suco gástrico) e infecção do óstio com drenagem de secreção purulenta. A infecção de óstio ocorre em 7%-20% dos pacientes, podendo ser reduzida com uso de antibioticoprofilaxia. Na ausência de celulite em expansão ou de sinais sistêmicos de infecção (febre), a infecção do óstio é tratada com a intensificação dos cuidados locais com limpeza freqüente do óstio da gastrostomia com solução de clorexidina. Caso seja necessário, antibióticos por via oral ou intravenosa podem ser necessários. Perfuração de outras vísceras e sangramento podem ocorrer excepcionalmente, requerendo algumas vezes tratamento cirúrgico.

Gastrostomia Percutânea Endoscópica

O que devo fazer após o procedimento ?

O paciente deverá retornar para sua acomodação hospitalar após recuperação anestésica. O tubo de gastrostomia deverá estar fixado ao orifício de inserção do gastrostomia pelo dispositivo de retenção e à pele com esparadrapo ou micropore. O jejum deve ser mantido por 24 horas. Hidratação e aporte calórico serão fornecidos por soluções intravenosas. A equipe de enfermagem realizará curativos não oclusivos periodicamente. Caso haja extravasamento de suco gástrico, secreções ou acúmulo de resíduos no orifício da gastrostomia, comunique a equipe médica imediatamente. Após 24 horas de observação, será liberada dieta pelo tubo de alimentação e na ausência de intercorrências, alta hospitalar. As orientações sobre manuseio e cuidados com o tubo de gastrostomia e seus acessórios e sobre alimentação por gastrostomia serão prestadas pela equipe de Endoscopia e Nutrologia do Hospital onde foi realizado o procedimento. A tração acidental ou intencional da sonda por parte do paciente deve ser evitada, particularmente nas primeiras quatro semanas após a inserção do gastrostomia, pois pode levar ao extravasamento de secreção gástrica e/ou dieta para a cavidade abdominal, peritonite e necessidade de cirurgia. Geralmente antes da alta, um manual de orientações é entregue ao paciente.

Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Prevenção Nutricional da DIVERTICULITE AGUDA

Diverticulite_Aguda

Os DIVERTÍCULOS DO CÓLON são saculações que se desenvolvem na parede do intestino grosso com o passar dos anos, e que ocorrem em pontos de fraqueza desta parede. Sabe-se que 50% das pessoas com mais de 60 anos apresentam divertículos intestinais (DIVERTICULOSE INTESTINAL). Mas o grande medo por portadores da diverticulose, que muitas vezes é assintomática, é evoluir com um quadro de DIVERTICULITE AGUDA, algo que ocorre em 5% dos casos.

A diverticulite aguda é uma inflamação que acontece nos divertículos, podendo causar dor abdominal forte (lado esquerdo inferior do abdome), parada da eliminação de gases e fezes, febre e distensão abdominal. O diagnóstico é confirmado através de hemograma e exames de imagem (ultrassonografia e tomografia computadorizada). O tratamento requer dieta, antibióticos e, em alguns casos mais graves, internações e cirurgia.

Mas a questão é: QUAIS OS REAIS FATORES DE RISCO PARA A DIVERTICULITE AGUDA?

Durante muito tempo se pensou que este quadro era causado pela obstrução dos divertículos por fezes e alimentos. E aí foi fácil associarmos as sementes e grãos como os maiores vilões. Por anos colocamos a culpa no milho, nas castanhas, pipoca e sementes de frutas (tomate, kiwi, mamão, uva). Mas erramos! Na verdade, a ingestão destes alimentos não está relacionado ao desenvolvimento da diverticulite. Pelo contrário! A ingestão de fibras nos protege.


Mas QUEM DEVEMOS CULPAR então? Em pelo menos 50% dos casos os verdadeiros causadores da diverticulite aguda são a obesidade (abdominal em particular), uso de anti-inflamatórios, sedentarismo, dieta rica em gordura (principalmente carne vermelha) e pobre em fibras.


