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Metástase no Fígado

Metástase no Fígado

Liver Surgery

O que é metástase no fígado?

metástase no fígado ocorre quando um câncer, originário de outros lugares do corpo, atinge o órgão. Diferente do chamado câncer primário de fígado, a metástase hepática é um problema, geralmente, relacionado à estágios mais avançados de alguns tipos de câncer, como o câncer de pâncreas e câncer de mama.


Quais são as causas da metástase no fígado?

Existem seis etapas da medicina na metástase hepática. As células de câncer vão desde o local principal até um tecido normal próximo, movendo-se por meio das paredes dos vasos linfáticos e vasos sanguíneos. 

Logo após, elas migram pelo sistema linfático e circulação sanguínea para outras partes do corpo humano. Ao chegar a um local distante, param de se mover e passam a percorrer os vasos sanguíneos capilares e invadir tecidos próximos.

A partir deste momento, as células cancerosas crescem no local distante, e criam pequenos tumores, conhecidos como micro metástases, dando origem a um novo tumor em outro órgão, no caso da metástase hepática – o fígado.

A maioria desses casos desenvolve-se a partir do câncer de intestino. Estima-se que cerca de 60% a 70% dos pacientes com esse tumor tem chance de desenvolver o problema. Uma das explicações para essa porcentagem é que o fornecimento de sangue do intestino está diretamente ligado ao fígado, por meio de um vaso sanguíneo chamado de veia porta.

Além do câncer colorretal, os tumores primários, onde existe maior probabilidade de se espalharem para o fígado, dependente de sua localização inicial, são: câncer de mama, pâncreas, rim, esôfago, pele, pulmão, ovário, colo de útero, pâncreas e estômago.

É essencial destacar que, mesmo que o câncer primário tenha sido curado ou tratado, o paciente pode sofrer com a metástase hepática no futuro. Portanto, se o paciente já teve câncer em qualquer lugar do corpo, deve se informar sobre o assunto e fazer exames regulares, com acompanhamento médico.


 

Quais são os fatores de risco da metástase no fígado?

O câncer em outra região do corpo torna-se o principal fator de risco deste problema. O estágio do tumor primário é diretamente relacionado às chances de uma metástase no fígado.


 

Quais são os sintomas da metástase no fígado?

Grande parte dos pacientes com metástase hepática não tem sinais de alerta da doença. Em caso de sintomas, os mais comuns são: perda de peso e de apetite, aumento do tamanho do fígado e fortes dores, inflamação do baço, urina de cor escura, amarelamento da pele e dos olhos, dores abdominais, náuseas, suor e febre.


 

Como é feito o diagnóstico da metástase no fígado?

diagnóstico da metástase hepática pode ser feito por meio de um exame físico, devido ao inchaço do fígado e a descrição dos sinais pelo paciente atingido. Em estágio inicial, esse tumor é difícil de ser notado, pois os sintomas só começam a aparecer em situações mais avançadas. O médico pode avaliar o paciente também com exames complementares, como tomografia abdominal, ultrassonografia e ressonância magnética.


 

Como é o tratamento da metástase no fígado?

Com terapia sistêmica, por meio de:

  • Quimioterapia: utilização de medicamentos, para destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes;
  • Imunoterapia: com o uso de anticorpos, fatores de crescimentos e vacinas;
  • Terapia-alvo: drogas são usadas para identificar e conter o funcionamento de partes do câncer;
  • Hormonioterapia: tem o objetivo de impedir a ação dos hormônios, responsáveis pelo crescimento das células do câncer;

Além disso, as metástases no fígado podem ser tratadas com terapias localizadas:

  • Cirurgia: em casos de estágio inicial, a retirada do tumor é mais fácil e com maior chance de cura;
  • Radioterapia: radiação ionizante onde está localizado o câncer.

A escolha dependerá do caso de cada paciente, e de como o tumor está evoluindo, bem como o tamanho, localização e quantidade, idade e estado de saúde do indivíduo. No entanto, esses tipos de tratamentos ajudam na expectativa de vida e na melhoria dos sintomas.

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Constipação Intestinal

Constipação Intestinal

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Nós consideramos que um ritmo intestinal de três evacuações ao dia ou uma evacuação a cada três dias possa ser considerado normal. As pessoas variam em função da sua característica e da flora intestinal. Existem muitas bactérias que definem o ritmo intestinal, é muito atual o uso de probióticos ou floras intestinais que definem o ritmo intestinal.

