Transplante Hepático na Insuficiência Hepática Aguda

Transplante Hepático na Insuficiência Hepática Aguda

Critérios de Transplante Hepático na Insuficiência Hepática Aguda: Quando a Cirurgia é a Única Chance de Sobrevida

A insuficiência hepática aguda (IHA) é uma das emergências médicas mais graves da gastro-hepatologia. Caracteriza-se pela perda súbita da função do fígado, em um paciente sem doença hepática prévia conhecida, geralmente evoluindo em dias ou semanas. Nessas situações, o transplante hepático pode ser a única opção capaz de salvar a vida.


O que define a insuficiência hepática aguda?

Na IHA, o fígado perde rapidamente a capacidade de realizar suas funções vitais, como metabolizar toxinas, produzir proteínas da coagulação e manter o equilíbrio metabólico. Clinicamente, o quadro é definido pela presença de:

  • Icterícia intensa;
  • Coagulopatia (aumento do INR);
  • Encefalopatia hepática (alterações de consciência);
  • Instalação em até 26 semanas do início dos sintomas, em indivíduos previamente sem doença hepática crônica.

Quando indicar o transplante hepático?

Nem todo paciente com IHA precisa de transplante imediato. Para guiar a decisão, foram estabelecidos critérios prognósticos que ajudam a identificar quem tem menor chance de sobreviver apenas com suporte clínico.


Critérios de King’s College (os mais utilizados)

➤ IHA causada por paracetamol

Transplante indicado se:

  • pH arterial < 7,3 após ressuscitação, ou
  • Todos os seguintes:
    • INR > 6,5
    • Creatinina > 3,4 mg/dL
    • Encefalopatia hepática grau III ou IV

➤ IHA de outras causas

Transplante indicado se:

  • INR > 6,5, independentemente de outros fatores, ou
  • Três ou mais dos seguintes critérios:
    • Idade < 10 ou > 40 anos
    • Etiologia não favorável (drogas, hepatite indeterminada, etc.)
    • Intervalo > 7 dias entre início da icterícia e encefalopatia
    • INR > 3,5
    • Bilirrubina > 17,5 mg/dL

🚨 Importância clínica

A mortalidade da insuficiência hepática aguda sem transplante é extremamente elevada (acima de 70% em alguns cenários). Já os pacientes submetidos a transplante em tempo oportuno têm sobrevida de 60–80%, dependendo do centro e da gravidade da condição. Assim, reconhecer precocemente os critérios de transplante hepático na insuficiência hepática aguda é vital para garantir que o paciente seja encaminhado rapidamente a um centro transplantador.


Outros sistemas de avaliação

  • Clichy Criteria (França): considera grau de encefalopatia e nível do Fator V da coagulação.
  • MELD Score: útil no contexto de doença crônica, mas com papel limitado em IHA.
  • APACHE II: aplicado em UTI, mas sem especificidade hepática.

Por que a decisão deve ser rápida?

A mortalidade da IHA sem transplante pode ultrapassar 70%. Já os pacientes que recebem um fígado compatível em tempo oportuno apresentam taxas de sobrevida em torno de 60% a 80%, dependendo da gravidade e do centro transplantador. Por isso, o reconhecimento precoce dos critérios é essencial para transferir o paciente rapidamente a um centro habilitado em transplante hepático. Cada hora de atraso pode reduzir significativamente as chances de sucesso.


Conclusão

A insuficiência hepática aguda é uma emergência médica devastadora. Conhecer e aplicar corretamente os critérios de transplante hepático é fundamental para salvar vidas. No Instituto ProGastro, nossa equipe está preparada para identificar precocemente esses casos, oferecer suporte clínico intensivo e encaminhar o paciente para avaliação cirúrgica quando necessário.


