Consulta Médica 2.0

Consulta Médica 2.0

Ir ao médico não é uma tarefa corriqueira. Muitas pessoas não se programam ao agendar uma consulta médica e, por isso, muitas vezes ela não rende ou não é satisfatória. É preciso evitar esse tipo de situação, justamente para garantir um bom diagnóstico e começar o tratamento. Mas como conseguir isso? Com algumas mudanças de atitudes, é possível facilitar a vida do paciente e otimizar o resultado da avaliação médica. Levar os exames anteriormente realizados, convidar um acompanhante e relatar tudo ao médico são alguns exemplos disso. Mas não para por aí. Quer saber mais? Acompanhe este texto e conheça 8 dicas de como se organizar antes de ir a uma consulta médica!

1. Leve os exames já realizados

Muitas doenças são diagnosticadas não por conta dos sintomas atuais. Há situações em que o histórico de saúde evidencia o comportamento de determinada doença. Nesse sentido, exames feitos anteriormente podem dar a pista que faltava para o médico desvendar o que está acometendo você. Por isso, não deixe de levar exames já realizados, principalmente se você já tem o hábito de fazê-los com grande frequência. Além de ajudar o médico a se nutrir de informações passadas, é possível que esses exames não sejam novamente solicitados. Isso também facilita para você, que evita enfrentar a bateria de exames e economiza dinheiro.

2. Faça uma lista dos medicamentos que você faz uso

Até mesmo quem toma pouca quantidade de remédios acaba passando um aperto na hora em que o profissional de saúde pergunta sobre eles. Às vezes, no momento de informá-los ao médico, é possível esquecer algum ou citar os nomes dos medicamentos de forma errada. Para uma boa consulta, esse tipo de situação não pode acontecer. Saber detalhadamente a relação de remédios que você faz uso é fundamental. Isso auxilia o médico a identificar possíveis erros, a suspender ou adicionar novos medicamentos. Também tenha anotado a dosagem de cada um deles. Faça uma lista com essas informações e apresente ao seu médico.

3. Informe ao médico o histórico de doenças da família

Sabia que muitas doenças são hereditárias? Diabetes, hipertensão e até mesmo câncer podem seguir de geração para geração. Por exemplo: é possível que você tenha registrado no seu DNA uma facilidade para adquirir uma doença que seu avô tinha. Esses detalhes sobre o histórico familiar são essenciais na hora da consulta médica. Sendo assim, informe sobre as doenças que acometerem a sua família. Antes da consulta, tente verificar o quadro de saúde de cada um dos familiares, inclusive dos já falecidos. Anote as enfermidades, caso tenham existido ou existam, e relacione com o grau de parentesco. Geralmente, os riscos de a pessoa apresentar a doença são maiores em parentes de primeiro grau. Conte tudo isso ao seu médico.

4. Leve os seus diagnósticos anteriores

Muitas pessoas chegam à consulta médica dizendo que apresentam determinada doença. Isso por conta de um diagnóstico feito por outro profissional. Por exemplo: você já deve ter ouvido falar de alguém que foi em um médico e obteve o diagnóstico X, enquanto, com outro profissional, o diagnóstico foi Y. Essas situações demonstram que nem sempre esse diagnóstico está correto ou bem definido. Por isso, deixe anotados os diagnósticos que você já recebeu. Informe ao médico quais especialidades você já passou e quais foram as previsões identificadas. Nesse contexto, também fale sobre os sintomas que você já teve nos últimos anos. Algumas doenças aparecem com sinais isolados dependendo da sua idade, por exemplo. Esses tipos de manifestações instáveis até justificam diagnósticos variados ao longo do tempo e em diferentes especialidades. Sendo assim, notifique ao médico sobre fraturas, anemias, infecções que você já teve e como fez para tratá-las. Dessa forma, seu médico tem mais chances de resolver o quebra-cabeça da sua atual situação de saúde.

5. Vá à consulta médica com roupas confortáveis

Pode parecer dica de moda, mas, na verdade, é mais uma atitude para facilitar a consulta médica. Usar roupas inadequadas pode alterar o resultado de alguns procedimentos, como a aferição de pressão. Isso porque roupas muito apertadas podem modificar o metabolismo do seu organismo, o que deixa seu corpo tenso e desregulado, prejudicando na hora de fazer um diagnóstico. Sendo assim, prefira ir ao médico com roupas apropriadas e que sejam fáceis de retirar, pois há sempre a possibilidade de trocar ou tirar alguma peça durante a consulta, a fim de realizar algum exame clínico. Vista-se confortavelmente!