Pois a constipação funcional é aquela que decorre da ingesta inadequada de água, baixo consumo alimentar de fibras e da falta de atividade física, sabendo-se que um adulto necessita ingerir em média 25g/dia de fibra e 2 litros d’água/dia, toda vez que tivermos alteração na ingesta destes teremos alteração do nosso ritmo intestinal e poderemos desenvolver constipação intestinal.

Mudança do hábito intestinal

O que a gente sabe é que se tiver uma ou duas evacuações de um a três dias, pode ser considerado normal. O que importante é a mudança do hábito intestinal. Aquele paciente que evacua a cada três ou quatro dias, tem uma dificuldade enorme para evacuar e de repente passa a ter uma evacuação que ele considera normal, no começo pode achar que é um aspecto bom, mas é o doente que deve ser explorado e precisa realizar exames diagnósticos para saber se não tem alguma doença associada.

Ou ao contrário, aquele doente que evacua duas ou três vezes por dia, está acostumado com isso e passa a evacuar a cada dois ou três dias, a mudança do hábito intestinal é um alerta, principalmente se você tiver mais de 40 e 50 anos.

Então, de uma, duas ou três evacuações ao dia, desde que seja o seu ritmo intestinal, não nos preocupa, a mudança do hábito intestinal é o que preocupa. Esteja atento às mudanças do hábito intestinal.

Viagem também ocasiona a constipação

Também devemos saber que quando as pessoas viajam, é muito frequente a constipação se prolongar, principalmente entre as mulheres e pessoas que não gostam de usar outros banheiros que não aqueles que estão habituados. Quando estiver viajando e evacuar a cada dois e três dias ou ficar de cinco a seis dias sem evacuar, deve tomar providências porque não é bom que isso aconteça, leve um remédio.

Alterações neurológicas ou medicamentos

Entretanto, existem quadros funcionais de pacientes que têm alterações neurológicas ou associadas aos medicamentos. Existem muitos medicamentos para Parkinson ou outras doenças neurológicas que podem dificultar o funcionamento do intestino e também remédio para dor.

Procure um médico nessas situações

1 – O uso dos analgésicos mais modernos com base de codeína pode levar a uma constipação. Se isso estiver ocorrendo, consulte um especialista (Gastroenterologista, Cirurgião Digestivo e/ou Coloproctologia) porque necessita de orientação para que esses quadros não fiquem muito graves do ponto de vista funcional.

2 – Se você está usando alguma medicação de uso crônico e a constipação piorar, procure um especialista.

3 – Se você tiver uma mudança de hábito e perceber que mudou o seu padrão de ir ao banheiro, existe a necessidade de procurar um médico para investigar o porquê essa mudança intestinal aconteceu.

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Tratamento Cirúrgico da ENDOMETRIOSE INTESTINAL

Tratamento Cirúrgico da ENDOMETRIOSE INTESTINAL

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O tratamento cirúrgico da endometriose intestinal é indicado principalmente na presença de sinais e sintomas de obstrução intestinal e dor pélvica recorrente refratária aos tratamentos clínicos. Na decisão final pela terapêutica cirúrgica leva-se em consideração além da severidade do quadro clínico, o histórico reprodutivo, a idade da paciente e as características morfológicas das lesões.

Avaliação Pré-Operatória

O estadiamento pré-operatório através de exames de imagem especializados (USG Pélvico e transvaginal ou Ressonância Magnética da Pelve) da endometriose intestinal auxiliarão no planejamento da técnica operatória a ser utilizada, a saber: shaving, ressecção discóide ou ressecção segmentar do reto e/ou sigmoide acometido.

Opções Terapêuticas

As lesões superficiais envolvendo a camada externa do intestino (serosa ou adventícia) podem ser removidas com secção feita por tesoura, da parede normal do intestino adjacente à lesão. O defeito na parede intestinal é corrigido com sutura, utilizando pontos simples de fio absorvível. A ressecção de disco de espessura total é utilizada quando a endometriose atinge todas as camadas intestinais. Esta técnica de ressecção discóide pode ser utilizada em lesões do reto baixo, utilizando-se grampeador circular., especialmente indicada para lesões que atingem até 1/3 da circunferência do reto e menores que 3 cm em extensão.

        A ressecção intestinal segmentar é geralmente realizada no caso de lesão única maior do que 3 cm de diâmetro, lesão única infiltrando mais de 50% da parede intestinal ou na presença de duas ou mais lesões infiltrando a camada muscular da alça. É a mesma técnica utilizada há décadas para as ressecções de sigmoide e reto por neoplasia. A ressecção laparoscópica tem se mostrado factível e segura desde a década de 1990.

