Colonoscopia

A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior do intestino grosso e a parte final do intestino fino. Para isso, utiliza-se um tubo flexível com cerca de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro. Durante o exame, podem ser removidos pólipos ou outras lesões que eventualmente sejam encontrados. O cólon precisa estar completamente limpo, ou seja, isento de fezes e resíduos alimentares, que interferem na visualização adequada e na segurança do exame. O preparo tem início na véspera e prossegue no dia da colonoscopia, com a ingestão de um laxante que limpa completamente o intestino. No entanto, em alguns casos, existe a necessidade de essa limpeza ser feita por meio de lavagem. O exame tem início com a introdução do aparelho pelo ânus. É necessário injetar pequenas quantidades de ar no intestino durante a realização do exame, o que pode causar um desconforto em forma de cólica. Ao término do procedimento, o ar é aspirado, melhorando, assim, o desconforto. Todos os procedimentos médicos envolvem algum risco, mas as complicações decorrentes do exame de colonoscopia são muito raras. As mais temidas são a hemorragia e a perfuração, que podem ocorrer com mais frequência quando algum procedimento terapêutico endoscópico for realizado.

Síndrome do Intestino Irritável

O QUE É

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um termo aplicado a uma associação de sintomas, que consistem mais freqüentemente de dor abdominal, estufamento, constipação (“intestino preso”) e diarréia. Muitos pacientes com SII alternam diarréia com constipação. Pode haver muco presente junto às fezes.

Não se trata de um defeito anatômico ou estrutural. Não é uma desordem física ou química identificável. Não é um câncer e tampouco irá causá-lo. Não causa outras doenças gastrointestinais. Em palavras médicas, não há doença orgânica detectável.

A SII é uma desordem funcional do intestino. Não há sinal de doença que possa ser visto ou medido, mas o intestino não está funcionando normalmente. É um problema comum, afetando cerca de uma a cada cinco pessoas nos Estados Unidos, mais comum em mulheres, e mais freqüente em momentos de stress emocional. Geralmente tem início na fase de adolescência ou de adulto jovem, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.

O que parece ocorrer é uma associação entre um distúrbio da motilidade intestinal (as contrações musculares rítmicas dos intestinos que levam a comida digerida adiante) e uma percepção anormal de estímulos no intestino, que em pessoas sem o problema não acarretariam qualquer desconforto (por exemplo, pessoas com SII sentem desconforto decorrente da presença de volumes normais de gás dentro dos intestinos, coisa que indivíduos normais não sentem).

SINTOMAS

Quais os sintomas da SII?

Dor e desconforto abdominal associado com alterações nas fezes são os principais sintomas, os quais variam entre as pessoas. Pessoas apresentam constipação, outros diarréia ou ainda alternância entre diarréia e constipação. Alguns referem sensação de estufamento e distenção abdominal, decorrente da fermentação de gases no cólon.

A SII afeta os movimentos do cólon, o transporte de gases e fezes e a quantidade de líquido absorvido. Nos pacientes afetados, os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água, deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Sangramento, febre, perda de peso e dor abdominal persistente e contínua não são sintomas da Síndrome e indicam outros problemas que precisam ser investigados.

Como a alimentação interfere nos sintomas da SII?

Para muitas pessoas com SII a atenção na escolha dos alimentos é fundamental. É importante anotar e avaliar diariamente quais são os alimentos que causam mais sintomas. Além das orientações sugeridas pelos médicos, uma orientação alimentar específica e personalizada ajuda muito no controle dos sintomas.

CAUSA

O que causa a SII?

O que leva uma pessoa a ter SII e outra não? Ainda ninguém sabe. Os sintomas não são causados por uma alteração orgânica específica (doença).Os estudos têm demonstrado que na verdade, o intestino destas pessoas parece ter uma sensibilidade aumentada (são mais sensíveis) a diferentes estímulos como determinados alimentos e a ansiedade (stress).

Abaixo estão listadas as principais teorias da SII: Os movimentos de propulsão do intestino (peristalse) parecem não funcionar adequadamente. Há contrações uniformes da musculatura (espasmos) ou mesmo a parada dos movimentos.

A camada superficial do intestino grosso é responsável pela troca de fluidos entre as fezes e o organismo. Em pacientes com SII,os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água , deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Como o coração e os pulmões, o cólon é parcialmente controlado pelo sistema nervoso autônomo (não controlado pela nossa vontade), que comprovadamente sofre interferência do nosso estado emocional , como ansiedade e stress. Com isto pode trabalhar mais rápido, mais lentamente ou contrair de forma desordenada (espasmo).

Os seguintes fatos parecem estar ligados com piora dos sintomas:
Refeições volumosas
Grande quantidade de gases no intestino grosso
Medicamentos
Trigo, centeio, cevada, aveia, cereais, chocolate, leite e derivados, álcool
Bebidas que contém cafeína: café, chá e colas Estress, ansiedade, labilidade emocional
Pesquisas revelam que mulheres com a SII apresentam exarcebação dos sintomas no período menstrual, sugerindo relação com os hormônios femininos.