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Hepatite Fulminante Medicamentosa: Uma Emergência Hepática Grave

Hepatite Fulminante Medicamentosa: Uma Emergência Hepática Grave

A hepatite fulminante medicamentosa é uma forma rara, porém extremamente grave, de insuficiência hepática aguda, desencadeada pelo uso de determinados medicamentos. Essa condição pode levar à falência hepática em poucos dias, tornando o transplante de fígado a única alternativa terapêutica em muitos casos.

O Que Causa a Hepatite Fulminante Medicamentosa?

Diferentes substâncias podem desencadear esse quadro, sendo os principais agentes envolvidos:

  1. Paracetamol (Acetaminofeno): É a principal causa de insuficiência hepática aguda nos Estados Unidos e em outros países, especialmente quando ingerido em doses excessivas.
  2. Antibióticos e Antifúngicos: Medicamentos como amoxicilina-clavulanato e fluconazol podem causar hepatotoxicidade grave.
  3. Anticonvulsivantes: Como fenitoína e ácido valproico.
  4. Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs): Ibuprofeno e nimesulida podem estar associados a casos raros, mas graves, de hepatite fulminante.
  5. Fitoterápicos e Suplementos: Algumas ervas e produtos naturais podem ser altamente tóxicos para o fígado, especialmente em doses elevadas.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas da hepatite fulminante medicamentosa evoluem rapidamente e incluem:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor abdominal no quadrante superior direito;
  • Confusão mental e sonolência (sinais de encefalopatia hepática);
  • Sangramentos e equimoses devido à disfunção da coagulação.

O diagnóstico é baseado em exames laboratoriais, que demonstram aumento acentuado das enzimas hepáticas (TGO/TGP), bilirrubina elevada e tempo de protrombina prolongado. Além disso, exames de imagem ajudam a excluir outras causas de insuficiência hepática.

Tratamento e Indicações para Transplante

O tratamento depende da causa subjacente e da gravidade do quadro. Em casos de intoxicação por paracetamol, o uso precoce de N-acetilcisteína pode reverter a lesão hepática. No entanto, se a insuficiência hepática progride, o transplante de fígado se torna a única opção.

Critérios como o escore de King’s College ajudam a determinar quais pacientes necessitam de transplante urgente, levando em conta fatores como nível de bilirrubina, tempo de protrombina e presença de encefalopatia hepática.

Prevenção e Cuidados

Para evitar a hepatite fulminante medicamentosa, recomenda-se:

  • Seguir rigorosamente as doses prescritas pelo médico;
  • Evitar a automedicação, especialmente com analgésicos e anti-inflamatórios;
  • Informar ao médico sobre o uso de fitoterápicos ou suplementos;
  • Monitorar a função hepática em tratamentos prolongados com medicamentos potencialmente hepatotóxicos.

Se você ou alguém próximo apresentar sintomas sugestivos de insuficiência hepática, procure imediatamente um especialista.

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Indicações do Transplante Hepático na Cirrose: Quando é Necessário?

Indicações do Transplante Hepático na Cirrose: Quando é Necessário?

A cirrose hepática é uma condição grave e progressiva do fígado, caracterizada pela substituição do tecido hepático normal por fibrose, comprometendo a função do órgão. Quando a doença atinge um estágio avançado e os tratamentos convencionais não são mais eficazes, o transplante de fígado se torna a única opção terapêutica capaz de oferecer sobrevida e qualidade de vida ao paciente.

Quando o Transplante Hepático é Indicado?

A decisão de encaminhar um paciente para transplante hepático é baseada em critérios clínicos bem estabelecidos. Dentre as principais indicações, destacam-se:

  1. Cirrose Descompensada: Quando o fígado perde sua capacidade funcional, levando a complicações como ascite refratária (acúmulo de líquido no abdome que não responde ao tratamento), hemorragia digestiva por varizes esofágicas e encefalopatia hepática grave.
  2. Insuficiência Hepática Aguda: Algumas condições, como hepatite fulminante, podem levar à falência rápida do fígado, exigindo transplante emergencial.
  3. Carcinoma Hepatocelular (CHC): Pacientes com câncer de fígado dentro dos Critérios de Milão (tumores limitados em tamanho e número) podem ser candidatos ao transplante, pois a cirurgia remove não apenas o tumor, mas também o tecido doente, reduzindo o risco de recorrência.
  4. Doenças Hepáticas Congênitas ou Metabólicas: Algumas doenças genéticas, como hemocromatose, doença de Wilson e déficits enzimáticos, podem causar disfunção hepática irreversível.