6. Convide alguém parar ir com você à consulta médica

Em muitas situações, sempre bate uma ansiedade ou desespero para ir à consulta médica. O paciente fica nervoso, o que pode comprometer o procedimento de diagnóstico feito pelo médico. Se você passa por isso, que tal levar um acompanhante para você ficar mais tranquilo? Convide seu companheiro ou companheira, um amigo próximo ou primo. Não se deve ter mais de um acompanhante para não atrapalhar a consulta. Muitos médicos ficam incomodados quando parentes do paciente começam a responder perguntas ou fazer juízo de valor sobre o comportamento de seu ente querido. Evite esse tipo de situação. É importante destacar que pacientes idosos e menores de idade precisam ser acompanhados por um responsável. Essas pessoas geralmente não tem discernimento suficiente para assimilar e seguir as orientações médicas. Nesses casos, apresente-se ao médico, diga qual seu grau de parentesco em relação ao paciente e fale que você vai auxiliar na absorção das informações.

7. Não esconda nada de seu médico

Geralmente, quando vão fazer um checkup, algumas pessoas acham que aquela pequena dor de cabeça ou nas costas, por exemplo, é algo irrelevante para relatar ao médico. Elas comumente acreditam que, na consulta médica, devem se queixar somente de algo mais grave. Essa não é uma boa atitude. Isso porque esconder alguns sintomas do médico pode dificultar e até mesmo inviabilizar o diagnóstico. Qualquer detalhe deve ser relatado ao profissional. E você não precisa ter medo e vergonha de relatar sobre isso. A legislação exige que o sigilo médico-paciente seja inviolável.

8. Não agende a consulta em cima da hora

Outra atitude para facilitar a consulta médica é, justamente, se precaver para esse momento. Isso porque a agenda do médico pode ser muito cheia e, com isso, você não encontrar vaga. Ou então você ter muitos compromissos e acabar se atrasando para a consulta. Evite todo esse estresse se antecipando. Marque na agenda a consulta com dias de antecedência e chegue no consultório pelo menos 10 minutos antes do horário marcado. Tudo isso facilita, tanto para você quanto para a equipe médica. Essas foram algumas atitudes essenciais para uma consulta médica. Além dessas informações, é importante saber escolher uma clínica médica adequada. Informe-se quanto à estrutura e qualificação profissional, por exemplo. Assim, você terá bons momentos na hora de se consultar com um especialista.

E aí, está precisando agendar uma consulta médica? Entre em contato conosco! Nós realizamos o processo de agendamento de consultas médicas online.

Reembolso da Consulta Médica

Reembolso da Consulta Médica

Quantas vezes você quis se consultar com um determinado médico indicado por um amigo ou que você ficou conhecendo através da internet, porém, quando ligou para marcar a consulta verificou que o mesmo não atendia seu convênio? Pois saiba que você não precisa abrir mão de se consultar com o médico que você escolheu. Vários convênios / planos de saúde permitem ao usuário realizar consultas com médicos “fora” do plano de saúde, através do reembolso de consulta médica.

É muito simples, o paciente escolhe livremente o médico que deseja consultar e se o MÉDICO ESPECIALISTA escolhido não atender pelo seu convênio, é possível solicitar o reembolso de consulta médica da seguinte forma:

Como solicitar o reembolso de consulta médica

  1. Após a consulta, o paciente pagará ao médico o valor pela mesma.
  2. O paciente receberá imediatamente o recibo (nota fiscal) que comprova o pagamento da consulta.
  3. O paciente enviará ao convênio o recibo da consulta.
  4. Em até no máximo 30 dias após o convênio receber o comprovante de pagamento da consulta o paciente receberá o depósito em conta do valor referente ao pagamento da consulta.