Como o estresse afeta a SII?

Estresse – sensação de cansaço físico e mental, preocupações, nervosismo – estimulam contrações (espasmos) no cólon de pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável. O cólon possui uma vasta rede de nervos que se conectam com o cérebro. Esta via nervosa coordena o ritmo normal das contrações dos músculos do intestino grosso. Em situações de estresse, ansiedade, esta mesma via pode causar desconforto abdominal. Pessoas freqüentemente experimentam cólicas, desconforto abdominal ou até mesmo diarréia quando estão nervosas ou agitadas. Mas em portadores da SII, o cólon manifesta-se de maneira muito mais intensa a essas situações. Além disto, o estresse tende a deixar as pessoas mais sensíveis a determinados estímulos.

DIAGNÓSTICO

Como é feito o diagnóstico da SII?

O diagnóstico é feito tendo como base a história clínica e exame físico. Não há nenhum teste específico para confirmação da síndrome, na verdade, utilizam-se exames e testes laboratoriais para excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes. Estes testes incluem exames de sangue e fezes, (endoscopia digestiva alta, colonoscopia (endoscopia digestiva baixa) e raio X especiais.

TRATAMENTO
Como é feito o tratamento da SII?

O tratamento da SII irá depender da aceitação dele. Na verdade o primeiro e grande objetivo é a conscientização do quadro, como ele ocorre,o que faz melhorar e piorar os sintomas e a tranqüilidade de que não evoluirá para doença grave. A partir deste ponto, da aceitação do quadro, o tratamento em si fica muito mais fácil.

Medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas. Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarréia, calmantes, antiespasmódicos (para combater os espasmos do intestino) servem par melhorar muitos dos sintomas abdominais. Muitas vezes antidepressivos apresentam grande efeito calmante e analgésico, com boa resposta ao tratamento.

O que é “Esteatose Hepática”?

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Esteatose Hepática é um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de Infiltração gordurosa do fígado ou Doença gordurosa do fígado. Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.

Qual a causa da Esteatose Hepática?

A Esteatose pode ter várias causas:

  • Abuso de álcool;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Sobrepeso ou Obesidade;
  • Alterações dos lípides, como Colesterol ou Triglicérides elevados;
  • Drogas, como os corticoides e secundário a algumas cirurgias para obesidade.

Mais ou menos 1 de cada 5 pessoas com sobrepeso desenvolvem Esteato-hepatite não alcoólica.

Como a Esteatose Hepática é identificada?

O paciente pode apresentar alterações em exames de sangue relativos ao fígado (a Esteatose Hepática é a causa mais comum de elevação das enzimas do fígado em exames de sangue de rotina), aumento do fígado detectado ao exame físico realizado pelo médico, ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia de abdome, tomografia ou ressonância magnética. A Esteatose também pode ser suspeitada quando o paciente apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril).

A Esteatose Hepática pode evoluir para uma doença grave?

É um achado comum nos pacientes com sobrepeso, obesos ou diabéticos. Em parte desses pacientes uma inflamação das células hepáticas associada à esteatose pode estar presente, lembrando a hepatite alcoólica, e que é chamada de “Esteato-hepatite”. A Esteato-hepatite não alcoólica, se não controlada, tem o potencial de evoluir para a Cirrose Hepática em alguns pacientes. O paciente deve fazer exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.

A Esteatose Hepática pode ser tratada?

É importante saber que a Esteatose Hepática e Esteato-hepatite são doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a Identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação multidisciplinar, com acompanhamento médico e uso de medicamentos em casos especiais, acompanhamento nutricional e atividade física programada.

Como é realizado o diagnóstico?

No diagnóstico de esteatose hepática, o médico vai primariamente eliminar outras possíveis causas de doença hepática crônica, principalmente o abuso de álcool. Exames de sangue podem ser solicitados com o intuito de dosar as enzimas do fígado. As imagens do fígado obtidas por um exame de ultrassonografia podem sugerir a presença da esteatose hepática. Na ultrassonografia, um fígado esteatótico vai produzir uma imagem mais brilhante e granulado. Em alguns casos uma biópsia do fígado pode ser solicitada, onde um pequeno pedaço do fígao é coletado com uma agulha e examinado pelo microscópio, para procurar sinais de inflamação ou de cicatrização (fibrose).

Qual o prognóstico da esteatose hepática?
A esteatose hepática pode ser considerada reversível até certo ponto, removendo-se ou reduzindo-se os fatores agressores, sejam químicos ou nutricionais e tratando qualquer causa endócrina.

Como é realizado o tratamento?
O tratamento é direcionado pela causa, o que envolve modificações de hábitos de vida, sendo cruciais para a melhor resposta ao tratamento.