Como Funciona a Avaliação para o Transplante?

Pacientes candidatos ao transplante passam por uma avaliação criteriosa, que inclui exames laboratoriais, testes de imagem, análise da função hepática e classificação pelo escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease), que determina a gravidade da doença e a prioridade na fila de transplante.

Expectativas e Resultados

O transplante de fígado é um procedimento complexo, mas avanços na técnica cirúrgica e na terapia imunossupressora têm aumentado significativamente as taxas de sobrevida e qualidade de vida dos pacientes. A recuperação requer acompanhamento rigoroso para prevenção de rejeição do órgão e controle de possíveis complicações.

Se você ou alguém próximo enfrenta a cirrose hepática, converse com um especialista para entender todas as opções disponíveis.

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Setembro Verde: A Importância da Doação de Órgãos

Setembro Verde: A Importância da Doação de Órgãos

Você sabia que a doação de órgãos pode salvar vidas? 🌱

Em setembro, celebramos o Setembro Verde, uma campanha que visa conscientizar sobre a importância desse ato altruísta. A doação de órgãos é fundamental para pacientes com doenças do aparelho digestivo, como cirrose e insuficiência hepática. 🏥

Ao se tornar um doador, você pode oferecer uma nova chance a quem precisa.Informar-se sobre o processo e os requisitos para a doação é essencial. ✨ Além disso, é importante conversar com familiares sobre sua decisão, pois a vontade do doador é fundamental.Juntos, podemos fazer a diferença! 💚

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Instituto Progastro
Transplante
Recuperação após Cirurgia Abdominal

Recuperação após Cirurgia Abdominal

O Que Esperar

A cirurgia abdominal para o tratamento do câncer gastrointestinal é um passo crucial na jornada para a cura. No entanto, a recuperação pós-operatória é igualmente importante e exige cuidado e atenção para garantir o melhor resultado possível. Neste artigo, exploraremos o processo de recuperação após uma cirurgia abdominal para o câncer gastrointestinal, oferecendo informações valiosas para pacientes e interessados em saúde e bem-estar.

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Tratamento Especializado

O Que Acontece Após a Cirurgia?

A recuperação após a cirurgia abdominal varia de acordo com o tipo de procedimento realizado e a saúde geral do paciente. Os primeiros dias são geralmente passados no hospital, onde a equipe médica monitorará de perto o progresso do paciente. Aqui estão alguns aspectos chave do período pós-operatório imediato:

  • Monitoramento: Os sinais vitais, como frequência cardíaca, pressão arterial e níveis de oxigênio, são monitorados regularmente.
  • Controle da Dor: Medicamentos analgésicos são administrados para garantir que o paciente esteja confortável.
  • Nutrição: Inicialmente, a alimentação pode ser limitada a líquidos claros, progredindo gradualmente para alimentos sólidos à medida que a função intestinal melhora.

Cuidados em Casa: O Que Fazer e Evitar

Após a alta hospitalar, seguir as recomendações médicas é essencial para uma recuperação bem-sucedida. Aqui estão algumas dicas importantes para o cuidado em casa:

1. Atividade Física Gradual

É importante começar a se mover o mais cedo possível, mas de forma gradual. Pequenas caminhadas ajudam a prevenir complicações como trombose venosa profunda. Evite atividades extenuantes e levantamento de pesos até que o médico autorize.