É importante dizer que cada convênio tem um valor máximo de reembolso e, algumas vezes, o valor da consulta é superior a esse valor. Nesses casos o paciente recebe o valor máximo estipulado pelo convênio. Esse valor máximo do reembolso de consulta médica varia de convênio para convênio. Por isso, a melhor forma de saber se seu plano de saúde reembolsa consultas particulares e qual o valor máximo reembolsado, é ligando para a central de atendimento do seu convênio. De acordo com a ANS, não é obrigação do convênio médico anexar a tabela de valores do reembolso no contrato. Porém, o convênio é obrigado a informar ao paciente o valor máximo reembolsado por consulta de maneira clara e objetiva. E por fim, é importante dizer que no INSTITUTO PROGASTRO apesar de realizarmos as consultas médicas especializadas de forma particular (reembolso), podemos realizar, nos casos indicados, a cirurgia (tratamento cirúrgico) pelo seu convênio. Por isso, sempre escute uma segunda opinião especializada, pois o mais importante é que você sempre consulte e realize seu tratamento com médicos de sua escolha e confiança!

Agende sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA!

No INSTITUTO PROGASTRO contamos com profissionais treinados para auxiliar o paciente quanto ao processo de reembolso. Então, se você deseja realizar sua consulta com um MÉDICO ESPECIALISTA, fale conosco através do link abaixo.

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Cirurgia Metabólica

Cirurgia Metabólica

A Cirurgia Metabólica poderá ser indicada para o tratamento de pacientes com diabetes mellitus Tipo 2 (DMT2) e Índice de Massa Corporal acima de 30 Kg/m2. Essa opção de tratamento foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) através da resolução Número 2.172/2017, que determinou as regras para a indicação da Cirurgia Metabólica. Aproximadamente 9% da população brasileira convive com o diabetes, ou seja, temos cerca 20 milhões de brasileiros que podem ser beneficiados com esta técnica cirúrgica, caso o tratamento clinico especializado não apresente resultados. Nos últimos cinco anos, a procura pela Cirurgia Metabólica aumentou quase 50%, de acordo com estatísticas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Hoje, o Brasil só está atrás dos Estados Unidos no ranking mundial do número de cirurgias bariátricas realizadas.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CIRURGIA METABÓLICA E A BARIÁTRICA

Na Cirurgia Metabólica ocorre o mesmo procedimento da CIRURGIA BARIÁTRICA. A diferença entre as duas é que a cirurgia metabólica visa o controle da doença metabólica associada á obesidade. Já a cirurgia bariátrica tem como objetivo o emagrecimento. De acordo com os estudos científicos atuais, a Cirurgia Metabólica é segura e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazos, diminuindo a mortalidade de origem cardiovascular, conforme demonstrado por estudos Europeus e Norte-Americanos com mais de 20 anos de seguimento.

Técnicas : O CFM definiu também que a Cirurgia Metabólica para pacientes com DMT2 se dará, prioritariamente, por bypass gástrico com reconstrução em Y-de-Roux (BGYR). Somente em casos de contraindicação ou desvantagem da BGYR, a gastrectomia vertical (GV) será a opção disponível. Nenhuma outra técnica cirúrgica é reconhecida para o tratamento desses pacientes.

Resultado de imagem para sleeve versus bypass

Reconhecimento: Em 2011, a International Federation of Diabetes (IFD) introduziu a Cirurgia Metabólica nos algoritmos de tratamento de diabetes mellitus tipo 2 como alternativa para pacientes com IMC acima de 30 kg/m2 desde que a doença não tenha sido controlada apesar de tratamento medicamentoso otimizado e associada a fatores de risco para doença cardiovascular. Nos anos de 2013 e 2014, a American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS) e a International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO), respectivamente, recomendaram a cirurgia para pacientes com diabetes, sem controle da doença após tratamento clínico e mudança no estilo de vida. O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) passou a recomendar, em 2014, o tratamento cirúrgico para pacientes com mesmo perfil desde que o diagnóstico da doença seja inferior a 10 anos. Por fim, em 2016, 49 associações médicas de diferentes países revisaram as recomendações para o tratamento da diabetes e reconheceram a cirurgia metabólica como opção para o tratamento de diabetes e inadequado controle glicêmico após tratamento clínico.

Conheça as Normas da Resolução Brasileira (2172/2017 CFM):

Além do IMC e da ausência de resposta ao tratamento clínico, outros critérios para a indicação da Cirurgia Metabólica são a idade mínima de 30 anos e máxima de 70 anos e ter menos de dez anos de diagnóstico de diabetes.

