Açúcar Refinado: O Inimigo Silencioso do Aparelho Digestivo
O açúcar refinado está presente em grande parte da alimentação moderna. Bolos, biscoitos, refrigerantes, pães industrializados, cereais matinais — todos esses alimentos contêm altos níveis de açúcar branco, muitas vezes disfarçado sob diferentes nomes nos rótulos. Mas o que pouca gente sabe é que esse ingrediente aparentemente inofensivo pode ser um dos grandes vilões da sua saúde digestiva e metabólica.
Do ponto de vista clínico e hepatogastroenterológico, o consumo excessivo de açúcar refinado está associado a uma série de distúrbios importantes, incluindo esteatose hepática (gordura no fígado), disbiose intestinal, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). Essa última condição, silenciosa e progressiva, já atinge milhões de brasileiros e pode evoluir para inflamação crônica no fígado, fibrose e até cirrose.
Além disso, o açúcar promove a inflamação sistêmica, enfraquece o sistema imunológico e afeta negativamente a microbiota intestinal — conjunto de bactérias essenciais para o bom funcionamento do intestino e da digestão. Quando há desequilíbrio dessa flora, surgem sintomas como distensão abdominal, gases, constipação ou diarreia, além de maior risco para doenças inflamatórias intestinais.
Outro ponto crucial é o impacto do açúcar no pâncreas, órgão vital para a produção da insulina, hormônio que regula a glicose no sangue. A sobrecarga constante provocada por dietas ricas em carboidratos simples leva à resistência insulínica, à exaustão pancreática e ao consequente desenvolvimento do diabetes tipo 2 — uma doença com múltiplas complicações digestivas, incluindo gastroparesia diabética, refluxo gastroesofágico e risco aumentado de doenças biliares.
Estudos também apontam que o consumo diário de açúcar refinado contribui para o aumento do risco de obesidade abdominal, fator que está intimamente relacionado com a síndrome do intestino irritável e outras disfunções gastrointestinais. A gordura visceral atua como um tecido inflamatório, agravando doenças já existentes e tornando o ambiente interno mais propício a alterações hepáticas e digestivas.
Reduzir o consumo de açúcar é uma das medidas mais eficazes e acessíveis para quem deseja cuidar do fígado, do intestino e da saúde digestiva como um todo. Priorize alimentos integrais, frutas in natura e evite refrigerantes, sucos industrializados e alimentos ultraprocessados. Opções como o açúcar de coco, mascavo ou o uso moderado de adoçantes naturais como estévia podem ser alternativas mais seguras, especialmente quando combinadas com uma dieta balanceada e acompanhamento médico.
No Instituto ProGastro, nossa equipe de especialistas clínicos e cirúrgicos está preparada para orientar e tratar pacientes com doenças relacionadas ao fígado, intestino, pâncreas e demais órgãos do aparelho digestivo. Promover a saúde começa com escolhas conscientes — e a alimentação está no centro desse cuidado.
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