2. Alimentação Adequada

Uma dieta balanceada é crucial para a recuperação. Inclua alimentos ricos em proteínas para ajudar na cicatrização e evite alimentos gordurosos ou picantes que possam irritar o sistema digestivo. Suplementos vitamínicos podem ser recomendados para corrigir deficiências nutricionais.

3. Cuidado com a Incisão

Mantenha a área da incisão limpa e seca. Siga as instruções do seu médico sobre como cuidar da ferida e fique atento a sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço ou secreção.

4. Gestão da Dor

Continue a tomar os medicamentos prescritos para dor conforme as instruções. Não hesite em comunicar ao seu médico se a dor não estiver sendo controlada adequadamente.

Sinais de Alerta: Quando Procurar Ajuda

É essencial estar ciente dos sinais de complicações que podem exigir atenção médica imediata. Entre em contato com seu médico se você experimentar:

  • Febre alta ou calafrios
  • Dor intensa ou crescente
  • Inchaço, vermelhidão ou secreção na área da incisão
  • Dificuldade para respirar ou dor no peito
  • Náuseas ou vômitos persistentes

Suporte Emocional e Psicológico

A recuperação de uma cirurgia de câncer gastrointestinal não é apenas física, mas também emocional. Sentimentos de ansiedade e depressão são comuns. Participar de grupos de apoio, terapia ou conversar com um psicólogo pode ser extremamente benéfico.

Conclusão

A recuperação após uma cirurgia abdominal para câncer gastrointestinal é um processo que exige paciência e cuidado contínuo. Seguir as orientações médicas, manter uma alimentação equilibrada e estar atento aos sinais de complicações são passos fundamentais para uma recuperação bem-sucedida. No INSTITUTO PROGASTRO, estamos aqui para apoiar você em cada etapa do caminho, garantindo que você receba o melhor cuidado possível.

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Sinais de Câncer de Fígado

Sinais de Câncer de Fígado

Câncer de Fígado: Sinais e Sintomas de Alerta que Você Não Pode Ignorar

O câncer de fígado, uma das neoplasias mais agressivas, é frequentemente assintomático em seus estágios iniciais, dificultando o diagnóstico precoce. No entanto, conhecer os sinais e sintomas de alerta pode ser crucial para a detecção e tratamento eficaz. Neste artigo, vamos explorar os principais indícios que podem sugerir a presença dessa doença e a importância de uma avaliação médica oportuna.

Sintomas Comuns do Câncer de Fígado

Os sintomas do câncer de fígado geralmente se manifestam apenas em estágios avançados da doença. Entre os sinais mais comuns, destacam-se:

  • Dor no lado direito do abdômen: Pode irradiar para o ombro, indicando a presença de um tumor.
  • Icterícia: Amarelamento da pele e dos olhos, resultado da acumulação de bilirrubina no sangue.
  • Perda de peso inexplicada: Muitas vezes, a perda de peso ocorre sem uma mudança na dieta ou na rotina de exercícios.
  • Falta de apetite: A sensação de saciedade precoce após pequenas refeições é um sintoma frequentemente relatado.
  • Fadiga e fraqueza: Sensação constante de cansaço que não melhora com repouso.
  • Náuseas e vômitos: Podem ocorrer, especialmente em estágios mais avançados.
  • Alterações nas fezes: Fezes esbranquiçadas ou com coloração anormal podem indicar problemas hepáticos.

Importância do Diagnóstico Precoce

O câncer de fígado pode se desenvolver a partir de condições pré-existentes, como cirrose ou hepatite viral crônica. Portanto, indivíduos com histórico dessas doenças devem estar particularmente atentos aos sintomas mencionados. O diagnóstico precoce é fundamental, pois aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz e recuperação.