  • Paciente precisa ter diabetes miellitus tipo 2 e ter IMC acima de 30 kg/m²;
  • Paciente precisa ter mais de 30 anos e no máximo 70 anos;
  • Paciente precisa ter diabetes miellitus tipo 2 há menos de 10 anos;
  • A indicação cirúrgica  precisa ser feita por dois médicos especialistas em endocrinologia;
  • Para indicação, é necessário um parecer que mostre que o paciente apresentou falha no tratamento clínico com antidiabéticos orais e/ou injetáveis, mudanças no estilo de vida e que compareceu ao endocrinologista por no mínimo dois anos;
  • Paciente não pode ter contraindicações técnicas ou clínicas para a cirurgia.

LEMBRE-SE: PROCURE SEMPRE UM MÉDICO ESPECIALISTA

Avaliação do Grau de Obesidade

Avaliação do Grau de Obesidade

Vamos ver se estamos acima do peso ideal? É Obesidade? Através do IMC (Índice de Massa Corpórea), podemos ver se estamos com aqueles quilinhos a mais e, conseqüentemente, com riscos à saúde…

COMO CALCULAR?

Divida seu peso em Kg pelo quadrado da sua altura em metros – IMC = Peso/h².

CALCULE AQUI SEU IMC

Resultados:

IMC ABAIXO DE 20:

Seu peso está abaixo da faixa considerada normal. É possível que seu biotipo seja do tipo longilíneo e, nesse caso, seu percentual de gordura corporal pode estar normal. Em todo caso, procure um nutricionista para uma orientação mais específica.

IMC ENTRE 20 E 25:

Seu peso está dentro da faixa considerada normal. Normalmente, isto corresponde às mais baixas taxas de mortalidade em relação ao peso. Se você não sofre de diabetes, hipertensão arterial ou excesso de colesterol e triglicérides e ainda assim deseja emagrecer, provavelmente o motivo é de ordem estética. Cuidado, portanto, para não submeter-se à riscos desnecessários.

IMC ENTRE 25 E 30 COM CINTURA ATÉ 89 CM:

Você está na faixa chamada de “excesso de peso”. Como sua medida de cintura está abaixo de 90 cm, você provavelmente não apresenta um excesso de tecido adiposo no interior do abdômen. Este tecido adiposo, chamado de gordura visceral, é o que mais acarreta riscos à saúde. Portanto você se situa em um grupo de menor probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia. Mesmo assim é aconselhável que procure seu nutricionista.

IMC ENTRE 25 E 30 COM CINTURA IGUAL OU MAIOR QUE 90 CM:

Você está na faixa chamada de “excesso de peso”. Como sua medida de cintura está acima dos 90 centímetros, provavelmente você está acumulando um excesso de tecido adiposo no interior do abdômen. Este tecido adiposo, chamado de gordura visceral, é o que mais acarreta riscos para a saúde. Portanto você se situa em um grupo de maior probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia.

IMC ENTRE 30 E 35:

Você está na faixa chamada de obesidade leve. Você se situa, portanto, em um grupo de maior probabilidade de complicações como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia. Mesmo perdas moderadas, como 10% do seu peso atual, podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas.

IMC ENTRE 35 E 40:

Você está na faixa chamada de obesidade moderada. Seu excesso de peso já pode estar provocando um risco muito elevado de complicações metabólicas, como diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia, além de predispor a doenças osteoarticulares diversas. Procure logo seu médico e inicie um tratamento sério para emagrecer. Mesmo perdas moderadas, como 10% do seu peso atual, podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas. Se você não conseguir emagrecer com uma orientação adequada sobre modificações dietéticas e prática de atividades físicas, justifica-se o uso de medicamentos, desde que devidamente supervisionado por um médico ou nutricionista, e mesmo a cirurgia bariátrica.

IMC MAIOR QUE 40:

Você está na faixa chamada de obesidade mórbida. Ela corresponde a um risco muito aumentado de diversas doenças. Seu tratamento, em geral, é muito difícil, mas assim mesmo qualquer esforço é válido. Mesmo perdas moderadas, como 10% do seu peso atual, podem reduzir significativamente seu risco de complicações metabólicas. Se você não conseguir emagrecer com uma orientação adequada sobre modificações dietéticas e prática de atividades físicas, justifica-se o uso de medicamentos, desde que devidamente supervisionado por um médico. Se ainda assim não for obtido um resultado satisfatório, a tendência atual é indicar-se um tipo de cirurgia em que a cavidade do estômago é reduzida para que diminua a ingestão de alimentos. Procure urgentemente o seu médico.