       Embora a escolha entre ressecção segmentar e ressecção de disco de espessura total seja controversa, há evidências de que a ressecção segmentar é a única forma de remoção completa da doença. Mais recentemente foi proposto o acesso laparoscópico assistido por robótica para o tratamento da endometriose. Inicialmente, foram relatados resultados tão bons quanto os da laparoscopia convencional, a despeito do tempo anestésico e cirúrgico significativamente mais longo e da necessidade de trocaters maiores na técnica robótica. Estudos com seguimento de médio prazo, todavia, não apoiam a hipótese de superioridade da assistência robótica no tratamento da endometriose intestinal, embora se trate de uma mais opção terapêutica.

Colonoscopia

Colonoscopia

A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização do interior do intestino grosso e a parte final do intestino fino. Para isso, utiliza-se um tubo flexível com cerca de um metro de comprimento e um centímetro de diâmetro. Durante o exame, podem ser removidos pólipos ou outras lesões que eventualmente sejam encontrados. O cólon precisa estar completamente limpo, ou seja, isento de fezes e resíduos alimentares, que interferem na visualização adequada e na segurança do exame. O preparo tem início na véspera e prossegue no dia da colonoscopia, com a ingestão de um laxante que limpa completamente o intestino. No entanto, em alguns casos, existe a necessidade de essa limpeza ser feita por meio de lavagem. O exame tem início com a introdução do aparelho pelo ânus. É necessário injetar pequenas quantidades de ar no intestino durante a realização do exame, o que pode causar um desconforto em forma de cólica. Ao término do procedimento, o ar é aspirado, melhorando, assim, o desconforto. Todos os procedimentos médicos envolvem algum risco, mas as complicações decorrentes do exame de colonoscopia são muito raras. As mais temidas são a hemorragia e a perfuração, que podem ocorrer com mais frequência quando algum procedimento terapêutico endoscópico for realizado.

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Síndrome do Intestino Irritável

Síndrome do Intestino Irritável

O QUE É

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um termo aplicado a uma associação de sintomas, que consistem mais freqüentemente de dor abdominal, estufamento, constipação (“intestino preso”) e diarréia. Muitos pacientes com SII alternam diarréia com constipação. Pode haver muco presente junto às fezes.

Não se trata de um defeito anatômico ou estrutural. Não é uma desordem física ou química identificável. Não é um câncer e tampouco irá causá-lo. Não causa outras doenças gastrointestinais. Em palavras médicas, não há doença orgânica detectável.

A SII é uma desordem funcional do intestino. Não há sinal de doença que possa ser visto ou medido, mas o intestino não está funcionando normalmente. É um problema comum, afetando cerca de uma a cada cinco pessoas nos Estados Unidos, mais comum em mulheres, e mais freqüente em momentos de stress emocional. Geralmente tem início na fase de adolescência ou de adulto jovem, raramente aparecendo pela primeira vez após os 50 anos de idade.

O que parece ocorrer é uma associação entre um distúrbio da motilidade intestinal (as contrações musculares rítmicas dos intestinos que levam a comida digerida adiante) e uma percepção anormal de estímulos no intestino, que em pessoas sem o problema não acarretariam qualquer desconforto (por exemplo, pessoas com SII sentem desconforto decorrente da presença de volumes normais de gás dentro dos intestinos, coisa que indivíduos normais não sentem).

SINTOMAS

Quais os sintomas da SII?

Dor e desconforto abdominal associado com alterações nas fezes são os principais sintomas, os quais variam entre as pessoas. Pessoas apresentam constipação, outros diarréia ou ainda alternância entre diarréia e constipação. Alguns referem sensação de estufamento e distenção abdominal, decorrente da fermentação de gases no cólon.

A SII afeta os movimentos do cólon, o transporte de gases e fezes e a quantidade de líquido absorvido. Nos pacientes afetados, os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água, deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Sangramento, febre, perda de peso e dor abdominal persistente e contínua não são sintomas da Síndrome e indicam outros problemas que precisam ser investigados.

Como a alimentação interfere nos sintomas da SII?

Para muitas pessoas com SII a atenção na escolha dos alimentos é fundamental. É importante anotar e avaliar diariamente quais são os alimentos que causam mais sintomas. Além das orientações sugeridas pelos médicos, uma orientação alimentar específica e personalizada ajuda muito no controle dos sintomas.

