Pedra na Vesícula : Quando a Cirurgia é Necessária?

Pedra na Vesícula

Título: Desvendando as principais informações sobre a Colelitíase: Cálculos na Vesícula Biliar 🧐

Introdução
A Colelitíase, popularmente conhecida como “Pedra na Vesícula”, desperta diversas dúvidas e inquietações. Este post tem como objetivo esclarecer os principais questionamentos relacionados a essa condição que tem se tornado mais frequente nos últimos anos. 🌱

1. O que é a Colelitíase?
A Colelitíase refere-se à formação de cálculos, conhecidos como pedras, que ocorrem no interior da vesícula biliar em 90% dos casos. Em situações específicas, essas pedras podem surgir nos ductos biliares, sendo chamadas de coledocolitíase. A incidência e o diagnóstico da Colelitíase têm aumentado, em parte devido ao crescente uso da ultrassonografia abdominal em exames de rotina ou check-ups. É interessante notar que, em muitos casos, os cálculos são diagnosticados mesmo antes de o paciente apresentar sintomas perceptíveis. 📈

2. Tipos de Cálculos:
Os cálculos na vesícula biliar podem ser classificados em dois tipos principais: os de colesterol, que representam cerca de 90% dos casos, e os de bilirrubina, que compõem os 10% restantes. Os cálculos de colesterol são mais comuns e podem se formar devido a diversos fatores, enquanto os de bilirrubina estão frequentemente associados a condições específicas, como anemia ou deficiência no metabolismo da bilirrubina, um pigmento metabolizado pelo fígado. 🔄

3. Esta doença é frequente e quando ela ocorre?

    Os estudos têm demonstrado claramente um aumento da incidência de cálculos biliares com o passar da IDADE (principalmente acima de 40 anos). Embora rara na população pediátrica, as crianças com distúrbios hematológicos (alguns tipos de anemia), e com dificuldade de absorção de sais biliares estão predispostas à formação de cálculos biliares. A calculose biliar é mais comum em entre as MULHERES, e deve estar ligado a fatores hormonais, já que há um aumento do número de casos com a GRAVIDEZ. A OBESIDADE também é um fator de risco, já que nestes pacientes há um aumento da concentração de colesterol. A DIABETES também causa um aumento na incidência dos cálculos na vesícula biliar, devido a uma supersaturação do colesterol. Aproximadamente 10% da população acima de 20 anos de idade apresenta cálculo na vesícula biliar.

 4. Dr. quais são os sintomas mais comuns?

A presença de cálculos na vesícula biliar pode se manifestar de várias maneiras, sendo que muitos pacientes são assintomáticos (mais de 50%) por vários anos. Nos casos sintomáticos, a obstrução do ducto da vesícula biliar por um cálculo pode causar dor no abdome, principalmente do lado direito próximo às costelas, conhecida como CÓLICA BILIAR. A cólica é causada pela contração da vesícula biliar contra a resistência imposta pela obstrução do ducto, e classicamente surge de 30 a 60 minutos depois das refeições. Caso a obstrução persista, pode haver a evolução para uma inflamação aguda da vesícula biliar (COLECISTITE AGUDA). A calculose biliar também pode se apresentar como “má” digestão, desconforto abdominal vago, náuseas e vômitos, ou até mesmo excesso de flatulência. Este quadro tende a piorar com a ingestão de alimentos gordurosos, mas todos os alimentos podem desencadear sintomas.

5. Como posso saber se tenho PEDRA NA VESÍCULA?

A ultra-sonografia do abdome superior é o método de escolha para a avaliação de pacientes com suspeita de cálculos biliares, e apresenta um índice de acerto de 95 a 99%. Tem como vantagens, além da eficácia, ser um método não invasivo (sem anestesia ou contraste), sem irradiação, razoavelmente barato e desprovido de efeitos colaterais.  Os exames laboratoriais podem mostrar a alteração de enzimas do fígado e dos ductos biliares. O hemograma completo estará alterado no caso de infecção.

6. Quais são os riscos desta doença ?

Pedra na VesículaDe todos os pacientes portadores de cálculos biliares, de 15 a 20% apresentarão complicações mais graves devido aos cálculos biliares. Estas complicações podem ser referentes à obstrução da vesícula por cálculos maiores, como a colecistite aguda, ou devido à migração dos cálculos biliares pequenos da vesícula para os ductos biliares, como a coledocolitíase, a colangite aguda supurativa e a pancreatite aguda biliar. Um outro risco associado à presença de cálculos de vesícula biliar, em especial acima de 3 cm, é o desenvolvimento de câncer de vesícula á longo prazo.