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Gastrectomia Vertical : A Cirurgia Bariátrica Moderna

Gastrectomia Vertical : A Cirurgia Bariátrica Moderna


I. INTRODUÇÃO 

Esta técnica cirúrgica foi idealizada em 2002 pelo Médico-Cirurgião do Aparelho Digestivo canadense MICHEL GAGNER (GAGNER et al, 2007) ao se deparar com pacientes super-obesos e com alto risco de morte perioperatória em virtude das doenças associadas, propôs que a CIRURGIA BARIÁTRICA fosse realizada em duas etapas: no primeiro ano, só reduzir o estômago através da GASTRECTOMIA VERTICAL sem a realização do desvio intestinal e no segundo ano, complementar a cirurgia, realizando agora o desvio no intestino numa técnica conhecida como DUODENAL SWITCH. No entanto, ao chegar no segundo ano de pós-operatório, vários pacientes não quiseram realizar a outra etapa cirúrgica por estarem satisfeitos com o resultado obtido da realização somente da GASTRECTOMIA VERTICAL. Dessa forma, a Gastrectomia Vertical surgiu como um procedimento isolado para o tratamento definitivo da Obesidade Mórbida em pacientes de elevado risco peroperatório que demonstrou grande eficiência, eficácia e efetividade no controle tanto da obesidade mórbida quanto das co-morbidades associadas (WOLNERHANSEN e PETERLI, 2014).

II. TÉCNICA CIRÚRGICA – MECANISMO DE AÇÃO
Na Gastrectomia Vertical é realizada uma secção (corte) gástrica longitudinal transformando o estômago em um tubo bastante estreito o que ocasiona uma restrição do volume gástrico total. Porém esta redução em comparação ao do Bypass Gástrico é menos acentuada (Relação do Volume Residual Gástrico Final – Gastrectomia Vertical: 120 ml versus Bypass Gástrico: 50 ml). A GASTRECTOMIA VERTICAL é considerada uma técnica de cirurgia bariátrica predominantemente RESTRITIVA, pois não se altera nem a anatomia e a capacidade de absorção intestinal, ou seja, seu mecanismo de emagrecimento ocorre através da redução do volume gástrico e aumenta acentuado da saciedade (ROSENTHAL et al, 2012). Nesta técnica ocorre a retirada do fundo gástrico e desta maneira promove-se uma redução acentuada de uma INCRETINA (hormônio gastrointestinal com ação no metabolismo) produzido pelo estômago, chamada de GRELINA, que atua sinalizando o apetite ao nível cerebral central. Sua diminuição ocasiona maior sensação de saciedade e declínio substancial do apetite. Esta técnica não altera a anatomia intestinal e por isso não causa alteração na absorção de ferro, cálcio e vitaminas. Logo a reposição de nutrientes, exames de controle e retornos ao consultório no pós operatório são menos frequentes, uma vez que os riscos de se desenvolver anemia, osteoporose e outras carências vitamínicas é menor. Também, ocorrem menos episódios de hipoglicemia e mal-estar (DUMPING) ao comer alimentos ricos em açúcar (doces e chocolates), menor grau de disfagia (dificuldade para engolir) e vômitos ao comer carnes vermelhas, tornando a dieta no pós-operatório menos restritiva em relação a qualidade dos alimentos (ZOGRAFOS et al, 2010).

III. INDICAÇÕES E RESULTADOS
A taxa de emagrecimento ocasionada pela Gastrectomia Vertical chega a ser superior a 60% do excesso de peso em três anos. Os estudos atuais demonstram que a Gastrectomia Vertical possui a mesma taxa de sucesso no controle das doenças associadas a obesidade quando comparada com as técnicas cirúrgicas mistas (ex. Bypass Gástrico). É um procedimento mais fisiológico, sendo indicado atualmente em pacientes no limite da Obesidade Mórbida, adolescentes (acima de 16 anos) ou muito idosos (acima de 65 anos), em pacientes com múltiplas doenças associadas e até mesmo aqueles com algum grau de Cirrose. Um grupo especialmente beneficiado por esta técnica são o das mulheres jovens e ainda sem filhos, pois não ocasionam distúrbios nutricionais e desta maneira não interferem no desenvolvimento do bebê nas futuras gestações (MEAD et al, 2014).