CAUSA

O que causa a SII?

O que leva uma pessoa a ter SII e outra não? Ainda ninguém sabe. Os sintomas não são causados por uma alteração orgânica específica (doença).Os estudos têm demonstrado que na verdade, o intestino destas pessoas parece ter uma sensibilidade aumentada (são mais sensíveis) a diferentes estímulos como determinados alimentos e a ansiedade (stress).

Abaixo estão listadas as principais teorias da SII: Os movimentos de propulsão do intestino (peristalse) parecem não funcionar adequadamente. Há contrações uniformes da musculatura (espasmos) ou mesmo a parada dos movimentos.

A camada superficial do intestino grosso é responsável pela troca de fluidos entre as fezes e o organismo. Em pacientes com SII,os movimentos do cólon podem estar aumentados, impulsionando muito rapidamente o bolo fecal, não permitindo a adequada absorção desse fluido, deixando as fezes com excesso de água, o que se manifesta como diarréia. Por outro lado, quando o intestino trabalha muito lentamente, comum na SII, as fezes ficam em contato por muito tempo com as paredes intestinais, favorecendo uma maior absorção de água , deixando-as endurecidas e secas, características da constipação intestinal.

Como o coração e os pulmões, o cólon é parcialmente controlado pelo sistema nervoso autônomo (não controlado pela nossa vontade), que comprovadamente sofre interferência do nosso estado emocional , como ansiedade e stress. Com isto pode trabalhar mais rápido, mais lentamente ou contrair de forma desordenada (espasmo).

Os seguintes fatos parecem estar ligados com piora dos sintomas:
Refeições volumosas
Grande quantidade de gases no intestino grosso
Medicamentos
Trigo, centeio, cevada, aveia, cereais, chocolate, leite e derivados, álcool
Bebidas que contém cafeína: café, chá e colas Estress, ansiedade, labilidade emocional
Pesquisas revelam que mulheres com a SII apresentam exarcebação dos sintomas no período menstrual, sugerindo relação com os hormônios femininos.

Como o estresse afeta a SII?

Estresse – sensação de cansaço físico e mental, preocupações, nervosismo – estimulam contrações (espasmos) no cólon de pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável. O cólon possui uma vasta rede de nervos que se conectam com o cérebro. Esta via nervosa coordena o ritmo normal das contrações dos músculos do intestino grosso. Em situações de estresse, ansiedade, esta mesma via pode causar desconforto abdominal. Pessoas freqüentemente experimentam cólicas, desconforto abdominal ou até mesmo diarréia quando estão nervosas ou agitadas. Mas em portadores da SII, o cólon manifesta-se de maneira muito mais intensa a essas situações. Além disto, o estresse tende a deixar as pessoas mais sensíveis a determinados estímulos.

DIAGNÓSTICO

Como é feito o diagnóstico da SII?

O diagnóstico é feito tendo como base a história clínica e exame físico. Não há nenhum teste específico para confirmação da síndrome, na verdade, utilizam-se exames e testes laboratoriais para excluir outras doenças que possam ter sintomas semelhantes. Estes testes incluem exames de sangue e fezes, (endoscopia digestiva alta, colonoscopia (endoscopia digestiva baixa) e raio X especiais.

TRATAMENTO
Como é feito o tratamento da SII?

O tratamento da SII irá depender da aceitação dele. Na verdade o primeiro e grande objetivo é a conscientização do quadro, como ele ocorre,o que faz melhorar e piorar os sintomas e a tranqüilidade de que não evoluirá para doença grave. A partir deste ponto, da aceitação do quadro, o tratamento em si fica muito mais fácil.

Medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas. Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarréia, calmantes, antiespasmódicos (para combater os espasmos do intestino) servem par melhorar muitos dos sintomas abdominais. Muitas vezes antidepressivos apresentam grande efeito calmante e analgésico, com boa resposta ao tratamento.

O que é “Esteatose Hepática”?

O que é “Esteatose Hepática”?

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Esteatose Hepática é um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de Infiltração gordurosa do fígado ou Doença gordurosa do fígado. Ela pode ser dividida em Doença gordurosa alcoólica do fígado (quando há abuso de bebida alcoólica) ou Doença gordurosa não alcoólica do fígado, quando não existe história de ingestão de álcool significativa.

Qual a causa da Esteatose Hepática?