Quando Procurar um Médico

Se você notar um ou mais dos sintomas acima, é essencial procurar um médico imediatamente. O hepatologista é o especialista indicado para realizar uma avaliação detalhada, que pode incluir exames de sangue, ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Conclusão

A conscientização sobre os sinais e sintomas do câncer de fígado pode salvar vidas. Esteja atento ao seu corpo e não hesite em buscar ajuda médica ao notar qualquer alteração. A detecção precoce é a chave para um tratamento eficaz e uma melhor qualidade de vida.

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Julho Amarelo: Conscientização das Hepatites Virais

Julho Amarelo: Conscientização das Hepatites Virais

Importância Epidemiológica

Julho Amarelo é uma campanha mundial de conscientização sobre as hepatites virais, destacando a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento dessa doença silenciosa e muitas vezes subdiagnosticada. As hepatites virais representam um significativo problema de saúde pública, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas estejam infectadas pelos vírus das hepatites B e C, a maioria sem saber, o que ressalta a importância de iniciativas de conscientização e prevenção.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce das hepatites virais é crucial para evitar complicações graves e garantir um tratamento eficaz. Os principais métodos de diagnóstico incluem exames de sangue que detectam a presença do vírus ou de anticorpos específicos. Além disso, exames complementares, como ultrassonografia e elastografia hepática, podem ser utilizados para avaliar o grau de comprometimento do fígado.

Sinais e Sintomas

As hepatites virais podem ser assintomáticas ou apresentar sintomas leves, o que dificulta seu diagnóstico precoce. Quando presentes, os sintomas podem incluir:

  • Cansaço extremo
  • Febre
  • Icterícia (pele e olhos amarelados)
  • Urina escura
  • Fezes claras
  • Dor abdominal
  • Náuseas e vômitos
  • Perda de apetite

Formas de Tratamento

O tratamento das hepatites virais varia conforme o tipo de vírus e o estágio da doença. Para a hepatite A, geralmente não há necessidade de tratamento específico, pois o corpo consegue eliminar o vírus sozinho. A hepatite B pode ser tratada com medicamentos antivirais que controlam a replicação do vírus e reduzem o risco de complicações. A hepatite C, por sua vez, pode ser curada com antivirais de ação direta, que são altamente eficazes. A hepatite D é tratada de forma semelhante à hepatite B, e a hepatite E geralmente não necessita de tratamento específico.

Lembre-se: A informação aqui fornecida é para orientação geral. Sempre consulte seu médico para aconselhamento específico sobre sua situação.

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Complicações das Hepatites Virais

Se não tratadas adequadamente, as hepatites virais podem levar a complicações sérias, como:

  • Cirrose hepática
  • Insuficiência hepática
  • Câncer de fígado (hepatocarcinoma)
  • Ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal)
  • Varizes esofágicas

Essas complicações podem ser fatais, destacando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Prevenção

A prevenção das hepatites virais envolve medidas simples e eficazes:

  • Vacinação: A vacina contra a hepatite B está disponível e é altamente eficaz. A vacinação contra a hepatite A também está disponível para grupos de risco.
  • Higiene: Lavar as mãos regularmente, especialmente antes das refeições e após o uso do banheiro, ajuda a prevenir a hepatite A.
  • Segurança Alimentar: Consumir alimentos e água de fontes seguras e bem higienizados.
  • Uso de Preservativos: Praticar sexo seguro para evitar a transmissão das hepatites B e C.
  • Evitar o Compartilhamento de Objetos Pessoais: Não compartilhar agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente e outros itens pessoais.

Conclusão

A campanha Julho Amarelo é uma oportunidade crucial para aumentar a conscientização sobre as hepatites virais, promover o diagnóstico precoce e incentivar a prevenção e o tratamento adequados. A informação e a educação são nossas maiores aliadas na luta contra essas doenças, garantindo uma melhor qualidade de vida para todos.

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Transplante Hepático

Transplante Hepático

Transplante Hepático: Uma Jornada para a Saúde e Vitalidade 🌱🫀

Você já ouviu falar sobre transplante hepático? É uma incrível cirurgia que remove um fígado doente e o substitui por um saudável, possibilitando uma vida plena. 🏥✨

Por que o Transplante de Fígado?