IV. TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 ATRAVÉS DA GASTRECTOMIA VERTICAL

Quando indicada nos pacientes com diabetes mellitus tipo 2  a Gastrectomia Vertical apresenta uma importante ação metabólica e controla cirurgicamente o Diabetes Mellitus Tipo 2 associado á obesidade com a mesma eficácia que a cirurgia do BYPASS GÁSTRICO (ZHANG et al, 2014).Os estudos científicos mais atuais demonstraram que a GASTRECTOMIA VERTICAL apresenta a mesma eficácia no controle e tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (56% Resolução), Hipertensão Arterial (50% Resolução) e Dislipidemia (67% Resolução) nos pacientes obesos mórbidos quando comparados ao resultados obtidos pelo Bypass Gástrico (CHANG et al, 2014).

IV. VANTAGENS E DESVANTAGENS

Pode-se citar como vantagens deste procedimento:

a) Procedimento mais fisiológico e sem disabsorção intestinal e com menores distúrbios nutricionais pós-operatórios (STEIN et al, 2014);

b) Menor necessidade de suplementos vitamínicos;

c) Pequeno índice de complicações;

d) Inexistência da síndrome de “Dumping”;

e) Mais indicado para pacientes com IMC entre 30 e 35, em especial diabéticos e Hipertensos, ou naqueles com IMC acima de 50 como primeiro tempo de um procedimento misto (Fobi-Capella ou Duodenal-Switch);

f) Uma alternativa em pacientes com a necessidade de monitorização gástrica no pós-operatório – exemplo casos de câncer gástrico na Família;

g) pacientes que não aceitam a ideia de comer pequenos volumes ou apresentar evacuações líquidas com gases mal-cheirosos no pós-operatório.

A sua principal desvantagem é por ser considerada uma técnica cirúrgica IRREVERSÍVEL.

V. RISCOS E COMPLICAÇÕES

A CIRURGIA BARIÁTRICA atualmente é um procedimento seguro. Apresenta as mesmas taxas de complicações e morbidade relacionada aos procedimentos laparoscópicos (Ex. Colecistectomia) em pacientes complexos como nos portadores de obesidade mórbida. As taxas de complicações são as seguintes:

a)Complicações Cirúrgicas : Hemorragia (Sangramento no Estômago e em órgãos adjacentes – tais como o Baço), Fístulas da linha de grampeamento (abertura dos grampos do estômago com vazamento do conteúdo gástrico), Tromboembolismo Pulmonar e Atelectasia ocorrem em aproximadamente 1,5% dos pacientes.

b) Mortalidade Cirúrgica : É aquela que ocorre dentro dos primeiros 30 (trinta) dias de pós-operatório. Esta taxa fica em torno de 0,2 a 0,5%. Os principais fatores relacionados ao aumento desta mortalidade operatória são: sexo masculino, IMC > 50 e diabetes mellitus tipo 2 (KOTHARI et al, 2014).

LEMBRE-SE: CONSULTE SEMPRE UM MÉDICO ESPECIALISTA e ESCUTE UMA SEGUNDA OPINIÃO.

Cirurgia Bariátrica: Mitos e Verdades.

Cirurgia Bariátrica: Mitos e Verdades.

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O Instituto PROGASTRO é resultado de um trabalho de vários anos de aperfeiçoamento técnico e humanístico, com equipe cirúrgica capacitada após amplo treinamento em cirurgia minimamente invasiva (vídeolaparoscópica), cujo objetivo é a disponibilização de técnicas cirúrgicas SEGURAS trazendo o que existe de mais adequado aos nossos pacientes. Com o nosso compromisso de informar e esclarecer nossos pacientes disponibilizamos no link abaixo uma cartilha com as respostas das principais duvidas a cerca da CIRURGIA BARIÁTRICA e METABÓLICA.

Não faça sua Cirurgia com Dúvidas, este caminho deve ser trilhado com muita segurança e bastante apoio familiar.

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Cirurgia Bariátrica Consciente

Veja as técnicas Cirúrgicas mais utilizadas nos vídeos abaixo

GASTRECTOMIA VERTICAL

BYPASS GÁSTRICO