Ameaças Associadas aos Cálculos na Vesícula Biliar e Suas Consequências 🚨

A inflamação ou colecistite aguda, que é a complicação mais comum do cálculo de vesícula, ocorre quando o cálculo biliar se aloja na saída da vesícula, causando obstrução persistente. Isso desencadeia inflamação e infecção, resultando em dor intensa, diferente da cólica biliar, e podendo persistir por vários dias. Os sintomas incluem náusea, vômito, perda de apetite e febre. A ultra-sonografia revela não apenas os cálculos na vesícula, mas também um espessamento da parede e distensão da vesícula devido à inflamação e obstrução, respectivamente. O tratamento envolve a remoção da vesícula biliar e a administração de antibióticos. 💊👩‍⚕️

A Coledocolitíase, por sua vez, refere-se à presença de cálculos no ducto biliar (colédoco), geralmente originados na vesícula biliar. Os sintomas incluem dor abdominal em cólica, associada a náuseas e vômitos. Dependendo da intensidade da obstrução do ducto, os pacientes podem apresentar icterícia e urina escura. O tratamento inicia-se com a remoção do cálculo por endoscopia digestiva ou cirurgia, seguida pela ressecção da vesícula biliar. 🩹🌡️

A colangite aguda supurativa surge quando um cálculo impacta o ducto colédoco, causando infecção. Os sintomas incluem febre, icterícia e dor abdominal, podendo levar a complicações graves. O tratamento envolve antibióticos, hidratação e a remoção do cálculo do ducto biliar, seguido pela ressecção da vesícula. A rapidez na intervenção é crucial devido ao risco de sepse. ⚠️💉

A pancreatite aguda biliar, resultante da obstrução do ducto pancreático por um cálculo vesicular, apresenta sintomas como dor abdominal intensa, febre e náuseas. Em casos graves, pode levar à necrose e hemorragia pancreáticas, com risco de morte. O tratamento inicia-se com a ressecção do cálculo, seguida pela remoção da vesícula após a melhora dos sintomas da pancreatite. 🏥🔥

Finalmente, o câncer de vesícula biliar é uma complicação potencial em pacientes com cálculos, especialmente os grandes. Entre 70% e 90% dos casos de câncer de vesícula estão associados a cálculos biliares. É essencial monitorar pacientes com cálculos únicos e grandes, pois 0,4% deles podem desenvolver câncer de vesícula biliar como complicação. 🎗️🔍 Ao reconhecer essas ameaças, podemos destacar a importância da prevenção e do acompanhamento regular, promovendo a saúde e o bem-estar. 🌟

 6. Qual o Tratamento da Pedra na Vesícula?

Abordagem Atualizada na Calculose da Vesícula Biliar e o Papel da Cirurgia Vídeo-Laparoscópica 🌐👨‍⚕️

Diante do quadro clínico relacionado à calculose da vesícula biliar e dos riscos potenciais de complicações sérias, minha rotina de cuidado com os pacientes tem evoluído para incluir a ressecção (retirada) da vesícula biliar, especialmente em casos de pacientes sintomáticos e/ou com múltiplos cálculos de pequeno porte, aumentando assim o risco de migração dessas pedras. Para pacientes assintomáticos com apenas um cálculo, a abordagem não cirúrgica pode ser considerada, porém a monitorização cuidadosa nesses casos permite avaliar a evolução do quadro e intervir cirurgicamente apenas quando necessário, garantindo uma abordagem mais personalizada e minimizando intervenções desnecessárias.

O tratamento da calculose biliar destaca-se pela ressecção da vesícula biliar, conjuntamente com as pedras, utilizando métodos modernos, como a cirurgia vídeo-laparoscópica. Nesse procedimento, o cirurgião realiza quatro pequenas incisões no abdome do paciente, por onde são introduzidas pinças e uma câmera de vídeo. Todo o procedimento é conduzido com o auxílio de um monitor posicionado ao lado do paciente.

As vantagens dessa abordagem são notáveis. A recuperação é rápida, visto que a dor é mínima devido às incisões reduzidas, o que permite que os pacientes retomem suas atividades profissionais em um curto espaço de tempo. O impacto estético também é positivo, uma vez que as incisões apresentam dimensões pequenas, variando de 0,5cm a 1cm. Além disso, em geral, os pacientes recebem alta hospitalar no dia seguinte à cirurgia, otimizando o processo de recuperação. Essa técnica moderna representa um avanço significativo na abordagem da calculose da vesícula biliar, proporcionando aos pacientes uma experiência mais confortável e eficiente. 💪🔍

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