Instituído pela Lei nº 7.488 de 1986, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, é um convite à reflexão sobre os malefícios do tabagismo e os benefícios de abandonar o cigarro. Apesar dos avanços nas campanhas de conscientização, o tabaco ainda é um dos principais fatores de risco para diversas doenças crônicas, incluindo tumores do aparelho digestivo.
Tabagismo e o sistema digestivo
Quando pensamos nos efeitos do cigarro, a maioria associa de imediato aos pulmões. No entanto, as toxinas do tabaco percorrem todo o organismo, atingindo também o trato gastrointestinal e o fígado. O fumo contribui para inflamações crônicas, prejudica a cicatrização dos tecidos, altera a microbiota intestinal e aumenta a produção de radicais livres, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de tumores.
Além disso, o tabagismo está relacionado a doenças como úlcera péptica, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), maior risco de complicações em cirurgias digestivas e pior resposta a tratamentos oncológicos.
O cigarro e os tumores do aparelho digestivo
Estudos científicos comprovam a forte ligação entre o tabagismo e vários tipos de câncer do trato gastrointestinal. Entre os mais associados, destacam-se:
- Câncer de esôfago: fumantes têm risco até cinco vezes maior de desenvolver a doença.
- Câncer gástrico: o tabaco agrava inflamações da mucosa do estômago e aumenta a chance de tumores malignos.
- Câncer pancreático: considerado um dos mais letais, é fortemente associado ao cigarro, que dobra o risco de desenvolvimento.
- Câncer colorretal: toxinas do tabaco contribuem para mutações no DNA celular, favorecendo pólipos e tumores malignos.
- Câncer de fígado: o cigarro potencializa o risco em pessoas já expostas a hepatites virais ou esteatose hepática.
Tabagismo e cirurgia digestiva: tempo de suspensão e riscos pós-operatórios
O tabagismo não impacta apenas na prevenção do câncer, mas também no sucesso das cirurgias digestivas. Pacientes fumantes apresentam maior risco de complicações cirúrgicas, como:
- Dificuldade de cicatrização devido à redução do fluxo sanguíneo nos tecidos;
- Maior risco de infecção de ferida operatória;
- Aumento da incidência de fístulas digestivas, complicação grave em que ocorre vazamento do conteúdo gastrointestinal pela linha de sutura cirúrgica;
- Maior incidência de complicações pulmonares, que podem prolongar a internação hospitalar.
Estudos internacionais recomendam que o paciente suspenda o tabagismo pelo menos 4 a 6 semanas antes de uma cirurgia digestiva eletiva, garantindo melhora da oxigenação tecidual e redução das complicações pós-operatórias. Mesmo suspensões mais curtas (2 semanas) já trazem benefícios relevantes, mas quanto maior o tempo sem fumar, melhores os resultados cirúrgicos.
Assim, parar de fumar antes de uma cirurgia é uma medida terapêutica fundamental, que aumenta a segurança do procedimento e melhora as taxas de cicatrização e recuperação.
Benefícios de parar de fumar
Os ganhos de saúde são perceptíveis já nas primeiras semanas após parar de fumar: melhora da circulação, redução de sintomas digestivos e recuperação da capacidade do organismo em se reparar. A médio e longo prazo, a interrupção do hábito reduz significativamente o risco de tumores digestivos e cardiovasculares, além de melhorar a resposta a tratamentos clínicos e cirúrgicos.
Conclusão
Neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, reforçamos que abandonar o cigarro é uma das decisões mais impactantes para proteger sua saúde digestiva e reduzir o risco de câncer do aparelho digestivo. Além disso, suspender o tabagismo antes de uma cirurgia é essencial para garantir uma recuperação mais segura e eficaz.
No Instituto ProGastro, contamos com especialistas preparados para orientar pacientes sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças gastrointestinais e hepatobiliares, sempre com foco em informação de qualidade e cuidado integral.
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