E COMO EVITAR AS CRISES de diverticulite aguda em portadores de diverticulose intestinal? Com adequação de ESTILO DE VIDA e ALIMENTAÇÃO, como as que seguem abaixo:
– manter-se com peso adequado (índice de massa corpórea normal)
– não ingerir mais que quatro porções de carne vermelha por semana
– ingerir mais que 25 gramas de fibras ao dia
– praticar atividades físicas por mais de duas horas por semana
– não fumar

E caso você já tenha sofrido com alguma crise de diverticulite previamente, adeque-se o quanto antes a estas medidas. A cada crise as chances de recidiva da inflamação aumentam exponencialmente. Mais do que procurar um gastroenterologista ou cirurgião nos momentos críticos, busque orientação prévia para ter orientações alimentares e de estilo de vida. Além de diminuir os riscos de crises de diverticulite, estará realmente promovendo mais saúde ao seu corpo e se protegendo de outras doenças causadas pelos mesmos fatores de risco.

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O que é Diverticulite Aguda?

O que é Diverticulite Aguda?

Doença Diverticular dos Cólons – Instituto InVideo

Atendemos frequentemente pacientes que apresentam divertículos no intestino grosso (cólon), já que esta é uma alteração intestinal comum, principalmente com o avançar da idade. No entanto, existe uma grande confusão no que se refere à utilização dos termos, e por esta razão este artigo tem como principal interesse demonstrar as diferenças entre ter divertículo intestinal, diverticulose ou moléstia diverticular dos cólons e diverticulite.

Os divertículos intestinais representam a presença de um abaulamento da parede do intestino grosso, como se este fosse um pequeno “saco”, e que surge em áreas de maior fraqueza da parede intestinal. Diverticulose ou moléstia diverticular simplesmente descreve que este intestino apresenta divertículos. A diverticulite aguda é a inflamação do divertículo, e decorre da obstrução dos divertículos por fezes e alimentos, e caracteriza o maior problema relacionado com os divertículos, já que esta inflamação está associada à infecção da região.

Diverticulite Aguda

A presença da doença diverticular é mais comum em pessoas acima de 50 anos, mas pode acometer os mais jovens (principalmente os homens). Quanto ao sexo, há uma distribuição homogênea de maneira geral. Os divertículos surgem em decorrência de características pessoais e estilo de vida, como dieta, atividade física e obesidade. A dieta rica em fibras é considerada a melhor maneira de se prevenir o surgimento dos divertículos, principalmente quando associada a prática de exercício, já que há um incremento da função intestinal. A obesidade está relacionada com maior incidência de quadro de diverticulite e de sangramento (hemorragia) decorrente da presença dos divertículos, sendo estas as duas maiores complicações da doença diverticular. Aproximadamente de 15 a 25% dos pacientes com diverticulose apresentarão uma crise de diverticulite, enquanto de 5 a 15% evoluirão com sangramento intestinal.

A maioria das pessoas com a moléstia diverticular ou diverticulose não apresenta sintomas e continuarão assim pelo resto das suas vidas. O diagnóstico é feito em geral durante um exame endoscópico do intestino (colonoscopia) ou através de exames de imagem, como a tomografia computadoriza de abdome.

Diverticulite e diverticulose | Drauzio Varella - Drauzio Varella

A diverticulite aguda, por outro lado, como se caracteriza por inflamação e infecção, apresenta como principal sintoma a dor abdominal. Outros sintomas presentes na diverticulite são náusea, vômitos, constipação, febre e sintomas urinários. Quanto à gravidade das crises de diverticulite, 75% delas são simples, e tratadas apenas com tratamento clínico, enquanto 25% podem ser mais severas, necessitando até mesmo de cirurgia.

A melhor maneira de se evitar as crises de diverticulite aguda é manter uma dieta rica em fibras. Após a primeira crise de diverticulite, um terço dos pacientes permanecerão assintomáticos, outro terço evoluirá com desconforto ocasional, e o último terço apresentará a segunda crise de diverticulite. Após a segunda crise, apenas 10% dos casos ficarão livres dos sintomas de desconforto abdominal.

Tratamento Cirúrgico dos Divertículos do Cólon

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