Como você pode auxiliar no tratamento?
– Perder peso. Caso você esteja com sobrepeso ou obeso, reduza o número de calorias ingeridas diariamente e aumente as atividades físicas para auxiliar nessa tarefa. Tente traçar uma meta de perder 1-2kg por semana, caso você já tenha tentado perder peso no passado e não foi bem sucedido, pode ser necessário a ajuda médica ou de um nutricionista.
– Escolha uma dieta saudável. Alimente-se com uma dieta rica em frutas e vegetais. Diminua a quantidade de gorduras em sua dieta, inclua nela alimentos integrais.
– Exercite-se, seja mais ativo. Procure se exercitar pelo menos 30 minutos ao dia, pelo menos na maior parte dos dias da semana. Incorpore mais atividades físicas no seu dia. Tente andar mais pelas escadas ao invés do elevador, caminhe distâncias curtas ao invés de ir de ônibus ou carro. Inicie devagar, não tente resolver tudo de um mês para outro.
– Controle o diabetes. Caso seja diabético, siga as instruções de seu médico. Tome sua medicação conforme orientado, monitore seus níveis sanguíneos de açúcar.
– Baixe seu colesterol. uma dieta saudável baseada em frutas e verduras, exercícios físicos e medicações ajudam a manter seus colesterol e triglicerídeos em níveis saudáveis.
– Proteja seu fígado. Evite substâncias que causem mais dano ao seu fígado. Não beba álcool. Cuide com medicações e chás comprados sem receita médica.

 

Hemorroidas : Quais as opções de Tratamento?

Hemorroidas são veias ao redor do ânus ou do reto que se inflamam ou dilatam.

Durante o movimento intestinal, essas veias dilatam-se e retraem-se, geralmente voltando ao tamanho normal. No entanto, o esforço repetido para evacuar, seja por intestino preso (obstipação) ou fezes endurecidas, pode dificultar o processo de drenagem do sangue e provocar a formação de hemorroidas.

As hemorroidas podem ser externas ou internas. Quando externas, assemelham-se às varizes ou a pelotas de sangue e são visíveis na borda do ânus. Quando internas, localizam-se acima do esfíncter anal e causam sintomas mais agudos.

Causas

* Obstipação, vulgarmente conhecida como prisão de ventre;

*Gravidez: em virtude da pressão que o feto exerce sobre as veias da parte inferior do abdome;

* Obesidade: o excesso de peso também aumenta a pressão nas veias abdominais;

* Vida sedentária: diminui o estímulo para a digestão dos alimentos e a irrigação sanguínea do ânus;

* Componente genético: casos de hemorróidas na família podem indicar predisposição para desenvolver a doença. O inverso também é possível, isto é, desenvolvimento de hemorróidas sem que haja precedentes familiares;

* Dieta pobre em fibras e pequena ingestão de líquidos;

* Sexo anal: pode produzir fissuras numa região muito vascularizada.

Sintomas

* Coceira provocada por inchaço das veias o que aumenta a tensão sobre as terminações nervosas;

* Sangramento resultante do rompimento das veias anais (sinais de sangue aguado ou manchas de sangue perceptíveis na roupa íntima ou no papel higiênico);

* Dor ou ardor durante ou após a evacuação;

* Saliência palpável no ânus.

Tratamento

O tratamento para as hemorróidas pode ser:

a) Tópico ou local, com pomadas e supositórios;

b) Cirúrgico (hemorroidectomia), isto é, retirada das veias doentes. Por vezes, apenas a punção do coágulo que entope o vaso hemorroidário pode resolver o problema sem cirurgia;

c) Ligadura elástica: técnica que consiste no estrangulamento da veia afetada.

Recomendações

* Evite o papel higiênico que irrita e aumenta a inflamação. Lave a região anal e seque com toalha de algodão;

* Procure adotar uma dieta saudável à base de alimentos ricos em fibras e frutas frescas;

* Beba muito líquido, porém evite as bebidas alcoólicas;

* Respeite a necessidade de evacuar;

* Lembre-se: banheiro não é biblioteca. Permaneça sentado no vaso sanitário somente o tempo necessário para evacuar. Se não conseguir naquele momento, tente mais tarde. Procure relaxar. Muito esforço afetará as veias que podem já estar enfraquecidas;

* Evite permanecer muito tempo na mesma posição. Caminhe sempre que possível, inclusive no local de trabalho;

* Tome banhos de assento mornos: podem aliviar os sintomas;

* Faça compressas de gelo: ajudam a aliviar os sintomas e a eliminar o inchaço.

Advertência

Hemorroidas não costumam constituir um problema muito sério de saúde. Entretanto, procure imediatamente assistência médica nos seguintes casos:

* Sangramento anal intenso acompanhado ou não de fezes;

* Sangramento que persiste por uma semana ou mais;

3)Endurecimento da saliência externa que se formou no ânus.