Em adultos, a cirrose é a razão mais comum para o transplante. Causada por várias condições, como hepatites, álcool e doenças autoimunes, a cirrose leva à substituição do tecido hepático por fibrose. Já em crianças, a atresia biliar é frequentemente a causa, danificando os ductos biliares. 🧒👨‍⚕️

Quem Pode Receber um Novo Fígado?

Seu médico, junto a uma equipe multidisciplinar, avaliará sua elegibilidade. No entanto, algumas condições, como câncer em outras partes do corpo, problemas cardíacos sérios e abuso de álcool ou drogas, podem impedir o procedimento. É essencial seguir as orientações médicas. 🚫👩‍⚕️

Quanto Tempo Leva para um Novo Fígado?

A alocação de órgãos segue uma ordem de gravidade, determinada pela escala MELD. O tempo de espera varia, e sua compatibilidade sanguínea e tamanho corporal influenciam a disponibilidade do fígado. A Secretaria de Saúde local é que gerencia a lista de pacientes e pode dar uma estimativa da sua posição na lista em seu estado. 📅⏳

De Onde Vêm os Fígados para Transplante?

Os fígados podem vir de doadores falecidos, chamados de doadores cadáver, ou de doadores vivos saudáveis. Todos os doadores e fígados são rigorosamente examinados para garantir compatibilidade e saúde. 🩺🔄

O Que Acontece Durante a Cirurgia?

A cirurgia, que pode durar de 4 a 14 horas, envolve a remoção do fígado doente e a conexão do novo fígado aos ductos biliares e vasos sanguíneos. O pós-operatório requer cuidados intensivos e aprendizado sobre a autogestão da saúde. 🛌👨‍⚕️

Prevenindo a Rejeição e Cuidando do Novo Fígado

Medicamentos imunossupressores, como esteroides, são essenciais para prevenir a rejeição. Embora tenham efeitos colaterais, seu médico monitorizará e tratará qualquer problema. Sinais de rejeição incluem náuseas, dor e icterícia, sendo essencial um acompanhamento regular após a cirurgia. 🤒🔍

Vida Pós-Transplante: Cuidados e Retorno à Normalidade

Após a alta hospitalar, uma dieta saudável, exercícios regulares e a evitação de álcool são cruciais. Grupos de apoio e assistentes sociais podem ajudar na adaptação a essa nova fase. A maioria das pessoas pode retornar às atividades diárias, incluindo trabalho, dieta, exercício e vida sexual, com o devido acompanhamento médico. 🏡🥗🏋️‍♀️💑

Se tiver dúvidas, sempre consulte seu médico antes de iniciar qualquer atividade. 🤔👨‍⚕️ A saúde do seu novo fígado é prioridade! 🌟

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Ascite & Hidrotórax

Ascite & Hidrotórax

Você sabia que a ascite é a complicação mais comum decorrente da cirrose, superando até mesmo a Hemorragia Digestiva Alta (HDA)? Esse acúmulo anormal de líquido na cavidade abdominal, popularmente conhecido como barriga d’água, afeta cerca de 85% dos pacientes com cirrose hepática, destacando-se como um sinal crucial da progressão da doença.

A cirrose, caracterizada pela formação de cicatrizes no fígado devido a lesões, resulta em complicações como a ascite. Essa condição é desencadeada pela dificuldade na circulação sanguínea, levando ao aumento da pressão nos vasos sanguíneos e à retenção de sódio e água na cavidade abdominal.

A presença de ascite em pacientes cirróticos indica um prognóstico desfavorável, com uma taxa de mortalidade significativa. Fatores como hiponatremia, baixa pressão arterial e aumento de creatinina estão associados a um mau prognóstico, mesmo em pacientes com pontuação baixa em avaliações como Child-Turcotte-Pugh ou MELD score.