A Esteatose pode ter várias causas:

  • Abuso de álcool;
  • Hepatites virais;
  • Diabetes;
  • Sobrepeso ou Obesidade;
  • Alterações dos lípides, como Colesterol ou Triglicérides elevados;
  • Drogas, como os corticoides e secundário a algumas cirurgias para obesidade.

Mais ou menos 1 de cada 5 pessoas com sobrepeso desenvolvem Esteato-hepatite não alcoólica.

Como a Esteatose Hepática é identificada?

O paciente pode apresentar alterações em exames de sangue relativos ao fígado (a Esteatose Hepática é a causa mais comum de elevação das enzimas do fígado em exames de sangue de rotina), aumento do fígado detectado ao exame físico realizado pelo médico, ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia de abdome, tomografia ou ressonância magnética. A Esteatose também pode ser suspeitada quando o paciente apresenta obesidade central (aumento do diâmetro da cintura em relação ao quadril).

A Esteatose Hepática pode evoluir para uma doença grave?

É um achado comum nos pacientes com sobrepeso, obesos ou diabéticos. Em parte desses pacientes uma inflamação das células hepáticas associada à esteatose pode estar presente, lembrando a hepatite alcoólica, e que é chamada de “Esteato-hepatite”. A Esteato-hepatite não alcoólica, se não controlada, tem o potencial de evoluir para a Cirrose Hepática em alguns pacientes. O paciente deve fazer exames para que seja avaliado o risco de progressão da doença.

A Esteatose Hepática pode ser tratada?

É importante saber que a Esteatose Hepática e Esteato-hepatite são doenças reversíveis. O manejo da esteatose requer a Identificação e possível tratamento específico da causa da infiltração gordurosa, bem como uma avaliação e orientação multidisciplinar, com acompanhamento médico e uso de medicamentos em casos especiais, acompanhamento nutricional e atividade física programada.

Como é realizado o diagnóstico?

No diagnóstico de esteatose hepática, o médico vai primariamente eliminar outras possíveis causas de doença hepática crônica, principalmente o abuso de álcool. Exames de sangue podem ser solicitados com o intuito de dosar as enzimas do fígado. As imagens do fígado obtidas por um exame de ultrassonografia podem sugerir a presença da esteatose hepática. Na ultrassonografia, um fígado esteatótico vai produzir uma imagem mais brilhante e granulado. Em alguns casos uma biópsia do fígado pode ser solicitada, onde um pequeno pedaço do fígao é coletado com uma agulha e examinado pelo microscópio, para procurar sinais de inflamação ou de cicatrização (fibrose).

Qual o prognóstico da esteatose hepática?
A esteatose hepática pode ser considerada reversível até certo ponto, removendo-se ou reduzindo-se os fatores agressores, sejam químicos ou nutricionais e tratando qualquer causa endócrina.

Como é realizado o tratamento?
O tratamento é direcionado pela causa, o que envolve modificações de hábitos de vida, sendo cruciais para a melhor resposta ao tratamento.

Como você pode auxiliar no tratamento?
– Perder peso. Caso você esteja com sobrepeso ou obeso, reduza o número de calorias ingeridas diariamente e aumente as atividades físicas para auxiliar nessa tarefa. Tente traçar uma meta de perder 1-2kg por semana, caso você já tenha tentado perder peso no passado e não foi bem sucedido, pode ser necessário a ajuda médica ou de um nutricionista.
– Escolha uma dieta saudável. Alimente-se com uma dieta rica em frutas e vegetais. Diminua a quantidade de gorduras em sua dieta, inclua nela alimentos integrais.
– Exercite-se, seja mais ativo. Procure se exercitar pelo menos 30 minutos ao dia, pelo menos na maior parte dos dias da semana. Incorpore mais atividades físicas no seu dia. Tente andar mais pelas escadas ao invés do elevador, caminhe distâncias curtas ao invés de ir de ônibus ou carro. Inicie devagar, não tente resolver tudo de um mês para outro.
– Controle o diabetes. Caso seja diabético, siga as instruções de seu médico. Tome sua medicação conforme orientado, monitore seus níveis sanguíneos de açúcar.
– Baixe seu colesterol. uma dieta saudável baseada em frutas e verduras, exercícios físicos e medicações ajudam a manter seus colesterol e triglicerídeos em níveis saudáveis.
– Proteja seu fígado. Evite substâncias que causem mais dano ao seu fígado. Não beba álcool. Cuide com medicações e chás comprados sem receita médica.