Além disso, pacientes com ascite podem desenvolver formas refratárias, não responsivas ao tratamento clínico padrão, agravando ainda mais o quadro. O hidrotórax hepático, outra complicação, envolve o acúmulo de líquido no espaço pleural de pacientes com cirrose descompensada, podendo levar à insuficiência respiratória.

🚨 Entre os sintomas que alertam para a ascite estão o inchaço abdominal progressivo, inchaço nos pés, dores abdominais e dificuldade para respirar. Outros sinais de cirrose, como icterícia e perda de massa muscular, também podem estar presentes.

🩺 Exames de imagem, especialmente a ultrassonografia, são essenciais para o diagnóstico, sendo seguidos pela coleta e análise do líquido ascítico por paracentese. Essa análise permite identificar complicações infecciosas, como a peritonite bacteriana espontânea.

💼 O tratamento inclui dieta hipossódica, medicamentos diuréticos e mudanças no estilo de vida, como a redução do consumo de sal. Em casos mais graves, procedimentos como a paracentese esvaziadora ou o shunt transjugular intra-hepático portossistêmico (TIPS) podem ser necessários.

👩‍⚕️ Se você enfrenta ascite ou cirrose, é fundamental buscar a orientação de um médico hepatologista. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado não apenas melhoram a qualidade de vida, mas também podem ser decisivos para a sobrevivência. Não hesite em cuidar da sua saúde hepática! 🌱🩺 #SaúdeHepática #Cirrose #Ascite #BemEstar

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Encefalopatia Hepática

Encefalopatia Hepática

A encefalopatia hepática (EH) é um distúrbio que impacta diretamente o Sistema Nervoso Central, resultante da insuficiência hepática e/ou do shunt portossistêmico (SPS) – uma peculiaridade na circulação da veia porta. Seu leque de manifestações varia desde alterações sutis até um estado comatoso, abrangendo um espectro amplo de anomalias neurológicas ou psiquiátricas.

📊 A incidência e prevalência da EH estão intimamente relacionadas à gravidade da insuficiência hepática subjacente e do SPS. Em pacientes com cirrose hepática, a EH sintomática sinaliza a fase descompensada da doença, frequentemente associada a complicações como ascite e varizes esofagogástricas. Além disso, pode manifestar-se em indivíduos sem cirrose, mas com um SPS significativo.

📈 A prevalência da EH sintomática no diagnóstico da cirrose varia entre 10 a 14% em geral, atingindo 16 a 21% na cirrose descompensada. Já a EH mínima ou subclínica afeta de 30 a 40% dos pacientes com cirrose em algum momento, abrangendo de 20% a 80% dos casos.

🧪 A patogênese da EH é multifatorial, envolvendo substâncias tóxicas não metabolizadas pelo fígado doente, afetando substratos essenciais para a função neurológica. Nesse processo neurotóxico, a amônia desempenha um papel central.

📋 A classificação da EH leva em consideração a gravidade das manifestações clínicas:

  1. Mínima: Alterações em testes psicométricos ou neuropsicológicos, sem evidência clínica de dano mental.
  2. Grau I: Euforia, ansiedade, redução da concentração e alterações no sono.
  3. Grau II: Letargia, apatia, desorientação, flapping e mudanças de comportamento.
  4. Grau III: Sonolência, confusão mental, desorientação significativa.
  5. Grau IV: Estado comatoso.

💡 Geralmente, a EH é desencadeada por fatores precipitantes como infecções, distúrbios hidroeletrolíticos, sangramento digestivo, entre outros. O diagnóstico precoce é crucial, pois muitos casos são reversíveis com a correção desses fatores. Ao perceber sinais neuropsicológicos, é essencial procurar um médico hepatologista para uma avaliação e definição do tratamento adequado. Com intervenção precoce, é possível recuperar a qualidade de vida. 🩺💡🌱 #SaúdeHepática #EncefalopatiaHepática #QualidadedeVida

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